Nao gosto nada de escrever sem acentos, mas este PC é brasileiro e obedece
acordo ortográfico:)))
(isto já está ultrapassado, pois rectifiquei o texto).
Hoje quase morri...eu, uma photofreak ( dependente fotografica) perdi a minha maquina Leica.
Andei duas horas a ver lojinhas sem comprar grande coisa porque eles não tem visas e fui levantar dinheiro num supermercado que ficava no c...de Judas, desculpem, mas era mesmo. Andar neste piso de pedras enormes com chuva é pior que uma tortura da Idade Média.
Lá consegui levantar uns Reais - estava um guarda de metralhadora em punho a porta - mas a maquina funcionou! Ja há seis dias que nao levantava dinheiro, pois os bancos estiveram em greve e era dramático não o fazer, embora poupasse muito dinheiro.
Depois disso, fui logo ao atelier do meu amigo Luiz e adquiri uma tela muito curiosa, cuja foto colocarei aqui quando estiver no Porto. Nao foi barata , mas ficará como recordação do Brasil para sempre...
Quando cheguei ao hotel encharcada, apesar do chapéu de chuva, reparei que a máquina nao estava na carteira....!!! Só o estojo.
PÂNICO!!! Desatei num choro, mais derivado ( como se diz agora) da fraqueza pois eram 13 horas e não comia desde as 7, e o meu filho que, por acaso, estava aqui na pousada a trabalhar no laptop, ficou transtornado com a minha depressão e ofereceu-se logo para ir comigo comer primeiro e depois procurar a Leica. Isto pode-se chamar mesmo amor filial, pois ele está em stress com tanta conferência e responsabilidade.
Lembrei-me que as ultimas fotos tinham sido tiradas antes de começar a chover e de comprar um chapeu de chuva, quando parei numa loja de t-shirts para criança e estive a ver umas para os meus netos. Acabei por não as comprar pois a empregada disse que faria desconto se eu pagasse cash.
Mas... cadê a loja citada, como iria eu lembrar-me do local numa selva comercial que é Paraty, cheia de artesanato e ateliers?
Memorizei que ficava ao pé do banco ITAÚ, onde nao conseguira levantar o dinheiro há dois dias, e perguntei a uma senhora onde era o banco. Ela disse-me logo e em 5m chegamos lá. Entrei, perguntei pela máquina, a menina olhou três vezes para mim ( perguntei-me como é que alguém mais iria saber ou adivinhar que eu tinha deixado a minha querida camara naquela loja).Tive um sobressalto...e a rapariga, depois do suspense, disse finalmente: ESTÁ AQUI.
DEUS SEJA LOUVADO!
As minhas 200 fotos iriam todas para o galheiro e a máquina comprada nos EUA em 2008 morreria logo ali...se ela dissesse: NAO ENCONTREI!
Mas DEUS é grande e está em toda a parte... até em Paraty nos confins deste Brasil lindo.
O meu filho manteve-se cool, sabia que eu iria encontrá-la pois já perdi câmaras cinco vezes (com esta) e encontrei-as sempre. A primeira foi em Estocolmo, depois em York, mais tarde em Valongo, a quarta na Foz.
Comecou a dança quando comecei a namorar o meu futuro marido em 1965...poupo-vos a descrição de todos estes eventos:))
Vou terminar por agora, acho que não vou tirar mais a camara do estojo....isto foi mau demais!!:))
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Do Brasil já com fotos
Estou noutro mundo, meio- familiar, mais colorido, mais pausado,delicioso e brincalhao, maravilha tropical que nos, Portugueses, achamos por acaso.
Ontem passei o dia mais feliz da estadia, com sol radioso, temperaturas altas e um cruzeiro de sonho durante cinco horas a volta de Paraty, uma cidade turistica, pictorica, fotogenica ate mais nao, sossegada e segura. Posso andar aqui sozinha a qualquer hora e so as pedras da calcada trazidas de Portugal em troca de ouro (!) me assustam, pois sao enormes e escorregadias...nao ha passeios dos lados, os carros com cavalos percorrem as ruas, deixando rasto mal-cheiroso.
Parece que estamos parados no tempo e nao fossem os membros da sociedade de informacao, todos super inteligentes, que aqui se reuniram en congresso, a animacao seria nula.Assim ha sempre com quem conversar na Pousada onde nos encontramos , que e de sonho tambem.Ontem vi a verdadeira natureza tropical, completamente virgem...um Lake District cem vezes maior e com especies diversas, mas igualmente verdes. A agua e transparente...as fotos -mais de 200 - que levo vao ficar aqui muito bem.
Ontem de manha tive uma experiencia fantastica. Encontrei um pintor no seu atelier e estivemos a conversar longamente sobre as culturas brasileira e portuguesa, literatura e pintura. Ele tem pagina no Facebook e o seu nome e Luiz Murce, facilmente se encontra. Pinta quadros muito coloridos e sugestivos. Nao comprei ainda nenhum porque nao tenho cash e ele nao tem maquina visa...e muito dificil trocar dinheiro ou levanta-lo!!
Hoje fico por aqui, tenho dormido so cinco horas por noite, uma insonia enorme e constante, acordo as 5 am e levanto-me as 6, ficando com a manha toda so para mim, o que e fantastico. Mas a minha tensao tem andado alta por causa da comida muito salgada e as vezes nao me sinto a 100%.
Mas estou FELIZ.
No Domingo estarei de volta com a beleza das fotos ao vivo. Ate ja!
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Em vésperas de viagem
Amanhã parto para uma viagem maior do que as que habitualmente faço.
São dez dias de aventura e abre-olhos, como se diz agora. Vou em boa companhia e, se Deus quiser, aguentarei bem as dez horas de avião, talvez aquilo que mais me assusta...vou levar música, um bom livro e uma enorme ansiedade em relação ao nosso país irmão, ao Rio, que nunca pisei, onde nasceu e viveu sete anos a minha Avó materna e vários primos que nunca conheci, mas talvez vá conhecer agora.
Também estarei em Paraty, estância de luxo, segundo li, onde se realiza o Congresso de Telecomunicações, em que participam milhares de cientistas de todo o mundo, entre os quais o meu filho.
Foi uma decisão repentina, ideia dele e empatia minha imediata. Já poderia ter ido noutras viagens que ele fez, pagando tudo do meu bolso, é claro, mas não me apeteceu na altura, ou ele não me convidou para tal.
O Verão vai continuar....aqui e lá, este ano vamos ter clima tropical durante meses...o que é bom quando se está em férias e se tem dinheiro.
Não sei se terei muita ocasião para escrever no blogue, penso que sim, pois o meu filho leva o seu Apple. De qualquer modo, estarei sempre em contacto convosco e desejo que tudo corra bem nestes dez dias. Até à vista!
São dez dias de aventura e abre-olhos, como se diz agora. Vou em boa companhia e, se Deus quiser, aguentarei bem as dez horas de avião, talvez aquilo que mais me assusta...vou levar música, um bom livro e uma enorme ansiedade em relação ao nosso país irmão, ao Rio, que nunca pisei, onde nasceu e viveu sete anos a minha Avó materna e vários primos que nunca conheci, mas talvez vá conhecer agora.
Também estarei em Paraty, estância de luxo, segundo li, onde se realiza o Congresso de Telecomunicações, em que participam milhares de cientistas de todo o mundo, entre os quais o meu filho.
Foi uma decisão repentina, ideia dele e empatia minha imediata. Já poderia ter ido noutras viagens que ele fez, pagando tudo do meu bolso, é claro, mas não me apeteceu na altura, ou ele não me convidou para tal.
O Verão vai continuar....aqui e lá, este ano vamos ter clima tropical durante meses...o que é bom quando se está em férias e se tem dinheiro.
Não sei se terei muita ocasião para escrever no blogue, penso que sim, pois o meu filho leva o seu Apple. De qualquer modo, estarei sempre em contacto convosco e desejo que tudo corra bem nestes dez dias. Até à vista!
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Mais pintura
Ontem e hoje tenho andado bastante nervosa e deu-me para pintar.
Já tinha a tela que é grossa, quase com 5 cm de espessura. Resolvi aplicar-lhe gel com pequenos vidrinhos, que dão uma textura interessante a par de impasto grosso.
As cores foram as mais diversas, desde o azul prussiano até ao ocre, amarelo, branco, verde, laranja. Pintei com pincel, espátula e com os dedos, que é talvez o que gosto mais:). A fotografia ão ficou muito fiel. Na minha opinião, o quadro é bem mais expressivo com a textura em 3D.
Não etiqueto este quadro...tanto me parece o fundo do mar, como uma floresta, é abstracto...
Já tinha a tela que é grossa, quase com 5 cm de espessura. Resolvi aplicar-lhe gel com pequenos vidrinhos, que dão uma textura interessante a par de impasto grosso.
As cores foram as mais diversas, desde o azul prussiano até ao ocre, amarelo, branco, verde, laranja. Pintei com pincel, espátula e com os dedos, que é talvez o que gosto mais:). A fotografia ão ficou muito fiel. Na minha opinião, o quadro é bem mais expressivo com a textura em 3D.
Não etiqueto este quadro...tanto me parece o fundo do mar, como uma floresta, é abstracto...
sábado, 8 de outubro de 2011
A Foz , espaço de solidão e liberdade
Hoje o meu neto dormiu cá. Levantou-se pelas 9 e sem fazer barulho, foi para a sala e pôs-se a ler. Entretanto acordei , arranjei-lhe um pequeno almoço de maçã, flocos e um croissant pequenino, e voltei para a cama, pois tinha-me deitado pelas 2 horas e estava cheia de sono. As 10.30 acordou-me, dizendo que a Mãe o vinha buscar para ir a escola de violino. Fiquei com remorsos de ter dormido tanto.
Ontem tínhamos estado os dois a ver o empolgante Portugal- Islândia ( 5-3) e ele tinha-se abraçado a mim com uma ternura que me fez virem lágrimas aos olhos. Adoro este menino e ele retribui, embora não seja de grandes manifestações com outras pessoas. Não consigo dizer-lhe "Não", dou-lhe tudo o que pede ( é bem pouco), ofereceu-se para me ajudar a pendurar a roupa, é prestável, ternurento, aquilo que se pode chamar a criança ideal. Oxalá não se estrague, mas tenho tanto receio do futuro!
Hoje fui almoçar à Foz. Estava um pouco mais de vento, mas o sol era forte, de modo que estive sempre na varanda e até me bronzeei. As gaivotas andavam alvoroçadas, não sei porquê. Não levei a máquina, tirei as fotos com o Ipod .
O mar sempre belo e sempre bravo fazia um barulho embalador. Mesmo assim ouvi musica, desta vez árias de ópera escolhidas que tenho aqui no meu Ipod. Foi uma tarde linda.
Fica aqui uma das árias mais comoventes que conheço da ópera O Pescador de Pérolas de Bizet e de homenagem a Salvador Dali:
Ontem tínhamos estado os dois a ver o empolgante Portugal- Islândia ( 5-3) e ele tinha-se abraçado a mim com uma ternura que me fez virem lágrimas aos olhos. Adoro este menino e ele retribui, embora não seja de grandes manifestações com outras pessoas. Não consigo dizer-lhe "Não", dou-lhe tudo o que pede ( é bem pouco), ofereceu-se para me ajudar a pendurar a roupa, é prestável, ternurento, aquilo que se pode chamar a criança ideal. Oxalá não se estrague, mas tenho tanto receio do futuro!
Hoje fui almoçar à Foz. Estava um pouco mais de vento, mas o sol era forte, de modo que estive sempre na varanda e até me bronzeei. As gaivotas andavam alvoroçadas, não sei porquê. Não levei a máquina, tirei as fotos com o Ipod .O mar sempre belo e sempre bravo fazia um barulho embalador. Mesmo assim ouvi musica, desta vez árias de ópera escolhidas que tenho aqui no meu Ipod. Foi uma tarde linda.
Fica aqui uma das árias mais comoventes que conheço da ópera O Pescador de Pérolas de Bizet e de homenagem a Salvador Dali:
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
HOWL - UIVO
Ontem fui ver este filme, que já andava a namorar...
Li muito sobre a Beat Generation, como foi apelidada esta geração de jovens americanos, nos anos 50-60 s. Era o pós-guerra, uma época de boom industrial e também de revolta contra o materialismo, que se tinha instalado nas famílias dos G.I.s, formatadas e financiadas pelo Estado, vivendo nas suas casas iguais, em bairros todos iguais, com as suas grades brancas, a dividir os pequenos jardins, ilustrada num poema notável de Malvina Reynolds, que se segue:
Little boxes on the hillside,
Little boxes made of ticky tacky,
Little boxes on the hillside,
Little boxes all the same.
There's a green one and a pink one
And a blue one and a yellow one,
And they're all made out of ticky tacky
And they all look just the same.
And the people in the houses
All went to the university,
Where they were put in boxes
And they came out all the same,
And there's doctors and lawyers,
And business executives,
And they're all made out of ticky tacky
And they all look just the same.
And they all play on the golf course
And drink their martinis dry,
And they all have pretty children
And the children go to school,
And the children go to summer camp
And then to the university,
Where they are put in boxes
And they come out all the same.
And the boys go into business
And marry and raise a family
In boxes made of ticky tacky
And they all look just the same.
There's a green one and a pink one
And a blue one and a yellow one,
And they're all made out of ticky tacky
And they all look just the same.
A geração beat identificava-se com um fenómeno cultural que aliava a revolta, a experimentação com drogas, formas alternativas de sexualidade, interesse pelas religiões orientais, rejeição do materialismo, idealização de meios de expressão exuberantes, coloquiais e vivenciais. Viviam com pouco conforto e são considerados precursores dos hippies, embora muito cultos e até com educação superior. Morreram jovens, à excepção de Ginsberg.

As suas obras, HOWL de Ginsberg, Naked Lunch, de Neal Cassady e On the Road de Jack Kerouac conheceram um sucesso estrondoso, uma vez publicados, e simultaneamente, desencadearam protestos das alas mais conservadoras da sociedade americana ameaçadas pelas ideias boémias, hedonistas, não conformistas e pela criatividade espontânea destes novos vultos literários.
O filme retrata o processo a que foi submetido Allen Ginsberg, acusado de ter utilizado linguagem obscena na sua obra poética. O filme

apresenta excertos duma entrevista imaginária ao escritor e a leitura em voz alta do poema pelo próprio, traço relevante na estrutura do filme por ser apresentado a preto e branco. Aliados ao poema surgem pedaços de banda desenhada, com cores muito sugestivas e figuras plásticas, que, na opinião de alguns críticos estragam a sequência do filme, mas quanto a mim o tornam mais criativo e menos linear.
Gostei, embora reconheça que não é filme para todos os gostos, assim como PINA, um dos melhores filmes que vi este ano. Ainda bem que há realizadores a sair do mainstream e a tentar outras vias.
Só resta acrescentar que vi o filme completamente sozinha na sala e que a princípio apareceram trailers sem imagem, pelo que tive de ir à entrada queixar-me da falha técnica. Nunca tal me tinha acontecido! Como só pague bilhete senior, devem ter achado que só merecia som!!
Li muito sobre a Beat Generation, como foi apelidada esta geração de jovens americanos, nos anos 50-60 s. Era o pós-guerra, uma época de boom industrial e também de revolta contra o materialismo, que se tinha instalado nas famílias dos G.I.s, formatadas e financiadas pelo Estado, vivendo nas suas casas iguais, em bairros todos iguais, com as suas grades brancas, a dividir os pequenos jardins, ilustrada num poema notável de Malvina Reynolds, que se segue:
Little boxes on the hillside,
Little boxes made of ticky tacky,
Little boxes on the hillside,
Little boxes all the same.
There's a green one and a pink one
And a blue one and a yellow one,
And they're all made out of ticky tacky
And they all look just the same.
And the people in the houses
All went to the university,
Where they were put in boxes
And they came out all the same,
And there's doctors and lawyers,
And business executives,
And they're all made out of ticky tacky
And they all look just the same.
And they all play on the golf course
And drink their martinis dry,
And they all have pretty children
And the children go to school,
And the children go to summer camp
And then to the university,
Where they are put in boxes
And they come out all the same.
And the boys go into business
And marry and raise a family
In boxes made of ticky tacky
And they all look just the same.
There's a green one and a pink one
And a blue one and a yellow one,
And they're all made out of ticky tacky
And they all look just the same.
A geração beat identificava-se com um fenómeno cultural que aliava a revolta, a experimentação com drogas, formas alternativas de sexualidade, interesse pelas religiões orientais, rejeição do materialismo, idealização de meios de expressão exuberantes, coloquiais e vivenciais. Viviam com pouco conforto e são considerados precursores dos hippies, embora muito cultos e até com educação superior. Morreram jovens, à excepção de Ginsberg.

As suas obras, HOWL de Ginsberg, Naked Lunch, de Neal Cassady e On the Road de Jack Kerouac conheceram um sucesso estrondoso, uma vez publicados, e simultaneamente, desencadearam protestos das alas mais conservadoras da sociedade americana ameaçadas pelas ideias boémias, hedonistas, não conformistas e pela criatividade espontânea destes novos vultos literários.
O filme retrata o processo a que foi submetido Allen Ginsberg, acusado de ter utilizado linguagem obscena na sua obra poética. O filme
apresenta excertos duma entrevista imaginária ao escritor e a leitura em voz alta do poema pelo próprio, traço relevante na estrutura do filme por ser apresentado a preto e branco. Aliados ao poema surgem pedaços de banda desenhada, com cores muito sugestivas e figuras plásticas, que, na opinião de alguns críticos estragam a sequência do filme, mas quanto a mim o tornam mais criativo e menos linear.Gostei, embora reconheça que não é filme para todos os gostos, assim como PINA, um dos melhores filmes que vi este ano. Ainda bem que há realizadores a sair do mainstream e a tentar outras vias.
Só resta acrescentar que vi o filme completamente sozinha na sala e que a princípio apareceram trailers sem imagem, pelo que tive de ir à entrada queixar-me da falha técnica. Nunca tal me tinha acontecido! Como só pague bilhete senior, devem ter achado que só merecia som!!
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
STEVE JOBS - 1955-2011

Nem sei o que dizer.
Um Homem, um Criador, um Visionário e a sua equipa transformaram as Tecnologias em algo de Belo, para lá de úteis, indispensáveis e rentáveis.
Transcrevo um artigo da CNN:
Steve Jobs, 1955-2011: Technology's greatest visionary
By Miguel Helft, senior writer October 6, 2011: 7:17 AM ET
Steve Jobs, who by the force of his charisma, intuition and personality reshaped industries and turned Apple into America¹s most valued company, died at the age of 56.
FORTUNE -- On Wednesday, America lost its most successful chief executive, the technology industry lost its greatest visionary, and Silicon Valley lost a giant whose influence will be felt for years to come.
Steve Jobs, who by the force of his charisma, intuition and personality reshaped industries and turned Apple into America¹s most valued company, died at the age of 56.
"Steve's brilliance, passion and energy were the source of countless innovations that enrich and improve all of our lives, the Apple board said
in a statement. "The world is immeasurably better because of Steve.
Escrevo no meu Macbook da Apple.
Não o substituiria por mais nenhum, mesmo que me oferecessem. Sinto uma afeição quase física por este objecto, que comprei há dois anos a conselho do meu filho. Nele, tudo se torna mais nítido, mais belo, mais aliciante.... Sigo os conselhos do provérbio inglês: An APPLE a day keeps the doctor away. :) ( uma maçã por dia, mantém o médico à distância)
Obrigada, Steve!
Este foi o seu último discurso em Stanford , em Fevereiro deste ano.
O discurso está legendado em Português e vale a pena lê-lo. É uma lição exemplar. Só uma pessoa muito especial poderia expressar-se assim.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
La Belle Époque
Tenho andado longe do blogue....sem grande inspiração para escrever, talvez incerta quanto ao interesse que as minhas cogitações diárias possam ter para os leitores fiéis deste espaço... e, se não tivesse recebido hoje um mail dum Amigo a perguntar o que se passava comigo, talvez não estivesse a escrever esta entrada.
Há alturas em que sinto uma certa angústia quanto ao futuro, não o material, graças a Deus, mas às condições deste país e futuro de jovens e crianças de agora. E também quanto ao envelhecimento.
Gostava de contribuir mais para a Educação, pois deixei a Escola em 2008 e nunca lá mais voltei.
Hoje, Dia Mundial do Professor, desejo que todos o façam por amor. Não apenas como modo de vida.
Sei, no entanto que não seria capaz de dar aulas de apoio ou comprometer-me com workshops ou outras coisas no género. Vou deixando o tempo passar , mas, de vez em quando, sinto-me um pouco frívola ou inútil. Nada demais...
Nestes últimos dias tenho andado a ver séries inglesas e americanas, as últimas que foram produzidas pela HBO , pela ITV ou pela BBC. Apaixonam-me, como me apaixonou uma outra série
americana - Damages - uma obra prima que já vai na 4ª série e que vi de fio a pavio com o meu filho mais novo no fim de semana e ontem à noite. Vejo-as em ecran grande, luzes fechadas, som surround, o que é um privilégio...
Ontem vi uma série que ganhou 4 emmys este ano. Chama-se Mildred Pierce, é a história duma self-made woman nos anos 20, interpretada magnificamente por Kate Winslet ( a jovem do Titanic), em cinco partes. A reconstituição é magistral, assim como a de Downton Abbey, uma série inglesa que já vai na 2ª temporada, e que me faz lembrar o Upstairs, Downstairs ( A Família Bellamy).
Até me esqueço de que há telenovelas portuguesas e recuso-me a vê-las, chocam-me a brejeirice, a estupidez dos diálogos, a péssima interpretação de alguns actores, música pirosa, histórias macabras, pérfidas e exemplos terríveis para os jovens que vêem a TVI ou a SIC.
Ainda me lembro, quando a RTP 2 dava séries inglesas da BBC, algumas comprei-as depois em vídeo para mostrar nas aulas, como o Prime Suspect
com a memorável Helen Mirren ou o Yes, Minister e Blackadder. Eram tempos gloriosos da RTP, que nunca mais voltam...
Ainda bem que consigo compreender o inglês tão bem como o Português....isso evita-me ter de contactar com as produções nacionais e não digo isto com vaidade, mas com gratidão aos meus Pais que tudo fizeram para que me aprendêssemos duas linguas na primária, tal como fiz com os meus filhos e agora acontece com os netos.
Ficam aqui os trailers de três destas séries:
Há alturas em que sinto uma certa angústia quanto ao futuro, não o material, graças a Deus, mas às condições deste país e futuro de jovens e crianças de agora. E também quanto ao envelhecimento.
Gostava de contribuir mais para a Educação, pois deixei a Escola em 2008 e nunca lá mais voltei.
Hoje, Dia Mundial do Professor, desejo que todos o façam por amor. Não apenas como modo de vida.
Sei, no entanto que não seria capaz de dar aulas de apoio ou comprometer-me com workshops ou outras coisas no género. Vou deixando o tempo passar , mas, de vez em quando, sinto-me um pouco frívola ou inútil. Nada demais...
Nestes últimos dias tenho andado a ver séries inglesas e americanas, as últimas que foram produzidas pela HBO , pela ITV ou pela BBC. Apaixonam-me, como me apaixonou uma outra série
americana - Damages - uma obra prima que já vai na 4ª série e que vi de fio a pavio com o meu filho mais novo no fim de semana e ontem à noite. Vejo-as em ecran grande, luzes fechadas, som surround, o que é um privilégio...Ontem vi uma série que ganhou 4 emmys este ano. Chama-se Mildred Pierce, é a história duma self-made woman nos anos 20, interpretada magnificamente por Kate Winslet ( a jovem do Titanic), em cinco partes. A reconstituição é magistral, assim como a de Downton Abbey, uma série inglesa que já vai na 2ª temporada, e que me faz lembrar o Upstairs, Downstairs ( A Família Bellamy).
Até me esqueço de que há telenovelas portuguesas e recuso-me a vê-las, chocam-me a brejeirice, a estupidez dos diálogos, a péssima interpretação de alguns actores, música pirosa, histórias macabras, pérfidas e exemplos terríveis para os jovens que vêem a TVI ou a SIC.

Ainda me lembro, quando a RTP 2 dava séries inglesas da BBC, algumas comprei-as depois em vídeo para mostrar nas aulas, como o Prime Suspect
com a memorável Helen Mirren ou o Yes, Minister e Blackadder. Eram tempos gloriosos da RTP, que nunca mais voltam...Ainda bem que consigo compreender o inglês tão bem como o Português....isso evita-me ter de contactar com as produções nacionais e não digo isto com vaidade, mas com gratidão aos meus Pais que tudo fizeram para que me aprendêssemos duas linguas na primária, tal como fiz com os meus filhos e agora acontece com os netos.
Ficam aqui os trailers de três destas séries:
domingo, 2 de outubro de 2011
Domingo cultural
Estando sozinha, hoje, Domingo, resolvi ir ver a exposição de Armanda Passos, "Reservas", que abriu no passado dia 23.
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