Enquanto ouvia os resultados das eleições e sentia um desinteresse total pelos comentários dos media, resolvi compilar um vídeo com 50 fotos do Porto, a preto e branco, que tirei de 2009 a 2011. Juntei-lhe música de Wim Mertens que tenho no meu I'Tunes. Penso que dará uma ideia da beleza e romantismo desta cidade. Poderia fazer outro diferente, há mil e um locais que não fotografei. Oxalá gostem!
Vejam o vídeo em ecran total porque vale a pena!
Boa semana!
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domingo, 23 de janeiro de 2011
sexta-feira, 16 de julho de 2010
VENEZA...no ano 2000

Estive lá nesse ano, em Fevereiro, no Carnaval. Fortuitamente... uma surpresa do meu filho que se ia casar daí a uns meses e que vivia em Munique. Apanhámos o comboio em Innsbruck e dentro de cinco horas estávamos em Veneza, a abarrotar de gente, máscaras,papafogos, saltimbancos, doges e princesas...um sonho, que esta pintura procurou traduzir pois foi inspirada numa foto tirada por mim com uma máquina das antigas, uma Canon EOS 50, no LIDO, com a vista para a cidade.
Sei que a canção de Charles Aznavour é muito triste, mas coloco-a aqui, pois é para mim uma das mais belas canções dele. E também glorifica a cidade.
O vídeo é uma homenagem ao Carnaval e à pintura. Não poderia ser melhor.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
A minha cidade

( Foto minha tirada do cais de Gaia)
Não é aquela onde nasci, Lisboa, a capital, o centro do Universo português. A minha cidade é o Porto - Home is where you are happy - e desejo viver aqui até ao fim dos meus dias. Amo esta cidade, sinto-a como minha, e por isso resolvi hoje prestar-lhe homenagem, usando um poema lindíssimo que encontrei num blogue e que vai devidamente identificado. Ele diz quase tudo o que me vai na alma.
"A minha cidade"
A minha cidade não se chama Lisboa,
não tem cheiro a sul
e nem por ela passa o Tejo,
mas como ela, tem Nascentes
leitosos e marmóreos...
Na minha cidade os Poentes são de ouro
sobre o Douro e o mar
e só ela tem a luz do entardecer
a enfeitar o granito...
Na minha cidade, tal como em Lisboa
há gaivotas e maresia
mas não há cacilheiros no rio
há rabelos
transportando nectar e almas...
Da minha cidade nasce o Norte
alcantilado, insubmisso
e o sol, quando chega, penetra-a
delicadamente, carinhosamente,
depois de vencido o nevoeiro...
Na minha cidade também há pregões,
gatos, pombas, castanhas assadas e iscas
e fado pelas vielas, pendurado com molas,
como roupa a secar nos arames...
A minha cidade tem também tardes languescentes,
coretos nas praças
velhos jogando cartas em mesas de jardim
e o revivalismo de viuvas e solteironas
passeando de eléctrico...
É bem verdade que na minha cidade
a luz, não é como a de Lisboa
mas a luz da minha cidade
é um frémito de amor do astro-rei
a beijá-la na fronte, cada manhã!...
Maria Mamede
site http://mulher50a60.weblog.com.pt/arquivo/2005/01/a_minha_cidade.html
Obrigada, Maria!
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
John Keats - estrela cintilante

John Keats - 1795-1821

É um belo filme, daqueles que não empolgam, mas mexem com a nossa sensibilidade estética e emocional do princípio ao fim. Sobretudo visto como eu o vi, praticamente sozinha, na sala 3 do Medeia Cidade do Porto. Um filme lindo ao jeito de Jane Campion , realizadora de "O Piano" e de outros filmes menos conhecidos.
O tema é a biografia do último poeta romântico britânico, John Keats,considerado um dos grandes, nascido no fim do sec XVIII e falecido em 1821, 25 anos mais tarde, de tuberculose.
O filme é duma simplicidade quase total, linear, com uma fotografia esplendorosa, cenários típicos da Inglaterra rural, guarda-roupa apropriado, contenção nos gestos, nas falas, na expressão dos sentimentos, erotismo não explícito, mas que se sente nos olhares e nas atitudes.
Música de Mozart...acompanhamento em fundo sublime.

Fica aqui um poema de Keats e o trailer do filme para quem quiser ver.
Bright star
Bright star! would I were steadfast as thou art--
Not in lone splendor hung aloft the night,
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors--
No - yet still steadfast, still unchangeable,
Pillowed upon my fair love's ripening breast,
To feel forever its soft fall and swell,
Awake forever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever - or else swoon to death.
domingo, 25 de outubro de 2009
O Porto


Hoje celebrou-se o baptizado do meu neto mais novo. Correu tudo bem, as fotos guardam-se em família, não gosto de divulgar aqui o que de mais íntimo acontece entre nós.
Mas aconteceu que fomos almoçar ao cais de Gaia. O dia estava chuvoso, tipicamente portuense, o rio da cor de chumbo, com reflexos magníficos a as cores da cidade a sobressaírem no cinzento do céu e da pedra de granito.
Tirei algumas fotos, os habituais postais do Porto, que nunca me canso de admirar e de amar.


O Porto é uma cidade linda, digam o que disserem.
E porque almoçámos no restaurante do Rui Veloso, vai aqui um poema dele a acompanhar.
PORTO SENTIDO
Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do Pilar
vê um velho casario
que se estende ate ao mar
Quem te vê ao vir da ponte
és cascata, são-joanina
dirigida sobre um monte
no meio da neblina.
Por ruelas e calçadas
da Ribeira até à Foz
por pedras sujas e gastas
e lampiões tristes e sós.
E esse teu ar grave e sério
dum rosto e cantaria
que nos oculta o mistério
dessa luz bela e sombria
[refrão]
Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento
E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa.
Rui Veloso


sexta-feira, 25 de setembro de 2009
William Turner

Turner- portrait
Já que falei de Turner, gostaria de colocar aqui umas notas sobre este grande pintor, um dos meus preferidos da pintura britância, não só porque foi um precursor do impressionismo, como porque tornou a aguarela um material popular, numa altura em que o óleo era muito mais usado pelos grandes pintores.

Approach to Venice
Joseph Mallord William Turner (Londres, 23 de Abril de 1775 - Chelsea, 19 de Dezembro de 1851), foi pintor romântico londrino. É considerado por alguns um dos percursores do Impressionismo, em função dos seus estudos sobre cor e luz.
Antes de completar 10 anos, Turner, filho de um barbeiro de Londres, ganhou o primeiro dinheiro como pintor colorindo uma gravura. Quatro anos mais tarde, entrou para a Real Academia de Londres. Começou como pintor topográfico e pouco a pouco foi se inclinando para as paisagens, principalmente as marinhas. Em 1802 foi admitido como membro da Academia de Londres. Algum tempo depois, fez sua primeira viagem ao continente. Ficou entusiasmado com a pintura dos grandes mestres no Museu do Louvre, então enriquecido com os saques de Napoleão. Lorrain e Poussin eram seus pintores preferidos.
Turner dedicou-se à pintura da paisagem com paixão, energia, força, interpretando seus temas de forma épica. Seus trabalhos transmitiam uma emoção extrema e foi considerado o ponto culminante da paisagem romântica. Turner foi extremamente precoce, brilhante e bem sucedido. Iniciou na arte aos 13 anos com seus desenhos e com 15 anos atingiu sua reputação. Era um homem solitário, sem amigos e quando pintava não permitia a presença de pessoas, mesmo que fossem outros artistas.
Uma de suas preocupações principais foi a aplicação da luz e sua incidência sobre as cores da maneira mais natural possível. Para tanto, dedicou-se intensamente ao estudo dos paisagistas holandeses do século XVIII, muito em voga naquela época na Europa. Em sua obra os motivos eram em geral paisagens, e o mar era uma constante nos quadros do pintor inglês.
O modo como Turner trata a água, o céu e a atmosfera, em geral se afasta de todo o realismo natural e se transforma no reflexo anímico da situação. As pinceladas soltas e difusas dão forma a um torvelinho de nuvens e ondas, a uma desesperança interior que se transmite à natureza, uma das características básicas do romantismo.
A sua última exposição foi em 1850. No ano seguinte veio a falecer doente e solitário como sempre viveu. Após meses desaparecido, foi descoberto muito doente por sua empregada. Morreu em Chelsea em dezembro, de 1851. Suas obras mais importantes estão na National Gallery e na Tate Gallery, ambas em Londres.
Índice
Wikipedia
Yacht approaching coast

Norham Castle

Mortlake Terrace
Para acompanhar esta entrada proponho-vos ouvir a abertura da ópera Dido and Aeneas de Purcell, um dos mais consagrados compositores britânicos.
Espero que gostem.
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