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terça-feira, 21 de junho de 2011

Cidade mater

Fui hoje à minha terra....

Estava menos bonita que o habitual, muito seca e ensolarada, passei por zonas bem feias e que me fazem lembrar aqueles filmes neo-realistas portugueses, Zona J, por exemplo. Tenho pena de nunca ver a parte mais bonita da cidade. Mesmo o parque expo está menos resplandecente, tudo parece sequioso. A estação do Oriente continua a atrair e a repelir-me. Betão e mais betão....por baixo duma abóbada monumental e esplendida. Uma feira do livro apetitosa, apetecia-me sentar ali e folhear aqueles livros todos.
À vinda - o comboio atrasou-se uma hora pelo caminho -ouvi música lindíssima dum compositor português, que há muito amo: Rodrigo Leão. Costumava compor e tocar com os Madredeus, mas a sua música era por vezes ofuscada pela voz (que eu não apreciava muito) de Teresa Salgueiro. Quando começou a sua carreira a solo, gravou CDs de música instrumental excelente. É uma música diferente do faduncho ou canção pimba portuguesa, talvez um pouco repetitiva às vezes ou minimalista - faz lembrar os Wim Mertens, os Yann Tiersen, os Glass, embora esses colossos sejam mundialmente conhecidos e Rodrigo Leão não tanto.

Eis o que encontrei na Wikipedia sobre o compositor:

A solo começa a explorar a combinação das suas composições clássicas-modernas com formas de canção e instrumentação mais tradicional, com a presença de Lula Pena ou Adriana Calcanhotto, no CD Alma Mater e correspondente digressão. Entre os seus convidados constam-se ainda Sónia Tavares e Nuno Gonçalves dos The Gift, e Rui Reininho dos GNR, que participou na gravação do seu álbum ao vivo intitulado Pasión. Quer o disco Alma Mater quer o próprio músico receberam dois importantes títulos de reconhecimento público, o de Disco do Ano (Pémios DN+) e o de Artista do Ano (Prémios Blitz).

Em 2004 editou Cinema, considerado pelo editor da revista americana Billboard um dos melhores discos editados nesse ano. Neste trabalho participaram Beth Gibbons e Ryuichi Sakamoto, entre outros.

Em 2006 lança um olhar retrospectivo sobre a sua carreira com O Mundo [1993-2006], acrescentando seis canções inéditas.

Em 2007 compõe a banda sonora original da série documental Portugal, Um Retrato Social, dirigida por António Barreto para a RTP. Baseada nos 18 temas do disco, surge a digressão nacional Os Portugueses.

Em 2008-2009 divide com Sérgio Godinho a responsabilidade da banda sonora da série de televisão Equador, que contém temas originais e temas pertencentes a trabalhos anteriores (Alma Mater, O Mundo [1993-2006], Portugal, Um Retrato Social) ou a sair nesse ano (A Mãe).



Fica aqui um exemplo desta música que me embalou durante toda a viagem de volta ao Porto. Este excerto é mais internacional do que outras, mas eu gosto muito dela.

Fiquei deslumbrada com a cor do rio Douro, às seis da tarde do dia mais longo do ano. Esta cidade é linda.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Catarina Miranda aka Emmy Curl



Há dias li no blogue do meu amigo Pedro Freire de Almeida, Novo Mundo uma notícia sobre um concerto da jovem cantora portuguesa, EMMY CURL que se ia realizar aqui no Porto. A notícia vinha acompanhada dum vídeo da mesma.
Ao ouvir a canção, não pude deixar de me surpreender, não só pelo timbre de voz como pelo encanto da melodia e harmonia de todos elementos. Resolvi ir à página indicada pelo bloguista e lá tinham várias canções da compositora e vocalista de apenas 19 anos, que já é um sucesso fora dos círculos do mainstream. Porque, como diz o Pedro, esta rapariga ainda vai dar que falar, achei interessante apresentá-la aqui.

Eis um extracto dum artigo do Notícias de Vila Real:

Emmy Curl é o alter-ego de Catarina Miranda, uma jovem cantora e compositora de 19 anos nascida em Vila Real. Recentemente foi anunciada como um dos nomes que integram a edição deste ano de dois festivais de Verão, Sudoeste TMN e Delta Tejo. A juntar a isto, Emmy é uma das propostas da colectânea Novos Talentos Fnac 2010.

Começou pelo nome Emmy e agregou Curl (caracol em português) pois desde sempre desenha espirais. Aos 11 anos compôs a sua primeira canção mas cedo a sua aptidão para a música foi sobressaindo. Ainda na barriga da mãe, “já estava a ser cultivada com música”, tendo os pais como grande influência na sua inclinação artística. “Os meus pais faziam canções antes da minha existência, durante e ainda hoje”, refere Emmy que aos oito anos recebeu uma máquina de gravar voz e “era viciada em gravar tudo, inclusive as aulas da primária”. Aos 15, completou três anos de formação de guitarra clássica e iniciação ao canto lírico no Conservatório Regional de Vila Real. “Foi suficiente para mim, a partir dessa formação fui moldando esse conhecimento àquilo que já sabia e que ainda procuro”. Para Emmy Curl, “Trás-os-Montes é um antro de inspiração de todo o poeta, músico ou pintor”, sendo que a sua maior inspiração provém da Natureza e inevitavelmente das “paisagens do Douro e das Serras do Alvão e Marão”.

Apesar de transmontana orgulhosa, Emmy sabe que o que surge na capital e bem longe dos montes tem maior impacte nacional. “Tem meios mais fáceis de divulgação, as pessoas que importam estão lá, o que faz com que a troca de informação com as pessoas certas seja mais rápida”. “Viver longe do mundo citadino apenas traz-nos inspiração. O resultado final é sempre melhor quando lá (capital) chegamos e expiramos o que de mais belo trazemos do campo”, disse.

No que toca a edições, Emmy está ainda no início da sua carreira discográfica. Ainda este ano, foi escolhida por Henrique Amaro – radialista da Antena 3 – para integrar a colectânea Novos Talentos Fnac 2010, onde se apresenta com o tema “Seafire And Its Waltz”, gravado com o produtor Mário Barreiros. Esta compilação, nas lojas desde segunda-feira, já lançou nomes revelação da música nacional como Deolinda ou Rita Red Shoes e para Emmy não é mais que uma porta aberta para a expansão da sua curta carreira musical. “Já me foram abertas algumas portas e o CD só agora foi lançado, mas acredito que me levará mais longe”, revelou.

Para Outubro, está previsto o seu disco de estreia mas entretanto Emmy tem um longo Verão pela frente. Entre showcases em Fnacs um pouco por todo o país, a cantora pop vai marcar presença em dois grandes festivais de Verão. A 3 de Julho estará no Festival Delta Tejo em Lisboa e cerca de um mês mais tarde, a 6 de Agosto, no Festival Sudoeste TMN na Zambujeira do Mar, este com maior projecção do que o primeiro. “Vou ter uma banda a tocar comigo, um contrabaixo, um baterista e uma rapariga que faz percussão e back vocals”, adianta a menina da voz melodiosa. Apesar de novas nestas andanças e ainda muito pouco mediatizada, Emmy espera “uma boa recepção” por parte do público e deseja que este esteja “receptivo e com vontade de ouvir coisas novas”.