Quando tinha para aí sete anos, os meus Pais resolveram fazer para nós a assinatura do Cavaleiro Andante, uma das primeiras revistas de quadradinhos ( B.D.) que surgiu em Portugal acuplada ao Diário de Notícias ao sábado de manhã. Todos nós tínhamos aulas nesses dias, mas antes de partirmos para a escola, já o rapaz dos jornais tinha deixado o dito cujo na caixa do correio e era ver quem chegava primeiro para apanhar o Cavaleiro Andante e lê-lo em 1ª mão.
A ansiedade era enorme, chegávamos a lê-lo a duas e duas no carro para podermos saber mais depressa o que acontecera a Michel Vaillant , piloto de corridas, a Blake e Mortimer, perseguidos pela terrível Marca Amarela, ao Flash Gordon ou ao nosso querido reporter Tintin, que se metia em aventuras mirabolantes sempre acompanhado da sua cadelinha Milou, uma prestimosa ajuda na caça aos malfeitores.
A página do Tintin era a última, a contracapa, e terminava sempre dum modo abrupto, de modo a criar suspense nos leitores...
Muitos sábados nos sorriam através do Cavaleiro Andante. Looking forward era real. Nós ansiávamos mais pela revistinha do que por um bolo ou uma boa nota na escola. E até em família se discutiam as histórias, como hoje as pessoas discutem a telenovela. O Cavaleiro Andante, por apresentar muita banda desenhada estrangeira acabava por nos abrir os horizontes e levar para países como a América, o Tibete, o Perú, a França ou a China. Aprendíamos lendas dos Templários ( que me assustavam um pouco), biografias de cientistas, histórias de inventos e ríamos com as agruras dos Dupont et Dupond, detectives ridículos, que nada de jeito faziam. E diria mesmo mais, eram umas autênticas nulidades!
Hoje fui ver o badalado filme Tintin - O Segredo do Unicornio de Steven Spielberg.
Queria ter gostado muito do filme. Ansiava por um filme de desenhos animados empolgante, mas belo. Queria mais do nosso Tintin que morreu com Hergé e nunca mais será o mesmo, tinha esperança que Spielberg tivesse conseguido ressuscitá-lo para gáudio do meus netos, do meu filho e meu, quando de óculos no nariz, começámos a ver a apresentação fabulosa do filme em 3D.
Infelizmente a pouco e pouco, o entusiasmo arrefeceu. Estávamos perante um Indiana Jones 2, afinal, um explorador em busca do passado e do tesouro dos Haddocks, com cenas de luta épica a bordo dum navio, de um avião, num cenário de ópera ou numa cidade marroquina...só "porrada" com efeitos especiais fenomenais, que nunca existiram nas histórias doces e cândidas e nos desenhos simples do genial Hergé. Nada da subtileza dos diálogos, da ironia e do humor das cenas caseiras no Chateau de Moulinsart, nenhuma referencia a personagens como Tournesol, Oliveira da Figueira ou outros.Spielberg já deu o que tinha a dar, nunca fui fã dos seus filmes e muito menos de Indiana Jones, mesmo que isso possa escandalizar muita gente. Transformar Tintin em caça tesouros é um atentado ao nosso imaginário, à nossa infância e juventude.
Pergunto-me: O que acharáo os meus netos da colecção de 20 albuns que o Avô coleccionou e que eu encapei em plástico para não se estragarem, quando ele lhos der para a mão? Será que os lerão com a mesma ansiedade e abertura de espírito que era a nossa...ou acharão que é mais do mesmo e, em resumo,uma seca?
sábado, 29 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
O RIO
Há meses vi o filme para crianças da PIXAR, RIO,que me encantou, eu, que, em geral, não gosto muito dos filmes de desenhos animados para crianças e já saí a meio duas vezes com o meu neto apavorado com a história e imagens num ecran gigante em 3D.
O filme RIO é alucinante, como o ritmo daquela cidade. Uma cidade feia, construída num dos locais mais belos do mundo.A gente esquece os prédios de todos os tamanhos e feitios, o betão, a cinzentude, as favelas, os milhões de pessoas com empregos precários, tal é a beleza natural da região, onde a cidade se ergueu. Uma espécie de paraíso.
Nos primeiros dias, o tempo estava muito cizento, as vistas eram limitadíssimas, devido ao nevoeiro cerrado, tanto no Monte do Corcovado como no Pão de Açucar, locais predestinados para se ver a cidade do alto. Mesmo assim conseguimos passear de taxi, ir ao Pão de Açúcar de teleferico, ao Monte de D. Marta, donde se tem uma vista magnifica de parte da cidade.
Tambem démos uma volta à noite pelo Rio no carro da minha Prima Maria Teresa, que finalmente conheci. Estar com ela foi um deslumbramento, pois há muto que a queria conhecer e, por azar, não estava no Porto quando ela veio cá nos anos 90. Ela apenas conheceu os meus filhos.É uma pessoa única e com enorme valor.
Para alem duma refeição excelente feita em sua casa - com tudo o que se pode imaginar de delicioso - e de horas de conversa sobre a família, o Brasil, a nossa profissão, pintura, teatro, etc., ainda fomos juntos ver a peça Dona Flor e Seus Dois Maridos, comédia deliciosa extraída do romance de Jorge Amado. Ri-me imenso, achei a interpretaçãodeliciosa, a facilidade com que os actores se movimentavam no palco, gesticulavam, expunham os seu corpos e brincavam com eles, as falas, os meneanços, as ameaças, os chorinhos, inolvidáveis! E a música popular tb era a propósito. A história: um docinho!!
À vinda, o Rio apresentou-se como nós vemos nos filmes e postais. Luminoso, quente, soalheiro e belo, muito belo.
O hotel que escolhemos pela Internetera uma maravilha. Poucas vezes tenho visto um edificio - adaptado duma fazenda por uma cadeia francesa - com tanto gosto, charme,classe,arte e culturalmente superior. Parecia um museu, com madeiras de todas as espécies, simplicidade e Disse-lhes à partida que iria fazer publicidade de graça no meu blogue e eles riram-se e agradeceram.
O ultimo dia na cidade foi um esplendor.
Fomos ao Corcovado, cujas fotos já pus noutras entradas, era cedo , ainda não havia demasiado povo, como dizia a minha sogra, e os jogos de luz e cor azul indescritíveis. O Cristo é imponente e parece mover-se no azul do céu. Belissimo.
O filme RIO é alucinante, como o ritmo daquela cidade. Uma cidade feia, construída num dos locais mais belos do mundo.A gente esquece os prédios de todos os tamanhos e feitios, o betão, a cinzentude, as favelas, os milhões de pessoas com empregos precários, tal é a beleza natural da região, onde a cidade se ergueu. Uma espécie de paraíso.
Nos primeiros dias, o tempo estava muito cizento, as vistas eram limitadíssimas, devido ao nevoeiro cerrado, tanto no Monte do Corcovado como no Pão de Açucar, locais predestinados para se ver a cidade do alto. Mesmo assim conseguimos passear de taxi, ir ao Pão de Açúcar de teleferico, ao Monte de D. Marta, donde se tem uma vista magnifica de parte da cidade.
Tambem démos uma volta à noite pelo Rio no carro da minha Prima Maria Teresa, que finalmente conheci. Estar com ela foi um deslumbramento, pois há muto que a queria conhecer e, por azar, não estava no Porto quando ela veio cá nos anos 90. Ela apenas conheceu os meus filhos.É uma pessoa única e com enorme valor.
Para alem duma refeição excelente feita em sua casa - com tudo o que se pode imaginar de delicioso - e de horas de conversa sobre a família, o Brasil, a nossa profissão, pintura, teatro, etc., ainda fomos juntos ver a peça Dona Flor e Seus Dois Maridos, comédia deliciosa extraída do romance de Jorge Amado. Ri-me imenso, achei a interpretaçãodeliciosa, a facilidade com que os actores se movimentavam no palco, gesticulavam, expunham os seu corpos e brincavam com eles, as falas, os meneanços, as ameaças, os chorinhos, inolvidáveis! E a música popular tb era a propósito. A história: um docinho!!
À vinda, o Rio apresentou-se como nós vemos nos filmes e postais. Luminoso, quente, soalheiro e belo, muito belo.
O hotel que escolhemos pela Internetera uma maravilha. Poucas vezes tenho visto um edificio - adaptado duma fazenda por uma cadeia francesa - com tanto gosto, charme,classe,arte e culturalmente superior. Parecia um museu, com madeiras de todas as espécies, simplicidade e Disse-lhes à partida que iria fazer publicidade de graça no meu blogue e eles riram-se e agradeceram.
O ultimo dia na cidade foi um esplendor.
Fomos ao Corcovado, cujas fotos já pus noutras entradas, era cedo , ainda não havia demasiado povo, como dizia a minha sogra, e os jogos de luz e cor azul indescritíveis. O Cristo é imponente e parece mover-se no azul do céu. Belissimo.
Rio
Há meses vi o filme para crianças da PIXAR, RIO, que me encantou, eu que em geral não gosto muito dos filmes de desenhos animados para crianças e já saí a meio duas vezes com o meu neto apavorado com a história e imagens num ecran em 3D.
O filme RIO é alucinante, como o ritmo daquela cidade. Uma cidade feia, construída num dos locais mais belos do mundo. A gente esquece os prédios de todos os tamanhos e feitios, o betão, a cinzentude, as favelas, os milhões de pessoas com empregos precários, tal é a beleza natural da região, onde a cidade se ergueu. Uma espécie de paraíso.
Nos primeiros dias, o tempo estava muito cizento, as vistas eram limitadíssimas, devido ao nevoeiro cerrado, tanto no Monte do Corcovado como no Pão de Açucar, locais predestinados para se ver a cidade do alto. Mesmo assim conseguimos passear de taxi, ir ao Pão de Açúcar de teleferico, ao Monte de D. Marta, donde se tem uma vista magnifica de parte da cidade.
Tambem démos uma volta à noite pelo Rio no carro da minha Prima Maria Teresa, que finalmente conheci. Estar com ela foi um deslumbramento, pois há muto que a queria conhecer e, por azar, não estava no Porto quando ela veio cá nos anos 90. Ela apenas conheceu os meus filhos.É uma pessoa única e com enorme valor.
Para alem duma refeição excelente feita em sua casa - com tudo o que se pode imaginar de delicioso - e de horas de conversa sobre a família, o Brasil, a nossa profissão, pintura, teatro, etc., ainda fomos juntos ver a peça Dona Flor e Seus Dois Maridos, comédia deliciosa extraída do romance de Jorge Amado. Ri-me imenso, achei a interpretação deliciosa, a facilidade com que os actores se movimentavam no palco, gesticulavam, expunham os seu corpos e brincavam com eles, as falas, os meneanços, as ameaças, os chorinhos, inolvidáveis! E a música popular tb era a propósito. A história: um docinho!!
À vinda, o Rio apresentou-se como nós vemos nos filmes e postais. Luminoso, quente, soalheiro e belo, muito belo.
O hotel que escolhemos pela Internet era uma maravilha. Poucas vezes tenho visto um edificio - adaptado duma fazenda por uma cadeia francesa - com tanto gosto, charme, classe, arte e culturalmente superior. Parecia um museu, com madeiras de todas as espécies, simplicidade e
O filme RIO é alucinante, como o ritmo daquela cidade. Uma cidade feia, construída num dos locais mais belos do mundo. A gente esquece os prédios de todos os tamanhos e feitios, o betão, a cinzentude, as favelas, os milhões de pessoas com empregos precários, tal é a beleza natural da região, onde a cidade se ergueu. Uma espécie de paraíso.
Nos primeiros dias, o tempo estava muito cizento, as vistas eram limitadíssimas, devido ao nevoeiro cerrado, tanto no Monte do Corcovado como no Pão de Açucar, locais predestinados para se ver a cidade do alto. Mesmo assim conseguimos passear de taxi, ir ao Pão de Açúcar de teleferico, ao Monte de D. Marta, donde se tem uma vista magnifica de parte da cidade.
Tambem démos uma volta à noite pelo Rio no carro da minha Prima Maria Teresa, que finalmente conheci. Estar com ela foi um deslumbramento, pois há muto que a queria conhecer e, por azar, não estava no Porto quando ela veio cá nos anos 90. Ela apenas conheceu os meus filhos.É uma pessoa única e com enorme valor.
Para alem duma refeição excelente feita em sua casa - com tudo o que se pode imaginar de delicioso - e de horas de conversa sobre a família, o Brasil, a nossa profissão, pintura, teatro, etc., ainda fomos juntos ver a peça Dona Flor e Seus Dois Maridos, comédia deliciosa extraída do romance de Jorge Amado. Ri-me imenso, achei a interpretação deliciosa, a facilidade com que os actores se movimentavam no palco, gesticulavam, expunham os seu corpos e brincavam com eles, as falas, os meneanços, as ameaças, os chorinhos, inolvidáveis! E a música popular tb era a propósito. A história: um docinho!!
À vinda, o Rio apresentou-se como nós vemos nos filmes e postais. Luminoso, quente, soalheiro e belo, muito belo.
O hotel que escolhemos pela Internet era uma maravilha. Poucas vezes tenho visto um edificio - adaptado duma fazenda por uma cadeia francesa - com tanto gosto, charme, classe, arte e culturalmente superior. Parecia um museu, com madeiras de todas as espécies, simplicidade e
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Woophy-14-day-challenge October 2011
Já vos falei longamente do site WOOPHY ( World of PhotographY), criado na Holanda há cinco anos. Há quase quatro que me inscrevi e desde então tenho criado laços incríveis de proximidade, amizade,criatividade, aprendizagem, apoio e não só.
Fui a três meetings aqui em Portugal, em Aveiro, Porto e Faro, onde conheci ao vivo algumas das referências maiores, como o Kambrosis ( Javier Martinez), o Ruden Fretsbo, o Zoidberg ( Santiago Solé), o Stewart Scott, o Miguel Oliveira, a Malice e o Luis Borges Alves, os meus primos Luis e Miguel Ferreira, etc.etc. No Facebook somos todos amigos e temos um WOOPHY CLUB só para nós! São pessoas extraordinariamente interessantes e que cativam desde logo.
O próximo encontro é em Madrid em Março e já estou inscrita. Não quero perder pitada.
Falei-vos também de concursos que eles promovem todos os meses. Este, citado acima, consiste em tirar fotos no espaço de 14 dias sob um determinado tema obrigatório.
Acontece que, quando estava no Rio e acedi ao site - Woophy forum - reparei em algumas mensagens que me felicitavam. Não percebi bem do que se tratava....estava longe demais...
Afinal, tinha ganho o challenge deste mês, cujo tópico era CIRCLES ( círculos). Enviara três fotos antes de me ir embora e nunca mais pensara no assunto:)). Fiquei radiante, claro está.
Foi esta a foto premiada:
O fotografo amador que ganha num mês organiza a sessão seguinte, escolhe o tema e o vencedor ( responsabilidade acrescida). Depois de pensar, optei por
um tema que me é querido : Backlight silhouettes - silhuetas a contra-luz. Dei alguns exemplos dos muitos que tenho. Espero seja muito concorrido. Há coisas boas na net!
SAUDADE
Tenho a cabeça confusa, cheia de música, cor, recordações, imagens inolvidáveis que o meu portfolio de fotos veio reavivar. Olho para elas, retoco-as, vivo-as de novo. Não consigo escrever. Apenas sentir.
Coloco aqui algumas fotos e um vídeo de Toquinho e Vinicius e outro de Chico Buarte, que me comovem e trazem a lágrima ao olho...
Um HINO ao BRASIL!
Coloco aqui algumas fotos e um vídeo de Toquinho e Vinicius e outro de Chico Buarte, que me comovem e trazem a lágrima ao olho...
Um HINO ao BRASIL!
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Novas fotos!
Cheguei do Rio doente. Tenho estado com uma intoxicação qualquer que me dá febre e indisposição, daí não ter ainda escrito mais nada. Bebi água da torneira como faço aqui e provavelmente as bactérias não perdoaram a minha leviandade:)). Ou então foi a água de côco da Barra da Tijuca:)
Vou colocar fotos nas entradas que já escrevi sobre o Brasil....ilustram melhor o que descrevo e é um divertimento para mim.
A bientôt!
Vou colocar fotos nas entradas que já escrevi sobre o Brasil....ilustram melhor o que descrevo e é um divertimento para mim.
A bientôt!
sábado, 22 de outubro de 2011
Back in Rio
Nao posso descrever o que foi o dia de ontem sem me comover e sem colocar aqui as fotos maravilhosas que tirei do Monte doCorcovado de manhã cedo ) ,assim como o passeio de carro durante horas oferecido por um Prof simpatico até mais não da PUC ( UC), amigo do meu filho. Nunca mais esquecerei o pôr do sol sobre a praia de Ipanema por detras dos morros Dois Irmaos, iluminando o mar onde dezenas de surfistas pareciam estatuas ou bailarinos,dominando as ondas. ...tudo ficará para depois...mas prometo que farei reportagem completa porque as pessoas que lêem este blogue merecem saber quão linda é esta terra.Saio daqui com a certeza de que tenho de voltar...isto é lindo demais para não ver mais...
Deus criou o Mundo em sete dias, mas tirou 2 para o Rio diz o ditado por aqui. Eles não se enganam.
Sem duvida:))
Abraço carioca!
Deus criou o Mundo em sete dias, mas tirou 2 para o Rio diz o ditado por aqui. Eles não se enganam.
Sem duvida:))
Abraço carioca!
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Pânico ( Já com fotos para amenizar:)
Nao gosto nada de escrever sem acentos, mas este PC é brasileiro e obedece
acordo ortográfico:)))
(isto já está ultrapassado, pois rectifiquei o texto).
Hoje quase morri...eu, uma photofreak ( dependente fotografica) perdi a minha maquina Leica.
Andei duas horas a ver lojinhas sem comprar grande coisa porque eles não tem visas e fui levantar dinheiro num supermercado que ficava no c...de Judas, desculpem, mas era mesmo. Andar neste piso de pedras enormes com chuva é pior que uma tortura da Idade Média.
Lá consegui levantar uns Reais - estava um guarda de metralhadora em punho a porta - mas a maquina funcionou! Ja há seis dias que nao levantava dinheiro, pois os bancos estiveram em greve e era dramático não o fazer, embora poupasse muito dinheiro.
Depois disso, fui logo ao atelier do meu amigo Luiz e adquiri uma tela muito curiosa, cuja foto colocarei aqui quando estiver no Porto. Nao foi barata , mas ficará como recordação do Brasil para sempre...
Quando cheguei ao hotel encharcada, apesar do chapéu de chuva, reparei que a máquina nao estava na carteira....!!! Só o estojo.
PÂNICO!!! Desatei num choro, mais derivado ( como se diz agora) da fraqueza pois eram 13 horas e não comia desde as 7, e o meu filho que, por acaso, estava aqui na pousada a trabalhar no laptop, ficou transtornado com a minha depressão e ofereceu-se logo para ir comigo comer primeiro e depois procurar a Leica. Isto pode-se chamar mesmo amor filial, pois ele está em stress com tanta conferência e responsabilidade.
Lembrei-me que as ultimas fotos tinham sido tiradas antes de começar a chover e de comprar um chapeu de chuva, quando parei numa loja de t-shirts para criança e estive a ver umas para os meus netos. Acabei por não as comprar pois a empregada disse que faria desconto se eu pagasse cash.
Mas... cadê a loja citada, como iria eu lembrar-me do local numa selva comercial que é Paraty, cheia de artesanato e ateliers?
Memorizei que ficava ao pé do banco ITAÚ, onde nao conseguira levantar o dinheiro há dois dias, e perguntei a uma senhora onde era o banco. Ela disse-me logo e em 5m chegamos lá. Entrei, perguntei pela máquina, a menina olhou três vezes para mim ( perguntei-me como é que alguém mais iria saber ou adivinhar que eu tinha deixado a minha querida camara naquela loja).Tive um sobressalto...e a rapariga, depois do suspense, disse finalmente: ESTÁ AQUI.
DEUS SEJA LOUVADO!
As minhas 200 fotos iriam todas para o galheiro e a máquina comprada nos EUA em 2008 morreria logo ali...se ela dissesse: NAO ENCONTREI!
Mas DEUS é grande e está em toda a parte... até em Paraty nos confins deste Brasil lindo.
O meu filho manteve-se cool, sabia que eu iria encontrá-la pois já perdi câmaras cinco vezes (com esta) e encontrei-as sempre. A primeira foi em Estocolmo, depois em York, mais tarde em Valongo, a quarta na Foz.
Comecou a dança quando comecei a namorar o meu futuro marido em 1965...poupo-vos a descrição de todos estes eventos:))
Vou terminar por agora, acho que não vou tirar mais a camara do estojo....isto foi mau demais!!:))
acordo ortográfico:)))
(isto já está ultrapassado, pois rectifiquei o texto).
Hoje quase morri...eu, uma photofreak ( dependente fotografica) perdi a minha maquina Leica.
Andei duas horas a ver lojinhas sem comprar grande coisa porque eles não tem visas e fui levantar dinheiro num supermercado que ficava no c...de Judas, desculpem, mas era mesmo. Andar neste piso de pedras enormes com chuva é pior que uma tortura da Idade Média.
Lá consegui levantar uns Reais - estava um guarda de metralhadora em punho a porta - mas a maquina funcionou! Ja há seis dias que nao levantava dinheiro, pois os bancos estiveram em greve e era dramático não o fazer, embora poupasse muito dinheiro.
Depois disso, fui logo ao atelier do meu amigo Luiz e adquiri uma tela muito curiosa, cuja foto colocarei aqui quando estiver no Porto. Nao foi barata , mas ficará como recordação do Brasil para sempre...
Quando cheguei ao hotel encharcada, apesar do chapéu de chuva, reparei que a máquina nao estava na carteira....!!! Só o estojo.
PÂNICO!!! Desatei num choro, mais derivado ( como se diz agora) da fraqueza pois eram 13 horas e não comia desde as 7, e o meu filho que, por acaso, estava aqui na pousada a trabalhar no laptop, ficou transtornado com a minha depressão e ofereceu-se logo para ir comigo comer primeiro e depois procurar a Leica. Isto pode-se chamar mesmo amor filial, pois ele está em stress com tanta conferência e responsabilidade.
Lembrei-me que as ultimas fotos tinham sido tiradas antes de começar a chover e de comprar um chapeu de chuva, quando parei numa loja de t-shirts para criança e estive a ver umas para os meus netos. Acabei por não as comprar pois a empregada disse que faria desconto se eu pagasse cash.
Mas... cadê a loja citada, como iria eu lembrar-me do local numa selva comercial que é Paraty, cheia de artesanato e ateliers?
Memorizei que ficava ao pé do banco ITAÚ, onde nao conseguira levantar o dinheiro há dois dias, e perguntei a uma senhora onde era o banco. Ela disse-me logo e em 5m chegamos lá. Entrei, perguntei pela máquina, a menina olhou três vezes para mim ( perguntei-me como é que alguém mais iria saber ou adivinhar que eu tinha deixado a minha querida camara naquela loja).Tive um sobressalto...e a rapariga, depois do suspense, disse finalmente: ESTÁ AQUI.
DEUS SEJA LOUVADO!
As minhas 200 fotos iriam todas para o galheiro e a máquina comprada nos EUA em 2008 morreria logo ali...se ela dissesse: NAO ENCONTREI!
Mas DEUS é grande e está em toda a parte... até em Paraty nos confins deste Brasil lindo.
O meu filho manteve-se cool, sabia que eu iria encontrá-la pois já perdi câmaras cinco vezes (com esta) e encontrei-as sempre. A primeira foi em Estocolmo, depois em York, mais tarde em Valongo, a quarta na Foz.
Comecou a dança quando comecei a namorar o meu futuro marido em 1965...poupo-vos a descrição de todos estes eventos:))
Vou terminar por agora, acho que não vou tirar mais a camara do estojo....isto foi mau demais!!:))
Do Brasil já com fotos
Estou noutro mundo, meio- familiar, mais colorido, mais pausado,delicioso e brincalhao, maravilha tropical que nos, Portugueses, achamos por acaso.
Ontem passei o dia mais feliz da estadia, com sol radioso, temperaturas altas e um cruzeiro de sonho durante cinco horas a volta de Paraty, uma cidade turistica, pictorica, fotogenica ate mais nao, sossegada e segura. Posso andar aqui sozinha a qualquer hora e so as pedras da calcada trazidas de Portugal em troca de ouro (!) me assustam, pois sao enormes e escorregadias...nao ha passeios dos lados, os carros com cavalos percorrem as ruas, deixando rasto mal-cheiroso.
Parece que estamos parados no tempo e nao fossem os membros da sociedade de informacao, todos super inteligentes, que aqui se reuniram en congresso, a animacao seria nula.Assim ha sempre com quem conversar na Pousada onde nos encontramos , que e de sonho tambem.Ontem vi a verdadeira natureza tropical, completamente virgem...um Lake District cem vezes maior e com especies diversas, mas igualmente verdes. A agua e transparente...as fotos -mais de 200 - que levo vao ficar aqui muito bem.
Ontem de manha tive uma experiencia fantastica. Encontrei um pintor no seu atelier e estivemos a conversar longamente sobre as culturas brasileira e portuguesa, literatura e pintura. Ele tem pagina no Facebook e o seu nome e Luiz Murce, facilmente se encontra. Pinta quadros muito coloridos e sugestivos. Nao comprei ainda nenhum porque nao tenho cash e ele nao tem maquina visa...e muito dificil trocar dinheiro ou levanta-lo!!
Hoje fico por aqui, tenho dormido so cinco horas por noite, uma insonia enorme e constante, acordo as 5 am e levanto-me as 6, ficando com a manha toda so para mim, o que e fantastico. Mas a minha tensao tem andado alta por causa da comida muito salgada e as vezes nao me sinto a 100%.
Mas estou FELIZ.
No Domingo estarei de volta com a beleza das fotos ao vivo. Ate ja!
Subscrever:
Mensagens (Atom)















