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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Passeio das Virtudes



Hoje resolvi passear pelo Porto e visitar a exposição de pintura da ÁRVORE, várias obras produzidas pelos sócios da Cooperativa.
O dia estava ameno, o sol quente, mas uma brisa fresquinha fazia-nos sentir bem lá fora. As cores pareciam reavivadas e o rio Douro mais azul que nunca. A expo só abria às 2.30 e eu fui
meia hora mais cedo, de modo que andei mesmo a gozar a vista do Mirante das Virtudes, que, curiosamente, aparece num site de vistas do Porto em 360º.

Passeio das Virtudes

O paredão das Virtudes foi construido no séc. XVIII e o local tornou-se num dos jardins publicos da cidade. A alameda permite uma excelente perspectiva sobre o rio, até a barra. Em primeiro plano pode ver-se a Fonte das Virtudes e, logo, os socalcos que descem até São Pedro de Miragaia. Junto ao rio, vé-se o imponente edificio da Alfândega.

( in 360º Portugal.com)

Acrescentaria que é um local privilegiado, sossegado; apenas vi um homem, que passeava um bébé num carrinho, quatro amigalhaços que falavam bem alto, umas mulheres a lavar a rua de baixo com mangueiras, e gaivotas como loucas procurando sustento. Uma imagem linda e romântica do nosso cantinho.

Ás duas e meia não havia vivalma na Cooperativa Arvore, mas daí a dez minutos apareceram umas raparigas que desconheciam porque é que o "engenheiro" ainda não tinha vindo abrir a porta. Os engenheiros são os culpados de tudo neste país!! Finalmente apareceu o senhor com a chave na mão e pude visitar a expo.
Não me entusiasmou por aí além, vi alguns quadros interessantes, que aqui reproduzo.





No fim ofereceram-me um catálogo, mas a simpatia das pessoas não é grande. estão ali a vender na livraria, como se estivessem a fazer um frete, não perguntam se precisamos de ajuda, se gostámos da expo, se vamos voltar. Os artistas bem podem expor, não há quem atraia pessoas para estes locais com funcionários assim.Não consigo deixar de comparar a situação com outras em Boston, NY ou em Leeds, onde os sorrisos abundam, o desejo de agradar é notório, a simplicidade e a simpatia fazem parte do ADN dos funcionários que querem vender.
Por fim ainda fotografei os grafitti comemorativos do 20º aniversário da Árvore, em 2009. São muito atraentes, fantásticos, mesmo para mim, que não aprecio esse género de street art.

sábado, 31 de outubro de 2009

José Rodrigues - fundador da Cooperativa ÁRVORE



Comemoram-se agora os 25 anos da Cooperativa ÁRVORE, um nome que significa excelência cultural da cidade do Porto. A cooperativa foi fundada pelo escultor José Rodrigues, nascido em Luanda, mas radicado no Porto, que foi hoje homenageado. Fica aqui uma pequena referência ao apreciado escultor.



José Rodrigues (Luanda, 1936) é um artista plástico português.
Realizou os seus estudos artísticos na Escola Superior de Belas-Artes do Porto onde concluiu o curso de Escultura. Com Armando Alves, Ângelo de Sousa e Jorge Pinheiro constituiu, em 1968, o grupo «Os Quatro Vintes».

Foi um dos fundadores da Cooperativa Cultural Árvore, no Porto, e um dos promotores da Bienal de Vila Nova de Cerveira.
Entre as suas obras mais conhecidas destaca-se o cubo da Praça da Ribeira, no Porto.
Criou agora a Fundação José Rodrigues em pleno coração do Porto recuperando uma antiga fábrica de chapéus, na freguesia portuense de Santo Ildefonso uma forma de expor o que de mais importante criou ao longo da vida e de incentivar jovens à criação artística. "Tudo em mim são coisas do destino, eu pouco tenho a ver com isto, alguém me empurra. Desde o princípio olhei para esta fábrica e senti um fascínio Mas o que é que foi? Não sei", conta.
O principal objectivo do escultor para o espaço é fazer convergir diferentes formas de pensamento e de artefazer convergir diferentes formas de pensamento e de arte , porque "sem diversidade não há cultura". Outro pilar do projecto é dar oportunidade aos jovens de mostrar o que valem, num momento em que tão poucos incentivos lhes são dados.
José Rodrigues trocou Vila Nova de Cerveira (onde é proprietário do Convento de Sampayo) pelo Porto para se dedicar a este projecto. "Finalmente vou conseguir expor o que contruí ao longo de 70 anos", diz. É no Porto que diz querer morrer, porque a Invicta é indissociável da sua vida.
(in " U.Porto- Comunicação)