Hoje estou em maré de evasão...em casa.
Já fiz tudo o que havia para fazer desde lavar roupa, pendurá-la, lavar a banca da cozinha, por as máquinas da loiça e roupa a funcionar, arrumar roupa, varrer o chão e até pintar um quadrinho.
Pelo meio andei a ver viagens a Paris na Internet, mas é tudo caríssimo e não me apetece gastar uma fortuna para ir a uma cidade turistica em Agosto, vou deixar para mais tarde, talvez Setembro.
Os meus netos vão amanhã embora e sei que vou sentir a falta deles, mas não quero despedir-me, detesto dizer adeus, disse demasiados adeuses na minha vida, deixaram marcas profundas... porque de cada vez que os digo, vai-se um pouco da minha alegria, fica o nó na garganta e este leva tempo a desatar.
Sinto a angústia dos meses de Verão...aquelas tardes enormes, que são maravilhosas junto à praia, mas na cidade às vezes longas demais. Da minha varanda só vejo verde, árvores frondosas, cheias de folhas, lindas e viçosas, contra um céu azul bem português...o postal ilustrado que nos revela. Hoje até se ouvem os sinos do Lordelo, sinal de que não há ruído de carros no campo alegre. Parece que estamos mesmo no campo...
E porquê este desejo de evasão, que um amigo meu dizia que era "marca indelével da minha personalidade"?!
Não sei. Amanhã será um novo dia.
AZUIS
Há mares azuis
por dentro das tardes quentes:
e, no fundo,
passe o vento que passar,
não pára a vida de ser
praia doce onde ancorar...
por dentro das tardes quentes
há azuis onde poisar.
Luso-Poemas
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domingo, 7 de agosto de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Evasão
Eu bem digo que ando em maré de evasão....ontem sentei-me com esta tela à frente e em meia hora pintei este quadrinho que diz tudo o que me vai na alma. É uma paisagem bucólica, luminosa, um céu mais britânico que português, campos amarelos.... 
Ando um pouco inquieta, ansiosa por estar com os meus filhos e netos noutro lado qualquer, a respirar oxigénio, a correr, a brincar, a apanhar sol. O meu filho mais novo acabou o CEJ com notas brilhantes s escereve no FB que só vê uma palavra à frente: praia, praia, praia,,,,,estou como ele.
Sei que a nossa Praia da Luz nos espera, o mar imenso e transparente, a água fria, o jardim já sem a palmeira, mas com a vista ainda mais alargada...há momentos que se têm de repetir todos os anos para que sintamos continuidade e segurança, agora que os anos passam e que já não há muito mais a esperar. Sempre adorei o mar e fui das mais entusiastas aquando da compra daquela casa pelos meus pais nos anos 60. Lá passei muitos fins de semana com eles sozinha e férias sem fim que se prolongavam até Outubro por vezes. Tomava banhos todos os dias, quer a água estivesse a 18º como a 23º e até mergulhava das rochas directamente para aquela "piscina", que se formava por entre as rochas. Os meus filhos gravaram em vídeo as peripécias que por lá passámos e até fizeram uma telenovela mafiosa com amigos. Eram noites de serenatas, música, amizade com estrangeiros, churrascos e alegria. Aquele foi sempre o meu escape do Porto, o Paraíso e afinal, o único legado dos meus Pais. Nem os meus rmãos compreendem o meu apego aquele local, onde gostaria que as minhas cinzas fossem espalhadas.
Ontem fiz um vídeo de algumas pinturas minhas a pedido do meu irmão. Só foca o mar...foram pinturas feitas em ocasiões muito diferentes, algumas toscas nos meus primórdios, mas todas elas se centram neste tema. Escolhi uma sonata para violoncelo e piano de Beethoven a acompanhar.
Ando um pouco inquieta, ansiosa por estar com os meus filhos e netos noutro lado qualquer, a respirar oxigénio, a correr, a brincar, a apanhar sol. O meu filho mais novo acabou o CEJ com notas brilhantes s escereve no FB que só vê uma palavra à frente: praia, praia, praia,,,,,estou como ele.
Sei que a nossa Praia da Luz nos espera, o mar imenso e transparente, a água fria, o jardim já sem a palmeira, mas com a vista ainda mais alargada...há momentos que se têm de repetir todos os anos para que sintamos continuidade e segurança, agora que os anos passam e que já não há muito mais a esperar. Sempre adorei o mar e fui das mais entusiastas aquando da compra daquela casa pelos meus pais nos anos 60. Lá passei muitos fins de semana com eles sozinha e férias sem fim que se prolongavam até Outubro por vezes. Tomava banhos todos os dias, quer a água estivesse a 18º como a 23º e até mergulhava das rochas directamente para aquela "piscina", que se formava por entre as rochas. Os meus filhos gravaram em vídeo as peripécias que por lá passámos e até fizeram uma telenovela mafiosa com amigos. Eram noites de serenatas, música, amizade com estrangeiros, churrascos e alegria. Aquele foi sempre o meu escape do Porto, o Paraíso e afinal, o único legado dos meus Pais. Nem os meus rmãos compreendem o meu apego aquele local, onde gostaria que as minhas cinzas fossem espalhadas.
Ontem fiz um vídeo de algumas pinturas minhas a pedido do meu irmão. Só foca o mar...foram pinturas feitas em ocasiões muito diferentes, algumas toscas nos meus primórdios, mas todas elas se centram neste tema. Escolhi uma sonata para violoncelo e piano de Beethoven a acompanhar.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Música que nos arrebata
Vai aqui uma das músicas que mais me empolga. Ouvida aos berros (sic), experimentem dançar ao som desta maravilhosa canção do Brian Eno. Vejam o vídeo que é sugestivo. Bom momento de relaxamento.
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