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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mahler - música da indefinição e angústia


Oiço a 4ª Sinfonia de Mahler no MEZZO, tocada pela Sinfónica de Viena, dirigida por Claudio Abbado, um ícone do século passado, um senhor.
As cordas tocam adstringentes por vezes, os sopros murmuram ou avançam audazes, os violinos cantam uma melodia harmónica e nostálgica, a atmosfera é indefinida quase religiosa, como se estivéssemos no espaço a olhar para uma infinidade de estrelas numa noite escura. De repente os sopros irrompem pela sala adentro como que a anunciar a chegada do astro-rei, mas os violinos continuam a sua melopeia inquietante....a harpa acorda...o som é cada vez mais ténue, mais fugaz....

Lindo...sempre gostei de ouvir Mahler ao vivo, é diferente do CD.

Quase toda a gente associa este compositor ao filme Morte em Veneza de Luchino Visconti, um dos mais belos filmes que jamais vi, com a música do compositor e a cidade envelhecida em pano de fundo. Local onde o escritor na obra de Thomas Mann decide acabar os seus dias e se apaixona por um jovem lindissimo na praia do Lido. Amor platónico, limitado a olhares e breves trocas de palavras. Um filme muito triste como o Adagietto da Sinfonia nº5, que acompanha os sentimentos do escritor, interpretado magnificamente por Dirk Bogarde.

Fica aqui uma pintura que fiz no ano passado, inspirada numa fotografia que tirei há dez anos. A fotografia foi digitalizada, mas manteve as cores do original. A pintura é quase igual...

Encontrei este vídeo com poemas de poetas brasileiros e portugueses e imagens de Veneza acompanhadas da música plangente de Gustav Mahler.

O meu Pai adorava este movimento da sinfonia e este filme....muitas vezes ouvimos esta peça juntos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

VENEZA...no ano 2000




Estive lá nesse ano, em Fevereiro, no Carnaval. Fortuitamente... uma surpresa do meu filho que se ia casar daí a uns meses e que vivia em Munique. Apanhámos o comboio em Innsbruck e dentro de cinco horas estávamos em Veneza, a abarrotar de gente, máscaras,papafogos, saltimbancos, doges e princesas...um sonho, que esta pintura procurou traduzir pois foi inspirada numa foto tirada por mim com uma máquina das antigas, uma Canon EOS 50, no LIDO, com a vista para a cidade.

Sei que a canção de Charles Aznavour é muito triste, mas coloco-a aqui, pois é para mim uma das mais belas canções dele. E também glorifica a cidade.

O vídeo é uma homenagem ao Carnaval e à pintura. Não poderia ser melhor.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Carnaval em Veneza



Há precisamente 10 anos, passei o Carnaval em Veneza.
Foi uma experiência surpreendente, pois era suposto passar 4 dias com o meu filho - que se ia casar em Setembro - no Allgäu, reino da neve e dos Alpes, do Neuschwannstein e do sonho branco. Fomos para lá, nevava copiosamente, a paisagem era deslumbrante, ficámos num motelzinho muito acolhedor à beira dum lago rodeado de montanhas.
No dia seguinte, o meu filho, que não pára quieto, disse-me: "Vamos viajar, mas não lhe digo para onde, confie em mim". Eu confiei... e fui parar a Veneza, em plena 2ª feira de Carnaval, sem hotel marcado e com regresso no dia seguinte no comboio da noite. Uma aventura que não esperava aos 53, mas que me soube tão bem!



Vão aqui algumas fotos de Veneza. Foram scaneadas pois ainda não havia máquinas digitais e tirei-as com a minha Olympus, ou Canon, já não sei bem. Tinha muitas mais com máscaras incríveis, mas infelizmente perderam-se, só tenho as prints e levaria muito tempo a scaneá-las agora outra vez.

Ficaram muito bonitas porque Veneza é uma joia, quase irreal.






domingo, 23 de agosto de 2009

Veneza







Estive há dez anos em Veneza. No Carnaval. Foi uma surpresa. Tencionava passar três dias no Allgäu - Alpes - com o meu filho e acabei na bela cidade do Adriático. Proposta dele. Apanhámos o comboio em Innsbruck depois dum passeio de camioneta por campos e campos repletos de neve. No comboio, conversámos e vimos lentamente como a paisagem se transformava, a neve dava lugar aos campos verdejantes, a luz branca passava a doirada. Chegámos a Veneza pelas 5 e tal, ainda deu para ver o pôr do sol.
Era 2ª feira de Carnaval e já havia muitos indícios de festa. Não tínhamos marcado hotel, mas arranjámos um perto da Praça de S. Marcos, bastante caro e pobrezinho. Tinha de ser e era só uma noite. E que noite....jantar num barco flutuante, ver os malabarismos na Praça, passear por entre os mascarados, as damas e os nobres, duques e pintores. Andar de barco no canal.
Foram 24 horas maravilhosas. Na 3ª ainda fomos ao Lido e à ilha onde fica a Igreja de Santa Maria Maggiore.
Voltámos no comboio da noite de 3ª para Munique porque o meu filho trabalhava no dia seguinte. Foi uma noite em vagão-lit, com dois emigrantes polacos que não primavam pela limpeza. :)

Eis aqui umas fotos que digitalizei. Não couberam todas as que queria. Cliquem para ver bem, que elas merecem. Foram tiradas ainda com a minha Canon EOS 50, das antigas, com teleobjectivas que permitiam abranger distãncias enormes.Para recordar no futuro.