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sábado, 10 de dezembro de 2011

Há quadros assim

que parecem levar uma eternidade a fazer...

esta é terceira vez que cubro a mesma tela de acrílico, mas espero que seja a última, porque ao vivo, está com um colorido lindo ( na minha opinião, claro). Levou impasto três vezes, verniz duas e tintas várias, verdes, azuis e brancos picotados, cortados, raspados, pincelados, dedilhados, etc.etc. O efeito de todo este rendilhado foi o seguinte:


Entretanto faltou a lu durante uma hora e meia aqui nesta zona do Porto e deixei-o a secar, pois nada mais podia fazer...veio a luz...e olhei de novo para ele, ainda estava bonito...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

No reino da fantasia

Hoje ao vir do Cidade do Porto, passei pela loja de artigos de arte e trouxe novas bisnagas, pinceis e uma tela quadrada. sentia-me com vontade de pintar...não sei porquê, queria experimentar outro estilo, tentar outras cores, métodos...
Não sou pessoa para fazer o mesmo quadro muitas vezes, embora já tenha repetido o tema do mar e das árvores muitas vezes. Quanto a abstractos, são todos diferentes, mesmo quando as técnicas usadas são iguais.

Hoje usei os meus dedos em vez dos pinceis, como as criança fazem na escola. Fi-lo eapontaneamente , molhando as pontas e tirando a tinta directamente das bisnagas. Gostei do efeito e fui completando até ter um quadro que me diz alguma coisa.
Enviei uma foto a um amigo meu inglês e ele não acreditou que só tivesse usado os meus dedos. Mas é verdade!

Ainda não lhe pus verniz nenhum, talvez o deixe assim mate.

E porque gosto muito deste poema de Sophia Mello Breyner, transcrevo-o aqui a acompanhar o quadro, que, provavelmente, nada tem a haver com ele.

Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.

Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.

Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.


Chamei-lhe No Reino da Fantasia.