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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

FADO, PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE

Não sou apaixonada pelo FADO, apesar de ter nascido em Lisboa.

Lá, em adolescente, cantávamos muito em festas de jovens e havia quem se arvorasse em fadista, mesmo na minha família. A guitarra era um must nas reuniões da Capela do Rato e ali também se cantava fado do mais castiço.
Nunca fui a uma casa de fados na minha vida ( devo ser a única lisboeta que de tal se orgulha), embora houvesse cantores que me comoviam e ainda me comovem. Penso que o Fado tal como Fátima e o futebol são alienações da nossa Pátria, que não avança nunca mais e prefere o choradinho do passado, o mito das aparições e as glórias de Eusébio nos anos 60.

Posto isto, fico contente de que o Fado seja reconhecido internacionalmente, embora preferisse que fosse outro o alvo de tal honra.

Fui procurar nos arquivos do Youtube, um fadista que sempre adorei. A sua voz é única e incomparável: João Braga. Aqui canta em honra duma cantora portuguesa, que essa é, sem dúvida, a MAIOR de todas.

Fica aqui a minha homenagem à canção da minha terra.

domingo, 22 de agosto de 2010

A flora da ilha



Nos dias em que estive na Madeira, deleitei-me a admirar e a fotografar as plantas que por todo o lado medram na ilha.Já na Luz fico extasiada a olhar para a profusão de flores que crescem no Algarve sem pedir licença, desde que tenham água, sem a qual nada vinga. A diversidade de vegetação e de flores é tal, que se torna mesmo impossível saber as espécies, distingui-las, identificar as que são naturais ou colocadas lá pela mão humana. Tudo se confunde e harmoniza.


Hoje vi um programa na TVI 24 sobre percursos em Portugal e falavam da floresta laurissilva madeirense, património da humanidade, com séculos de florescência e única no mundo.
Infelizmente, parte dela ardeu este mês, por mão criminosa ou incúria. Faz dó e revolta.Não se pode substituir o que levou séculos a desenvolver-se. O betão acaba por substituir o ser vivo, numa zona que devia ser sagrada.