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sábado, 9 de julho de 2011

Mar imenso



Hoje viajei até à costa, na minha imaginação, passei umas boas horas à beira mar.

E que bom poder mexer na areia, tocar na água, retocar a espuma, alisar os seixos....pintar pode mesmo ser um prazer físico para lá do estético.

O quadro é grande, tem 80x 40, dá uma ideia de imensidão, necessária para o que eu queria fazer. Ter o mar na minha parede é quase como o pão na minha cozinha...preciso dele.

Vou pô-lo no meu quarto.

E ouvirei esta música...para me embalar....

terça-feira, 24 de maio de 2011

Pela Foz Velha


Hoje resolvi fazer de turista e andei pela Foz Velha a observar as casas lindissimas
que por ai se vêem, no meio de alguns prédios banais. Também se vêem casas abandonadas, com trancas à porta, jardins por cultivar, alguma pobreza e sol, muito sol...
Na praia havia gente de todas as idades, corpos ao sol, crianças a tomar banho, turistas deleitados com a possibilidade de se deitarem na areia em topless.


Do alto da esplanada, a minha câmara adora bisbilhotar...

domingo, 10 de abril de 2011

Tarde na Foz


Ontem fui de novo à Foz com a minha filha , que voltara na véspera de Leeds. Foi bom revê-la, sempre sorridente, calma, com saudades do mar, do seu quartinho e de estar comigo. Vou-me habituar a ter companhia outra vez e a sentir que somos uma família, o que me dá um enorme prazer espiritual.

Na Foz estava calor, mas a pouco e pouco as nuvens adensaram-se e o sol desapareceu, a ameaçar chuva. Gosto do mar cinzento, contrastando com a espuma muito branca e a areia bem mais clara. Havia pessoas em bikini, parzinhos a namorar, senhoras com a pele cor de rosbife, cranças a tomar banho numa água gelada. Felizes que não têm artroses e aguentam bem a temperatura inóspita. O café estava meio cheio, sem música, de modo que ali estive a ler uma revista e a ouvir o mar com a sua melopeia repetitiva que acalma e até embala.

Quando cheguei a casa li o depoimento que o meu irmão escreveu sobre a nossa palmeira da Luz e fiquei cheia de nostalgia a pensar nos meus Avós e Pais, nos momentos que passámos juntos naquela praia, nas memórias que deles tenho e das saudades que partilho com os meus irmãos. É mesmo o Círculo da Vida, que aqui deixo numa das mais belas canções do musical Lion King, que vi com os meus netos em NY.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pedacinhos de mar

Fiz dois quadrinhos muito pequenos com 15x15 cm, mas que me trazem a praia até casa.... Aqui parecem grandes, mas são mesmo muito pequenos e delicados. Usei uma pasta que contém perolazinhas pequenas, salientes, quase como pedras de sal, o efeito é muito bonito e tridimensional. Cliquem nas fotos para poder observar melhor a técnica que usei.


Um poema encontrado na net que va ao encontro dos meus pensamentos.

Te me acercas

contándome al oído milagros

de miles de leyendas

que quedaron entre tus aguas.



Me salpicas

con espumas inundadas de misterios

de otros tiempos y distancias,

con lamentos de promesas

que perdieron sus palabras

en tus bajamares intensos...



Y yo me acerco y te salpico

sabiéndome tan pequeño,

tan desconsoladamente chico,

tan solo entre mis gentes cotidianas,

que me apabullan tus mareas,

tus olas y tus resacas.



A veces me respondes...

Pero de continuo callas y resbalas

en las arenas de mi playa

que esperan impacientes tus respuestas.






Luis El Prieto - Cadiz - 2000

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Tarde de feriado na Foz

Depois de passar um dia na cidade antiga, apeteceu-me ir até ao mar....como si fuera esta tarde la ultima vez:)). Sentia uma vontade entranhada de estar à beirinha das ondas. Não passei da esplanada, no entanto, pois a areia estava muito molhada e os meus sapatos enterram-se. A areia da Foz é grossa como nunca vi noutras praias, os grãos são pedrinhas pequeninas, não tão minusculas como em Matosinhos ou Leça. É uma areia linda, sobretudo quando está limpinha como hoje estava. As pessoas só apareceram a partir das 3 e eu cheguei lá pela 1.30. Era uma calmaria, não havia nuvens, só pedacinhos que de vez em quando encobriam o sol e mudavam a cor do mar resplandecente, como se pode ver nas fotos. Tudo parecia prateado.
Crianças subiam aos rochedos com ousadia e mesmo algum risco, mas os pais não ligavam, e eles faziam o que queriam.

Ouvi música durante algum tempo, fechei os olhos, não sei se dormitei, sei que me senti feliz...feliz...

Falei com a minha filha pelo telefone. Estava na biblioteca a estudar, mas disse-me baixinho que em Leeds não pára de nevar desde há uma semana. Oxalá se mantenha até eu ir....adorava voltar a ver neve em quantidade, ir até parque ou a York, que é um postal ilustrado com neve. Falar com ela deu-me paz...é doce a minha filha.

Como sempre voltei de autocarro. Só velhos....bem mais idosos do que eu...com aspecto de quem vai apanhar um pouquinho de sol, mas nem tem dinheiro para ir a uma esplanada. Sorriem, conhecem-se de muitos e muitos domingos a apanhar o 204 naquela paragem da Rua do Farol. Lembrei-me dos versos de Jacques Brel da canção "Les Vieux":Les vieux ne meurent pas, ils s'endorment un jour et dorment trop longtemps. Ils se tiennent la main, ils ont peur de se perdre et se perdent pourtant.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O mar à soleira da porta

Ontem passei a tarde junto ao mar.

Não vou escrever nada sobre essa experiência. Foi excepcional. Vão aqui fotos que me fazem sentir privilegiada, como milhões de portugueses que sabem como a nossa costa é magnífica, uma dádiva de Deus, prémio que não merecemos se calhar...



Uma Após Uma as Ondas Apressadas

Uma Após Uma
Uma após uma as ondas apressadas
Enrolam o seu verde movimento
E chiam a alva 'spuma
No moreno das praias.

Uma após uma as nuvens vagarosas
Rasgam o seu redondo movimento
E o sol aquece o 'spaço
Do ar entre as nuvens 'scassas.

Indiferente a mim e eu a ela,
A natureza deste dia calmo
Furta pouco ao meu senso
De se esvair o tempo.

Só uma vaga pena inconsequente
Pára um momento à porta da minha alma
E após fitar-me um pouco
Passa, a sorrir de nada.


Ricardo Reis, in "Odes"

sábado, 26 de junho de 2010

E tudo os meninos levaram

Hoje fui à praia para tirar umas fotos às esculturas novas ontem construidas. Eram uma tartaruga, um polvo e um tubarão, muito maléfico. Estavam lindos , mas eu ontem esqueci-me da máquina. Hoje já tudo tinha sido destruído pelas crianças, que andavam por ali a brincar. Ninguém lhes disse que aquilo era sagrado. Hoje o escultor estava sentado ebaixo do chapéu de sol e olhou para mim, com ar desconsolado: Nada a fazer....ninguém aprecia nada.

Ainda tirei a foto ao polvo, que olhava ameaçador, mas perdeu os tentáculos....

terça-feira, 22 de junho de 2010

Para os meus netos

Hoje vi um jardim zoológico na praia.

Tinha sido todo esculpido na areia por um senhor inglês que vèem na foto, todo contente a beber uma cerveja.

Fotografei cada uma das esculturas para vocês verem como se pode ser criativo e fazer coisas bonitas com um monte de areia. Cliquem nelas para ver maior.

De qual gostam mais?

Depois de responderem, eu direi qual a minha preferida.

Aqui estão elas:



Sophia e o mar ( fotos minhas)




História Improvável


Iremos juntos sozinhos pela areia

Embalados no dia

Colhendo as algas roxas e os corais

Que na praia deixou a maré cheia.



As palavras que disseres e eu disser

Serão somente as palavras que há nas coisas

Virás comigo desumanamente

Como vêm as ondas com o vento.



O belo dia liso como um linho

Interminável será sem um defeito

Cheio de imagens e conhecimento.



Mar

De todos os cantos do mundo

Amo com um amor mais forte e mais profundo

Aquela praia extasiada e nua,

Onde me uni ao mar, ao vento à lua.


Signo, 1994

As Ondas

As ondas quebravam uma a uma
Eu estava só na praia com a areia e com a espuma
Do mar que cantava só para mim.




Dia do Mar

sábado, 24 de abril de 2010

Scarborough





Já aqui falei desta maravilhosa praia do atlantico norte, mesmo lá no finzinho da Inglaterra. É uma beleza. Vila piscatória com importância turística, cheia de hoteis de charme, memorias da Belle Époque e tradições, como as dos passeios de burrinho pela praia. Em cima, ergue-se um castelo meio arruinado que nos faz lembrar as aventuras dos cinco que líamos quando crianças. As lojinhas são tradicionais, embora haja um centro comercial bem bonito no meio da main street. Vale a pena fazer uma hora de comboio de Leeds para lá, se se quiser, passa-se por York, uma cidade historica com uma catedral de antologia, e depois almoçar num restaurantezinho todo decorado com motivos náuticos, junto ao porto, onde não falta o peixe espada e o célebre fish and chips..
A imensidão da praia, o mar calmo sem ondas, os espelhos das nuvens reflectidas na areia, a paz e harmonia dos verdes e cinzentos, a vila cheia de cor, as pessoas simpáticas já de certa idade que lá vivem, as pequenas galerias, fazem de Scarborough um local privilegiado.

Vão aqui fotos tiradas este ano.



O hotel mais antigo da estancia de verão



A ponte que liga a estrada por cima da praia

Os burrinhos numa pausa para o almoço

A praia

A vila junto à praia



Vista das casas junto ao porto

Vai aqui também a célebre canção tradicional, adaptada pelos saudosos Simon and Garfunkel numa versão histórica também:

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A praia - espaço de liberdade




Não há nada mais benéfico para o meu estado de espirito do que passar umas horas numa esplanada junto à praia em dias de sol. Não é necessário que seja verão, nem sequer que esteja muito quente, gosto de levar um bom cachecol e um kispo e de passear na areia, por entre as rochas da Foz, observar o comportamento das gaivotas - como as invejo de poderem voar, nadar e andar na terra com o mesmo á vontade - e das crianças. Tenho inúmeras fotos tiradas em praias, a que chamo cenas `a beira-mar e de que gosto verdadeiramente, pois todas elas me recordam uma felicidade diáfana, talvez efémera, mas segura e esperançosa. O mundo pode alterar-se, a política descambar, a nossa saúde deteriorar-se, mas esses momentos são sagrados e ficaram registados em fotografia. Nunca mais vão desaparecer da memória. O " para mas tarde recordar" é bem achado....
Cliquem nas fotos para as apreciar bem.








Vão aqui algumas fotos que tirei desde 2004 até agora, na Foz e em Ofir. Espero que gostem.Na próxima vão as de Porto Santo, Praia da Luz e Castelejo, todas elas com pessoas ou gaivotas :)!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Que saudades da praia...e do mar...




Pintura minha feita ontem - acrílico sobre MDF (clicar)

Escolhi este poema dum blogue que assinalo devidamente. Obrigada, Ricardo!

A praia continua sozinha,
Serena, à espera que a noite venha.
Altiva nas ondas do fim da tarde
Soturna no areal deserto,
Repleto de memórias
Enterradas, das crianças
E dos verões passados.

A praia nunca se perde,
Deserta, sozinha,
Viva ou decadente,
É sempre uma praia acesa
Uma chama unida no fim do mar.

Ricardo Bernardes ( in blogue: Refúgio"

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Férias



Hoje vou de férias....

è possível que o Blogue esteja um pouco menos activo do que é habitual, mas nem por isso terá menos "food for thought" ( alimento para o espírito). Para onde vou, não terei internet provavelmente, o que será bom para desanuviar. E para vocês descansarem...:)


Vão aqui algumas fotos sobre o que espero encontrar nestes dias de fuga à rotina:










Até à volta!