Há quem já esteja a trabalhar...ouvem-se os autocarros para cima e para baixo, sinal de que é 2ª feira, dia de trabalho, numa semana que deveria ser Santa ( dedicada a Deus:)
Há quanto tempo não vivo a Páscoa dum modo cristão, como dantes!
Na minha adolescência, ia todos os dias da semana santa à missa nos Jerónimos, lia a Paixão nos Evangelhos, meu livro de cabeceira, comoviam-me as palavras de Jesus e até a atitude de Pedro, o apóstolo que o renegou. Para mim, tudo o que lia se tornava vivo, como se dum documentário se tratasse.
Sempre acreditei em Cristo e na sua mensagem, considero-o um Homem especial, como Gandhi, Mahomé e outros que deram e continuarão a dar a vida pela Fé.
Há muito que não acredito em Deus, como é representado pela Igreja.
Deve ser bom acreditar e lutar por aquilo em que se acredita.
Só acredito no Homem e na sua capacidade para fazer o Bem e o Mal, muitas vezes escolhendo o caminho mais fácil. Não acredito na Redenção após a morte. Se vier , será uma surpresa. Acredito que podemos lutar por um mundo melhor, criando o Bem à nossa volta, mas também penso em mim e na minha felicidade. Sou egoísta.
Na ausencia de prática religiosa, dedico-me a ouvir a música mais inspiradora desta época sacra.Enche-me de Paz e serenidade.
Fica aqui uma das Árias mais belas da Paixão Segundo S. Mateus de Bach, uma obra que me faria acreditar em Deus, se Ele existisse.
Mostrar mensagens com a etiqueta paixão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta paixão. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 2 de abril de 2012
domingo, 13 de março de 2011
Exposição de Camélias- Biblioteca Almeida Garrett- Palácio de Cristal - Porto
Hoje fui ver a Exposição. Fui com o meu ex- depois dum almoço a três numa churrascaria da Rua da Saudade. Estava a chover e não tinha chapéu de chuva, de modo que a boleia soube-me bem:)
Não há muito a dizer da expo, era mesmo só para ver...as fotografias tiradas no local expressam bem a beleza duma amostra destas.
Junto um poema descoberto no blogue Poesia e Paixão e um vídeo ao vivo dum concerto no Royal Albert Hall, em Londres, com a mais célebre ária da ópera "A Dama das Camélias" - Traviata - de Verdi
Brindo como os cantores à Beleza, às Flores e ao Amor!

Quem é essa mulher que passa,
Qual ramalhete de flores vermelhas e aveludadas
Em laçarotes negros de cetim
E a fragrância de sua inebriante existência
Me prende por instantes os sentidos...
Que guerreira é essa,
Que o tempo não lhe rouba o arco,
Não empresta vigor, não vende coragem,
Não barganha contra si própria
A determinação de amar e ser amada,
Como "Carmem", sem temor, nem pudor...
...
Que canção é essa composta
À luz da liberdade de estrelas,
Que faz da força do sol sua melodia
E da beleza da lua, sua harmonia...
Ouço um coro de fadas que,
Neste caminho de celebração à vida,
Espargem pétalas de flores vermelhas e aveludadas
E num rompante festivo e majestoso
As vozes celebram:
"Esta é a Camélia Vermelha,
De todas as fadas,
De todas as flores,
De todas as damas!"
Eloise Barreira
Saí da exposição com os olhos cheios de cor e de luz, mas o cenário mais belo estava cá fora, à chuva, à minha espera....
Não há muito a dizer da expo, era mesmo só para ver...as fotografias tiradas no local expressam bem a beleza duma amostra destas.
Junto um poema descoberto no blogue Poesia e Paixão e um vídeo ao vivo dum concerto no Royal Albert Hall, em Londres, com a mais célebre ária da ópera "A Dama das Camélias" - Traviata - de Verdi
Brindo como os cantores à Beleza, às Flores e ao Amor!
Quem é essa mulher que passa,
Qual ramalhete de flores vermelhas e aveludadas
Em laçarotes negros de cetim
E a fragrância de sua inebriante existência
Me prende por instantes os sentidos...
Que guerreira é essa,
Que o tempo não lhe rouba o arco,
Não empresta vigor, não vende coragem,
Não barganha contra si própria
A determinação de amar e ser amada,
Como "Carmem", sem temor, nem pudor...
...

Que canção é essa composta
À luz da liberdade de estrelas,
Que faz da força do sol sua melodia
E da beleza da lua, sua harmonia...
Ouço um coro de fadas que,
Neste caminho de celebração à vida,
Espargem pétalas de flores vermelhas e aveludadas
E num rompante festivo e majestoso
As vozes celebram:
"Esta é a Camélia Vermelha,
De todas as fadas,
De todas as flores,
De todas as damas!"
Eloise Barreira
Saí da exposição com os olhos cheios de cor e de luz, mas o cenário mais belo estava cá fora, à chuva, à minha espera....
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Mar
A minha paixão pelo mar é ilimitada, como ilimitado é o próprio mar, que, diante de nós, só acaba na linha do horizonte. Nunca tive paixão pelo campo, embora goste de sentir o cheiro e a liberdade dos verdes sem fim. Estive muitas vezes nas montanhas, nos Alpes da Baviera, que me atraem e repelem simultaneamente, a brancura encanta-me mas a proximidade do céu assusta-me. Sinto claustrofobia num espaço imenso, o que é um paradoxo.
Nunca pintei montanhas. Já pintei o mar e os campos ou florestas. Desta vez optei pelo primeiro e gosto da imagem do mar neste quadro em acrílico.

E um poema que exalta o mar como eu nunca saberia descrevê-lo.
Carta ao Mar
Deixa escrever-te, verde mar antigo,
Largo Oceano, velho deus limoso,
Coração sempre lyrico, choroso,
E terno visionario, meu amigo!
Das bandas do poente lamentoso
Quando o vermelho sol vae ter comtigo,
- Nada é mais grande, nobre e doloroso,
Do que tu, - vasto e humido jazigo!
Nada é mais triste, tragico e profundo!
Ninguem te vence ou te venceu no mundo!...
Mas tambem, quem te poude consollar?!
Tu és Força, Arte, Amor, por excellencia! -
E, comtudo, ouve-o aqui, em confidencia;
- A Musica é mais triste inda que o Mar!
António Gomes Leal, in 'Claridades do Sul'
Nunca pintei montanhas. Já pintei o mar e os campos ou florestas. Desta vez optei pelo primeiro e gosto da imagem do mar neste quadro em acrílico.
E um poema que exalta o mar como eu nunca saberia descrevê-lo.
Carta ao Mar
Deixa escrever-te, verde mar antigo,
Largo Oceano, velho deus limoso,
Coração sempre lyrico, choroso,
E terno visionario, meu amigo!
Das bandas do poente lamentoso
Quando o vermelho sol vae ter comtigo,
- Nada é mais grande, nobre e doloroso,
Do que tu, - vasto e humido jazigo!
Nada é mais triste, tragico e profundo!
Ninguem te vence ou te venceu no mundo!...
Mas tambem, quem te poude consollar?!
Tu és Força, Arte, Amor, por excellencia! -
E, comtudo, ouve-o aqui, em confidencia;
- A Musica é mais triste inda que o Mar!
António Gomes Leal, in 'Claridades do Sul'
quinta-feira, 1 de abril de 2010
As Sete últimas Palavras de Cristo na Cruz
Haydn escreveu esta peça por encomenda. Fez um estudo dos Evangelhos, procurando as palavras - melhor, as frases ( Worte em Alemão quer dizer mais frases com sentido do que palavras, que se diz Wörter) - que Cristo teria pronunciado, antes de entregar a alma ao Criador. Essa obra aprece-nos em versões diversas, orquestra de câmara, quintetos, quartetos de cordas, piano solo, orquestra com coro. Hoje vou ouvir a Orquestra Barroca da Casa da Música tocar. Apetece-me estar num local onde se oiça música e se medite na morte de Jesus. A Casa da Música ao fim da tarde tem todos os ingredientes para uma boa reflexão sobre o sofrimento e submissão.
Para quem não conhece a obra ficam aqui dois vídeos, ambos belos e sombrios.
Para quem não conhece a obra ficam aqui dois vídeos, ambos belos e sombrios.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Tempo de AMOR
Foto minha no casamento duma sobrinha em Coimbra
Nunca me importei muito com o dia de S. Valentim - Valentine's day - em termos de festejos pessoais ou de comemorações a dois.Houve tempos em que recebia um postal do meu namorado e depois marido nesse dia e , em geral, ficava contente, porque não acontecia todos os anos, era uma surpresa.
S. Valentim foi essencial , isso sim, para a minha vida profissional porque é uma data que se celebra com especial carinho no mundo anglo-saxonico e faz parte da cultura inglesa e americana. Havia um dia dedicado ao AMOR e os alunos adoravam escrever poemas, frases, quadras e mete-las numa caixa com o nome do destinatário. Na Escola havia uma caixa de correio especial para este dia. Lembro-me dumas quadras engraçadas em inglês que os alunos liam antes de se inspirarem para escrever as suas. Lembro-me desta:
Roses are red
The sky is blue
Dear....
I love you
Os alunos escreviam por exemplo:
Benfica is red
FCP is blue
Your eyes are mine
Your lips are true.
Havia alguns bonitos!
Ao pensar em filmes de amor que vi e que gostaria de partilhar convosco, há muitos a recordar: Gone with the Wind, Doutor Jivago, West Side Story, Pride and Prejudice, Wuthering Heights" ( Monte dos Vendavais), tudo filmes da minha juventude, que vi vezes sem conta.
Mais recente, há um que permanece na minha memória e que considero uma obra prima em qualquer época da vida: As Pontes de Madison County, um hino ao amor proibido, com uma delicadeza e encanto especial. Tem a marca do grande realizador e actor Clint Eastwood e o talento e expressividade dramática da grande, enorme actriz Meryl Streep. É um filme que me encanta e arrepia nos dias de hoje, em que todos exigimos a felicidade e quase desconhecemos os grandes sacrifícios por amor. Achamos que temos direito a tudo, não respeitamos fidelidades e já não queremos viver em opressão ou sujeição só por hábitos ou exigências conjugais.
Este filme é daqueles que deixa no ar a interrogação: devemos deixar tudo por uma grande paixão?
Vão aqui o trailer e umas cenas deste maravilhoso filme. Se não o viram, vejam e digam-me se concordam com a decisão.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
