O Observer é um semanário - embora pertença ao jornal diário The Guardian - uma relíquia nos media ingleses que só sai uma vez por semana.
Durante anos visitei a bilioteca do British Council donde se podiam trazer para casa praticamente todos os jornais e revistas inglesas das semanas anteriores, sendo a sua leitura agradável e interessante, para não falar só da utilidade que esses artigos tinham para a minha elaboração de manuais escolares e aulas. A revista, então, era fabulosa, com artigos de moda, culinária, entrevistas, educação, anúncios engraçados, cartoons, opiniões, etc. Ainda lá tenho em casa - na antiga - revistas dos anos 80 que comprei em Londres e que não me apetece deitar fora. Estão junto às LIFE enormes, dois anos inteiros em que fiz a assinatura e TIMEs do tempo da 1ª Guerra do Golfo. São fósseis, eu sei, mas uma casa sem exemplares destes, é um pouco vazia, não acham?
Hoje li num blogue que o Observer que já tinha desaparecido há uns anos voltou a ser relançado no mercado. O vídeo que anuncia este evento é espantoso. Vejam-no...e comparem com a pobreza dos nossos semanários, que agora estão tanto em voga.
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
The Soloist - O Solista
Vi hoje este maravilhoso filme.

É um extraordinário retrato da América de hoje em dia, lugar onde a miséria e os milagres acontecem simultaneamente.
Steve Lopez anda a procura duma história para contar na sua crónica do LA Times e encontra-a por acaso numa auto-estrada suja da cidade, na pessoa dum "sem abrigo", que toca Beethoven num violino com apenas duas cordas. Nele descobre um ex-músico promissor, aquele que foi um estudante brilhante da Juilliard School of Music um dia e que se tornou num sem abrigo, doente mental - esquizofrénico - no outro.
Parece incrível, mas não é. As doenças mentais surgem sorrateiramente, sem que ninguém se aperceba e surpreendem-nos totalmente porque estamos habituados a olhar para nós como "aqueles" a quem nunca nada disso poderá acontecer; as desgraças vêm nos jornais e na TV, somos curiosos, mas não os intervenientes e muito menos os protagonistas desse "filme".
The Soloist é um filme estupendo porque não tenta dulcificar a realidade. E o que é mais interessante é que a história real na qual o filme se baseia é mais optimista e reconfortante do que a que vemos no celuloide.
Fiz pesquisas e encontrei vídeos na net sobre o verdadeiro Nathaniel Anthony Ayers Jr. - no Youtube e no programa "60 minutes" - e, depois de os ver, acreditei que há milagres e que os homens podem efectivamente transformar a sociedade com a sua solidariedade e comprometimento pessoal.


Não vou contar aqui a história de Nathaniel Ayers Jr. Tirar-vos-ia o interesse em ver o filme - I'm not a spoiler! - mas deixo aqui dois vídeos para quem se interessa por vidas reais e acredita no poder mágico da terapia musical. A música do filme, grande parte extraída de obras de Beethoven, o deus de Nathan, dá ainda mais dramatismo às cenas e deixa-nos suspensos até à última imagem.

É um extraordinário retrato da América de hoje em dia, lugar onde a miséria e os milagres acontecem simultaneamente.
Steve Lopez anda a procura duma história para contar na sua crónica do LA Times e encontra-a por acaso numa auto-estrada suja da cidade, na pessoa dum "sem abrigo", que toca Beethoven num violino com apenas duas cordas. Nele descobre um ex-músico promissor, aquele que foi um estudante brilhante da Juilliard School of Music um dia e que se tornou num sem abrigo, doente mental - esquizofrénico - no outro.
Parece incrível, mas não é. As doenças mentais surgem sorrateiramente, sem que ninguém se aperceba e surpreendem-nos totalmente porque estamos habituados a olhar para nós como "aqueles" a quem nunca nada disso poderá acontecer; as desgraças vêm nos jornais e na TV, somos curiosos, mas não os intervenientes e muito menos os protagonistas desse "filme".
The Soloist é um filme estupendo porque não tenta dulcificar a realidade. E o que é mais interessante é que a história real na qual o filme se baseia é mais optimista e reconfortante do que a que vemos no celuloide.
Fiz pesquisas e encontrei vídeos na net sobre o verdadeiro Nathaniel Anthony Ayers Jr. - no Youtube e no programa "60 minutes" - e, depois de os ver, acreditei que há milagres e que os homens podem efectivamente transformar a sociedade com a sua solidariedade e comprometimento pessoal.


Não vou contar aqui a história de Nathaniel Ayers Jr. Tirar-vos-ia o interesse em ver o filme - I'm not a spoiler! - mas deixo aqui dois vídeos para quem se interessa por vidas reais e acredita no poder mágico da terapia musical. A música do filme, grande parte extraída de obras de Beethoven, o deus de Nathan, dá ainda mais dramatismo às cenas e deixa-nos suspensos até à última imagem.
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