Tenho a sensação de viver numa cidade morta...
Agosto, mês quente, tem sido apenas cálido e por vezes aé fresco. Não há bulício, apitadelas, travagens bruscas aqui na rua, o que é óptimo. Mas sente-se que a vida parou, as pessoas andam tristonhas, os cafés meio cheios, o ar pesado.
Ontem fui ao Cidade do Portoe a rapariga da caixa no Froiz disse-me com ar triste que numa semana fecharam três lojas...é possível que abram outras, parte do edifício está em renovação, a praça da alimentação do piso de baixo está fechada para obras. A Leitura continua convidativa, mas é curioso que não me apeteceu ler nenhum dos livros expostos, nem mesmo A Viagem à India, de Gonçalo M Tavares, que tão falado tem sido. É um romance em Cantos, como os dos Lusíadas, e deve ser interessante, mas é caro e pesado, não me apeteceu comprar mais um livro para encher as prateleiras, que já estão demasiado cheias. Ontem passei muita roupa a ferro, porque me apetecia fazer algo, cosi cinco pares de calças do meu filho, cujas bainhas estavam meias rotas de roçar no chão, lavei roupa, andei numa dobadoira por pura adrenalina e necessidade de me sentir viva.
É raro passar Agosto no Porto, no ano passado fui à Madeira, onde passei uns dias de sonho, há dois anos estive em Boston e em Porto Santo...
Tenho um projecto em mãos neste momento que tem a ver com o meu apartamento da Ramada Alta, onde o meu filho mais novo irá provavelmente viver, a partir de Setembro.Vivi lá quatro anos e gosto muito daquela casa, não só porque representou a minha independência em 2002, mas também porque é ampla, tem uma vista esplendorosa sobre a parte ocidental do Porto, até ao mar, que se vê desde a Afurada até a Matosinhos e Leça nos dias claros. Tem muito mais sol que este apartamento, tristonho no verão. Pode-se mesmo ver o por do sol sobre o mar todos os dias, se não houver nevoeiro.Hoje vou lá voltar para ver como está, pois tem estado á venda e não sei se as visitas o trataram bem. Aproveitarei para matar saudades dum tempo que foi belo e dramático simultaneamente. Mudei para fcar perto dos filhos e netos, mas não esqueci aquela sala, onde passei tantas horas de liberdade recente.
Para a semana volto ao Solinca, ando com dores nas costas e não me apetece muito fazer esforço físico continuado, mas quero continuar o meu plano de fitness, que não descurei na Luz, apesar da alimentação menos ortodoxa que lá se faz.:)
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011
sábado, 11 de dezembro de 2010
Parabens, Manoel de Oliveira

Não vi muitos filmes dele. Não sou fã entusiástica do estilo de filmes que faz. ..mas à medida que os anos passam, cada vez admiro mais este Homem, este Portuense de gema, este Realizador que se tornou um ícone da 7ª Arte.
O que faz este Homem correr? O que lhe permite ainda sonhar? Ainda hoje disse que tem vários filmes planeados, como se o amanhã fosse eterno. É um exemplo para todos os que se acham cansados a meio do percurso ou os que já nasceram cansados e sem energia para mudar. PARABÉNS, MANOEL DE OLIVEIRA!
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
1 de Janeiro de 2010
É uma data redonda....que soa bem. Oxalá a vida dos biliões de humanos que vivem no nosso planeta seja mais compatível com as suas necessidades, os seus sonhos e desejos

Música para reflectir e fazer planos para o ano que vem. Uma pintura de Andreas Hessman, cujas cores reflectem a beleza da música: "I dreamed a dream " da peça musical " Les Miserables", cantada numa voz quase celestial.
[FANTINE]
I dreamed a dream in time gone by
When hope was high
And life worth living
I dreamed that love would never die
I dreamed that God would be forgiving
Then I was young and unafraid
And dreams were made and used and wasted
There was no ransom to be paid
No song unsung, no wine untasted
But the tigers come at night
With their voices soft as thunder
As they tear your hope apart
And they turn your dream to shame
He slept a summer by my side
He filled my days with endless wonder
He took my childhood in his stride
But he was gone when autumn came
And still I dream he'll come to me
That we will live the years together
But there are dreams that cannot be
And there are storms we cannot weather
I had a dream my life would be
So different from this hell I'm living
So different now from what it seemed
Now life has killed the dream I dreamed.

Música para reflectir e fazer planos para o ano que vem. Uma pintura de Andreas Hessman, cujas cores reflectem a beleza da música: "I dreamed a dream " da peça musical " Les Miserables", cantada numa voz quase celestial.
[FANTINE]
I dreamed a dream in time gone by
When hope was high
And life worth living
I dreamed that love would never die
I dreamed that God would be forgiving
Then I was young and unafraid
And dreams were made and used and wasted
There was no ransom to be paid
No song unsung, no wine untasted
But the tigers come at night
With their voices soft as thunder
As they tear your hope apart
And they turn your dream to shame
He slept a summer by my side
He filled my days with endless wonder
He took my childhood in his stride
But he was gone when autumn came
And still I dream he'll come to me
That we will live the years together
But there are dreams that cannot be
And there are storms we cannot weather
I had a dream my life would be
So different from this hell I'm living
So different now from what it seemed
Now life has killed the dream I dreamed.
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