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terça-feira, 6 de setembro de 2011

The Museum of Everything - O Museu de tudo



Descobri que se inaugurou esta semana em Londres, mais um evento que me vai seduzir - e já há tantos que precisava de uma semana para os ver a todos!

Chama-se : The Museum of Everything e está patente ao público no Selfridges, um dos armazéns mais bonitos da Oxford Street, onde passei largas horas no ano de 1971, quando fui preparar a minha tese de licenciatura nessa cidade. Era um espanto e podiamos lá passar umas horas ( no quentinho) a visitar todos os andares, desde a entrada, cheia de acessórios, como agora se chamam aos artigos de beleza, joias,etc. até ao andar de cima com  artigos de casa,  toalhas de linho irlandês lindíssimas e objectos que nunca víamos em Portugal,  descendo depois às secções de roupas com  camisolas de malha lambswool, quentinhas e macias. Foi lá que comprei o meu primeiro kilt ( saia escocesa) em 1969, com 23 anos, quando fui num passeio de fim de curso a Londres.
Desde 2009 que o espaço é também usado como um Museu muito especial. Neste museu todos podem expor a sua criação, mesmo que não sejam conhecidos do público.
Num site brasileiro, encontrei esta informação: 

A loja de departamentos de luxo Selfridges, em Londres, vai inaugurar no dia 2 de setembro o Museum of Everything (algo como “Museu de Tudo”), que terá pinturas, esculturas e ainda uma coleção da marca Clements Ribeiro. O criador do Museu, James Brett, convidou a dupla de estilistas Suzanne Clements e Inácio Ribeiro para criar uma linha usando pinturas de artistas convidados. O resultado foi o Project 6, com imagens surreais, como bocas, mulheres nuas e textos escritos à mão em seda, calças de pijamas e sapatos plataforma.

“O Museum of Everything apresenta uma ótima oportunidade de merchandising por sua riqueza de imagens e padrões que vêm da arte”, explicou Linda Hewson, diretora criativa da loja. A exposição fica aberta até o dia 25 de outubro.






 Estou cheia de vontade de ir ver uma iniciativa deste género,. Já sei que não se pode fotografar, é expressamente proibido, de modo que esta fotos serão as únicas que porei aqui a propósito. Mas com certeza falarei desta experiência que me vai marcar assim como a peça Billy Elliot, para a qual já comprei bilhetes.

Fica aqui um vídeo com música deste musical, da autoria de Elton John.







terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

De volta a Serralves

É sempre uma fuga....como as de Bach, belas e misteriosas.
Ir a Serralves é para mim como visitar uma mesquita oriental ou uma igreja gótica. Uma experiência mística. Sobretudo quando vou sozinha e posso escolher o percurso, ignorar as vozes, embeber-me de Arte, de modernidade e saber mais.
Fui a pé para lá, 45m a andar pela Rua de Serralves que é feia, tortuosa e suja. Nada que se compare com a Av. Marechal Gomes da Costa, que é para mim, a avenida mais bonita do Porto, com as suas árvores centenárias. É lá que fica a entrada do Museu de Arte Contemporânea.

Ir a Serralves é ver dois tipos de obra de Arte: a criação do Homem, expressa em pintura, fotografia, escultura, videos ou filmes e a Criação dum God Almighty, que, segundo a minha Fé, habita na Natureza e se expressa através dela. As fotos que tirei hoje pôem a par essas duas vertentes, qual delas a mais interessante, original e digna de louvor.

A exposição " Ás Artes, Cidadãos" não me disse muito. É um documentário vastíssimo de fotografias,excertos de filmes, artigos dos jornais de época, depoimentos de pessoas, simbolos das revoluções do seculo passado, tão extensa que levaria horas a ver pormenorizadamente.É boa para quem gosta de História e de Guerras.
A exposição " Estou vivo e sou Imortal" interessou-me muito. Nunca tinha nada visto nada no género, obras que se inserem nas correntes do Letrismo e da Scotch Art, esta última supreendente dentro da técnica da colagem. O Letrismo " é um estilo artístico cujos princípios foram desenvolvidos na Roménia pelo poeta, pintor e cineasta romeno Isidore Isou, em 1942, quando o artista tinha apenas dezesseis anos. O estilo tornou-se moda e espalhou-se pela Europa. Surge como oposição ao controle de André Breton sobre o Surrealismo e estende-e ao Dadaísmo, opondo-se à palavra e à significação, buscando o onomatopaico e o fonético. O movimento ganhou força e acabou migrando também para as artes visuais, onde obras experimentais com letras e pinturas se fundiram." ( Wikipedia)

Segundo li, Gil j. Wolman, inventou a técnica da "fita-cola"; servindo-se dela, conseguiu destacar títulos, texto, fotos, anúncios, etc em tiras que são depois coladas dum modo artístico, como se pode ver nestas fotos. Felizmente tive licença de as tirar e estive à vontade durante toda a visita. O livro publicado pela Fundação é excelente e custa 30 euros, apenas. Uma bela experiência para que gosta de originalidade e de fotografia.





Dei, depois, um passeio pelo Parque vazio e repleto de sol. As árvores no inverno dizem-me muito, sempre gostei de ver os ramos esguios contra luz num céu azul safira. Não havia uma núvem, o parque é um paraíso...vou lá pouco porque opto sempre pelo mar, mas passear num espaço destes, é como disse no início, uma experiência cultural e mística, que deixa a sua marca indelével na nossa psyche.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

La Petite Danseuse - Degas


A história desta pequena dançarina de 14 anos é muito especulada.

Num programa da BBC que transmitem na RTP 2 aos domingos - História duma Obra Prima - dedicaram-lhe uma hora, já há algum tempo e todas as versões sobre esta criaturinha foram apresentadas. Fascinante.

No Museum of Fine Arts em Boston têm uma destas esculturas, apresentada como a original. É pequena e frágil, extremamente elegante no seu vestido de dança. Está fechada numa redoma de vidro, que reflecte tudo o que se passa à volta, como podem ver na fotografia que lá tirei. Cliquem para ver os pormenores que vale a pena.