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domingo, 25 de setembro de 2011

O Verão não nos quer deixar

 Tarde quente, soalheira, a desmentir todas as metereologias, que teimam em prever chuva nos horizontes do Porto. Nunca chove...e eles ameaçam com ela todos os dias, até chateia!

 Hoje esteve uma tarde de verão e passei quatro horas na Foz, onde o ambiente era estival. Muitos estrangeiros de mapa na mão a apanhar o mesmo autocarro que eu em direcção à Foz. Não esperei nem um minuto e ai estava o 204, azul e branco , as minhas cores favoritas.
Na varanda do café algumas cadeiras vazias, vantagem de ir cedo, quando todos estão a almoçar. Uma tosta mista e um gratiné de maçã, acompanhados de sumo de laranja e café...o meu almoço ideal. O livro da Susan Sontag, o IPOD com música barroca, o barulho ensurdecedor das ondas - até a minha filha as ouvia em Leeds!! - uma paisagem de sonho, grande espectáculo do mar do equinócio, da espuma , das rochas e das silhuetas passeando na praia.


Um verdadeiro sonho a dois passos de casa.
Tirei várias fotos e experimentei várias da espuma, que desenha verdadeiras obras de arte na areia.


Vejam bem....nenhum pintor consegue transmitir esta maravilha...
Cliquem nelas que vale a pena....

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Fim de férias

Os meus filhos e netos já estão mesmo no fim das férias....a queimar os últimos cartuchos, como se diz em gíria popular. Sinto um misto de ansiedade e enorme desejo de que estes dias acabem, há sempre dor na separação, mesmo que os filhos já tenham 30 anos.....

Já me estava a habituar ao som da guitarra às 4 da manhã, às saídas para a praia da minha filha, que se quer despedir do sol e do mar que não verá tão depressa, aos jantares aqui em frente à TV ( não é pedagógico, pois não???), aos jogos de futebol, aos empréstimos do laptop a toda a hora, às confusões do facebook e dos nomes e entradas, aos silêncios e até à desarrumação da roupa, da casa de banho e cozinha...já estava habituada a ter juventude aqui em casa...


Na 6ª feira, quando voltar de Londres, encontrarei a casa vazia de filhos, os quartos sem alma, o silêncio será doloroso e as saudades grandes.

Nunca se está bem...mas temos de nos habituar a olhar  para dentro de nós próprios sem remorsos, tentar viver o nosso mundo, criar a nossa Arte,  procurar os nossos amigos reais e do ciberespaço, ver os nossos programas de TV, ouvir a nossa música... sem feedback de espécie nenhuma, sem interrupções, sem vozes nem sorrisos...

O nó na garganta teima em aparecer...e nem a lufa-lufa da mudança depois de amanhã o impede de se manter. Hoje não estou capaz de mais.

Tirei estas fotos anteontem com o meu Ipod. Havia uma poça no chão e o céu espelhava-se nela, assim como o candeeiro e uma árvore. O efeito era lindo...resolvi fotografá-la.

Na minha vida vai chover em breve...mas espero bem que depois apareçam o céu azul, a luz e o resto que me animam e fazem viver.

sábado, 20 de agosto de 2011

E Agosto cada vez mais quente....

Hoje está um dia sufocante, muito raro aqui no Porto, onde, como já disse, corre sempre uma brisa marítima e se sente a humidade do mar. Lá fora na varanda devem estar uns 30º e não apetece sequer sentar a ler um romance. Refugiei-me na sala, donde se vêem as árvores na mesma, mas que, com vidros duplos, me protegem do barulho dos carros e sobretudo, do bafo intenso do asfalto.

Continuo em distress ( como o tradutor deste blogue me descreve na tradução online:)).  Pintei mais um pouco, sem grandes resultados, tenho a companhia dos meus filhos, mas não sinto paz, apenas inquietação, um desejo enorme de sair. É o que vou fazer. Ate logo!
....

Após duas horas de espairecimento, sinto-me melhor, ainda que este céu plúmbeo pese sobre a nossa cabeça. Não chove nada, antes chovesse, pois o Jardim Botanico , onde fui por uma hora está à mºingua de água, seco, descuidado, com pouca gente e sobretudo sem ninguém para cuidar das plantas. É criminoso doar um jardim deste ao Estado e depois permitir que esse dito cujo não lhe dê a m´nima atenção. As plantas não são aqrqueologia, não são ruinas romanas, nem montes ou rios, são seres vivos que estiolam no verão, numa cidade onde há água para piscinas particulares, fontes e fontinhas, repuxos, etc. Revolta-me ver as flores que estavam lindas na Primavera, completamente secas e murchas...até as gaivotas pousam nelas como se foram lixo.

Tirei algumas fotos do que resta da gloriosa época da expo Darwin... a cultura cá em Portugal é assim, existe a espaços e depois morre, como se não tivesse existido.

O que me v



Angústia de verão

Raras vezes conseguia descansar muito nas férias de verão.

O mês de Agosto então era um sufoco sem empregada, com as crianças em casa todo o dia, sem carro pois nunca conduzi, numa cidade quente e com poucos espaços verdes, sem nenhuma ajuda do meu ex-ou da família.
Detestava o mês de Agosto, mesmo quando íamos para a Luz, sentia um enorme cansaço, os dias eram intermináveis, o descanso relativo e só os banhos de mar, a evasão na praia ou alguma música me davam conforto.
Mesmo assim, acabava sempre as férias em depressão, desejosa de começar as aulas, de ver os novos alunos, pegar nos livros, preparar tudo e enfrentar o ano lectivo com entusiasmo, sabendo que os filhos voltavam para o infantário ou para o colégio e não estavam comigo full time. Não fui uma má mãe, creio eu, mas nunca achei que fosse possível educar três filhos praticamente sozinha e ainda fazer tudo em casa. Nunca tive desejos de ser fada do lar e fui-o muitas vezes, vezes demais, até que os filhos cresceram e começaram a ser independentes e aí comecei a respirar um pouco.
Nessa altura, pelos anos 80, dediquei-me ao trabalho até à exaustão, trabalhando em três ou quatro coisas simultaneamente, produzindo manuais escolares todos os anos durante as férias, dando aulas particulares, fazendo sessões para professores, procurando ser melhor profissional que nunca. Tenho a consciência de que fui sempre uma professora motivada e os meus alunos gostavam das aulas e de aprender inglês. Também adorei alguns anos de estágio,em que arranjei verdadeiras amigas nas jovens que queriam ser docentes e ainda não tinham experimentado dar aulas. Os agostos passaram a ser mais trabalho....

Este ano tive as minhas férias cedo demais - pode-se dizer que vivo em férias permanentes, mas não é bem assim - as férias só o são a sério quando se sai de casa ou quando se antevê uma perspectiva de fuga breve. Sem isso, tornam-se uma obrigação, uma sucessão de tarefas chatas, uma monotonia.
O que nos dava prazer -o  tempo livre - passa a ser um fardo. E vemos o tempo a fugir, queremos fazer coisas, mas já não temos coragem para encetar um programa de divertimento e distracção à nossa medida. Vivemos para os outros, em função dos outros. Isso deprime-nos. E a eles também.

Hoje senti isso vivamente...passei o dia deprimida...fiz uma colagem do Porto, pintei um quadro que está secar e até as próprias cores da foto e do quadro reflectem angústia...

Amanhã tenho de sair, talvez vá a Serralves ou ao parque da cidade....talvez ao cinema...não posso é ficar em casa a pensar no passado e a angustiar-me com o futuro.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Cidade morta

Tenho a sensação de viver numa cidade morta...

Agosto, mês quente, tem sido apenas cálido e por vezes aé fresco. Não há bulício, apitadelas, travagens bruscas aqui na rua, o que é óptimo. Mas sente-se que a vida parou, as pessoas andam tristonhas, os cafés meio cheios, o ar pesado.

Ontem fui ao Cidade do Porto
e a rapariga da caixa no Froiz disse-me com ar triste que numa semana fecharam três lojas...é possível que abram outras, parte do edifício está em renovação, a praça da alimentação do piso de baixo está fechada para obras. A Leitura continua convidativa, mas é curioso que não me apeteceu ler nenhum dos livros expostos, nem mesmo A Viagem à India, de Gonçalo M Tavares, que tão falado tem sido. É um romance em Cantos, como os dos Lusíadas, e deve ser interessante, mas é caro e pesado, não me apeteceu comprar mais um livro para encher as prateleiras, que já estão demasiado cheias. Ontem passei muita roupa a ferro, porque me apetecia fazer algo, cosi cinco pares de calças do meu filho, cujas bainhas estavam meias rotas de roçar no chão, lavei roupa, andei numa dobadoira por pura adrenalina e necessidade de me sentir viva.
É raro passar Agosto no Porto, no ano passado fui à Madeira, onde passei uns dias de sonho, há dois anos estive em Boston e em Porto Santo...

Tenho um projecto em mãos neste momento que tem a ver com o meu apartamento da Ramada Alta, onde o meu filho mais novo irá provavelmente viver, a partir de Setembro.
Vivi lá quatro anos e gosto muito daquela casa, não só porque representou a minha independência em 2002, mas também porque é ampla, tem uma vista esplendorosa sobre a parte ocidental do Porto, até ao mar, que se vê desde a Afurada até a Matosinhos e Leça nos dias claros. Tem muito mais sol que este apartamento, tristonho no verão. Pode-se mesmo ver o por do sol sobre o mar todos os dias, se não houver nevoeiro.
Hoje vou lá voltar para ver como está, pois tem estado á venda e não sei se as visitas o trataram bem. Aproveitarei para matar saudades dum tempo que foi belo e dramático simultaneamente. Mudei para fcar perto dos filhos e netos, mas não esqueci aquela sala, onde passei tantas horas de liberdade recente.

Para a semana volto ao Solinca, ando com dores nas costas e não me apetece muito fazer esforço físico continuado, mas quero continuar o meu plano de fitness, que não descurei na Luz, apesar da alimentação menos ortodoxa que lá se faz.:)

sábado, 30 de julho de 2011

Epílogo



Chegámos ao fim das férias...penso que escrevi umas linhas aqui todos os dias, abstraí-me dos verdadeiros propósitos deste blogue e embarquei numa de diário de adolescente com necessidade de expressar os meus sentimentos, as reflexões que este lugar me suscita, as memórias cravadas nas pedras que nos rodeiam, o eterno retorno ao mar tão amplo e azul que até fere o olhar...

Hoje foi mais um dia... triste porque sei que só para o ano voltarei. Nadei durante horas com o meu neto e agora sofro as consequências...dores nas costas e no corpo todo. Saudades antecipadas deste menino e do seu olhar límpido, as suas longas pestanas,o seu ar grave, as suas gargalhadas, o seu "Vóvó" único. Estar com ele foi a melhor coisa deste verão.

Também fiz hoje as lides da casa, o "lavar dos cestos", que custa bastante, mesmo a olhar para o mar.

À noite fomos matar saudades do Bar Havana, com as suas waffles, English breakfasts, música ao vivo e até jogos de futebol...ambiente único nesta praia quase britânica.

As gaivotas reuniam-se à beira-mar , como que a comemorar uma qualquer festividade...ou a despedir-se do meu verão.

domingo, 19 de junho de 2011

Um Domingo para recordar


O dia estava lindo, cheirava a maresia aqui na minha varanda, tinha de ir à Foz. Os meus netos estavam ocupados, os filhos também, de modo que podia decidir como queria passar umas boas horas sozinha. Apanhei o autocarro mal cheguei à paragem . O 204 leva-me quase sem parar até à Rua do Farol, a 5m do mar. Espectacular.Havia um ventinho de norte que afastava as pessoas da varanda e as recolhia ao calor do café. Resolvi sentar-me cá fora, apesar da temperatura menos quente, e não me arrependi. Estava calor q.b. e o ventinho tornava tudo mais agradável. A praia estava cheia e diverti-me a ver cenas várias como se estivesse sentada na plateia do Lusomundo. Tirei mais de 50 fotos naquelas horas junto ao mar, são fotos anónimas, mas por isso mesmo, mais interessantes.
Pelas 5, ao chegar de autocarro -cheio de velhotes rabujentos - fui ao Botânico tomar um chá e comer um brownie na nova esplanada da Casa Andresen. Um ambiente fabuloso, o café tem uma janela que me chamou logo a atenção e que é uma autêntica obra de arte . Através dela pode-se ver o jardim "aos quadradinhos", pois é cheia de losangos que recortam e emolduram as manchas verdes lá de fora. O empregado surpreendeu-se com o meu pedido para fotografar a janela.
Descubro sempre cantinhos novos neste jardim e este ano com a Expo Darwin, a animação é enorme. Vêem-se muitas famílias espalhadas pelos diversos recantos, crianças felizes, mães a explicar o que se vê na expo. As flores vão murchando e florescendo num ciclo ininterrupto de Abril até Outubro. Há plantas que surgem de repente e que nunca tinha visto, como uma parreira que sobe pelos pilares do alpendre junto ao jardim de nenufares. Os agapantos estão no seu auge, mares lilazes e brancos, aqui e ali. Uma beleza.
Para terminar a tarde, os meus netos vieram para minha casa ver um filme comovente sobre a amizade de um urso polar e de uma foca. Dei-lhes de jantar e eles estavam felizes.

domingo, 12 de setembro de 2010

Domingo de verão



Na Foz parecia Julho ou Agosto. Um calor de rachar, nem pinga de vento, pessoas a disfrutar dos prazeres do verão serôdio. Crianças felizes. Mas muitos estrangeiros já de certa idade a tomar banhos e a namorar. Horas maravilhosas no café, a cheirar a maresia.



Por sorte o concurso challenge do site Woophy ( World of Photography) deste mês é : Pleasurable moments ( Momentos deliciosos). Tirei várias fotos e concorri, mas só depois do dia 15 saberemos quem venceu.

sábado, 4 de setembro de 2010

Fin d'été

Hoje fiz esta pintura, sem grandes objectivos, só porque tinha saudades de pegar no pincel ao fim deste tempo todo. Comecei por tentar uma tela figurativa , uma ponte lindíssima cheia de musgo sobre um riacho que vi no Yorkshire Sculpture Park. Adoro a fotografia , tudo parece dourado e verde, a ponte reflecte-se no riacho e o efeito é surpreendentemente belo.

Não consegui...é demasiado pormenorizado e o efeito com a tinta perde-se. Nem sempre uma boa foto dá um bom quadro. Ou por outras palavras: é preciso muita arte para transformar uma foto numa linda pintura. E eu não sou muito artista em quadros figurativos a acrílico. Talvez em pastel me safasse melhor!

Acabei por usar as tintas que tinha na paleta e juntei-lhes massa de gel,aplicando tudo com a espátula fina.Foi este o resultado.

Faz-me lembrar o fim do verão, não sei porquê.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

UTOPIA transformada em REALIDADE



Está-se a aproximar o fim do ano. E com ele vem uma certa nostalgia que o verão sempre tráz consigo. Algumas pessoas já partiram para férias, outras já voltaram, outras partirão...de qualquer modo, em Agosto, o atelier estará fechado e não poderemos encontrar-nos tão amiúde. Só damos por isso quando de repente, ficamos livres à 3ª e à 5ª, sem ninguém que nos ature :), sem podermos trocar frases dispersas com colegas de ofício, sem haver motivos para rir, nem usar o sentido de humor para fazer rir. Bem sei que só iremos por um mês, mas esse tempo que é de defeso, como se diz no futebol custa um bocado.


Hoje resolvi levar a minha máquina para a Escola e tirei algumas fotos enquanto trabalhávamos , assim como à exposição colectiva que está neste momento a decorrer.
Como vos disse, não gosto muito de ver os quadros todos juntos, assim sem grande nexo, mas às vezes não há outra hipótese de os ver. Convém clicar para aumentarem de tamanho.




Quase todos são figurativos, há um ou outro abstracto. E há alguns que são mesmo excelentes na minha opinião. Não figuram os nomes dos pintores porque não os sei todos, peço desculpa. Há tres turmas diferentes.



A última foto é do Professor Domingos Loureiro , que está a preparar a exposição " Malhas da minha Vida" ( Clube Literário, 16 de Julho- 21 h) com a nossa colega Ana Maria.

Hoje estivémos a ouvir música de Wim Mertens, compositor, vocalista contratenor, pianista belga que tem uma obra impar no género de música minimalista. O atelier não nos enriquece só visualmente. O professor tb nos ensina Musica :)
Gostei tanto que fica aqui um vídeo dele para os apreciadores.

domingo, 23 de maio de 2010

Fins de semana de verão



Nunca gostei de ir à praia ao Domingo. Aliás gosto pouco de sair de casa com este calor. A ideia de me meter num carro, mesmo com ar condicionado, e abalar por aí, não é "my cup of tea". Compreendo as pessoas que trabalham toda a semana e cujo quase único prazer é sair de casa e ir até à Foz apanhar sol, passear a pé, ver gente, comer nas esplanadas.Vêem-se filas de carros na avenida em frente à Foz. Nunca percebi como é que passeia diante do mar, metido num carro...detestava ir à Boa Nova com os miudos ao Domingo, quando eles eram pequenos,achava aquilo mesmo deprimente,
Casa de Chá da Boa Nova
mas o meu ex-adorava porque ficava no carro e eu andava com os meninos a subir às rochas para ver a vista. Ao domingo - no verão - é quando eu menos gosto de estar na Foz.Elitismo? Talvez.

Fico em casa até às 2-3. A essa hora vou com o meu filho mais novo petiscar no BB Gourmet - que recomendo aos que vivem no Porto - pois a essa hora já se arranja um lugarzinho. É uma dos mais concorridos restaurantes da cidade e fica a 10m a pé da minha casa. A comida é requintada, tipo francês, mas com muitas sugestões de tapas, saladas, massas, sobremesas de sonho, etc. Não é barato, uma refeição normal custará uns 20 euros cada, mas sabe bem e o ambiente é muito agradável, agora que a música toca baixinho ou não toca mesmo.

A minha tarde depois é sossegada. Ontem tive os meus netos quase todo o dia cá em casa. Passeei com o mais pequenino no Jardim Botanico onde ele se entreteve a puxar as pétalas aos malmequeres - o pai comia rosas aos dez meses, na Beira Baixa, onde tinhamos um roseiral no pátio da casa, já é mania de família - e a olhar para os peixinhos vermelhos do lago de nenúfares. Estava feliz e eu também.Uma criança como esta sorridente e mimosa é um privilégio.

Fotos de nenúfares tiradas ontem no Botânico.
Pelas 4 veio o neto do meio, que só gosta imenso da Àaaavó ( ele trata-me por Ó AAAAAvóoo) porque sabe que ela o deixa ver o Panda quando ele quer (!!!). Senta-se aqui enlevado, pois não tem TV em casa, vai falando, mas o fascínio pela box é maior. Sabe tudo e ontem explicou-me que o Superhomem se chama Clark Kent ( quente na pronúncia) porque expele calor pelos olhos!Ri-me tanto mais os tios que ele ficou zangado e disse a sua frase máxima: Não tem graça!
À noite veio o neto mais velho para vermos juntos a Final da Liga dos Campiões. Como ele nasceu em Munique , disse-lhe que torcesse pelo Bayern, apesar do Mourinho ser português....conselho errado!!
Ás tantas voltou-se para mim, desconsolado: Eles são uns trengos, Vóvó, vão perder, não têm hipótese, não têm mesmo hipótese! São uns falhados! ( são as frases preferidas dele, hoje em dia)!
Hoje não sei o que vou fazer à tarde...talvez vá até Serralves, sítio sempre calmo e sem demasiado povo, a não ser ao Domingo de manhã que é grátis.Ou fico em casa, a ler a pintar e a ouvir música. Sedutor!

É assim que se passa um fim de semana de Maio...porque já está verão e as praias estão a abarrotar.