Eis o meu primeiro quadro produzido no meu atelier...
Lembro-me do poema de Cat Stevens :
Morning has broken, like the first morning
Blackbird has spoken, like the first bird
Praise for the singing, praise for the morning
Praise for the springing fresh from the word
Aparentemente nada tem a ver com a pintura... mas
para mim este quadro representa um renascer para a
Arte, agora
num espaço meu que está mesmo inspirador. Foi feito com acrílico sobre placa de MDF
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Era uma vez um Espaço
Não escrevi nada estes dias, pois andei atarefada com a mudança do meu filho - já está a viver no seu apartamento, sem grande conforto, mas liberdade, independencia e o necessário para o seu dia a dia, bem melhor que em Lisboa, onde vivia num T0 muito antigo e pagava 450 euros. Aqui terá de deslocar-se mais para o trabalho, mas como ele diz, a vida é bem mais barata no Porto e as pessoas são prestáveis.
Entretanto, ontem, passei o dia a arranjar
o meu atelier no quarto dele,
já que está vazio e não tenciono ter um quarto de hóspedes, para isso uso o da minha filha. Já há muito que ansiava por ter lugar para as minhas coisas, materiais de pintura, papelaria e não só. Tinha um escritório mínimo no que era suposto ser a lavandaria, mas afligia-me a mesa tão cheia de coisas - um PC antigo, impressora, scanner, papeladas. Acabava por pintar na mesa da cozinha, que está toda pintalgada de acrílico. Os materiais estavam todos num armário que era suposto ser para mercearias, consegui metê-los todos numa estante que levei para o meu novo espaço. Ainda não acabei de arrumar as minhas pinturas em pastel, que estão numa prateleira, algumas já amachucadas....mas farei isso hoje, para acabar o serviço.
Numa das paredes vou pôr uma calha para poder pendurar os meus quadros temporariamente e ir mudando, quando me fartar deles. Vai ficar só para expo da minha obra :))). Por enquanto estão encostados à parede ou arrumados na estante.
Numa das paredes puz postais e cartazes de expos, assim como fotos colectivas. A janela grande em frente da mesa só mostra verdes, matizados, lindíssimos....tenho muita sorte.
Sinto-me feliz....e com vontade de regressar de Londres e trabalhar em alguma coisa a sério.
Entretanto, ontem, passei o dia a arranjar
o meu atelier no quarto dele,
Sinto-me feliz....e com vontade de regressar de Londres e trabalhar em alguma coisa a sério.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Utopia e realidade
Já há uns dois meses que não vou ao atelier. Pode parecer uma birra da minha parte, há quem estranhe, há quem me escreva a insistir, há quem esteja em silêncio à espera, há, com certeza, alguém que está zangado/a comigo por não corresponder ao que de mim esperariam.Não sou pessoa para obrigações, nem para dar demasiado valor ao sentido do dever - a não ser nas tarefas que a família me impôe ou a profissão me exigia outrora. Desde que me reformei há 3 anos, sinto que as minhas obrigações diárias e costumazes chegaram ao fim e que a partir dali, só tenho como obrigação fazer o que me apetece, continuando a enriquecer-me cultural e fisicamente e a ajudar quem de mim precisa, sobretudo a família.
Tenho dado grande importância ao meu aspecto físico e à saúde neste ultimo mês, prosseguindo com persistência o programa Body For Life.
Cada vez que vou ao ginásio e à piscina sinto que estou a melhorar a minha performance física e que progrido face à degenerescência dos meus ossos - artroses - que me deixavam deprimida e tolhida. Já perdi algum peso e sobretudo, consigo fazer os movimentos com mais à vontade. Já aguento a passadeira a 3km por hora, o que é muito bom. Faço bicicleta durante meia hora a uma velocidade razoável e na piscina, consigo estar uma hora nadando ou fazendo a minha hidro-ginástica. Ando mais feliz desde que comecei este regime, acompanhado de dieta de seis refeições, só com carne branca, integrais e nenhuma gordura. Já não como um bolo há três semanas, nem olho para eles. Não vou ao restaurante, como sempre em casa ou sopa no café. Descobri que os cafés fazem belíssimas sopas caseiras a 1 euro. As barritas da myoplex que substituem refeições tb são óptimas. Tenho tido muta ajuda da minha nora e do meu filho que já fazem este programa há meses e estão lindos. Isso anima-me muito tambem. Fui à médica e estou a fazer um check-up completo a nível de exmes básicos.O tempo tem estado magnífico e só isso já é um autêntico hino à actividade física. Apetece andar a pé, passear, estar ao ar livre.
O atelier ultimamente só me trazia frustração. Em tempos, sentia que aprendia muito, talvez porque fui para lá com a ideia de que seria como na Paleta, onde as pessoas eram quatro ou cinco e o professor empenhava-se muitíssimo na nossa progressão, falando de nós e connosco individualmente e apreciando tudo o que fazíamos com grande classe. Na Utopia, pelo facto de haver muita gente, o espaço ser relativamente pequeno e pouco prático, o ambiente torna-se um pouco confuso, conversa-se muito e trabalha-se pouco. A atenção do Professor é forçosamente dispersa.
Fica longe, tenho de deixar lá os quadros uma semana à espera de poder continuar , o que para mim se torna quase impossível. Quando começo uma obra , gosto de continuar logo. Não fiz um quadro de jeito na Escola desde Outubro. Experimentei óleo, mas achei difícil e complicado, o que não quer dizer que não venha a tentar outra vez. Em casa sinto-me mais à vontade e pinto melhor, na minha humilde opinião.

Queria acrescentar que admiro imenso todos os que trabalham a Utopia, como já deu para ver. São verdadeiros artistas, tanto a professor Domingos Loureiro - com juventude, talento e originalidade acima da média - como a Teresa Silva Vieira,
Oiço a Sinfonia nº2 de Mahler no Mezzo: Ressurreição. Ouvi-a na inauguração da Casa da Música, sozinha, com a sala a abarrotar. Lembro-me que saí de lá a chorar de comoção e telefonei ao meu filho que estava em Munique a contar-lhe como tinha sido a experiência.
Todos nós temos de morrer e ressurgir de vez em quando. Mudar de rumo, escolher outras opções, para continuar a VIVER. A utopia tem de se transformar em realidade no nosso dia a dia, pelo menos nos anos que nos restam de vida...uma vez que já ascendemos à categoria de seniores e os anos passam num instante.
Um video com um excerto empolgante da Sinfonia nº 2 de Mahler:
quinta-feira, 15 de julho de 2010
UTOPIA transformada em REALIDADE
Está-se a aproximar o fim do ano. E com ele vem uma certa nostalgia que o verão sempre tráz consigo. Algumas pessoas já partiram para férias, outras já voltaram, outras partirão...de qualquer modo, em Agosto, o atelier estará fechado e não poderemos encontrar-nos tão amiúde. Só damos por isso quando de repente, ficamos livres à 3ª e à 5ª, sem ninguém que nos ature :),

Hoje resolvi levar a minha máquina para a Escola e tirei algumas fotos enquanto trabalhávamos , assim como à exposição colectiva que está neste momento a decorrer.



Quase todos são figurativos, há um ou outro abstracto. E há alguns que são mesmo excelentes na minha opinião. Não figuram os nomes dos pintores porque não os sei todos, peço desculpa. Há tres turmas diferentes.
A última foto é do Professor Domingos Loureiro , que está a preparar a exposição " Malhas da minha Vida" ( Clube Literário, 16 de Julho- 21 h) com a nossa colega Ana Maria.
Hoje estivémos a ouvir música de Wim Mertens, compositor, vocalista contratenor, pianista belga que tem uma obra impar no género de música minimalista. O atelier não nos enriquece só visualmente. O professor tb nos ensina Musica :)
Gostei tanto que fica aqui um vídeo dele para os apreciadores.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Voltei à Escola
Hoje voltei ao atelier...e foi uma festa. Fiquei feliz com a recepção de pessoas que só me conhecem muitas delas há meses...é mesmo uma família, onde se cria e pinta, mas onde se trocam impressões, contam-se histórias, recordam-se episódios das nossas juventudes ou infâncias - tão diversas - e sobretudo, onde se sente uma camaradagem que não dá lugar a invejas, a competição ou a mesquinhez. É tudo são e bonito.
Estava lá uma exposição que tinha sido inaugurada no dia 19 quando fizeram a churrascada de S. João, à qual não estive presente. Lá estava o meu quadro que destoava um tanto dos outros em estilo. Não gosto muito de expos colectivas porque acho que a maioria dos quadros ficaria melhor isolada numa parede. Havia lá quadros lindos, mas no meio de todos, nem se notam. São gostos....
Encontrei dois quadros meus por acabar, já nem me lembrava bem deles. Acabei-os ou pelo menos considero um deles terminado.
Comecei-o há uns três meses quando me iniciei no impasto pela primeira vez. Neste usei técnicas em acrílico que nunca tinha usado, misturas muito líquidas - aguadas - que se vão sobrepondo sobre os relevos do impasto e deixados a secar de forma a diluirem-se e a tomarem formas de cores diferentes.
O quadro está mesmo bonito, graças ao meu professor que foi sugerindo as mudanças. Deste gosto ( ainda bem porque já estava a ficar deprimida com a minha falta de motivação).
Estava lá uma exposição que tinha sido inaugurada no dia 19 quando fizeram a churrascada de S. João, à qual não estive presente. Lá estava o meu quadro que destoava um tanto dos outros em estilo. Não gosto muito de expos colectivas porque acho que a maioria dos quadros ficaria melhor isolada numa parede. Havia lá quadros lindos, mas no meio de todos, nem se notam. São gostos....
Encontrei dois quadros meus por acabar, já nem me lembrava bem deles. Acabei-os ou pelo menos considero um deles terminado.

Comecei-o há uns três meses quando me iniciei no impasto pela primeira vez. Neste usei técnicas em acrílico que nunca tinha usado, misturas muito líquidas - aguadas - que se vão sobrepondo sobre os relevos do impasto e deixados a secar de forma a diluirem-se e a tomarem formas de cores diferentes.
O quadro está mesmo bonito, graças ao meu professor que foi sugerindo as mudanças. Deste gosto ( ainda bem porque já estava a ficar deprimida com a minha falta de motivação).
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Utopia ou realidade?
Hoje fui à Utopia.
Ando a fazer um quadro grande e estou a gostar, mas ainda não acabei, de modo que me pus a ver outras obras de colegas, catálogos, etc.
Ao olhar para o catálogo da exposição de Teresa Vieira - a proprietária da Utopia e minha amiga - enamorei-me de alguns quadros dela feitos com técnicas mixtas.
A Teresa é muito competente em técnicas diversas e embora não dê aulas agora, todos gostamos de ver o que ela faz em casa ou no atelier nas horas vagas(?). Os quadros dela estão sempre por ali... Já fez muitas exposições aqui e fora da cidade. Usa impastos, papel de seda ( neste caso), colas, espátulas, óleo e acrílico, vidro, etc.
A medo perguntei-lhe quanto custariam os dois quadros.
Não posso pôr aqui o preço deles por razões óbvias, mas digo-vos que com esse dinheiro, nem uma peça de roupa decente se compra:)...e além disso, o segundo foi-me oferecido ( não para publicidade....mas por pura simpatia e amizade o que me comoveu imenso).
Não tinha o dinheiro ali, mas trouxe-os para casa, ficam lindos na minha sala. Nem sequer os pus na parede, ficaram na estante embutida no meio de algumas peças de família. Aguentam-se em pé, visto terem uma espessura considerável. Medem 30x30 cm.
Sempre gostei de ter à vista o que não é feito por mim. Os meus quadros podem estar encostados contra a parede durante meses...não me afecta nada.
Já uma vez tinha posto aqui uma entrada sobre esta artista. Gosto de quase tudo o que ela faz e penso que merecia maior destaque no mundo da cultura e das artes.
Ando a fazer um quadro grande e estou a gostar, mas ainda não acabei, de modo que me pus a ver outras obras de colegas, catálogos, etc.
Ao olhar para o catálogo da exposição de Teresa Vieira - a proprietária da Utopia e minha amiga - enamorei-me de alguns quadros dela feitos com técnicas mixtas.
A Teresa é muito competente em técnicas diversas e embora não dê aulas agora, todos gostamos de ver o que ela faz em casa ou no atelier nas horas vagas(?). Os quadros dela estão sempre por ali... Já fez muitas exposições aqui e fora da cidade. Usa impastos, papel de seda ( neste caso), colas, espátulas, óleo e acrílico, vidro, etc.
A medo perguntei-lhe quanto custariam os dois quadros.
Não posso pôr aqui o preço deles por razões óbvias, mas digo-vos que com esse dinheiro, nem uma peça de roupa decente se compra:)...e além disso, o segundo foi-me oferecido ( não para publicidade....mas por pura simpatia e amizade o que me comoveu imenso).
Não tinha o dinheiro ali, mas trouxe-os para casa, ficam lindos na minha sala. Nem sequer os pus na parede, ficaram na estante embutida no meio de algumas peças de família. Aguentam-se em pé, visto terem uma espessura considerável. Medem 30x30 cm.
Sempre gostei de ter à vista o que não é feito por mim. Os meus quadros podem estar encostados contra a parede durante meses...não me afecta nada.
Já uma vez tinha posto aqui uma entrada sobre esta artista. Gosto de quase tudo o que ela faz e penso que merecia maior destaque no mundo da cultura e das artes.
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