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sábado, 3 de setembro de 2011

Tons outonais

Hoje descobri que o Outono já chegou...as árvores dos pinhais da Foz já estão castanhas e parece que vivemos num país do norte da Europa, com temperaturas a rondar os 20º, chuva ou aguaceiros, nuvens cinzentas e ameaçadoras.
Gosto do Outono, quando ele não vem cedo demais, mas talvez porque este ano fui para a praia em Julho, parece-me que já é a altura das folhas mudarem de cor...as primeiras são as vinhas virgens, que tão belas se tornam, adquirindo aquele tom vermelho e único. Os últimos são os carvalhos aqui da rua, que até Dezembro ostentam uma cabeleira ruiva e afogueada para depois ficarem negros e esguios a olhar o céu.



Pintei três quadrinhos hoje, precisamente sobre este tema...estava inspirada e apetecia-me passar toda a tarde em casa.

Acabei por ir à Foz com os meus netos mais novinhos e fez-me bem respirar o ar de mar e contemplar as nuvens em castelo prateado por cima de Gaia, lá longe.
Já não havia quase ninguém na areia, de repente, numa semana, acabou o verão... como se alguém tivesse fechado a porta da praia e do mar aos banhistas e pusesse um letreiro a dizer: "Proibido veranear!"
 Os miudos divertiram-se no "Homem do Leme", parque infantil perto da estátua,  muito agradável para as famílias em frente ao mar...estava-se bem, ainda que não haja possibilidade de grande descanso com crianças. A alegria deles, porém,  compensa.

Esta foto foi tirada por mim há já dois anos, mas é a que melhor espelha o que a estátua representa....um barco ao fundo, uma criança junto ao Homem, que fita o mar sem cessar.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Que saudades da praia...e do mar...




Pintura minha feita ontem - acrílico sobre MDF (clicar)

Escolhi este poema dum blogue que assinalo devidamente. Obrigada, Ricardo!

A praia continua sozinha,
Serena, à espera que a noite venha.
Altiva nas ondas do fim da tarde
Soturna no areal deserto,
Repleto de memórias
Enterradas, das crianças
E dos verões passados.

A praia nunca se perde,
Deserta, sozinha,
Viva ou decadente,
É sempre uma praia acesa
Uma chama unida no fim do mar.

Ricardo Bernardes ( in blogue: Refúgio"