Mostrar mensagens com a etiqueta esplanadas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta esplanadas. Mostrar todas as mensagens

domingo, 20 de março de 2011

Último dia de inverno, primeiro de primavera...ou será que já é verão?

Dia espectacular....ameno, quente, sem vento, luminoso...uma daquelas ofertas que o Além nos presenteia todos os anos para compensar dos males da política, da mesquinhice, da pobreza cultural, do carácter pouco sério do povo , em geral, ou para elevar um pouco a nossa moral que anda de rastos.

Que dizer dum dia destes em que mais parece que os deuses desceram do Olimpo para nos agradar?

Fui para a Foz pelas 12. Apanhei o autocarro das 12.13 e já na paragem, aproveitei o calor de "estufa" para me consolar. Gosto desta paragem de autocarro com banquinho para nos sentarmos, em frente ao muro do Botãnico, contemplando as árvores, muitas delas ainda depenadas, outras, como os ciprestes, cameleiras e palmeiras, cheias de viço.

Na Praia dos Ingleses, havia apenas uma deck-chair, mesmo à ponta em frente ao rochedo, que podem ver nas fotos, aquele que nos oferece espectáculo de graça sempre que a maré sobe e as ondas se arremessam contra o desgraçado sem dó , nem piedade. Já há bastante tempo que as minhas idas não coincidiam com a hora da maré cheia, hoje foi em pleno. Estive lá até às 15.30, para presenciar mais uma grande exibição. É claro que tirei fotos desta feita com o I'Touch e a camara, para ver quais ficavam mais bonitas.

Li o Publico enquanto ali estava e na revista encontrei algo de insólito que me despertou a atenção : um conto escrito por 26 pessoas diferentes . Um escritor, Gonçalo M. Tavares iniciou-o e muitas pessoas colaboraram na redacção do mesmo. Já uma vez tinha visto algo parecido num site da BBC English e tinha aproveitado para colocar um excerto num dos meus manuais, incitando os alunos a escreverem mais um parágrafo ou dois. O resultado foi sempre interessante, pois o facto de não ser obrigatório acabar a história é, por vezes, mais aliciante.

O ambiente na esplanada não podia ser melhor, alguns turistas embevecidos a olhar para as ondas e com algum receio de que um tsunami viesse galgar a varanda do café e engulir-nos a todos. Mas nada demais, apenas salpicos e a boca salgada.

Vim para casa em 12 minutos num autocarro que chegou cheio de velhinhos à Foz e veio quase vazio até ao Lordelo. Pouco gastei e tive uma tarde em beleza. Laos Deo!

Fica aqui um poema de Sophia para celebrar este dia e o milagre do mar.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Tarde de feriado na Foz

Depois de passar um dia na cidade antiga, apeteceu-me ir até ao mar....como si fuera esta tarde la ultima vez:)). Sentia uma vontade entranhada de estar à beirinha das ondas. Não passei da esplanada, no entanto, pois a areia estava muito molhada e os meus sapatos enterram-se. A areia da Foz é grossa como nunca vi noutras praias, os grãos são pedrinhas pequeninas, não tão minusculas como em Matosinhos ou Leça. É uma areia linda, sobretudo quando está limpinha como hoje estava. As pessoas só apareceram a partir das 3 e eu cheguei lá pela 1.30. Era uma calmaria, não havia nuvens, só pedacinhos que de vez em quando encobriam o sol e mudavam a cor do mar resplandecente, como se pode ver nas fotos. Tudo parecia prateado.
Crianças subiam aos rochedos com ousadia e mesmo algum risco, mas os pais não ligavam, e eles faziam o que queriam.

Ouvi música durante algum tempo, fechei os olhos, não sei se dormitei, sei que me senti feliz...feliz...

Falei com a minha filha pelo telefone. Estava na biblioteca a estudar, mas disse-me baixinho que em Leeds não pára de nevar desde há uma semana. Oxalá se mantenha até eu ir....adorava voltar a ver neve em quantidade, ir até parque ou a York, que é um postal ilustrado com neve. Falar com ela deu-me paz...é doce a minha filha.

Como sempre voltei de autocarro. Só velhos....bem mais idosos do que eu...com aspecto de quem vai apanhar um pouquinho de sol, mas nem tem dinheiro para ir a uma esplanada. Sorriem, conhecem-se de muitos e muitos domingos a apanhar o 204 naquela paragem da Rua do Farol. Lembrei-me dos versos de Jacques Brel da canção "Les Vieux":Les vieux ne meurent pas, ils s'endorment un jour et dorment trop longtemps. Ils se tiennent la main, ils ont peur de se perdre et se perdent pourtant.

domingo, 1 de agosto de 2010

Por do sol na Foz



Sempre gostei de jantar ao pé do mar no Verão.

As esplanadas estão um pouco vazias, dado que as tardes nem sempre são muito quentes e o ventinho sopra...
Em contrapartida, dentro dos restaurantes com as grandes vidraças abertas sobre a areia, está-se bem. Não é barato, mas a vista compensa. Assiste-se ao findar do dia, o sol a morrer lá longe, a névoa rosea e cobrir a linha do horizonte. Acendem-se as luzes e aquele lusco-fusco torna-se ainda mais belo quando se olha para a espuma branca das ondas a rebentar na areia.

Hoje fui jantar com a minha filha ao Bar da Praia da Luz na Foz. Tirei algumas fotos. É um local muito bem cuidado, tem sofás e pufs por todo o lado, uma sala de jantar confortável no inverno com lareira, no verão com uma decoração bonita e fresca. É um pouco caro e demorado...mas enfim.
É bom fazer férias numa cidade como o Porto...nem nos faz falta sair do país. As temperaturas são amenas, as praias são bonitas, há menos carros, está-se bem.

sábado, 17 de outubro de 2009

Matosinhos









Quem conheceu Matosinhos há uns dez anos, não a reconhece hoje.
Mudou completamente, as fábricas de peixe e marisco deram lugar a urbanizações de luxo, blocos de betão com mármore mesmo em frente ao mar, todos seguidos e não muito estéticos. O restaurante Proa, o mais conhecido da zona ficou entalado no meio dos blocos enormes.
Quem lá vive, gente rica em geral, diz que é o paraíso, acordar e ver o oceano Atlântico em frente aos olhos, tomar o pequeno almoço na varanda junto à praia e sobretudo, poder sair de casa pelas 7-8 da noite e dar um passeio a pé à beira do mar, ao pôr do sol.
Invejo-os um pouco pois sempre foi meu sonho ter um estúdio na 1ª linha da frente do mar, mas são demasiado caros e um pouco longe do centro do Porto.
Matosinhos agora tem metro para todo o lado, é uma cidade cheia de atracções como o Festival de Jazz, concertos, bares, restaurantes cinco estrelas e gente nova, muita gente nova. O mercado de peixe é fantástico, vale a pena ir lá só por isso, sem falar dos shoppings, o Norteshopping e o Marshopping, o IKEA... tudo locais aprazíveis para se gastar o que se tem e o que se não tem.



Há tempos fui almoçar ao Edifício Transparente, ao pé do Castelo do Queijo, onde tirei estas fotos todas; é um "mamarracho" que esteve anos à espera de solução , mas que agora já possui algum ambiente , sobretudo de tarde, quando se pode almoçar na esplanadas junto ao Castelo do Queijo, a ver os surfistas que aproveitam a hora de almoço para praticarem. Este ano tem sido um regalo, com tempo quente e ondas altas. Está-se lá bem, a comida é variada - o Real Indiana é muito bom - e a vista é fantástica.