Costuma-se dizer que o gato tem sete foles ou sete vidas.Sobrevive a tudo, quedas, atropelos, pancadaria, maus tratos, etc.
Não é o meu caso...não sofri nada que se pareça, embora tenha tido a minha quota parte de desilusão e dor em vários momentos cruciais da minha vida. Não os posso , nem devo enunciar aqui, pois isto não é um confessionário. Dessas provações renasci sempre e considero que já vivi umas cinco das vidas que o destino tem reservadas para mim.
Dantes as pessoas viviam só uma vida no mesmo local ou, se variavam, voltavam mais tarde às raízes, casavam uma vez e para toda a vida, mesmo que houvesse traições durante o percurso, a mobilidade era menor, a família mais unida na aparência. Isto é o que nós imaginamos, pois sei que muitas famílias não eram standard ou exactamente assim e que havia muitas quezílias, sobretudo quando se tratava de partilhas ou da morte dos membros mais velhos.
Vivi o que considero a minha 1ª vida dos 5 aos 20, a minha infância e adolescência e é delas que hoje falo. Não considero que tenha sido uma infãncia dourada, mas andou por perto e, se não olho para aqueles anos como os mais felizes da minha vida, é porque o meu feitio e personalidade me não deixaram estagnar na doçura da estabilidade e afectos, cedo demais achei que tinha de me rebelar, mesmo que só aparentemente, para não ficar formatada para todo o sempre, como tantas outras meninas bem da minha idade para as quais olhava com terror, desdenhando a sua vacuidade e pouco interesse.Quis sempre mais.
Os meus pais viviam bem, nunca tivémos problemas económicos; na minha casa tínhamos conforto, espaço ( algo inimaginável nos dias de hoje), uma relativa liberdade e muitas obrigações ou valores como queiramos chamar-lhes. Vivíamos com sobriedade numas coisas, como roupas, comida, materiais escolares ou lúdicos ( nunca tive uma bicicleta, por exemplo), mas com excesso noutros campos, que agora não interessa aqui enumerar. A pouco e pouco, no entanto, as mordomias foram escasseando por força das mudanças sociais e fui-me dando conta de que a vida não era o mar de rosas da minha infância, os meus Pais tinham sofrido bastante para chegar até ali e a cada um de nós cabia realizar algo mais.
Fui uma católica fervorosa nos tempos do liceu e empenhei-me em tudo o que me metia, até fiz jornal de escola quando não havia senão stencis e os desenhos tinham de ser marcados na cera para depois se policopiarem. Foi uma época importante na minha vida, em que viver pressupunha militar em qualquer ideal, lutar por alguma coisa, criticar e ser mais interveniente. Nunca fui de esquerdas, embora na universidade visse bem os podres do salazarismo. Havia profs banidos, havia os instalados. Havia alunos revoltados e algumas manifs. Não entrava nisso, preferia estudar afincadamente, passava horas na biblioteca a ler Shakespeare ou a estudar Linguística, dava explicações de Alemão e ainda trabalhei nos escritórios das motos Honda e num Lar de 3ª idade para estrangeiros. Fiz tese de licenciatura, que mais nenhuma colega quis fazer pois contava que ia ser abolida em breve e, em 1971, comecei a dar aulas e a estagiar no Liceu Pedro Nunes.
Esta foi a primeira das minhas vidas, sempre em Lisboa, com idas esporádicas a Inglaterra, França e Alemanha e Áustria à minha custa para aperfeiçoar as Línguas e tomar conta de crianças. Numa viagem à Suécia com estudantes do Técnico e de Coimbra conheci o meu futuro marido e a minha 2ª vida começou.
Hoje sonhei com a minha casa de infância, com os meus Pais e irmãos. Parecia um filme...a casa era linda, o jardim imenso. Foi lá que aprendi a amar a Natureza, as árvores, as estações do ano, o cheiro da relva cortada, as flores. Por isso tudo agradeço hoje e com nostalgia aos meus Pais.
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sábado, 14 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
Voltar às origens
Hoje deu-me um repente e ainda não parei. Primeiro montei o meu velho PC na cozinha para poder ligar à Internet. Já o tinha arrumado a um canto do atelier....mas o Mac roeu-me a corda e agora vai levar tempo a vir arranjado.
Tenho andado a arrumar toda a decoração de Natal num frenesim, provocado pela partida da minha filha mais uma vez. Já falei com ela, telefonou-me de Stansted, onde aguardava o comboio para Leeds, calma e sorridente, com uma certa ânsia de se ver em casa ...para ela Leeds será sempre a sua casa. Nunca o ditado Home is where you are happy teve tão significado.
Eu pópria sinto Leeds como uma segunda casa, um segundo país, uma segunda língua, outro povo que amo e com os quais me sinto bem, às vezes, melhor do que com os meus conterrâneos, sem desprimor para ninguém. Saí de Lisboa há 37 anos, perdi as raízes, andei por vários sítios onde me senti em casa, acabei por aterrar um pouco forçada na capital do Norte e aqui procuro encontrar uma pátria de que gosto e que me acolhe.
Daí ter dito na minha exposição que a única foto de Lisboa que está exposta é a da Gare do Oriente - precisamente no local onde se apanha o pendular para o Porto!
Compreendo os imigrantes que não sentem nenhuma das terras onde vivem ou viveram como suas. Também não sinto o Porto como minha terra. Amo a cidade, sobretudo a arquitectura, localização, romantismo, cultura e apego ao que é seu. Mas não amo assim tanto as pessoas, o sotaque, a refilonice e a falta de modos que encontro mesmo em pessoas que deveriam tê-los. Também há aqui muita gente boa e interessada, trabalhadora e criativa, graças a Deus.E aqui tudo é perto...o que é uma vantagem que também encontro em Leeds, cidade cheia de gente nova e animada até altas horas da noite.
Há tempos fiz uma composição duma foto que tirei em Cardigan Road,a rua onde a minha filha morava, há sete anos atrás e, onde fiquei pela primeira vez.Ajudei-a a tornar o quarto que era grande , frio e húmido num local um pouco mais acolhedor, comprámos candeeiros, panelas, cortinas, eu sei lá. Forrei os armários por fora com plástico adesivo e ela pôs posters nas paredes.
Esta rua parecia-me mística a mim, tais as árvores lindíssimas e o ambiente quase irreal que por lá se respira. Cardigan Road, uma rua onde muito se passou e que ficará na história da nossa família por muito tempo.
Tenho andado a arrumar toda a decoração de Natal num frenesim, provocado pela partida da minha filha mais uma vez. Já falei com ela, telefonou-me de Stansted, onde aguardava o comboio para Leeds, calma e sorridente, com uma certa ânsia de se ver em casa ...para ela Leeds será sempre a sua casa. Nunca o ditado Home is where you are happy teve tão significado.
Eu pópria sinto Leeds como uma segunda casa, um segundo país, uma segunda língua, outro povo que amo e com os quais me sinto bem, às vezes, melhor do que com os meus conterrâneos, sem desprimor para ninguém. Saí de Lisboa há 37 anos, perdi as raízes, andei por vários sítios onde me senti em casa, acabei por aterrar um pouco forçada na capital do Norte e aqui procuro encontrar uma pátria de que gosto e que me acolhe.
Daí ter dito na minha exposição que a única foto de Lisboa que está exposta é a da Gare do Oriente - precisamente no local onde se apanha o pendular para o Porto!
Compreendo os imigrantes que não sentem nenhuma das terras onde vivem ou viveram como suas. Também não sinto o Porto como minha terra. Amo a cidade, sobretudo a arquitectura, localização, romantismo, cultura e apego ao que é seu. Mas não amo assim tanto as pessoas, o sotaque, a refilonice e a falta de modos que encontro mesmo em pessoas que deveriam tê-los. Também há aqui muita gente boa e interessada, trabalhadora e criativa, graças a Deus.E aqui tudo é perto...o que é uma vantagem que também encontro em Leeds, cidade cheia de gente nova e animada até altas horas da noite.
Há tempos fiz uma composição duma foto que tirei em Cardigan Road,a rua onde a minha filha morava, há sete anos atrás e, onde fiquei pela primeira vez.Ajudei-a a tornar o quarto que era grande , frio e húmido num local um pouco mais acolhedor, comprámos candeeiros, panelas, cortinas, eu sei lá. Forrei os armários por fora com plástico adesivo e ela pôs posters nas paredes.
Esta rua parecia-me mística a mim, tais as árvores lindíssimas e o ambiente quase irreal que por lá se respira. Cardigan Road, uma rua onde muito se passou e que ficará na história da nossa família por muito tempo.
sábado, 12 de novembro de 2011
Sabado sem história
Um sábado como tantos outros que já tive na minha vida...agradável, mesmo sem muito sol, nem futebol:))
De manhã estive a experimentar uma nova bicicleta estáticaque comprei anteontem em Matosinhos a conselho dum amigo- é propria para pessoas que sofrem de artroses, pois não exerce pressão nas articulações, só nos músculos. A pessoa está sentada como num fauteil e as pernas é que se movem quase à altura da cintura. O contador regista o tempo, os kms, a velocidade e as calorias gastas.Pu-la em frente à janela do quarto da minha filha, que tem uma vista privilegiada para os jardins da Casa das Artes, só se vêem árvores e céu, cortado, de vez em quando, por uma gaivota. Tb comprei um aparelho de step,que permite exercício das pernas para cima e para baixo suavemente. No inverno custa-me ir ao ginásio, de modo que vou cancelar a minha assinatura e fazer exercício todos os dias em casa. Não quero estragar o meu visual que está bem melhor do que no ano passado por esta altura. Tenho de me manter jovem (...) para os meus netos queridos. Ontem o mais velho que veio aqui ver a selecção exclamou, quando me viu: Oh Vóvó, já não te via há tanto tempo!! ( desde Domingo, dia dos seus anos :)
Almocei com o meu filho num restaurante novo chamado Altamira que fica no cruzamento da Rua da Venezuela e Bessa Leite. É barato e tem uma secção de venda de pão, frutas, legumes, bolos, mercearia e chocolates... excelente porque é mais perto do que o pingo doce e perde-se menos tempo a ir lá.
Tarde com electricista em casa. Um dos focos da sala estava estragado e a luz da cozinha era muito fraca. Mudei-a e ficou bem mais quente. Não gosto de ter coisas por arranjar, mas às vezes fico um ano assim à espera..:)
Pintei um quadro, entrementes, enquanto meu filho dormia uma sesta reparadora na cama da irmã...é bom ter filhos em casa:)). Acho que vou modificá-lo,porque não gosto muito dele.
Oiço uma sinfonia de Mahler no Mezzo, belo fim de tarde...as coisas simples dão-me imenso prazer, cda vez estou mais avessa a festas e barulho.
De manhã estive a experimentar uma nova bicicleta estáticaque comprei anteontem em Matosinhos a conselho dum amigo- é propria para pessoas que sofrem de artroses, pois não exerce pressão nas articulações, só nos músculos. A pessoa está sentada como num fauteil e as pernas é que se movem quase à altura da cintura. O contador regista o tempo, os kms, a velocidade e as calorias gastas.Pu-la em frente à janela do quarto da minha filha, que tem uma vista privilegiada para os jardins da Casa das Artes, só se vêem árvores e céu, cortado, de vez em quando, por uma gaivota. Tb comprei um aparelho de step,que permite exercício das pernas para cima e para baixo suavemente. No inverno custa-me ir ao ginásio, de modo que vou cancelar a minha assinatura e fazer exercício todos os dias em casa. Não quero estragar o meu visual que está bem melhor do que no ano passado por esta altura. Tenho de me manter jovem (...) para os meus netos queridos. Ontem o mais velho que veio aqui ver a selecção exclamou, quando me viu: Oh Vóvó, já não te via há tanto tempo!! ( desde Domingo, dia dos seus anos :)
Almocei com o meu filho num restaurante novo chamado Altamira que fica no cruzamento da Rua da Venezuela e Bessa Leite. É barato e tem uma secção de venda de pão, frutas, legumes, bolos, mercearia e chocolates... excelente porque é mais perto do que o pingo doce e perde-se menos tempo a ir lá.
Tarde com electricista em casa. Um dos focos da sala estava estragado e a luz da cozinha era muito fraca. Mudei-a e ficou bem mais quente. Não gosto de ter coisas por arranjar, mas às vezes fico um ano assim à espera..:)
Pintei um quadro, entrementes, enquanto meu filho dormia uma sesta reparadora na cama da irmã...é bom ter filhos em casa:)). Acho que vou modificá-lo,porque não gosto muito dele.
Oiço uma sinfonia de Mahler no Mezzo, belo fim de tarde...as coisas simples dão-me imenso prazer, cda vez estou mais avessa a festas e barulho.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
O outono...sempre belo
Anteontem o meu neto veio dormir a minha casa e tê-lo aconchegadinho na cama, adormecido e feliz é um dos prazeres que mais me conforta. Viver só é bom, habituei-me rapidamente à liberdade, mas poder escolher a companhia é um luxo.
Não gosto de obrigações, adoro propor, sugerir e acolher quem e quando me apetece. Não dou festas, nem sequer jantares de amigos, pouco cozinho para a família - embora cozinhe bem, na minha modesta opinião - vou a casa dos meus filhos para o Natal e aniversários ou ao restaurante para festejar algum êxito dos meus.Mas de vez em quando, adoro receber em minha casa as pessoas de quem gosto.
Estar com o meu neto mais velho é o melhor de tudo. Ele sente um enorme carinho por mim, que não é igual ao dos irmãos mais novos, ainda demasiado dependentes dos Pais. Sempre houve grande cumplicidade entre nós, desde que esteve no infantário da minha Escola e eu o trazia para minha casa aos 2 anos. Era já nessa altura, uma criança inteligente e doce, adormecia na cadeirinha quando íamos até à Boavista,brincava por ali, limpava os bancos cheios de pó com lencinhos de papel, corria atrás dos pombos, dava-lhes pãozinho, eu sentia-me mais nova....e era efectivamente mais jovem.
Ontem, depois de ver um pouco de TV, fomos para o Jardim Botânico, por escolha dele. Cada folha, cada árvore, cada flor que vemos juntos, cada momentovivido ali se torna belo. Sou uma privilegiada.Aquelas pedras tem a nossa impressão digital.
Tirei fotos diferentes...já outonais...com as cores desta estação do ano, de que tanto gosto. É bom viver.
Não gosto de obrigações, adoro propor, sugerir e acolher quem e quando me apetece. Não dou festas, nem sequer jantares de amigos, pouco cozinho para a família - embora cozinhe bem, na minha modesta opinião - vou a casa dos meus filhos para o Natal e aniversários ou ao restaurante para festejar algum êxito dos meus.Mas de vez em quando, adoro receber em minha casa as pessoas de quem gosto.
Estar com o meu neto mais velho é o melhor de tudo. Ele sente um enorme carinho por mim, que não é igual ao dos irmãos mais novos, ainda demasiado dependentes dos Pais. Sempre houve grande cumplicidade entre nós, desde que esteve no infantário da minha Escola e eu o trazia para minha casa aos 2 anos. Era já nessa altura, uma criança inteligente e doce, adormecia na cadeirinha quando íamos até à Boavista,brincava por ali, limpava os bancos cheios de pó com lencinhos de papel, corria atrás dos pombos, dava-lhes pãozinho, eu sentia-me mais nova....e era efectivamente mais jovem.
Ontem, depois de ver um pouco de TV, fomos para o Jardim Botânico, por escolha dele. Cada folha, cada árvore, cada flor que vemos juntos, cada momentovivido ali se torna belo. Sou uma privilegiada.Aquelas pedras tem a nossa impressão digital.
Tirei fotos diferentes...já outonais...com as cores desta estação do ano, de que tanto gosto. É bom viver.
domingo, 2 de outubro de 2011
Domingo cultural
Estando sozinha, hoje, Domingo, resolvi ir ver a exposição de Armanda Passos, "Reservas", que abriu no passado dia 23.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Mudanças
Sempre gostei de decoração. E de mudanças, coisa que a maior parte das pessoas odeia.
Ainda bem que é assim, pois tive de fazer umas oito mudanças de casa na minha vida. E não sei ainda se não farei mais, canso-me facilmente dos sítios, gosto de conhecer outros locais, outras casas, arquitecturas diferentes e decorações diferentes. Já aqui estou há cinco anos, mas a vontade de mudar de casa é grande:). Não o farei porque estou perto dos meus netos e foi por isso que vim para aqui.
Muitas pessoas não querem mudar nunca, a ideia de tirar uma peça dum lugar ou um móvel dum canto da sala deprime-as. A mim é o contrário. No meu quarto já tive mais de dez quadros diferentes numa das paredes e por cima da minha cama. Quando me farto de olhar para a mesma cena, mudo...compro mobílias em módulos para poder transformar a meu modo. Tenho horror àquelas peças de mobiliário antigo que ficam anos e anos no mesmo local, muito escuros e tristonhos.
Hoje estive no novo/velho apartamento que vai ser do meu filho, na Ramada Alta, à espera do funcionário da EDP, que em 5 minutos ligou a luz, parecia mágico!! É maravilhoso acender os candeeiros, ligar o microndas, ver a caldeira e as luzinhas todas a responderem aos nossos anseios. Mas ainda falta a água - essencial para mim - e o gaz, para ficar tudo ligado.
Também fizémos já uma parte da mudança de mobílias e outras coisas que estavam na garagem individual para o apartamento e a sala já ficou com um aspecto interessante e minimalista como gosto. As almofadas dos sofás estão sujas e vão ter de ser todas lavadas, uma das paredes vai ser pintada por causa dos buracos que os meus inquilinos fizeram para meter uma estante ( sem sequer me pedir licença para a esburacar toda). Ainda não há mesa da sala....mas lá virá.
Adorei estar ali a ver aquela vista fenomenal das janelas da sala, com o mar duma ponta a outra- hoje com neblina cerrada - os prédios caóticos que se construiram nos últimos tempos, a Casa da Música, qual meteorito caído na Boavista, é quase como ver o Porto de teleférico, com o céu tão perto. Gosto daquela casa, tem luz até ao entardecer e pores do sol todos os dias....mesmo quando há nuvens. Foi lá que tirei fotos dos melhores pores do sol na minha vida.
A tarde fomos a Gaia a uma loja tipo Ikea e comprámos umas estantes, mesa de jantar com cadeiras, frigorífico e máquina de lavar a roupa , tudo do mais barato , mas com gosto. O meu filho pagou tudo a meias comigo, pois ele ganha muito pouco e nem sabe se lá fica por muito tempo.
É uma sensação óptima, poder ajudar os meus filhos e ao mesmo tempo divertir-me a decorar. O meu filho não sabe muito bem como o fazer e ainda gosta que eu o faça, sei-o bem. Um dia se casar já é diferente.
Foi um dia em cheio. Notei que na Serpa Pinto, há algumas modificações, a confeitaria Nandinha está toda moderna e apinocada, a Farmácia Barreiros foi reconstruida no local e vai ter serviços de clínica privada, há uma CGD mesmo em frente do portão da nossa casa, fizeram um estúdio muito giro dum pardieeiro que havia por ali...a cidade mexe-se e dá sinais de vida, é excelente para quem já há muito lá não vive.
Muitas pessoas não querem mudar nunca, a ideia de tirar uma peça dum lugar ou um móvel dum canto da sala deprime-as. A mim é o contrário. No meu quarto já tive mais de dez quadros diferentes numa das paredes e por cima da minha cama. Quando me farto de olhar para a mesma cena, mudo...compro mobílias em módulos para poder transformar a meu modo. Tenho horror àquelas peças de mobiliário antigo que ficam anos e anos no mesmo local, muito escuros e tristonhos.
Também fizémos já uma parte da mudança de mobílias e outras coisas que estavam na garagem individual para o apartamento e a sala já ficou com um aspecto interessante e minimalista como gosto. As almofadas dos sofás estão sujas e vão ter de ser todas lavadas, uma das paredes vai ser pintada por causa dos buracos que os meus inquilinos fizeram para meter uma estante ( sem sequer me pedir licença para a esburacar toda). Ainda não há mesa da sala....mas lá virá.
A tarde fomos a Gaia a uma loja tipo Ikea e comprámos umas estantes, mesa de jantar com cadeiras, frigorífico e máquina de lavar a roupa , tudo do mais barato , mas com gosto. O meu filho pagou tudo a meias comigo, pois ele ganha muito pouco e nem sabe se lá fica por muito tempo.
É uma sensação óptima, poder ajudar os meus filhos e ao mesmo tempo divertir-me a decorar. O meu filho não sabe muito bem como o fazer e ainda gosta que eu o faça, sei-o bem. Um dia se casar já é diferente.
Foi um dia em cheio. Notei que na Serpa Pinto, há algumas modificações, a confeitaria Nandinha está toda moderna e apinocada, a Farmácia Barreiros foi reconstruida no local e vai ter serviços de clínica privada, há uma CGD mesmo em frente do portão da nossa casa, fizeram um estúdio muito giro dum pardieeiro que havia por ali...a cidade mexe-se e dá sinais de vida, é excelente para quem já há muito lá não vive.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Nostalgia
.Já chegámos..mas ainda estou lá...abro a janela do meu quarto e só consigo ver azul infinito, ouvir vozes de crianças, pássaros cantadeiros...nada mais. O mar ficou, assim como as rochas amareladas, onde já pousámos os pés
Estou triste...o meu neto voltou a casa, um longo abraço uniu a Mãe ao filho mais velho, que já há 15 dias privava comigo todos os dias, brincava, ria, nadava, comia, andava, pintava, ouvia, perguntava ( sem fim) mil e umas coisas sobre a nossa casa e tudo o que o rodeava. Lia o seu Harry Potter e quase o acabou...
Só me disse : adorei, quando lhe perguntei se tinha gostado. Eu também. Adorei estar com ele e com o irmão por uns dias, adorei mostrar-lhes aquilo de que gosto, aquilo que sou, afinal, revelar-lhes um pouco mais do que os antecedeu, donde vêm e o que devem estimar e preservar.
A Praia da Luz é um local banal...se a olharmos como mais uma praia
É uma praia internacional, onde se tem a sensação de estar no estrangeiro...de tal modo é a presença de famílias inteiras que para lá vão, aí passam férias relaxadas, encontram-se, jogam à bola, passeiam na praia,
Não há quase portugueses em Julho. Este mês virão muitos mais, sobretudo para o Parque de Campismo Valverde que fica a 3km da praia se é que ainda existe, nem reparei. Desta vez fiquei-me mesmo pelo lado ocidental da vila e não saí, a não ser ontem.
Só para o ano voltarei....embora a casa no inverno tb seja agradável, com a lareira acesa...acredito que o espírito dos meus Pais paira por lá, vejo-os constantemente a sorrir.
domingo, 17 de julho de 2011
Paz e calmaria
4 da tarde.
Sentada na sala, só oiço o tique taque do relógio da cozinha, os chutos das crianças numa bola lá longe, o vento a assobiar pelas frestas das janelas. Corri as cortinas brancas da sala, só vejo a boganvília repleta de flores roxas e parece que estamos no céu; passam-me pela cabeça
Lembro-me de repente desta casa cheia quando o meu Pai resolveu alugar uma TV para vermos os jogos Olímpicos de 1972 (?)...os vizinhos vinham para cá ver as provas mais excitantes, depois ia-se jogar volei no campo do vizinho, que tinha uma rede e muita paciência para aturar o barulho que o despique despoletava, e por fim, tomar banho às 8 da noite, quando já suados, nem sentíamos o frio da água...éramos tão jovens e não havia grande preocupação com o futuro...eu já tinha acabado o meu estágio, no ano seguinte tinha lugar certo no M. Amália, o meu liceu, adorava Lisboa, ensinar inglês e alemão...e nem sabia que um ano depois estaria casada, viria o 25 de Abril...partiria para o nowhere atrás do marido...para acabar no Porto.
Também me lembro de festejar aqui os anos dos meus filhos em Agosto por diversas vezes, com família e amigos, aqui no pátio. Acabavam as festas em cantorias à guitarra e sangria da boa com amigos estrangeiros a aproveitar o nosso sol e a hospitalidade.
Hoje tomei um banho sozinha lá em baixo, com a água bastante fria - 20º, segundo diz o jornal - e uma temperatura de 24º cá fora.
A minha fiha já foi para a praia grande depois de almoço, com o seu Ipod e livro...encontrámos um casal amigo e conversámos, mas ela não precisa de companhia e eu tb gosto de estar sozinha...sobretudo neste silêncio, neste santuário, onde estão tantas relíquias e sonhos da minha famíla. Lá fora está azul e sol, mas aqui há silencio absoluto...
sábado, 16 de julho de 2011
Do Porto à Luz
O nosso país é tão pequenino que se faz em 50 minutos. Incredible!!
E como é que ainda falam em regionalização?
Saímos do Porto
as 2.20 e ao bater das 3.10 estávamos em Faro....a sair do avião e a ser bafejados com um vento quente, o cheiro a estevas, o ar de verão, a sensação de que já conhecemos a rota....há 45 anos que a fazemos quase todos os anos, de comboio, de carro, de camioneta, de avião...só não fui de barco nem de mota.
Este ano ja estive três vezes no Algarve, o que é um verdadeiro recorde. Não fosse a bendita Ryanair ( assim continue, mais as suas cornetas a festejar um vôo on time) e nunca o poderia concretizar. A viagem de comboio ou mesmo de carro é por demais fastidiosa e cansativa....o avião não vinha cheio, mas as pessoas tinham todas um ar feliz, vinham muitas crianças; uma delas perguntava à mãe ,curiosa, se ainda estávamos no nosso planeta!
Tirei fotos com o meu IPOD desde o Porto até Faro e nelas se vê como o nosso país é tão dispar, duma paisagem verdejante, que aqui não se vê bem por causa das nuvens, até ao Alentejo seco, castanho e amarelo,
com a barragem do Alqueva, azul e luminosa, mas sem vivalma, por fim a ria Formosa, que é um rendilhado de verdes e azuis,
que nenhum pintor sera capaz de igualar...e o mar azul, verde, imenso a perder-se nas neblina.
A minha filha já foi tomar um banho aqui em frente de casa, sopra um ventinho cálido, que não chega a arrefecer, daqui a nada vamos jantar à hora britânica no chamado Paraíso da Luz,
o primeiro café que aqui apareceu, primeiro uma cabana de madeira tímida, onde tomávamos uns drinks ao fim da tarde, depois um mamarracho enorme com umas varandas colossais sobre a praia onde se estava bem, agora de novo uma casa simpática de madeira, com arquitectura bonita e com a vista magnífica da Rocha Negra ao fim do dia...
É bom voltar sempre....ao que é nosso e já foi dos nossos pais. Tudo aqui tem uma história desde as cadeiras de verga compradas em Loulé até aos ajulejos de Alcabideche
( salvo erro), um lenço trazido de Paris transformado em quadro , uma carapaça de caranguejo de Angola ou Moçambique, umas tenazes do fogão em ferro forjado da casa de Lisboa, um velho barómetro que o meu Pai consultava todos os dias e comentava a propósito....(sempre teve a mania da metereologia, como eu)...a caixinha de costura da minha mãe, a garrafa de champagne gigante transformada em candeeiro ( prenda do meu Padrinho ao meu Pai no dia do seu acesso a Professor Extraordinário, após o concurso), um quadrinho com barcos à vela que trouxeram de Itália, a estante cheia de livros antigos que eu própria escureci com viochene, os cadeirões de bambú com almofadas vermelho vivo, as almofadas que vieram da índia, lá fora a buganvília carregada de flores roxas e amarelas, enfim....um mundo de memórias, que ainda durarão mais uns 50 anos...assim a Família o queira e Deus tb.
Acabo esta entrada agora depois do jantar. O sol morre lá longe. Está-se bem aqui, sem TV, a ouvir o vento, vozes de crianças e risos de ingleses no bar atrás, já um pouco alegres...há um novo stand de gelados aqui junto à Fortaleza, vai ter sucesso com os gulosos dos meus netos. O vento á está mais fresco....mas amanhã é um novo dia do começo das nossas férias.
E como é que ainda falam em regionalização?
Saímos do Porto
Este ano ja estive três vezes no Algarve, o que é um verdadeiro recorde. Não fosse a bendita Ryanair ( assim continue, mais as suas cornetas a festejar um vôo on time) e nunca o poderia concretizar. A viagem de comboio ou mesmo de carro é por demais fastidiosa e cansativa....o avião não vinha cheio, mas as pessoas tinham todas um ar feliz, vinham muitas crianças; uma delas perguntava à mãe ,curiosa, se ainda estávamos no nosso planeta!
Tirei fotos com o meu IPOD desde o Porto até Faro e nelas se vê como o nosso país é tão dispar, duma paisagem verdejante, que aqui não se vê bem por causa das nuvens, até ao Alentejo seco, castanho e amarelo,
com a barragem do Alqueva, azul e luminosa, mas sem vivalma, por fim a ria Formosa, que é um rendilhado de verdes e azuis, A minha filha já foi tomar um banho aqui em frente de casa, sopra um ventinho cálido, que não chega a arrefecer, daqui a nada vamos jantar à hora britânica no chamado Paraíso da Luz,
É bom voltar sempre....ao que é nosso e já foi dos nossos pais. Tudo aqui tem uma história desde as cadeiras de verga compradas em Loulé até aos ajulejos de Alcabideche
Acabo esta entrada agora depois do jantar. O sol morre lá longe. Está-se bem aqui, sem TV, a ouvir o vento, vozes de crianças e risos de ingleses no bar atrás, já um pouco alegres...há um novo stand de gelados aqui junto à Fortaleza, vai ter sucesso com os gulosos dos meus netos. O vento á está mais fresco....mas amanhã é um novo dia do começo das nossas férias.
sábado, 21 de maio de 2011
O caso Maddie
Sempre passei férias na praia da Luz, perto de Lagos. Pelo menos, desde há quarenta e tal anos. Conheci aquela estãncia de verão quando ainda era uma rua apenas com casas baixinhas de pescadores e umas raras casas de férias, algumas de famílias nobres, outras de ingleses reformados que escolhiam o
Era uma praia muito pacata, mesmo no pino de Agosto, mas a pouco e pouco surgiu o primeiro mini-mercado que se transformou em supermercado e depois em hipermercado no espaço de vinte anos.
Quando fui para lá pela primeira vez, as compras tinham de ser feitas em Lagos, onde havia lojas e restaurantes. Na Luz só havia um barzito de madeira no meio da praia,o Paraíso, onde por vezes iamos tomar um martini ao fim da tarde. A primeira boutique, Capricho, com donos ingleses, foi um sucesso pois vendia jornais e pequenos objectos todos feitos em Inglaterra com aquele charme britânico que nós tanto apreciávamos.
A Luz era partilhada por portugueses e ingleses em harmonia, com alguma subserviência da parte dos empregados que serviam nos restaurantes ou nos supermercados, alguns preços proibitivos, mas com uma escolha de produtos que só fora do país se conseguiam arranjar: compotas, caris, conservas, carnes frias, fast food,take away, uma variedade enorme, que até custava a acreditar existisse numa zona balnear tão pequena.
A Luz era um pequeno paraíso, a nossa casa de férias um local feliz para os meus Pais que para lá fugiam muitas vezes ao fim de semana. Não tínhamos telefone nem TV. A viagem era horrível pela estrada antiga, mas ao chegar, abria-se o mar imenso na nossa frente e a palmeira da nossa Avó saudava-nos
As rochas, onde passávamos grande parte do tempo, eram lisas e permitiam andarmos até ao Burgau a 5km da Luz, contemplando as pequenas baias, onde o mar transparente deixava entrever milhares de seixos e rochas de cores variegadas.
A igreja, monumento nacional, só tinha missa ao domingo, vindo um padre de fora celebrá-la. Agora já tem mais missas e está sempre aberta, vendo-se o lindo retábulo dourado de todo o largo.
Foi nesta terra pacata que Maddie desapareceu a 3 de Maio de 2007.
Não se sabe como.
Há mistério que se sente no ar quando se sobem as ruelas que vão dar ao resort Ocean Club. A criança volatilizou-se e quem conhece a Luz, como eu, tem dúvidas sobre a possibilidade de ter havido um rapto naquele sítio ermo, cheio de gente simpática, segurança total e uma beleza natural espectacular. As crianças costumavam brincar na praia até anoitecer e mesmo depois, sempre se viam casais a jantar e as crianças sozinhas na praia a correr , a andar de baloiço ou a chapinhar no mar.

Nunca se saberá o que aconteceu, penso eu, mas a investigação vai recomeçar, agora já sem a colaboração dos media que foram implacáveis em 2007. Ver os pais na TV fez-me reviver aqueles meses em que seguia o caso pelos jornais e internet avidamente, como se de um thriller se tratasse.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Ainda sobre a morte da nossa palmeira da Luz

Falei aqui num poema ou texto que um dos meus sobrinhos teria escrito e oferecido à minha Mãe, que o guardou até ao momento em que nos deixou, assim como gaurdou outras histórias - umas que escrevi aos 10 anos e ainda tenho - desenhos feitos por nós, cartas e postais. Ela dava muita importância a estes pequenos gestos criativos e nós sentíamo-nos mais valorizados, ainda que jovens ou adolescentes.
Para alem do poema o Pedro desenhou um sketch a preto e branco da Calheta, o lugar onde fica a nossa casa da Luz e a palmeira surge aí num dos lados, como elemento indispensável....
Transcrevo-os aqui em homenagem a uma árvore que nos deu a todos muita alegria visual e a certeza de que enquanto durasse, a nossa família se reuniria ali naquele local, feliz, contemplando a vista, que, essa, nunca deixará de existir. Sonho muitas vezes que lá estou e em geral, o sonho transforma-se em pesadelo pois o mar está repelente, escuro, a praia reduzida a nada...acordo aflita para me certificar que tudo não passou dum receio injustificado. Ano após ano, aquela prainha continua, maior ou menor, as crianças vão nascendo na nossa família - só trisnetos já são uns 26 quase 27, se não estou em erro. Outras palmeiras nascerão também para alegria dos nossos descendentes...
DIZ-ME PALMEIRA
Diz-me, palmeira, que vês tu daí?
Os barcos à mercê do vento Norte?
As rochas descobertas pela maré?
Mais um banhista que perdeu o pé?
Ou um pescador banhado pela sorte?
Verás a fortaleza imponente?
O pôr do sol na Ponta da Gaivota?
As traineiras com peixe para a lota?
Ou o esquiador que passou de repente?
Diz-me, palmeira, que ouves tu daí?
O sotaque algarvio do jardineiro?
O seu constante e alegre assobio?
O cão que passou, lesto, e fugiu?
Ou o idioma esquisito de um estrangeiro?
Palmeira, que imaginas tu daí?
Na praia grande, que pensarás ver?
A alegria de toda a multidão?
O calor sufocante deste verão?
Ou as ondas do Levante a bater?
O gelado da menina gulosa?
Ou o dragão ofegante a rugir,
Da cova ameaçando sair
Na Rocha Negra, ao fundo, misteriosa?
Diz-me palmeira, que vês tu daí?
Porque eu, antes de mais, vejo-te a ti...
Pedro Cordeiro - 198...
quarta-feira, 9 de março de 2011
A minha rua
A "minha" rua que não é a minha, afinal.
Moro na Rua do Campo Alegre, mas considero que a minha rua é a António Cardoso, dado que é por ela que saio e entro todos os dias, a minha porta não tem saída directa para o Campo Alegre, só jardim com murete alto.
Percorro muitas vezes aquela que considero minha, não só para apanhar o autocarro na Av. da Boavista, como para ir ao Pingo Doce ou ao BB Gourmet, um restaurante muito français e muito in, que frequento amiude, sobretudo quando cá está o meu filho mais novo. Já por lá vi várias vezes o treinador do FCP, Villas-Boas, o que só por si, já é uma boa razão para lá ir :)).
Não sei quem foi A. Cardoso, confesso, Também não nasci cá, de modo que só comecei a conhecer estas ruas porque os meus filhos tinham festas de anos por aqui. É uma zona pseudo-queque, chique, com apartamentos bem construídos e caros. Só vim para cá para estar ao pé do meu filho e netos numa altura mais difícil da minha vida. Ainda estou a pagar a casa...
Ontem fui fazer compras e embora estivesse a chuviscar, resolvi vir pela rua fora a observar pormenores e a tirar fotos com o meu I'Touch que é um Ipod com câmara, muito leve e que transporto paa todo o lado, pois gosto de ouvir música quando ando a pé.

Nesta rua, uma das mais arborizadas e floridas desta cidade, há de tudo:casas apalaçadas
( numa delas viveu Sophia), como a Casa das Artes,
lindíssima e abandonada à sua sorte, a Galeria Cordeiros,
com colecções de pintores ultra-conhecidos, casas abandonadas que me fazem lembrar o livro The Secret Garden, onde uma miuda conseguia entrar num jardim secreto, cheio de plantas entrelaçadas , fontes e animais, há prédios bem feiosos, mas chiques com seus jardins e salas para festas, há ainda o tal restaurante, onde ontem bebi um chá maravilhoso e comi dois scones para matar saudades da Inglaterra; há ainda a vista da Casa Andersen no Jardim Botânico, rodeada de árvores centenárias e com histórias para contar. Last but not least, na esquina das minhas duas ruas :), há uma loja de decoração chamada Sinergias
com um extraordinário bom gosto, onde já comprei duas mesas, qualquer delas muito original e não demasiado caras.
Andar por esta rua ao fim do dia é ouvir dezenas de pássaros que se refugiam nas árvores da zona - agora há menos gaivotas, felizmente - e gozar em pleno duma visão do que seria a cidade ideal com espaço, plantas, recantos, algumas lojas e pouco transito nas horas que não são de ponta.
Tenho muita sorte de morar aqui.

Moro na Rua do Campo Alegre, mas considero que a minha rua é a António Cardoso, dado que é por ela que saio e entro todos os dias, a minha porta não tem saída directa para o Campo Alegre, só jardim com murete alto.
Percorro muitas vezes aquela que considero minha, não só para apanhar o autocarro na Av. da Boavista, como para ir ao Pingo Doce ou ao BB Gourmet, um restaurante muito français e muito in, que frequento amiude, sobretudo quando cá está o meu filho mais novo. Já por lá vi várias vezes o treinador do FCP, Villas-Boas, o que só por si, já é uma boa razão para lá ir :)).

Não sei quem foi A. Cardoso, confesso, Também não nasci cá, de modo que só comecei a conhecer estas ruas porque os meus filhos tinham festas de anos por aqui. É uma zona pseudo-queque, chique, com apartamentos bem construídos e caros. Só vim para cá para estar ao pé do meu filho e netos numa altura mais difícil da minha vida. Ainda estou a pagar a casa...
Ontem fui fazer compras e embora estivesse a chuviscar, resolvi vir pela rua fora a observar pormenores e a tirar fotos com o meu I'Touch que é um Ipod com câmara, muito leve e que transporto paa todo o lado, pois gosto de ouvir música quando ando a pé.


Nesta rua, uma das mais arborizadas e floridas desta cidade, há de tudo:casas apalaçadas
( numa delas viveu Sophia), como a Casa das Artes,
lindíssima e abandonada à sua sorte, a Galeria Cordeiros,
com colecções de pintores ultra-conhecidos, casas abandonadas que me fazem lembrar o livro The Secret Garden, onde uma miuda conseguia entrar num jardim secreto, cheio de plantas entrelaçadas , fontes e animais, há prédios bem feiosos, mas chiques com seus jardins e salas para festas, há ainda o tal restaurante, onde ontem bebi um chá maravilhoso e comi dois scones para matar saudades da Inglaterra; há ainda a vista da Casa Andersen no Jardim Botânico, rodeada de árvores centenárias e com histórias para contar. Last but not least, na esquina das minhas duas ruas :), há uma loja de decoração chamada Sinergias
com um extraordinário bom gosto, onde já comprei duas mesas, qualquer delas muito original e não demasiado caras.Andar por esta rua ao fim do dia é ouvir dezenas de pássaros que se refugiam nas árvores da zona - agora há menos gaivotas, felizmente - e gozar em pleno duma visão do que seria a cidade ideal com espaço, plantas, recantos, algumas lojas e pouco transito nas horas que não são de ponta.
Tenho muita sorte de morar aqui.
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