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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Christmas cards

Já lá vai o tempo em que as pessoas comunicavam no Natal através dos correios tradicionais e de forma mais cuidada.Ainda me lembro das horas que os meus pais passavam sentados na mes da sala de jantar a escrever a todos os seus amigos estrangeiros e de irmos ao correio na véspera de Natal.
Hoje contam-se pelos dedos os cartões de BF que recebo todos os anos e muitos deles são de bancos, lojas ou editoras, sem grande significado, nem texto, muitas vezes quase só publicidade.


Hoje recebi um que me comoveu especialmente porque veio da Alemanha duma amiga que foi professora dos meus três filhos no Colégio Alemão e com quem trabalhei em projectos Comenius mais tarde, e que ainda se dá ao trabalho de comprar um cartão bonito, escrevê-lo em Português que ela não domina, pois só viveu cá cinco anos, e trazer-me um sorriso que os anos não a fazem perder. Fiquei comovida e puz o cartão em lugar de destaque, num passepartout que trouxe de Leeds e que coloco sempre em cima da lareira, como podem ver.

Entretanto tenho recebido múltiplos emails a responder ao convite que enviei para a expo de fotografia, receio que o Vivacidade não tenha espaço para tantos amigos meus...alguns são umas sumidades do Woophy, que tiram fotos espectaculares, muito melhores que eu alguma vez ousarei tirar.

É bom sentir o calor dos outros nesta época de Natal.

domingo, 4 de setembro de 2011

Arrumações - going down memory lane

Não há nada pior....que passar um domingo cheio de sol a abrir gavetas, onde se guardaram coisas há anos e que contém segredos para lá do imaginável, recordações que estavam abrigadas mesmo no fundo, fotografias amareladas e sem qualquer espécie de interesse actual, cartas,  souvenirs, etc. Há quem deite tudo fora....há quem guarde tudo.  Sou um meio-termo. Nas arrumações,  encontramos algo interessante.
Em tempos, no ano de 1997, escrevi muitos mails a um amigo meu e ele a mim. Imprimi-os, pois eram quase diários dentro duma pasta com elásticos e trouxe-as para aqui em dada altura, pois eram privados
e não queria que ninguém os lesse.
Hoje, passados 14 anos,  descobri que o que ali está sou eu há quase 15 anos, numa encruzilhada de vida, sufocando a minha infelicidade no dia-a-dia com os filhos, vivendo como profissional a 100% e, tentando encontrar consolação numa Amizade gratuita, grande, imensa e que nunca terminará.
Como no filme que vi há dias, os anos passam e só vemos bem a realidade e a importância das relações pessoais anos depois, com perspectivas diferentes e olho critico. Reli muito do que escrevi...está lá tudo, a minha ansiedade, os meus sonhos, o meu amor aos filhos, o gosto pelo ensino, pela música....o meu desejo de evasão, a minha restlessness, incapacidade de parar, de ficar, de estagnar.

Se ele ler isto vai-se rir...mas a espuma do tempo já levou quase tudo....