sexta-feira, 8 de outubro de 2010

News from Leeds



Ontem e hoje nao escrevi porque o PC no hotel é caro e aqui no quarto da Luisa está-se mesmo bem, com umas vista linda da cidade cheia de luz. O quartinho é pequeno, mas cosy e já está cheio de objectos pessoais dela e posters nas paredes. Nao tenho aqui a maquina, mas algumas fotos da ultima vez que ca estive.

Hoje era a Light Night, o que significa muitos eventos no centro da cidade. Ouvimos um coro gregoriano numa das galerias mais bonitas, marionetas na montra do Harvey Nichols, um dos armazens mais chiques, pessoas a tocar ca fora. Jantamos no Bella Italia, que é um restaurantezinho muito bom com comida italiana da melhor e relativamente barata. Um prato aqui custa umas 7 libras, o que equivale a 9 euros. O ambiente é estupendo cheio de gente nova e sobretudo, com uma mistura de raças espantosa.
Amanha vamos ouvir um concerto na Camara Municipal com a orquestra de Houston ( pnde fica a NASA) e musica relacionada com a astronomia e videos em ecran gigante de descobertas da Nasa, entre as quais Os Planetas de Holst.

Agora vamos ouvir um bocadinho do relato do jogo da selecção e depois vou para o hotel!

Boa noite!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Back to England



Estou de novo em Inglaterra.
Vim ca para uma consulta da minha filha e aproveitei para matar saudades ( ja tinha) desta cidade. Desta vez de avioes, nao de comboio, e mais caro e nao sei se vale a pena. O que se anda hoje em dia nos aeroportos de Herodes para Pilatos. nos scannings, nos check-ins etc. cansa mais do que andar tres horas no comboio a ver a paisagem ou a dormitar. O aviao de Londres para Leeds parecia ter sido fretado por uma familia de ingleses, eram pouquissimos e todos bifes. Eu parecia uma extraterrestre no meio delas e talvez por isso tiraram-me uma foto nos passaportes!!! Devo ter cara de terrorista :))).href
Mas continuo a adorar esta gente e sobretudo o ambiente dos locais. No aeroporto de Gatwick estive uma hora sentada num fauteil do cafe a ler A Insustentavel Leveza do Ser, sem que ninguem me chateasse ou quisesse o lugar. O aeroporto e cheio de lojinhas, super agradavel e calmo. Estamos em Outubro. As arvores aqui ja respiram outono, amanha vou dar uma volta pelo parque se estiver bom tempo.
Sinto-me em casa e curiosamente, nao sinto tanto a falta dos meus filhos e netos.
Nao irei ao atelier esta semana - mais uma. Sorry. O oleo fica para depois. Amanha vou-me inspirar nos quadros do Museu toda a manha....enquanto a minha filha estuda.
Beijinhos e ate a volta!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

De La Fontaine ao Panda Biggs


Ontem escrevi um post enorme sobre as minhas memórias da infância e a dos meus filhos, comparando os modos de entretenimento que as duas gerações tinham usufruído.Apaguei-o sem querer e não sei como, nada ficou gravado. Resolvi escrever outro parecido, usando as ilustrações que tinha escolhido.

Lembro-me de ser bem pequena, quando íamos passar os sábados à tarde a casa da Avó ( os Avós eram dois, mas nós dizíamos Casa da Avó) com as minhas irmãs. Como éramos oito, tínhamos de ir em duas fornadas de 4+4, se não a pobre da Avó, que era uma santa, teria tido muito que aturar. Mesmo assim , ela tinha uma paciência enorme, contava-nos histórias infindáveis, algumas só suas e que, infelizmente, morreram com ela porque nenhum de nós é capaz agora de as contar tal qual. Tinha um livro grande cor de rosa com as Fábulas de La Fontaine, com ilustrações lindíssimas e os livros da Bécassine, que traziam de França e que ela nos traduzia, modificando o que nos pudesse pôr tristes:)). Mesmo assim, havia partes em que a Bécassine fazia burrices por ser pouco dotada e isso comovia-me até às lágrimas.Devo dizer que sempre fui uma sentimental! As 19 horas era o momento sagrado da Emissão Infantil. Íamos para o quarto do Avô, interrompíamos a sua música clássica para ouvir as horrendas vozes das Odete de Saint Maurice e filhas e da Madalena Pataxo, uma espécie de novelas como a Polyanna e outras ainda mais pirosas, que nós adorávamos. As emissões de histórias radiofónicas ainda se prolongavam até 2ª feira com o Cantinho dos Miudos, as 17.10, exactamente quando nos iam buscar ao colégio; aí ouvíamos no carro emissões brasileiras, contos de Grimm e de Andersen, depois feitos em filmes da Disney.Já as sabíamos de cor, mas não fazia mal.Pelo menos não ouvíamos o Teatro Tide !!!

Não havia televisão. O meu Pai só a comprou em 1969 quando o Armstrong pôs o pé na Lua. Antes disso, cada vez que queríamos ver um dos jogos do Benfica na Europa, íamos a casa duns vizinhos onde nos amontoávamos na sala a sofrer e a torcer. O Mundial de 66 foi visto em casa do meu irmão , que tonha arranjado uma TV pequenina e a punha no cimo dum armário para que todos pudéssemos ver. O Eusébio parecia uma formiguinha a correr de um lado para o outro.. Ficámos todos com os olhos em bico naquele jogo contra a Coreia e chorámos de raiva no Portugal-Inglaterra do nosso descontentamento.

Mais tarde, os tempos eram outros, os meus filhos eram crianças e passavam bastante tempo a ver as emissões a preto e branco para crianças infindáveis como a Heidi e o Marco, o Era uma Vez o Homem, o Conan, o Dartacão, etc. E nós com eles a criticar as vozes da Candy Candy e os olhos em bico de todos os herois da banda desenhada japonesa.

Hoje os meus netos vêm cá jantar e dormir pela primeira vez. Até agora não tinha espaço para eles, mas já não há mais alibis....tenho dois quartos vazios e um deles já todo arranjadinho para dormirem os dois juntos. Já sei que vão querer ver o Panda Biggs,
neste momento a alegria da pequenada de sete-oito anos. Espero que não acordem às 6 da manhã com a excitação!! Curioso que os filmes para crianças ainda nos presenteiam com as mesmas vozes irritantes de sempre. Eu com paciência de Avó estarei feliz por tê-los cá e poder mostrar-lhes como gosto deles, apesar de às vezes me parecer que já vivi mais de dez vidas e que já não tenho muito por onde.

Fica aqui um genérico que ainda me faz chorar...il était une fois l'homme, la vie et l'espace,.

sábado, 2 de outubro de 2010

MEZZO


Hoje usufruí de uns momentos únicos, que antes da partida dos meus filhos aqui de casa teriam sido difíceis de conseguir.
Estive a ouvir o canal MEZZO durante grande parte do serão e confirmei a ideia de que sem música, entraria facilmente em depressão.

Na minha sala está-se bem. Ontem comprei um candeeiro que dá um tom doce à parte da sala onde me sento e chega para ler, não sendo necessário usar os focos do tecto que dão uma luz mais agressiva.

Estive a ouvir uma ópera inteira, La Bohéme de Puccini, algo que não me acontecia há anos, talvez há mais de dez anos...a última que ouvi na TV foi o Rigoletto com a minha filha Luisa, há séculos...momentos divinais, música emocionante, intérpretes excelentes e cenários lindíssimos. Até me esqueci de jantar.

Durante anos fui à ópera no Coliseu de Lisboa, o meu Pai tinha bilhetes de graça e por vezes obrigava-nos a ir mesmo a óperas estranhas e longas....em adolescente, ouvi tudo o que se pode imaginar, desde o Werther até ao Boris Goudunov, Puccinis ( as minhas preferidas) e Verdis.
Sempre adorei ouvir um programa da Emissora Nacional, que incluía só árias, O Canto e os seus Intérpretes, que penso ainda existir na Antena 2.

Depois tive momentos em que achava a música de ópera demasiado dramática e não conseguia ouvi-la, sem sentir umas saudades imensas dos meus pais e família em geral. Os meus filhos gostavam, mas raramente íamos aqui no Porto. O meu filho com apenas dez anos até entrou na Carmen e nos Carmina Burana fazendo parte do Coro Infantil do Colégio Alemão; isso foi para ele uma experiência inolvidável.

É bom aproveitar a TV quando ela nos oferece programas destes. Temos a tendência de ouvir as notícias vezes sem conta, esquecendo estes canais culturais, que acabam por ser uma oferta maravilhosa e gratuita.

Deixo-vos com um extracto de La Bohéme. E não chorem ao ouvi-lo, como eu.

UM POUCO MAIS DE AZUL




Já não me lembro de passar um sábado em casa completamente sozinha, sem o filho a desafiar-me para ir tomar um brunch ( breakfast+lunch) ao café, ou a filha a sugerir irmos à Foz almoçar. Era bom, mas não acontecerá neste fim de semana. Não há semanas inglesas em Lx, excepto para quando os feriados são só lisboetas :). Na 2ª o meu filho terá uma aula só, mas não pode faltar.

Levantei-me cedo e pus-me a pintar, a trabalhar um quadro que já tinha feito anteontem, mas que não me estava a agradar. Só usei azuis e branco. A minha ideia era usar tantos tons de azul quanto possível (!), de modo a ter um abstracto cósmico. Apelidei-o de " Ozone Hole", pois deve ser mais ou menos assim que ele aparece nos telescópios que não possuo.Fotografei-o já na parede da minha sala, pois é aí que ficará nos tempos mais próximos.

Imaginar é sempre bom...

E já agora um dos poemas que mais gosto mas que, felizmente, não se coaduna com o meu estado de espírito neste momento.

Quase

Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo ... e tudo errou...
- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se enlaçou mas não voou...
Momentos de alma que, desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...
Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...


Mário de Sá Carneiro

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

DIA MUNDIAL DA MUSICA


O que seria de nós sem a MÚSICA?

Não concebo a minha existência sem ela. Desde que nasci e que me conheço que oiço música, vivo a música, promovo a música, uso a música para me lembrar da essencia do nosso Existir, da Beleza, da Harmonia, do Ritmo, do Espectáculo, da Vivência que a Música só por si contém.

Em casa dos meus Avós adormecia ao som da música clássica que o meu Avô ouvia no seu escritório - Emissora 2 - uma das recordações mais remotas que conservo, a par dos carros eléctricos que desciam a R. Alexandre Herculano vertiginosamente. Em minha casa havia sempre um disco a tocar ou no andar de cima - a nossa música pop rock - ou no andar de baixo, clássica e romantica, ou alguém a tocar piano, a minha Mãe , os meus primos, dotados para o improviso, os meus irmãos em aulas de piano.

Depois de casar continuei a ouvir música clássica e ainda dos programas A 23ª Hora, por exemplo e Enquanto for Bom Dia e depois, Oceano Pacífico, com música xarope, como lhe chamava a minha sobrinha Catarina!Os meus filhos foram nados e criados no meio musical. Para adormecerem, punha uma cassete do James Last ou do Richard Clayderman com excertos de musica clássica, alguns destes ainda eles chamam música para adormecer...:). Fui a muitos concertos da antiga Regie Symphonie, depois Orquestra do Porto, dei aulas de Inglês na Escola Profissional de Música, uma das experiências mais interessantes do meu currículo.

DIA MUNDIAL DA MUSICA devem ser todos os dias da nossa vida. O que aconteceria se houvesse sempre música clássica nas prisões, nas escolas, nas igrejas?...


Ficam aqui dois dos excertos mais belos e avassaladores que conheço.

Sâo da banda sonora do filme O Piano, talvez um dos filmes que mais me impressionou na vida e outro de Amadeus, homenagem a um dos maiores génios que jamais existiu.

DIA MUNDIAL DA MUSICA


O que seríamos de nós sem a MÚSICA?

Não concebo a minha existência sem ela. Desde que nasci e que me conheço que oiço música, vivo a música, promovo a música, uso a música para me lembrar da essencia do nosso existir, da Beleza, da Harmonia, do Ritmo, do Espectáculo, da Vivência que a Música só por si contém.

Em casa dos meus Avós adormecia ao som da música clássica que o meu Avô ouvia no seu escritório - Emissora 2 - uma das recordações mais remotas que conservo. A par dos carros eléctricos que desciam a R. Alexandre Herculano vertiginosamente. Em minha casa havia sempre um disco a tocar ou no andar de cima - a nossa música pop rock - ou no andar de baixo, clássica e romantica, ou alguém a tocar piano, a minha Mãe , os meus primos, dotados para o improviso, os meus irmãos.

Depois de casar continuei e ouvir música dos programas A 23ª Hora, por exempo e Enquanto for Bom Dia e depois, Oceano Pacífico, com música xarope, como lhe chamava a minha sobrinha Catarina!

Para os meus filhos adormecerem, punha uma cassete do James Last com excertos de musica clássica, algumas ainda eles lembram como a música para adormecer...:)

DIA MUNDIAL DA MUSICA devem ser todos os dias da nossa vida. O que seria se houvesse musica nas prisões, nas escolas, nas igrejas....só dispensava a música junto ao mar porque adoro a das ondas e dispenso o acompanhamento dos altifalantes.

Fica aqui dois dos excertos mais bonitos e avassaladores que conheço. Sâo a banda sonora do filme O Piano, talvez um dos filmes que mais me impressionou na vida e outro de Amadeus, homenagem a um dos maiores génios que jamais existiu.


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Mais uma fotografa de génio


Por vezes gosto de fazer pesquisas nos sites de fotografia para me inspirar nas minhas pinturas. Ultimamente não ando muito inspirada e detesto copiar quadros já feitos - mesmo dos mestres insignes - hábito que é muito vulgar nos ateliers, nas famílias, para ofertas, etc. Era incapaz de dar um quadro que não fosse inteiramente concebido por mim a outra pessoa. Mesmo mau, é meu.


Fotografia é outra coisa. Já fiz vários quadros inspirados em fotos artísticas e algumas são elas próprias verdadeiras obra-primas.
Encontrei estas, por exemplo, duma fotógrafa suiça Ursula Abrecht no site Onexposure, o tal site que se orgulha de apresentar as fotografias mais lindas do mundo, fazendo uma escolha cerrada do que publica e promove.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Fotografo Europeu do Ano - André Boto



Português eleito Fotógrafo Europeu do Ano

André Boto foi eleito esta quarta-feira, na Alemanha, Fotógrafo Europeu do Ano, pela FEP (Federação Europeia de Fotógrafos). O jovem de 25 anos é o primeiro português a conseguir a distinção.

«É uma grande honra estar no top dos fotógrafos europeus. Um enorme prazer. Além disso, consegui trazer o nome de Portugal cá fora. Não só do país, como da AFP e dos fotógrafos portugueses», declarou ao tvi24.pt André Boto, ainda na Alemanha, onde acompanha a feira de imagem Photokina, local onde foram anunciados os vencedores e entregues os prémios.

O fotógrafo português, com formação da escola de fotografia Oficina de Imagem , ganhou já 68 concursos em Portugal e recentemente foi nomeado pela Sociedade Portuguesa de Autores na categoria de Melhor Trabalho de Fotografia, tendo perdido o galardão para o fotógrafo Eduardo Gajeiro.

Nascido em Lagos, André Boto já obteve os certificados de «Qualified European Photographer» nas categorias de Retrato e Ilustração, assim como o título de Master, sendo também o primeiro português a obter esta distinção.

Na segunda edição do concurso anual de Melhor Fotógrafo Europeu, (FEP of the Year) André Boto, concorreu contra 700 fotógrafos europeus que enviaram cerca de duas mil fotografias, em seis categorias. Boto foi o primeiro classificado em duas das categorias, Comercial e Ilustração, e ainda o terceiro classificado na categoria de Retrato. No total, o fotógrafo português arrecadou cinco medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze. A imagem que lhe valeu o primeiro lugar na categoria de Ilustração valeu-lhe também o prémio de Fotógrafo Europeu do Ano.


(TVI 24)

domingo, 26 de setembro de 2010

Waves



Hoje não fui à Foz.
O meu filho veio passar o fim de semana bem curtinho a casa e soam de novo os acordes da guitarra; o ambiente é leve e quente, o que significa termos um filho ao pé de nós. A ausência aumenta a necessidade destes momentos silenciosos em que nos entendemos....sem palavras, que não as da música e dos olhares.

Pintei e estava inspirada. Não gostava do ultimo quadro de modo que destruí-o e pintei outro por cima. São ondas ou velas...peixes...ou simplesmente a minha imaginação. mas gosto dos tons e sobretudo, gostei de o criar no sossego da minha cozinha, depois dum sabado em que arrumei o quarto da minha filha de alto abaixo, tendo que pôr de parte 80% da tralha que se acumulou durante estes 4 anos e que não lhe serve , nem servirá nunca. Ficou um brinquinho, mas deu-me cabo das costas....

Agora depois dum jantar rápido no BB Gourmet, ele voltará para Lisboa, ciente de que aqui a casa estará sempre aberta.