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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Fuga aos tons pálidos

Hoje sentei-me à mesa no atelier diante da tela branca de neve e cobri-a toda dum tom verde clarinho que gosto muito. Dele já não resta nada ...cobri-a aos poucos de roxos laranjas, amarelos em tons fortes e quentes - devia estar com frio - uma floresta abstracta mirando-se num lago meio fantasmagórico...foi o que saiu.

Se gosto dela? Está um pouco expressionista para meu gosto, mas é pequenina e vou guardá-la assim...




Sujeito-me às críticas. Gosto delas.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Rain

Hoje está um dia lindo, cheio de sol...calor de verão.
Fui à Ramada Alta ao apartamento do meu filho para levar coisas essenciais e buscar alguma roupa à lavandaria. Encontrei três colegas da escola e fiquei muito contente porque parecia que não nos víamos desde ontem! E já passaram três anos desde que saí dali.


Em casa, apeteceu-me pintar  e saiu algo que me sugere chuva, água, pingos, charcos, reflexos., vidro....é mesmo abstracto.


Chuva
Chuva, caindo tão mansa, 
Na paisagem do momento, 
Trazes mais esta lembrança 
De profundo isolamento. 


Chuva, caindo em silêncio 
Na tarde, sem claridade... 
A meu sonhar d'hoje, vence-o 
Uma infinita saudade. 


Chuva, caindo tão mansa, 
Em branda serenidade. 
Hoje minh'alma descansa. 
— Que perfeita intimidade!... 

Francisco Bugalho, in "Paisagem"

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Pastoral

Hoje antes de ir para o ginásio, resolvi fazer um quadrinho sobre este tema para juntar aos outros que estão à espera de molduras adequadas. Ficou em stand-by enquanto estive fora, mas quando voltei pelas 3.30, estava um sol esplendoroso a jorrar sobre a mesa da cozinha, onde pinto. O quadro
parecia que tinha vida, iluminado pelo sol dourado e convidativo a um passeio bucólico pelos montes e vales, que infelizmente não aconteceu. Fiquei aqui a acabá-lo e parece-me que liga bem com os outros. É pequenino,só tem 20x10 embora na foto pareça enorme.
E para que esta entrada não fique demasiado pobre, acrescento um vídeo espectacular da Sinfonia Pastoral de Beethoven, uma das minhas preferidas, que usei em tempos nas aulas para motivar os alunos para o tema música. Na altura, convidei uma flautista da antiga Regie Symphonie, que era minha colega na Escola Profissional de Música e uma intérprete invulgar, Wendy Quinlan, australiana, para vir tocar uns pedacinhos desta sinfonia na aula. Os meus alunos adoraram. E eu também.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Daffodils



Em Inglaterra encontram-se por toda a parte, enchem os campos com a sua leveza e cor dourada. São flores singelas, muito belas, que mereceram da parte dos poetas ingleses grande enlevo.

Vão aqui uma foto tirada há dias no Hyde Park de Leeds e um dos poemas mais conhecidos de William Wordsworth, o poeta romântico do Lake District. Quem o recita é um dos meus actores ingleses favoritos, Jeremy Irons




"Daffodils" (1804)


I WANDER'D lonely as a cloud
That floats on high o'er vales and hills,
When all at once I saw a crowd,
A host, of golden daffodils;
Beside the lake, beneath the trees,
Fluttering and dancing in the breeze.

Continuous as the stars that shine
And twinkle on the Milky Way,
They stretch'd in never-ending line
Along the margin of a bay:
Ten thousand saw I at a glance,
Tossing their heads in sprightly dance.

The waves beside them danced; but they
Out-did the sparkling waves in glee:
A poet could not but be gay,
In such a jocund company:
I gazed -- and gazed -- but little thought
What wealth the show to me had brought:

For oft, when on my couch I lie
In vacant or in pensive mood,
They flash upon that inward eye
Which is the bliss of solitude;
And then my heart with pleasure fills,
And dances with the daffodils.

By William Wordsworth (1770-1850).

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