quarta-feira, 7 de julho de 2010

Algo que nunca se esquece



Recebi agora mesmo um e-mail e estou lavada em lágrimas. Por isso quero escrever esta Entrada, exprimindo a minha surpresa=comoção neste momento único, que me transportou sete anos atrás para recordar uma das melhores turmas que tive na Escola Carolina Michaelis e um dos melhores e mais criativos alunos que aí encontrei.
Nunca me tinha ocorrido que o meu blogue pudesse ser lido pelos meus alunos - e tive-os às centenas, aqui e em Lisboa, na Beira Baixa e Chaves - e também nunca imaginei que um deles tivesse vontade ou coragem de me escrever aqui. O blogue foi sempre uma coisa de adultos.
O aluno que me escreveu já é adulto. Deve ter uns 23 anos agora. Era o Diogo, que fazia gato-sapato de alguns professores, muito brincalhão, com uma inteligência espontânea acima da média e uma fluência de Inglês extraordinária. Fazia-me rir, o que não acontecia com muitos alunos de 16 anos.Só falava em inglês, até me esquecia que ele era português. Ainda me lembro do lugar dele, na 2ª fila em frente ao quadro, com o cabelo encaracolado e a tez morena. Tinha a paixão da Moda e nessa altura, daria toda a sua mesada por uns jeans cheios de rasgões, muito "baggy" (largueirões) que chegavam quase ao chão. Uma vez em que o chamei ao quadro, virou-se em pose e perguntou : "Do you like my pants?"( Gosta das minhas calças?) Fez aquilo tão espontaneamente que dei uma gargalhada e tive que dizer que sim, que as adorava...a partir daí, conversávamos de moda muitas vezes, embora fosse tema que eu não dominava de modo nenhum. Por acaso , agora, até vejo os Project Runway, na Sic Mulher, que são apaixonantes e que ele deve adorar.
Esta turma foi uma das maiores que tive- penso que seriam 29 alunos - e que mais recordações me deixou naqueles dois anos em que lhes ensinei inglês. Um outro aluno, chamado José Carlos fez uma apresentação das eleições americanas - do Bush - em transparências que nem um professor da Faculdade o faria tão bem. E havia lá uma rapariga, cujo nome agora me escapa, que era louca pelo Harry Potter, e que ansiava pela saída do novo livro em inglês para o ler...e também uma outra rapariga que era fan fiel do Boavista, contrastando com os restantes, quase todos portistas.

Que saudades...de repente desejei ser outra vez professora, poder inspirar alguém desta maneira.

O email está escrito em inglês, mas não hesito em colocá-lo aqui. Espero que não interpretem isto como um sinal de vaidade ou show off, mas como homenagem sentida aos meus alunos - que porventura andarem por aqui - e a uma das profissões mais belas que existe no mundo.

E se leres isto, Diogo, acredita que os alunos dão muito mais aos professores do que vice-versa. A sua espontaneidade, generosidade e juventude faz-nos rejuvenescer também...e, amiúde, sobreviver para lá dos problemas e imbróglios da Educação em Portugal.

Dear Teacher Virgínia

I do not know whether you remember me, but I was a pupil of yours a few years ago (in 2003, I think) at Carolina. I have accidentally found your blog and could not help but contact you to let you know that I absolutely loved having you as my teacher. Sometimes I still dream back to our classes in those crowded classrooms, with an overcast sky outside partly shielded by the dusty green curtains that made us all suffer from rhinitis; and no matter how despondent I feel it never fails to make me smile.
I have always had a passion for English, both the language and the culture, so it is not remarkable that an English teacher during my adolescence should have made a lasting impression on me. However, you are not remembered as just yet another teacher, but as a person whose inspirational teaching not only helped me improve my fluency but also grow up as a human being.
I hope I am not disturbing you with these ramblings of mine. I also apologize for writing in English. But I wanted to get back to the past, even if just for the span of an email…

Thank you for everything,

Diogo de Melo Lourenço

terça-feira, 6 de julho de 2010

Voltei à Escola

Hoje voltei ao atelier...e foi uma festa. Fiquei feliz com a recepção de pessoas que só me conhecem muitas delas há meses...é mesmo uma família, onde se cria e pinta, mas onde se trocam impressões, contam-se histórias, recordam-se episódios das nossas juventudes ou infâncias - tão diversas - e sobretudo, onde se sente uma camaradagem que não dá lugar a invejas, a competição ou a mesquinhez. É tudo são e bonito.

Estava lá uma exposição que tinha sido inaugurada no dia 19 quando fizeram a churrascada de S. João, à qual não estive presente. Lá estava o meu quadro que destoava um tanto dos outros em estilo. Não gosto muito de expos colectivas porque acho que a maioria dos quadros ficaria melhor isolada numa parede. Havia lá quadros lindos, mas no meio de todos, nem se notam. São gostos....

Encontrei dois quadros meus por acabar, já nem me lembrava bem deles. Acabei-os ou pelo menos considero um deles terminado.
Comecei-o há uns três meses quando me iniciei no impasto pela primeira vez. Neste usei técnicas em acrílico que nunca tinha usado, misturas muito líquidas - aguadas - que se vão sobrepondo sobre os relevos do impasto e deixados a secar de forma a diluirem-se e a tomarem formas de cores diferentes.
O quadro está mesmo bonito, graças ao meu professor que foi sugerindo as mudanças. Deste gosto ( ainda bem porque já estava a ficar deprimida com a minha falta de motivação).

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Lavender


A minha Avó gostava muito de alfazema, assim como a minha sogra, que a cultivava no seu quintal. Desde miúda habituei-me a ver fotos de campos de alfazema, nos livros ingleses e em calendários, em pinturas impressionistas, em embalagens de sabonetes ou anúncios de colónias. É um cheiro intenso, mas agradável, que nos fica na memória, mesmo quando já nada temos em casa com esse odor.

Há anos comprei em Leeds um calendário, cujas páginas eram todas elas campos de alfazemas. Separei as folhas, cortei-as e colei-as com blu tack no meu quarto de banho. Ficou lindo...agora como tenho paredes em mármore rosa ( de que não gosto muito), já não posso fazer isso, ficaria piroso e destoaria muito em estilo.

Hoje resolvi pintar e encontrei uma foto linda no site one.exposure de que já falei aqui. Não ficou nada parecido, fi-la com pasteis de óleo, de que já está estou destreinada, ultimamente não tenho gostado de nada do que faço.

Este ficou razoável, embora, provavelmente, vá para a capa dos muitos que já fiz e não ficaram para a história :))

domingo, 4 de julho de 2010

A praia dos "pobres"



A Foz é zona de ricos, de gente abastada, que se orgulha de ter nascido no Porto, na zona mais "queque" da cidade, onde o mar e o rio se abraçam e as vistas se alargam até ao horizonte quase até às Américas, tivéramos nós olhos telescópicos. A Foz sempre foi a zona mais cara por metro quadrado, está hoje repleta de condomínios fechados, que se amontoam sem grande beleza de modo a proporcionar aos habitantes mais mar das suas varandas. E continua cara, apesar de haver outras zonas chiques como Matosinhos sul.

Simultaneamente,a Foz continua a ser e será sempre o local de veraneio dos mais pobres,os velhotes da 3ª idade, aqueles que vão no autocarro 200 ou no 204 ( como eu) para ver o mar e apanhar sol aos Domingos.
Gosto de me misturar com esta gente do povo, fico feliz de os ver ter uns momentos de lazer entre dias difíceis de trabalho árduo fora e em casa, saúde precária e falta de dinheiro para o essencial. Falam das suas vidas, dos hospitais, dos medicamentos cada vez mais caros, dos patrões ( que os não ouvem, pois não andam de autocarro), das rendas, enfim, de temas banais do seu dia a dia.
Rui Rio disse ontem que em 2011 todas as praias da Foz teriam bandeiras azuis. E Acrescentou que a Praia dos Ingleses ( a minha :))) tinha poluição zero neste ano.Que isto era bom para que as pessoas mais pobres da cidade pudessem usufruir de férias junto às suas casas. Diria mesmo, quase à soleira da porta.

Fui lá confirmar. A bandeira azul, como o algodão, não engana...estava hasteada com orgulho junto ao muro de betão. Este ano, vêem-se mais pessoas a gozar da areia, do sol e do mar. Acolhem-se do vento - que hoje quase não soprava, deitando-se junto às rochas protectoras. A água está fria, mas límpida e a vista continua soberba com o novo molhe a servir de barra. Não enxameiam as praias como na Costa da Caparica ou em Cascais, são em número muito sustentável e não fazem barulho.
O Café do Ingleses pôs uma nova veste para o Mundial, vermelha e verde a cobrir uma parte da sala onde ficam os pufs e a TV. Cá fora está-se bem e ainda melhor na areia junto ao mar.


À vinda vou para a paragem, onde já umas sete pessoas aguardam o autocarro, que já lá está postado, sai pontualmente de vinte em vinte minutos e passa em frente da minha casa. Irmano-me com os mais pobres, sem qualquer preconceito, não tenho carro, também gosto de mar e de sol e não me importo nada de conviver com gente anónima para mais um "evento" estival.Que a sorte e a saúde me permitam ter muitas tardes assim. Gente rica e gente pobre reunidas no local mais democrático que conheço: a praia.

sábado, 3 de julho de 2010

EVENTOS



Portugal é um país pobre, com poucos recursos - segundo dizem - poucas verbas, vencimentos baixos e vida cultural pouco atractiva. Isto é o que dizem as cabeças pensantes, a inteligentsia cultural deste país. Segundo eles , em Portugal, não há nada para ver, para onde ir aos fins de semana, onde levar as criancinhas nas férias, a não ser á praia. No estrangeiro é que é bom. Nada de mais falso.
O Porto - e já nem falo de Lisboa, que considero acima da média em oferta cultural - oferece todos os dias - seja fim de semana ou dia útil - inúmeros eventos musicais, teatrais, workshops de tudo quanto há, expos de pintura e escultura, inaugurações, instalações, fotografia, bibliotecas,feiras do Livro, sem mencionar sequer os museus que estão abertos para serem visitados a toda a hora.



Só não vai quem não quer, pois em geral estas actividades são de entrada livre ou exigem um bilhete simbólico. Tenho procurado divulgar neste blogue muitas actividades em vários domínios, pois nem sempre os encontramos nos jornais diários, sendo mais visíveis na net no site Porto Lazer, por exemplo.

Não sou muito de encontros sociais,hoje em dia, não vou a muitos eventos, nem gosto de sair a toda a hora. Cada vez mais gosto de estar em casa.

Fui a muitos eventos em Lisboa, nos anos 60s e 70s, fiquei um pouco blasée de óperas, teatros ( o teatro francês no Tivoli era excelente), concertos ( Coliseu,Gulbenkian, Aula Magna, etc)cinemas ( todos filmes franceses, suecos, italianos que apareciam no CCC ( Cineclube Católico) ou nas salas lindas do Monumental, S. Jorge, Império, S. Luis, Estúdio e até no Restelo, salas que já morreram sem deixar rasto. Arranjava bilhetes para tudo através do meu Pai ou de amigas (até consegui ouvir o Charles Aznavour sem pagar bilhete, pois a filha do dono do Monumental era minha colega), da FLUL.Tive uma juventude "intelectual" até dizer basta. Lisboa era um paraíso.

Na província nada havia. Em Chaves ainda se comemorou um 10 de Junho com alguma expressão artística, exposição de Nadir Afonso, artesanato, etc., mas duma maneira geral foram anos perdidos em termos culturais. Ouvia música clássica pela ´radio ou em discos de vinil - que ainda possuo - e estive quase sete anos sem ir ao cinema. TV só um canal a preto e branco. Lia muito. Foi mesmo um deserto total em matéria de eventos sociais. Durante anos, enquanto os filhos cresciam, só via programas infantis na TV e já estava desfazada de tudo o que passava acima de um certo nível cultural. Perdi o hábito de sair à noite e só os concertos da Regie Symphonie - mais tarde Orquestra Nacional do Porto - em S. Bento da Vitória me animavam e relembravam a minha juventude; dava aulas numa Escola Profissional de Música e conhecia bem muitos dos intérpretes dessa orquestra.

Hoje em dia, gosto muito de ver exposições, sobretudo quando não há ninguém...sento-me nas cadeiras e olho para os quadros o tempo que quero. Não há barulho, nem interferencias. Ir a um local às tantas horas, ouvir apresentações de artistas, elogios às obras, beber um Porto, falar , falar, não é comigo.

Prefiro vivenciar a cultura à minha maneira e de preferência a sós comigo própria.Mesmo pintar é uma tarefa solitária. Não sou bicho de mato, mas não me acho compatível com uma agenda cheia de festas, encontros, inaugurações, cursos, vernissages ou outros. Devo perder milhares de oportunidades de conhecer pessoas, de me fazer conhecer ou de entrar na alta roda intelectual. Mas isso não me preocupa nada.
Estou contente com a aposentação, pois libertou-me de horários. Cada vez mais gosto de liberdade e de um pouco de solidão. Enquanto posso usufruir dela.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

DIA NACIONAL DAS BIBLIOTECAS




Quadro pintado pela minha amiga Teresa Silva Vieira, que se inspirou numa biblioteca alemã para criar esta pintura. O quadro está na parede principal da minha sala.



Muitas horas da minha vida passei em bibliotecas....
Desde miuda, adorava o escritório do meu Avô, forrado de estantes castanho escuro, com livros encadernados - alguns por ele próprio - e com títulos a oiro. Cheiravam um bocadinho a velho, mas transmitiam-nos algo de misterioso e de etéreo. Pelo meio dos livros, havia bibelots trazidos da India a cheirar a sândalo, caveiras várias, budas de todos os tamanhos e cores, Mefistófeles com corpos histriónicos ( um deles veio parar a minha casa pois a minha Avó ofereceu-o ao meu ex-), estatuetas clássicas de crianças a ler, canetas, lápis aparados por ele, um bric-a-brac de objectos pessoais que diziam muito da sua personalidade e vida.
A minha Mãe tb tinha uma biblioteca completa de livros que ainda hoje gostaria de ler - Livros do Brasil, Somerset Maugham, Hemingway, Pearl Buck e Livres de Poche grossos e apetitosos; tenho pena de não ter ficado com alguns que li na minha adolescência e juventude.
A biblioteca do meu Pai era esteticamente uma das mais bonitas que já vi, com estantes de boa madeira avermelhada e fimbria dourado velho, num escritório que me metia um pouco de medo e que só se vêem agora nos filmes ingleses de época. Os livros eram todos encadernados por um tal senhor Horácio, que se esmerava em fazer as colecções todas em couro de cores diferentes. Nunca li livros do meu Pai a não ser na faculdade, pois não eram aconselháveis para crianças ou seriam demasiado puxados para a nossa idade.
Na minha Escola, a biblioteca era um manancial de obras antigas, quase monumentos nacionais e muitas horas ali passei a vasculhar as revistas e livros da minha especialidade - havia tudo - o que me foi muito útil para a elaboração de manuais escolares. Na altura já havia fotocópias de modo que fotocopiava páginas e páginas, com as quais contituí um dossier precioso.
Também adorava a biblioteca do Britânico, trazia de lá livros, cassetes , revistas inglesas actuais, jornais, etc. O sítio era fabuloso e não se resistia a tanto livro inglês!!Passava lá muitas horas, só a folhear as revistas por prazer.

Agora só uma biblioteca pública me atrai e muito: A Biblioteca Almeida Garrett nos jardins do Palácio de Cristal, um dos locais mais aliciantes para novos e velhos.

Hoje estou um pouco "farta" de livros, ou seja, de ter tanto livro em casa que já ninguém lê. Gostava de oferecer todos os meus livros do ensino de Inglês à Escola, mas já ninguém se interessa pelos manuais ou pedagogias ultrapassadas numa era de tecnologias em que até o vídeo se tornou obsoleto. É um desperdício.

Fica aqui um poema de Jorge Sousa Braga, já muito conhecido, mas delicioso:



in: Woophy



As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.

Jorge Sousa Braga

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Uma fotografia inspiradora



Foto de Mário Cordeiro


Há tempos o meu irmão tirou uma série de fotografias à Fonte Luminosa da Alameda em Lisboa, que, infelizmente, só funciona aos domingos e feriados. As fotografias ficaram muito belas e esta, em especial, penso ter um je ne sais quoi de luz, cor e formas que apela aos nossos instintos estéticos.

Vai aqui também um poema lindo de Rabindranah Tagore que parece ter sido escrito para este tema:

A Mulher Inspiradora

Mulher, não és só obra de Deus;
os homens vão-te criando eternamente
com a formosura dos seus corações,
e os seus anseios
vestiram de glória a tua juventude.

Por ti o poeta vai tecendo
a sua imaginária tela de oiro:
o pintor dá às tuas formas,
dia após dia,
nova imortalidade.

Para te adornar, para te vestir,
para tornar-te mais preciosa,
o mar traz as suas pérolas,
a terra o seu oiro,
sua flor os jardins do Verão.

Mulher, és meio mulher,
meio sonho.


Rabindranath Tagore, in "O Coração da Primavera"
Tradução de Manuel Simões

terça-feira, 29 de junho de 2010

Férias...só cá dentro


Foto do "Figaro" de 29.06

Transcrevo um artigo do PUBLICO ONLINE de hoje.
Impressionou-me pelo facto de Portugal ficar na cauda dos países europeus em relação a idas ao estrangeiro nas férias. Não sou daquelas pessoas que acham "obrigatório" sair do país em lazer e fazê-lo de qualquer maneira - ou mesmo sair dentro do país - mas que aliam as viagens a relaxamento e liberdade, conhecimento do mundo, alteração de comportamentos atávicos e alargamento de horizontes, necessários nos tempos de hoje. Portugal é um grão de areia numa praia imensa.


O documento elaborado pela consultora de mercado GfK, feito em parceria com o Wall Street Journal, indica que 66 por cento dos portugueses não vão sair de casa nas férias, tal como os húngaros, búlgaros, polacos e romenos. Pelo contrário, suecos, holandeses e belgas pretendem gastar mais nas férias e apenas 25 por cento ficam em casa.

Portugal é um dos países onde menos se gasta em período de lazer, já que dois terços dos portugueses não pretendem fazer despesas, 17 por cento vão gastar até 500 euros e apenas sete por cento mais de mil euros.

Porto Santo, 2005

Dos portugueses menos afectados pela crise e que planeiam passar férias fora de casa, 49 por cento apenas o vai fazer por um período máximo de uma semana e 23 por cento por 15 dias, segundo o estudo, a que a agência Lusa teve acesso. Um valor
consideravelmente inferior ao da média dos europeus, já que 31 por cento pretendem gozar 15 dias de férias fora de casa.

PUBLICO - 29 de Junho


Madeira. 2005


Depois de ter passado dez dias maravilhosos de férias, sinto-me privilegiada e agradecida por ter a sorte de poder sair de casa, mesmo cá dentro....e não só.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Hoje faço anos :) ( Muitos)


Não pretendo com esta entrada solicitar manifestações de entusiasmo ou alegria da vossa parte, mas somente exprimir, como as crianças, a minha felicidade por estar aqui. Já há quase um ano que este blogue começou e não houve um dia em que desse o "trabalho"por mal empregado. Gosto deste convívio, gosto de comunicar, de traduzir o que sinto e de o fazer dum modo positivo para que todos os que lêem isto se sintam felizes também.
Vai aqui uma foto tirada na expo do Spaso Zen.

Obrigada!

domingo, 27 de junho de 2010

Adeus Luz-sob o signo do AMOR



Hoje foi o meu último dia de férias nesta linda praia...

Confesso que sinto já a nostalgia do regresso, antevejo o fechar-se da janela para o azul imenso, céu e mar em simbiose perfeita, jardim e flores, árvores, areia, rochas, água salgada, danças dentro de água com a minha filha, waffles com chantilly na esplanada dos ingleses, jogos de futebol em TVs gigantes, vida selvagem, sem horários nem planos , ao sabor do imprevisto...

Dantes, sempre que voltava para o meu apartamento da Ramada Alta, sentia que me fechavam numa caixa com menos espaço para respirar e durante dias tinha uma saudade enorme deste lugar. Por isso desejei sempre que a minhas cinzas fossem espalhadas por aqui, é o local do mundo que é mais meu, que me foi dado pelos meus Pais e que vai ser dos meus netos e bisnetos, se Deus quiser. É-me difícl encontrar outro lugar onde tantos elos da minha família se tenham encontrado, onde tantos tenham sido felizes em plenitude, cada um à sua maneira, mas com momentos de verdadeira VIDA.

Hoje tirei tres fotos que são momentos de AMOR. Por acaso.








Oxalá sejam tão felizes quanto eu fui nestes dias de férias!