Mostrar mensagens com a etiqueta telas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta telas. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mosaicos de tela

Já há uns tempos que ando a fazer mosaios de tela, ou seja, pinturas quadradas do tamanho dum mosaico, a que o meu Amigo Paulo chama decorativo. E é.




Colocadas na parede, mesmo um pouco tortos :), ficam bonitos.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Back to painting

Ontem, Domingo, tive cá os meus dois homenzinhos, de 5 e 7 anos. Era expressamente proibido ver TV durante uma hora e meia. As actividades que se perspectivavam não eram muitas: ler, recortar e colar ( já houve tempo em que adoravam fazer isto), jogar jogos, pintar....optaram pela última e, entusiasmados, escolheram as telas que queriam das que havia aqui em casa. Estiveram entretidos durante uma hora, cada um com um avental e T-shirt velha, pinceis e bisnagas de cores diferentes.
Os quadros ficaram bonitos, um abstracto , o outro mais concreto, mas foram ainda húmidos para casa...para mostrar a obra feita aos pais e provar que não tinha havido TV, a não ser no resto do tempo que sobrou.
Para uma criança não tem TV em casa, esta exerce uma atracção fatal em casa dos Avós e é muito mais difícil para nós contermos esse ímpeto . Desta vez e já na véspera, consegui demovê-los do Panda Biggs, que é agora a coqueluche dos miudos, com os seus personagens esquisitos.
Todos passámos pelo mesmo. O fruto proibido é o mais apetecido....

Hoje fui eu que resolvi não ver noticiários, embora esteja interessada em saber a composição do governo. No Mezzo estavam a dar jazz e não me apetecia ouvir. Fui para a cozinha com a uma ideia e acabei por me sentar a pintar sobre uma tela que já tinha sido pintada anteriormene. Saiu isto.



Tenho o quadro aqui na estante em frente. Parece quase uma aguarela, mas é acrílico com bastante água.
Cada vez que olho para ele, à medida que seca, fica diferente.

Evado-me pelos campos e campinas dum país lá longe que nem sei qual é.Gosto do céu, dos montes, do espaço infinito...respiro nele e ganho alma.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Pelos montes e vales


Ás vezes, a pintura leva-nos por caminhos diferentes. Muitos pintores saíam para o campo para pintar, os impressionistas escolhiam os locais para se inspirarem. Não saio de casa para pintar, mas procuro evadir-me virtualmente e consigo fazer algo diferente daquilo que vejo da minha janela.

Hoje fiz estes dois quadrinhos com telas compradas numa loja de chineses. São quase aguarelas....

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O "meu" primeiro Óleo



Estarão a perguntar porque é que a palavra meu está entre aspas. É fácil de adivinhar, não fiz este quadro sozinha, houve aqui uma grande ajuda do professor Domingos, que se sentou a frente do cavalete e pintou o que a tela lhe sugeria...tornou-a algo definido, uma paisagem agreste, que me faz lembrar o livro "O Monte dos Vendavais", as terras do Yorkshire onde viveram as irmãs Bronté.

Este é o primeiro quadro a óleo produzido em parte por mim e estou muito feliz pois acho o material fascinante. A mistura das cores é muito diferente do acrílico e como não seca facilmente, pode-se moldar essas cores como queremos.

Obrigada Professor!

sábado, 4 de setembro de 2010

Fin d'été

Hoje fiz esta pintura, sem grandes objectivos, só porque tinha saudades de pegar no pincel ao fim deste tempo todo. Comecei por tentar uma tela figurativa , uma ponte lindíssima cheia de musgo sobre um riacho que vi no Yorkshire Sculpture Park. Adoro a fotografia , tudo parece dourado e verde, a ponte reflecte-se no riacho e o efeito é surpreendentemente belo.

Não consegui...é demasiado pormenorizado e o efeito com a tinta perde-se. Nem sempre uma boa foto dá um bom quadro. Ou por outras palavras: é preciso muita arte para transformar uma foto numa linda pintura. E eu não sou muito artista em quadros figurativos a acrílico. Talvez em pastel me safasse melhor!

Acabei por usar as tintas que tinha na paleta e juntei-lhes massa de gel,aplicando tudo com a espátula fina.Foi este o resultado.

Faz-me lembrar o fim do verão, não sei porquê.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

M. Sousa Ribeiro



Não é o nome de nenhum escritor, nem, que eu saiba de nenhum pintor...mas se há alguém que tenha contribuído para o desenvolvimento das artes no Porto, seguramente terá sido este "criador comercial" de materiais para as Belas Artes.
A M. Sousa Ribeiro é uma sociedade familiar, composta por dez irmãos, mas apenas três estão na direcção. Nasceu em 1956, exactamente na Rua Sá de Bandeira, pela mão de Manuel Sousa Ribeiro, pai dos actuais sócios. Na altura, era uma papelaria e chamava-se, apenas, Sousa Ribeiro. Mais tarde, o dono decidiu especializar-se num ramo do negócio para escapar às dificuldades económicas. Surge, assim, a M. Sousa Ribeiro, especializada em artigos artísticos, que se transferiu para Sampaio Bruno durante 17 anos, mas que voltou, finalmente, ao local mais "nobre" da Baixa portuense.

A loja agora mais visível do que a anterior, situada em frente da Brasileira, é uma verdadeira tentação para quem gosta de pintar, de bricolage, trabalhos manuais e artes visuais de todo o género, sem falar do seu aspecto cosy, cheio de luz, extremamente arrumado e cuidado, um regalo para a vista e um perigo para a carteira.





Uma pessoa perde-se....e encontra-se uma hora mais tarde na caixa com os inúmeros itens que resolveu aduirir, não porque precise deles com urgência, mas porque não se resiste ao apelo de tanta "cor em movimento".
Hoje estive lá, antes de ir comprar os bilhetes para levar os meus netos ao "Feiticeiro de Oz" no Rivoli. Vim com 4 pasteis de óleo para juntar à minha caixa de 50 que veio de Paris ( trés chique), um esfuminho, três telas em MDF, fininhas e apetitosas, um pendente feito em Itália pintado à mão, dois pinceis, uma bisnaga de acrílico azul prussiano, um bloco, cola, enfim....tudo objectos de uso diário e de extrema necessidade :))

domingo, 17 de janeiro de 2010

Tinta a transbordar

Tenho tantas tintas que elas transbordam das telas....foi esta a ideia que presidiu à criação dum novo quadro.
"Estás a mentir", diria o meu neto, com um sorriso....ou "Estás a ser irónica", como já disse uma vez à Mãe, quando ela comentou que tinha três filhos rapazes e que "era uma alegria".

Gravei há tempos uma fotografia de que gostei bastante, em que se usava o photoshop para conseguir um efeito especial. Resolvi transformá-la numa tela. Não sei se o efeito é o mesmo, mas que ficou especial, lá isso ficou!!



E como não sei fazer poemas, transcrevo aqui um longo, mas belo de Fernanda de Castro:

Não fora o mar,
e eu seria feliz na minha rua,
neste primeiro andar da minha casa
a ver, de dia, o sol, de noite a lua,
calada, quieta, sem um golpe de asa.

Não fora o mar,
e seriam contados os meus passos,
tantos para viver, para morrer,
tantos os movimentos dos meus braços,
pequena angústia, pequeno prazer.

Não fora o mar,
e os seus sonhos seriam sem violência
como irisadas bolas de sabão,
efémero cristal, branca aparência,
e o resto — pingos de água em minha mão.

Não fora o mar,
e este cruel desejo de aventura
seria vaga música ao sol pôr
nem sequer brasa viva, queimadura,
pouco mais que o perfume duma flor.

Não fora o mar
e o longo apelo, o canto da sereia,
apenas ilusão, miragem,
breve canção, passo breve na areia,
desejo balbuciante de viagem.

Não fora o mar
e, resignada, em vez de olhar os astros
tudo o que é alto, inacessível, fundo,
cimos, castelos, torres, nuvens, mastros,
iria de olhos baixos pelo mundo.

Não fora o mar
e o meu canto seria flor e mel,
asa de borboleta, rouxinol,
e não rude halali, garra cruel,
Águia Real que desafia o sol.

Não fora o mar
e este potro selvagem, sem arção,
crinas ao vento, com arreio,
meu altivo, indomável coração,

Não fora o mar
e comeria à mão,
não fora o mar
e aceitaria o freio.


Fernanda de Castro, in "Trinta e Nove Poemas"