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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Não gosto de políticas aqui no blogue.




Prefiro a Arte e tudo o que com ela se relaciona....

Mas hoje estou feliz com a vitória do PSD, partido que não considero ser de direita conservadora, mas arejada e equilibrada. Nunca votei PS, é um partido da ambiguidade e da hipocrisia. Não diz a cara com a careta. O país foi claro na sua escolha, não permitiu a continuação da política do atoleiro.

A classe dos professores foi vilipendiada por medidas estupidas durante estes seis anos, só espero que se volte atrás nalgumas medidas que destruiram o gosto pelo ensino da muita gente. Acredito que tb houve medidas boas e oxalá se mantenham.

O dia está a raiar...espero que seja prenuncio de uma nova etapa, de um renascer da esperança...este país merece melhor. Boa sorte, Portugal!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Dias de reflexão

Talvez porisso , noites de insónia, também.

Lá fora o dia amanhece timidamente, mas os pássaros ouvem-se no seu cantar pleno. Como se sentirá um pássaro assim sozinho , sem o barulho dos carros, com tanto verde por sua conta?

É um privilégio acordar com os sons da Natureza....
Mas hoje sinto um desassossego, como diria o nosso poeta, uma inquietação jutificada pela incerteza quanto ao futuro deste país tão belo.
Ouvi há dias o autor de Os Portugueses, livro que aconselho a quem gosta de História e de crítica de costumes, um inglês apaixonado pelo nosso país, afirmar que somos um povo extraordinário aos olhos dos estrangeiros e que só cá se ouve dizer tanto mal de si próprio.
Temos medo do futuro, da vida que os nossos netos vão ter de enfrentar, não acreditamos em políticas, queremos construir, mas não sabemos bem como, muitos de nós viveram no tempo da outra senhora, e sabemos que o país é capaz de melhor, de mais inovação, de mais progresso, de vencer a pobreza e encontrar soluções.
Sei em quem voto, penso que estarei do lado ganhador, espero que desta vez haja consensos e que o país ande para a frente, só assim conseguirá sair deste atoleiro onde nos enfiámos...há que lutar pela honestidade, pelo trabalho, pelo esforço e mérito.
Prometi mais flores...e aqui vão elas, numa promessa de amanhã mais risonho e confiante. Boa sorte, Portugal!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Período de reflexão

Hoje entrei no periodo de reflexão...para me preparar melhor para a derrota no Domingo. Não estou muito preocupada, porque neste momento da vida, já nada me toca de perto, a não ser através dos filhos e netos. Pessoalmente, a Ministra da Educação já fez em mim as mossas que tinha a fazer e devo-lhe a ela uma reforma antecipada com forte penalização...mas há outros mundos onde podemos fazer valer os nossos méritos e não era na Escola que eu conseguia ver a Luz ao fundo do túnel.

Não sei o que vai acontecer...prevejo mais quatro anos de farsa e gastos tão inuteis quanto faustosos. TGV significa para mim Tantos Gastos em Vão e é a imagem deste modo de governar o país que temos.

Resolvi pintar , para não entrar em depressão:))..o quadro descreve o que sinto. O professor tinha razão quando disse que as minhas pinturas revelam emoção. Este , sim.



Chama-se Purple reflection .

domingo, 20 de setembro de 2009

Inquietações

Há dias que ando nervosa. Acho que é por causa de todo este alvoroço mediático, da campanha eleitoral, do compra-vende votos, em que tudo é permitido - menos tirar olhos - como se dizia no meu tempo de criança.
Hoje deveria ter ido à Foz ver o mar, pois o barulho das ondas acalma-me sempre e só umas horas a contemplá-lo e a ouvir música clássica baixinho, já me enchiam o dia.

Não fui.

Fiquei em casa, a fazer um bolo de maçã, que não ficou mau... e a pintar. Encomendaram-me um quadro e só isso já me inquieta um pouco. Resolvi fazer experiências e gosto do que saiu. É um quadro clássico talvez, embora não tanto como possa parecer em foto, usando acrílico em papel. Acabei o bloco, amanhã vou ter de comprar outro, pois não consigo estar sem materiais...

Eis a minha pintura de hoje. Gosto dela.



E um poema de Sophia para rematar neste Domingo já outonal.

Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgámos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.

Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.

Por quê jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por quê o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver?


As Tormentas