No Yorkshire, condado que fica no norte da Inglaterra, à volta da cidade de York, um brinquinho com uma catedral de sonhos e lojinhas de tudo quanto há numa zona histórica do tipo shakespeareano, a natureza é agreste, os montes e vales escarpados, desdobrando-se em tons de castanhos, amarelos, verdes e azuis, com pedras seculares e vegetação rasa de todas as cores sobre o manto verde dos vales a perder de vista. Os céus são sempre acizentados, mas com manchas roxas e ameaçadoras, nuvens brancas de fímbrias prateadas a suavizar a chuva.
Só passeei por lá umas duas vezes, mas aquela paisagem fica entranhada na nossa imaginação e memória. Muitas das séries inglesas se passam naquela região, com palácios e manor houses lindíssimas, que ainda hoje estão bem conservadas e podem ser visitadas.
Hoje senti saudades dos passeios que dei com a minha filha há uns anos na zona de Ilkley, que fica a poucos kms de Leeds. Apetecia-me tanto lá voltar....mas só o poderia fazer em imaginação e com um pincel...
Pintei este quadrinho, figurativo, que exprime um microcosmos daquele local tão especial.
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
O RIO
Há meses vi o filme para crianças da PIXAR, RIO,que me encantou, eu, que, em geral, não gosto muito dos filmes de desenhos animados para crianças e já saí a meio duas vezes com o meu neto apavorado com a história e imagens num ecran gigante em 3D.
O filme RIO é alucinante, como o ritmo daquela cidade. Uma cidade feia, construída num dos locais mais belos do mundo.A gente esquece os prédios de todos os tamanhos e feitios, o betão, a cinzentude, as favelas, os milhões de pessoas com empregos precários, tal é a beleza natural da região, onde a cidade se ergueu. Uma espécie de paraíso.
Nos primeiros dias, o tempo estava muito cizento, as vistas eram limitadíssimas, devido ao nevoeiro cerrado, tanto no Monte do Corcovado como no Pão de Açucar, locais predestinados para se ver a cidade do alto. Mesmo assim conseguimos passear de taxi, ir ao Pão de Açúcar de teleferico, ao Monte de D. Marta, donde se tem uma vista magnifica de parte da cidade.
Tambem démos uma volta à noite pelo Rio no carro da minha Prima Maria Teresa, que finalmente conheci. Estar com ela foi um deslumbramento, pois há muto que a queria conhecer e, por azar, não estava no Porto quando ela veio cá nos anos 90. Ela apenas conheceu os meus filhos.É uma pessoa única e com enorme valor.
Para alem duma refeição excelente feita em sua casa - com tudo o que se pode imaginar de delicioso - e de horas de conversa sobre a família, o Brasil, a nossa profissão, pintura, teatro, etc., ainda fomos juntos ver a peça Dona Flor e Seus Dois Maridos, comédia deliciosa extraída do romance de Jorge Amado. Ri-me imenso, achei a interpretaçãodeliciosa, a facilidade com que os actores se movimentavam no palco, gesticulavam, expunham os seu corpos e brincavam com eles, as falas, os meneanços, as ameaças, os chorinhos, inolvidáveis! E a música popular tb era a propósito. A história: um docinho!!
À vinda, o Rio apresentou-se como nós vemos nos filmes e postais. Luminoso, quente, soalheiro e belo, muito belo.
O hotel que escolhemos pela Internetera uma maravilha. Poucas vezes tenho visto um edificio - adaptado duma fazenda por uma cadeia francesa - com tanto gosto, charme,classe,arte e culturalmente superior. Parecia um museu, com madeiras de todas as espécies, simplicidade e Disse-lhes à partida que iria fazer publicidade de graça no meu blogue e eles riram-se e agradeceram.
O ultimo dia na cidade foi um esplendor.
Fomos ao Corcovado, cujas fotos já pus noutras entradas, era cedo , ainda não havia demasiado povo, como dizia a minha sogra, e os jogos de luz e cor azul indescritíveis. O Cristo é imponente e parece mover-se no azul do céu. Belissimo.
O filme RIO é alucinante, como o ritmo daquela cidade. Uma cidade feia, construída num dos locais mais belos do mundo.A gente esquece os prédios de todos os tamanhos e feitios, o betão, a cinzentude, as favelas, os milhões de pessoas com empregos precários, tal é a beleza natural da região, onde a cidade se ergueu. Uma espécie de paraíso.
Nos primeiros dias, o tempo estava muito cizento, as vistas eram limitadíssimas, devido ao nevoeiro cerrado, tanto no Monte do Corcovado como no Pão de Açucar, locais predestinados para se ver a cidade do alto. Mesmo assim conseguimos passear de taxi, ir ao Pão de Açúcar de teleferico, ao Monte de D. Marta, donde se tem uma vista magnifica de parte da cidade.
Tambem démos uma volta à noite pelo Rio no carro da minha Prima Maria Teresa, que finalmente conheci. Estar com ela foi um deslumbramento, pois há muto que a queria conhecer e, por azar, não estava no Porto quando ela veio cá nos anos 90. Ela apenas conheceu os meus filhos.É uma pessoa única e com enorme valor.
Para alem duma refeição excelente feita em sua casa - com tudo o que se pode imaginar de delicioso - e de horas de conversa sobre a família, o Brasil, a nossa profissão, pintura, teatro, etc., ainda fomos juntos ver a peça Dona Flor e Seus Dois Maridos, comédia deliciosa extraída do romance de Jorge Amado. Ri-me imenso, achei a interpretaçãodeliciosa, a facilidade com que os actores se movimentavam no palco, gesticulavam, expunham os seu corpos e brincavam com eles, as falas, os meneanços, as ameaças, os chorinhos, inolvidáveis! E a música popular tb era a propósito. A história: um docinho!!
À vinda, o Rio apresentou-se como nós vemos nos filmes e postais. Luminoso, quente, soalheiro e belo, muito belo.
O hotel que escolhemos pela Internetera uma maravilha. Poucas vezes tenho visto um edificio - adaptado duma fazenda por uma cadeia francesa - com tanto gosto, charme,classe,arte e culturalmente superior. Parecia um museu, com madeiras de todas as espécies, simplicidade e Disse-lhes à partida que iria fazer publicidade de graça no meu blogue e eles riram-se e agradeceram.
O ultimo dia na cidade foi um esplendor.
Fomos ao Corcovado, cujas fotos já pus noutras entradas, era cedo , ainda não havia demasiado povo, como dizia a minha sogra, e os jogos de luz e cor azul indescritíveis. O Cristo é imponente e parece mover-se no azul do céu. Belissimo.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Pastoral
Hoje antes de ir para o ginásio, resolvi fazer um quadrinho sobre este tema para juntar aos outros que estão à espera de molduras adequadas. Ficou em stand-by enquanto estive fora, mas quando voltei pelas 3.30, estava um sol esplendoroso a jorrar sobre a mesa da cozinha, onde pinto. O quadro
parecia que tinha vida, iluminado pelo sol dourado e convidativo a um passeio bucólico pelos montes e vales, que infelizmente não aconteceu. Fiquei aqui a acabá-lo e parece-me que liga bem com os outros. É pequenino,só tem 20x10 embora na foto pareça enorme.
E para que esta entrada não fique demasiado pobre, acrescento um vídeo espectacular da Sinfonia Pastoral de Beethoven, uma das minhas preferidas, que usei em tempos nas aulas para motivar os alunos para o tema música. Na altura, convidei uma flautista da antiga Regie Symphonie, que era minha colega na Escola Profissional de Música e uma intérprete invulgar, Wendy Quinlan, australiana, para vir tocar uns pedacinhos desta sinfonia na aula. Os meus alunos adoraram. E eu também.
parecia que tinha vida, iluminado pelo sol dourado e convidativo a um passeio bucólico pelos montes e vales, que infelizmente não aconteceu. Fiquei aqui a acabá-lo e parece-me que liga bem com os outros. É pequenino,só tem 20x10 embora na foto pareça enorme.
E para que esta entrada não fique demasiado pobre, acrescento um vídeo espectacular da Sinfonia Pastoral de Beethoven, uma das minhas preferidas, que usei em tempos nas aulas para motivar os alunos para o tema música. Na altura, convidei uma flautista da antiga Regie Symphonie, que era minha colega na Escola Profissional de Música e uma intérprete invulgar, Wendy Quinlan, australiana, para vir tocar uns pedacinhos desta sinfonia na aula. Os meus alunos adoraram. E eu também.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Por montes e vales- Exposição de Teresa Silva Vieira na Utopia
Já aqui falei várias vezes da Teresa, uma das almas da UTOPIA.
A Teresa não pinta quando está presente nas nossas aulas , ajuda no que pode, traz-nos os materiais, dá umas dicas e é muito, muito carinhosa com todos.
A exposição a óleo da Teresa é simplesmente maravilhosa....
Ficam aqui algumas das suas obras, para quem não puder ver a expo. Ela estará patente ao publico por mais umas semanas.
PARABENS, TERESA! E OBRIGADA!
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Pinturas a guache



Quando andava na escola fazia muitas pinturas a guache e vocês devem lembrar-se também do horror que era pintar em carteiras minúsculas, que deixavam cair tudo, sem sitio para pôr a água, pinceis, caixa de guaches, etc. Ficava tudo uma "borrada", desculpem a expressão. Nunca tive grandes notas, o máximo foi 13 no exame! :))). Fiquei a embirrar com os guaches para toda a vida!
Há semanas resolvi reiniciar-me no guache no atelier onde pintava, gostei, mas não é dos meus materiais favoritos. É acessível, mais forte que a aguarela, mas não tão maleável como o pastel ou o acrilico.
Vão aqui três experiências todas elas sem título.
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