Sempre gostei de Filosofia e ainda estudei alguma coisa na FLUP para lá do que nos debitavam no secundário, filosofia de pacotilha, tudo baralhado, sem grande conexão. Na Flup tive uma cadeira de Introdução à Psicologia, bastante útil para a via que acabei por escolher.
Acredito na Psicanálise, nas conversas no divã, no papel dum bom psiquiatra ou psicólogo. Nunca fui a nenhum por minha conta, mas já contactei com pessoas maravilhosas nesse ramo e sei de resultados surpreendentes conseguidos apenas através do diálogo e medicação.
O filme que fui ver contrapôe as teorias de Freud e de Jung, colegas na investigação, mas nem sempre de acordo quanto aos meios a usar para libertar os pacientes através da quebra de tabús e da expressão dos seus instintos e repressões.Não vou contar o filme pois tiraria todo o interesse aos proximos espectadores. Gostei do "approach" de Cronenberg, um realizador de que não gosto especialmente. O filme é um pouco teatral e não muito rebuscado em termos de recontituição da época, achei-o bem mais interessante a nível do diálogo e da interpretação das personagens principais, entre as quais a linda Keira Knightley, que é uma das minhas actrizes inglesas favoritas. A intelectualidade do tema deve escapar a algumas pessoas incautas, que esperem outro tipo de filme.
Fica aqui o trailer:
Mostrar mensagens com a etiqueta filosofia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta filosofia. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
Há horas felizes
Hoje voltei à Foz, ao meu poiso, onde as gaivotas já me conhecem :) e onde passo alguns dos momentos mais belos da minha vida, agora que já nada me impede de sair sozinha ao Domingo à tarde, de fazer o que me apetece, sem planos, apenas com os objectos que me fazem falta: máquina fotografica, Ipod e telemóvel ( este não me é indispensável....mas convém tê-lo à mão).Estava uma daquelas tardes de sonho, em que tudo parece belo, até as pessoas que se acotovelam na estrada a olhar para o mar, sem ousar descer até à areia, que é onde se sente verdadeiramente a frescura, o cheiro e o pulsar das ondas e da espuma.
Levei para ler "O Guardador de Rebanhos" de Alberto Caeiro. Genial. Perfeito para o dia de hoje. Um livro que nos ensina a não pensar quando nos quedamos em frente às coisas belas da Natureza. Devemos deixar-nos impregnar por elas por osmose, sem usar o cérebro, apenas os sentidos...
Estive ali duas horas a olhar para um surfista no meio do mar,para
as gaivotas meias-loucas que tanto invejo, e para a "minha" rocha vitimizada por uma crueldade salgada quotidiana, que a deixa muda, lisa, cada vez mais pequena e à mercê da fúria do mar.
Há horas felizes...e há momentos em que sinto que que poderia morrer devagarinho, acabar em beleza, se não fora a minha incapacidade de fazer o que Caeiro aconselha: deixar de pensar.
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo…
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo.Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender…
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar…
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar…
Levei para ler "O Guardador de Rebanhos" de Alberto Caeiro. Genial. Perfeito para o dia de hoje. Um livro que nos ensina a não pensar quando nos quedamos em frente às coisas belas da Natureza. Devemos deixar-nos impregnar por elas por osmose, sem usar o cérebro, apenas os sentidos...
Estive ali duas horas a olhar para um surfista no meio do mar,para
as gaivotas meias-loucas que tanto invejo, e para a "minha" rocha vitimizada por uma crueldade salgada quotidiana, que a deixa muda, lisa, cada vez mais pequena e à mercê da fúria do mar.
Há horas felizes...e há momentos em que sinto que que poderia morrer devagarinho, acabar em beleza, se não fora a minha incapacidade de fazer o que Caeiro aconselha: deixar de pensar.
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo…
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo.Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender…
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar…
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar…
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Ainda Gedeão - Pedra Filosofal - música de Manuel Freire
Para os que gostam de sonhar, aqui fica o poema genial, a canção transcendental na voz inesquecível de Manuel Freire, fotos lindissimas - versão de Crissyblueeyes, youtube.
PEDRA FILOSOFAL
E que o SONHO continue....
PEDRA FILOSOFAL
E que o SONHO continue....
Subscrever:
Mensagens (Atom)




