segunda-feira, 8 de outubro de 2012

150.000 visitas!

Atingimos neste momento a marca importante de 150.000.

Com uma média de 200 visitas por dia, este blogue tornou-se um foco de interesse, que ultrapassa tudo o que eu podia imaginar naquele dia em que o meu irmão Mário mo ofereceu, só com a capa e as páginas todas em branco.

Naquele dia, 2 de Agosto de 2009, escrevi:

A nossa vida é 90% preenchida com a realidade. O que se passa à nossa volta e, sobretudo, o que nos toca mais profundamente e aos nossos, domina-nos praticamente durante todo o percurso desde que nascemos, crescemos até ao momento em que paramos de trabalhar.

É essa paragem que quero celebrar aqui, neste blogue; quero celebrar aquele momento em que recebemos uma carta, declarando que, a partir dali, somos senhores da nossa vida. Para sempre.

O que fazer, então? Há quem se inquiete, quem se deprima, quem pense "isto é o fim", quem morra todos os dias mais um bocadinho. Há outros, todavia, como eu que dão um suspiro de alívio, que enchem as baterias, que olham o mar e o luar de outra maneira e partem, felizes, sem saber bem para onde.

Quero que este blogue seja um espaço de reflexão sobre ARTE - música, pintura e fotografia, em especial. Quero que através dele se descubram trilhos e caminhos novos, recordando os já conhecidos e amados. Espero que haja leitores conhecedores e interessados, penso que os temas são ilimitados e eu "só sei que nada sei".

O meu lema foi sempre " HAPPINESS IS LOOKING FORWARD TO" - ou seja, a felicidade reside no anseio por alguma coisa.

Este blogue é, ainda, apenas  anseio,  expectativa. E o gosto pela arte.


Acho que conseguimos atingir um patamar de equilíbrio muito razoável e sei que não vou conseguir parar...sonhar é tão tentador...e o ciberespaço tão imenso...

Como diz St Exupery: Si tu m'apprivoises, ma vie sera comme ensoleillée....

A minha Vida tem mais sol, desde que vos conheço!

Downton Abbey


 
Já vai na 3ª temporada e mantém a excelência desde o primeiro episódio da 1ª série. Inacreditável como os ingleses continuam a produzir estas maravilhas, onde desde o Master of the House até à mais humilde servente têm um papel a desempenhar e uma vida plena na estratificação da sociedade dos anos 20. Fico extasiada a ver os episódios em inglês no meu laptop, esqueço tudo à volta e vivo os dramas daquela família como se fosse parte dela.
Os aspectos mais maravilhosos são o acompanhamento musical, os silêncios, os olhares, as paisagens e ainda a solidariedade entre as pessoas...é impossível não amar séries como estas!






J

Outra que me está a entusiasmar também é Homeland ( Segurança Nacional),
vencedora de três Emmys, entre os quais os de melhor actor e actriz e melhor série dramática de TV. Já vi a primeira temporada e agora estou a ver a segunda. É passada nos nossos tempos, mas a interpretação e o drama são igualmente de primeira água.

É tão bom passar os serões assim....

sábado, 6 de outubro de 2012

As Artes e a Música- lado a lado


Conheci o nome de Vieira da Silva pelos anos 60, quando andava na universidade de Lisboa.

 Tive uma aulas de conversação de alemão com um professor velhote muito culto e fascinante, Herr Pfluger, de quem nunca me esquecerei. Ele morava na Travessa da Légua da Póvoa, junto ao jardim das Amoreiras, um dos locais mais românticos de Lisboa. Sentava-me muitas vezes com os meus livros debaixo daquelas enormes amoreiras, 331 árvores mandadas plantar pelo Marquês de Pombal, para alimentar os bichinhos da Fábrica das Sedas, que ali ficava.

Mais tarde abriu a Fundação Arpad Szenes- Vieira da Silva, que nunca visitei.

Aprecio a obra de Vieira da Silva com orgulho por ela ser portuguesa, ainda que lhe tenham negado a nacionalidade no tempo de Salazar.
Mais do que sentir um enorme apelo pelos quadros, sinto fascínio por aquela mulher - uma espécie da Marie Curie, franzina e com olhos prescrutantes - que conseguiu vencer no mundo da Arte, maioritariamente masculino numa Europa em crise profunda.

Gostei de alguns quadros - dois ou três que me seduzem pela cor e emaranhado de linhas, que hipnotizam o visitante. Sentei-me na grande sala vazia - num feriado não havia vivalma - e procurei viver aquela Vida, retratada na primeira sala, com fotos, que me fizeram tanto lembrar a minha Avó, os vestidos, as poses com a família, as touquinhas...que até me vieram as lágrimas aos olhos; mais tarde, as fotos em que se vê o seu perfil adunco, junto ao seu amado esposo, uma colecção de fotos que enternece qualquer um.

Ficam aqui os quadros de que mais gostei embora as fotos não sejam minhas, é proibido fotografar....






Desforrei-me depois e tirei fotos da Casa da Música por fora com o meu Ipod, já que não levara a máquina. É um edifício espectacular, sem dúvida, quer de dia, quer de noite.



O outono já chegou, mas a Boavista ainda não está como eu gosto.....:)







sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Há dias

que são poemas... verdadeiros hinos ao Criador... os aleluias todos do mundo não chegariam para demonstrar como é bom estar vivo e como, sem gastar quase nada, se pode estar feliz...





Chega de lamúrias, chega de queixumes....cortam-nos tudo, mas sobra-nos a Vida, esta com letra grande, que se desfruta aqui na Foz, junto ao mar, pés no areal, nas rochas ou no cimo da esplanada onde se pode beber um café e ficar toda a tarde a contemplar o horizonte. Poucas pessoas desfrutam deste paraíso a minutos de casa...onde estarão, pergunto-me eu.

Sejamos justos. Há  muita maravilha para além do drama, do défice, das politiquices, das falcatruas, das promessas não cumpridas....há coisas que este país oferece, como este inacreditável clima, que nenhum outro tem igual.

Porque é que os jovens vão para as discotecas gastar dinheiro quando nas praias poderiam conviver sem gastar um tostão? Só se vêem estrangeiros, os jovens portugueses dormem de dia e queixam-se de noite. Ou a toda a hora.

Porque é que os pais não levam as crianças para a areia, para o mar, para a costa em vez de as levar ao cinema, aos shoppings, aos salões de jogos ou ao futebol? Eles seriam tão mais felizes...e não quereriam comprar nada, se não o direito de chapinhar.

Porque é que se anda de carro aos feriados, quando os autocarros nos transportam para o mesmo local com ar condicionado e por 90 cêntimos? A espera na paragem é menor do que o tempo que se gasta à procura dum lugar para arrumar o bólide. As crianças sentam-se à vontade, não vão pregadas ao banco sem se poder mexer! Não há discussões entre maridos e mulheres....não há música aos berros....a viagem é curta e rápida.

A Vida pode ser simples, se se quiser....mas há tanta gente que não quer mesmo ser feliz......

Fica aqui uma canção dos Beach House, que se chama WISHES, desejo a todos um óptimo fim de semana longo.











terça-feira, 2 de outubro de 2012

sábado, 29 de setembro de 2012

Um projecto a andar

Não sei o que é escrever um livro a sério, de novelas, poemas ou romance. Nunca me dei ao trabalho de o fazer, pois sei como é difícil escrever algo original.
É preciso talento, imaginação, competência e humildade.
Não gosto muito de literatura portuguesa, da que está hoje em dia nos escaparates, talvez porque me parece que a pequenez do país se reflecte também na pobreza dos enredos e frivolidade dos sentimentos.
É claro que há excepções e escritores internacionalmente reconhecidos, mas não há muitos que apelem ao meu desejo de ler, talvez porque fiz um curso de literaturas e tive ensejo de ler muita literatura universal, desde russos até alemães, anglo-saxónicos, franceses e portugueses.

É diferente o que se passa com projectos escolares. Penso que já devo ter escrito mais de trinta, incluindo manuais, workbooks, Livros do Professor, glossários, Leitura Extensiva, etc. Mas cada um é como se fosse o primeiro...passe o cliché.

Hoje estive a imprimir dois blocos do meu novo manual, que já se apresenta quase pronto, ainda que vá sofrer muitas modificações, nas fotos, no layout, no numero de exercicios, etc.
É fantástico o que se pode fazer hoje em dia quase sem ser preciso deslocarmo-nos à editora, tudo é enviado por email com a maior segurança. A comunicação  é quase exclusivamente via ciberespaço, o que parece estranho, mas poupa muito tempo e cansaço.

Também é maravilhoso folhear estas páginas concebidas por nós ao longo de meses, realizar o sonho, prever o resultado final e antecipar o gozo que nos dá sempre ver o manual acabado de sair das máquinas finalmente nas nossas mãos.


Para já, enquanto penso no Workbook,  estou a planear o ano lectivo através do manual propriamente dito, verificando os conteúdos e transformando-os em prática pedagógica....ou seja, visualizar aulas com princípio , meio e fim, sugerir alternativas, apoiar os professores que irão usar estes materiais. É um trabalho apaixonante e nunca o senti como um fardo, um meio de ganhar dinheiro ou sequer de me promover. Faço-o por gosto, agora ainda mais, pois já não dou aulas. É uma continuidade da minha vida profissional, cuja oportunidade quero agarrar com todas as minhas forças.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Tarde com os netos

Hoje com a tarde radiosa que estava, seria um crime ficar com os meus netos metida em casa, resolvi ir ao Botânico ( ou Bonético, como lhe chama o meu neto mais novo) com os dois mais pequenos. Radiantes correram, saltaram , pareciam tão felizes! O mais velho subiu às árvores todas com uma destreza que lhe invejo...sem medo nenhum de cair. O mais pequenino é mais timorato felizmente, adora paus e faz colecção. As árvores cheiravam a musgo e os passos ressoavam no folhedo moribundo. Momentos felizes, que nunca me canso de agradecer.



Está-se bem neste local, onde o outono já aparece um pouco mais visível, ainda que tímido. O chão húmido, pejado de folhas de todas as cores, forma um tapete maravilhoso que não voa, mas nos faz voar.

Pra vós este boucquet de folhas variadas....

Mudança de visual

Não é radical, mas gosto de mudar de visual de vez em quando...

Este quadro que está exposto no Vivacidade neste momento é um dos mais inspiradores que fiz. É abstracto mas consigo ver nele um mundo de coisas....até música.

Por isso, vai aqui um concerto de Vivaldi que o meu neto toca e me comove às lágrimas.




segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Bucólico

São as cores do Outono, o céu a ameaçar chuva miúda, os campos já dourados, os brotos sobressaindo...é o campo da minha imaginação, num quadro a acrílico, um pouco maior - 60x50 cm, a nascer assim de pé para a mão num Domingo de temporal...

Nas ruas de outono
Os meus passos vão ficar
E todo abandono que eu sentia vai passar
As folhas pelo chão
Que um dia o vento vai levar
Meus olhos só verão que tudo poderá mudar

Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto

Daria pra escrever um livro
Se eu fosse contar
Tudo que passei antes de te encontrar
Pego sua mão e peço pra me escutar
Seu olhar me diz que você quer me acompanhar

Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto

Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto...
 

Pablo Neruda

domingo, 23 de setembro de 2012

At last!

Finalmente o Outono e a chuva.

Confesso que não estou nada deprimida, pelo contrário, ontem quando ouvi o ribombar do trovão, senti-me viva; diverti-me a ouvir a chuva a desabar na varanda e a olhar para os pingos em contra-luz.
A minha rua é mais animada à noite quando chove e gosto do cheiro das plantas revigoradas. Devia chover mais....já basta de calor e seca.

Não saí, mas se tivesse carro , ia ver o mar bravo na Foz. Adoro a espuma de encontro ao molhe do farol e as rochas muito negras a lutar contra a fúria do mar.

Ficam aqui algumas fotos tiradas por mim já há tempos - uma delas em Paraty -  e uma aguarela, que nem sei de quem é, peço desculpa, mas não é minha!




Benvindo Outono!