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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Photo collages

Gosto imenso de fazer colagens fotográficas. Parte da parede maior do meu atelier está agora forrada de fotos a preto e branco que imprimi em casa, para experimentar as que queria levar para a Expo Jogos de Luz, que terá lugar em Janeiro.
Ficou mesmo fotogénico e ao olhar para aquelas imagens, relembro momentos inesquecíveis que passei sozinha - a maioria - ou com os meus filhos em viagem.

Fiz uma outra - esta no próprio programa Picasa - de fotos que acho artísticas, escolhidas um pouco ao acaso. É fácil brincar aos fotógrafos, mesmo sem se saber muito de técnicas , nem de objectivas. A fotografia digital é um mundo e já sou um pouco "velha" para aprender muito mais. Sobretudo, recuso-me a andar com o material pesadíssimo que vejo aos meus amigos do Woophy nos nossos encontros anuais. Morreria ao fim do dia, se não tivesse um assistente ( um Ambrósio) que transportasse
tudo para mim:)

domingo, 27 de novembro de 2011

Há horas felizes

Hoje voltei à Foz, ao meu poiso, onde as gaivotas já me conhecem :) e onde passo alguns dos momentos mais belos da minha vida, agora que já nada me impede de sair sozinha ao Domingo à tarde, de fazer o que me apetece, sem planos, apenas com os objectos que me fazem falta: máquina fotografica, Ipod e telemóvel ( este não me é indispensável....mas convém tê-lo à mão).
Estava uma daquelas tardes de sonho, em que tudo parece belo, até as pessoas que se acotovelam na
estrada a olhar para o mar, sem ousar descer até à areia, que é onde se sente verdadeiramente a frescura, o cheiro e o pulsar das ondas e da espuma.

Levei para ler "O Guardador de Rebanhos" de Alberto Caeiro. Genial. Perfeito para o dia de hoje. Um livro que nos ensina a não pensar quando nos quedamos em frente às coisas belas da Natureza. Devemos deixar-nos impregnar por elas por osmose, sem usar o cérebro, apenas os sentidos...
Estive ali duas horas a olhar para um surfista no meio do mar,
para
as gaivotas meias-loucas que tanto invejo, e para a "minha" rocha vitimizada por uma crueldade salgada quotidiana, que a deixa muda, lisa, cada vez mais pequena e à mercê da fúria do mar.

Há horas felizes...e há momentos em que sinto que que poderia morrer devagarinho, acabar em beleza, se não fora a minha incapacidade de fazer o que Caeiro aconselha: deixar de pensar.

Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo…
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo.
Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender…
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar…
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar…

domingo, 13 de novembro de 2011

Aniversário

Hoje faz 31 anos o meu filho mais novo.

Foi um dia muito difícil na minha vida, um do momentos em que a felicidade parece nunca mais chegar...

Tinha dois filhos, um com 4 anos, outra com 14 meses e vivia na minha nova casa há precisamente um mês, depois dum ano terrível passado em casa alheia. Não tinha ninguém no Porto se não o meu marido, a minha sogra tinha partido para a Madeira num congresso, a minha Mãe estava retida em Lisboa com o meu Pai muito doente depois dum AVC que acabou por levá-lo aos 68 anos três semanas mais tarde.

Lembro-me que a médica tinha previsto o nascimento para o dia 13 e eu dissera: Não,espero que não, detesto dias 13s. Mas foi mesmo. Antes de partir para a maternidade, ainda tive de dar de jantar aos dois pequenos e telefonar a uma amiga da minha sogra, pedindo-lhe que viesse a minha casa para ficar com eles, enquanto o meu marido me levava. Foi complicado, a senhora estava com gripe e obriguei-a a sair da cama, o que me custou muitíssimo.
O bébé nasceu as 10.30 da noite. A parteira estava de mau humor, pois fazia anos nesse dia e tinha interrompido o jantar para vir ajudar ao parto (coincidências!).
Fiquei sozinha durante a noite porque o meu marido estava preocupado com os outros meninos, mas percebi que não precisava de ninguém, afinal, a felicidade que eu procurava estava no rosto daquele pequeno ser ao meu lado, de olhos fechados
, angélico, o meu terceiro filho, que viria a ser tão importante na minha vida.

Fica aqui uma das suas músicas preferidas e que ele próprio toca na guitarra:

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Harold Edgerton - Fragments of Time

Uma exposição que me passaria despercebida não fora estar patente diante dos meus olhos na Casa Andersen, onde, no Domingo, segundo um dos jardineiros com quem conversei, se vai descerrar um busto de Sophia e finalmente colocá-la aqui, no seu local preferido nos tempos de infãncia. Ficará perto do Primo Ruben A, com quem brincava neste jardim magnífico, que hoje fotografei com mais prazer ainda.

Harold Edgerton ( 1903-1990) - Fragments of Time - Uma excelente exposição para quem gosta de fotografia. Harold Edgerton "Fragmentos de Tempo" é um exercício sobre velocidade. Isto é o fotografo tenta congelar uma imagem com um disparo ultra rápido, a fim de captar um momento impossível de percepcionar a olho nu!

É assim que o Porto Cool apresenta uma das exposições mais interessantes que vi este ano, incluindo as de Londres , e à qual voltarei com mais tempo e calma.

A fotografias de Edgerton atraem-nos pelo movimento que nelas se detecta. São filmes imóveis, momentos nunca vistos a olho nú,
mas conseguidos pelo fotógrafo ( Professor de Engenharia Electrotécnica no MIT) através dos seus múltiplos inventos e experiências destinados a aperfeiçoar a técnica fotográfica para fins científicos
e não só. Desde o bola de ténis que sai da raquete e se movimenta em múltiplas fases até ao chão, ao salpico de leite que se abre em corola, mal aterra...tudo é imortalizado por este cientista-fotógrafo, de quem fiquei fã.

Andei por ali, à vontade, tirei todas as fotos que quis - não ficaram muito boas pois o vidro reflecte o que se passa á volta...admirei a vista do jardim
em pleno Outono e do mar das janelas do 2ºandar da casa( aqui tão perto).



Ás vezes vale a pena sair de casa....

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Encontros casuais...para mais tarde recordar





Já uma vez aqui escrevi sobre gente anónima...aquela que encontramos nos cafés, nas estações, nos aeroportos, nos correios, nos hoteis, na rua...quando se viaja e, mesmo na vida diária, cruzamo-nos com milhares de pessoas que nada nos dizem, mas que ficam perpetuados em fotos que tiramos casualmente, quase para passar o tempo.
Desta vez no site Woophy, o challenge do mês era " sacos e malas", podíamos mandar tres fotos subordinadas a este tema. É claro que me entretive a fazer uma colecção nos vários sítios por onde passei. Há cenas curiosas, como a de duas crianças a bulharem por uma malinha, outra a arrastar um porquinho de acessórios, brancos, negros, asiáticos por todo o lado em amena confraternização, grupos de turistas avulsas. Tudo isto é fascinantes quando se espera por um voo ou por um comboio ou até pelo belo frango do Nando's.

Perguntamo-nos como é tantas vidas se cruzam todos os dias sem haver contacto a sério...e por outro lado porque é que temos de contactar as vezes com pessoas que não nos interessam para nada e que nunca farão parte das nossas memórias...




Será que se tivéssemos abordado estas pessoas, elas nos teriam respondido e ter-se-ia estabelecido comunicação? On ne sais jamais....




Para terminar esta homenagem à gente anónima, deixo-vos com uma das mais belas canções que conheço sobre este tema...os Divine Comedy - TONIGHT WE FLY.

Tonight We Fly


Over the houses
The streets and the trees
Over the dogs down below
They'll bark at our shadows
As we float by on the breeze

Tonight we fly
Over the chimney tops
Skylights and slates -
Looking into all your lives
And wondering why
Happiness is so hard to find

Over the doctor, over the soldier
Over the farmer, over the poacher
Over the preacher, over the gambler
Over the teacher, over the rambler
Over the lawyer, over the dancer
Over the voyeur,over the builder and the destroyer,
Over the hills and far away

Tonight we fly
Over the mountains
The beach and the sea
Over the friends that we've known
And those that we now know
And those who we've yet to meet

And when we die
Oh, will we be
That disappointed
Or sad
If heaven doesn't exist
What will we have missed
This life is the best we've ever had