Mostrar mensagens com a etiqueta luz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta luz. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Evasão

Eu bem digo que ando em maré de evasão....ontem sentei-me com esta tela à frente e em meia hora pintei este quadrinho que diz tudo o que me vai na alma. É uma paisagem bucólica, luminosa, um céu mais britânico que português, campos amarelos....

Ando um pouco inquieta, ansiosa por estar com os meus filhos e netos noutro lado qualquer, a respirar oxigénio, a correr, a brincar, a apanhar sol. O meu filho mais novo acabou o CEJ com notas brilhantes s escereve no FB que só vê uma palavra à frente: praia, praia, praia,,,,,estou como ele.

Sei que a nossa Praia da Luz nos espera, o mar imenso e transparente, a água fria, o jardim já sem a palmeira, mas com a vista ainda mais alargada...há momentos que se têm de repetir todos os anos para que sintamos continuidade e segurança, agora que os anos passam e que já não há muito mais a esperar. Sempre adorei o mar e fui das mais entusiastas aquando da compra daquela casa pelos meus pais nos anos 60. Lá passei muitos fins de semana com eles sozinha e férias sem fim que se prolongavam até Outubro por vezes. Tomava banhos todos os dias, quer a água estivesse a 18º como a 23º e até mergulhava das rochas directamente para aquela "piscina", que se formava por entre as rochas. Os meus filhos gravaram em vídeo as peripécias que por lá passámos e até fizeram uma telenovela mafiosa com amigos. Eram noites de serenatas, música, amizade com estrangeiros, churrascos e alegria. Aquele foi sempre o meu escape do Porto, o Paraíso e afinal, o único legado dos meus Pais. Nem os meus rmãos compreendem o meu apego aquele local, onde gostaria que as minhas cinzas fossem espalhadas.

Ontem fiz um vídeo de algumas pinturas minhas a pedido do meu irmão. Só foca o mar...foram pinturas feitas em ocasiões muito diferentes, algumas toscas nos meus primórdios, mas todas elas se centram neste tema. Escolhi uma sonata para violoncelo e piano de Beethoven a acompanhar.

terça-feira, 14 de junho de 2011

LUAR na LUZ



Ainda não era lua cheia....mas já havia luar. E que lindo estava.

Estive a admirar a paz que aquela visão me transmite....a foto diz tudo.

Fica aqui a sonata ao luar....3º andamento....em homenagem ao meu filho João que a toca.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

80.000 visitas



Em frente ao mar, descubro que atingimos as 80.000 visitas.

É comovente...um blogue que se iniciou há quase dois anos por amor à arte! Quem me dera poder ver as caras de todas as pessoas que aqui pousaram, que os textos leram, que comentaram e contribuíram para que esta planta se desenvolvesse cada vez mais.

A vida é bela, apesar de tudo.

Tenho muita sorte, estou aqui com os meus sobrinhos e filho mais novo, que chegou hoje, o céu está meio acizentado, mas a Luz fervilha com ingleses e famílias, música dos restaurantes, boa disposição e o inquebrantável marulhar das ondas contra as rochas, muito suaves e transparentes.

Obrigada a todos. Continuaremos enquanto houver conteúdos e boas notícias para dar....enquanto houver ARTE e artistas, enquanto houver pessoas curiosas e enquanto eu puder escrever-vos nem que sejam só duas linhas todos os dias. BEM HAJAM!

Se alguém quiser deixar aqui uma mensagem pela primeira vez, ficaria muito honrada e feliz. É sempre bom ter encontros no ciberespaço!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Uma LUZ ao fundo do túnel



Desembarquei em Faro e estou feliz....

O meu sobrinho esperava-me e assim vim para a Luz.

Hoje já tomei um banho com água a 22º e um sol tremelicante, que se está a impôr à medida que o dia avança. Sol quente, que sabe bem para quem vem da cidade em busca de férias.

Aqui á frente há uma praia grande, é só descer as rochas e abre-se uma baía quase privada. Criança inglesas faziam castelos de areia com o Pai, felizes momentos que nos confortam das agruras que se ouvem nos telejornais a toda a hora.

Logo vou tirar umas fotos, para já ficam uma pintura feita há tempos a lembrar como isto é lindo.

A palmeira da minha Avó morreu....olha-nos do cima do seu tronco, completamente seca e pendente. Uma lástima....mas que fazer? Vou levar uma pequenina para por num vaso. Será a herdeira desta que tantos anos nos acompanhou.

Até logo!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ainda sobre a morte da nossa palmeira da Luz



Falei aqui num poema ou texto que um dos meus sobrinhos teria escrito e oferecido à minha Mãe, que o guardou até ao momento em que nos deixou, assim como gaurdou outras histórias - umas que escrevi aos 10 anos e ainda tenho - desenhos feitos por nós, cartas e postais. Ela dava muita importância a estes pequenos gestos criativos e nós sentíamo-nos mais valorizados, ainda que jovens ou adolescentes.

Para alem do poema o Pedro desenhou um sketch a preto e branco da Calheta, o lugar onde fica a nossa casa da Luz e a palmeira surge aí num dos lados, como elemento indispensável....

Transcrevo-os aqui em homenagem a uma árvore que nos deu a todos muita alegria visual e a certeza de que enquanto durasse, a nossa família se reuniria ali naquele local, feliz, contemplando a vista, que, essa, nunca deixará de existir. Sonho muitas vezes que lá estou e em geral, o sonho transforma-se em pesadelo pois o mar está repelente, escuro, a praia reduzida a nada...acordo aflita para me certificar que tudo não passou dum receio injustificado. Ano após ano, aquela prainha continua, maior ou menor, as crianças vão nascendo na nossa família - só trisnetos já são uns 26 quase 27, se não estou em erro. Outras palmeiras nascerão também para alegria dos nossos descendentes...

DIZ-ME PALMEIRA


Diz-me, palmeira, que vês tu daí?
Os barcos à mercê do vento Norte?
As rochas descobertas pela maré?
Mais um banhista que perdeu o pé?
Ou um pescador banhado pela sorte?
Verás a fortaleza imponente?
O pôr do sol na Ponta da Gaivota?
As traineiras com peixe para a lota?
Ou o esquiador que passou de repente?

Diz-me, palmeira, que ouves tu daí?
O sotaque algarvio do jardineiro?
O seu constante e alegre assobio?
O cão que passou, lesto, e fugiu?
Ou o idioma esquisito de um estrangeiro?

Palmeira, que imaginas tu daí?
Na praia grande, que pensarás ver?
A alegria de toda a multidão?
O calor sufocante deste verão?
Ou as ondas do Levante a bater?
O gelado da menina gulosa?
Ou o dragão ofegante a rugir,
Da cova ameaçando sair
Na Rocha Negra, ao fundo, misteriosa?

Diz-me palmeira, que vês tu daí?
Porque eu, antes de mais, vejo-te a ti...


Pedro Cordeiro - 198...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O fascínio da Luz

Hoje fui à sessão do workshop sobre Ciência orientada pela Regina Gouveia. Estavam muito poucas pessoas, o que é pena, pois a sessão, ainda que sem grandes tecnologias - estas falham quando menos se espera - foi interessante e a hora e meia passou num instante.
Há coisas que nunca nos passam pela cabeça pois damo-las como garantidas. Uma delas é a de que temos luz durante grande parte do dia.

É tão importante sermos iluminados por um astro-rei que não falha, é tão fantástico que essa luz venha a uma velocidade inegualável, constante, há milhões de anos e que nos permita ver a natureza sempre diferente, conforme a hora, a intensidade, a metereologia, os nossos olhos, sei lá....
Sem lhe pedir licença, :) vou colocar aqui um poema que a Regina apresentou na sessão passada e que é espantoso.Ele traduz exactamente esta estupefacção perante o fenómeno da luz. Ouso acompanhá-lo dum quadro que fiz há um ano e ofereci ao meu irmão, onde se vê ( penso eu) como a luz ( e a sombra inerente) são vitais para enriquecer a beleza e poesia da paisagem.

Sombra

Desde o Big-Bang corre pelo espaço


sem aparentar o mínimo cansaço.


Não tem concorrente na corrida.


pelo que, de antemão, é a vencedora da partida.


Durante a já longa viagem,


foi criando vários laços na passagem


ao tornar iridescente o belo diamante


quando nele se reflecte e se refracta,


ao cobrir o mar de um manto cor de prata,


ao ruborizar o céu


à hora de alva e ao sol poente,


ao emprestar à lua um manto de luar,


ao tornar multicolor o céu e o mar,


ao brincar com a chuva, como se fora criança,


traçando no céu o arco da aliança,


ao espargir de cor a mãe natureza


que a ama com fervor, e a olha com enleio.


Misteriosa luz, lasciva, bela .


Através dos vidros da janela, vejo, projectada no passeio,


a indelével sombra dum longínquo amor.


Gouveia R, Sombra

OBRIGADA, REGINA!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O outono aqui tão perto



Pois é, já acabou o verão, este ano, com muito calor sobretudo lá para o interior e sul, que aqui no Porto nunca se sufoca e há sempre a brisa maritima refrescante que nos é oferecida pela nossa localização privilegiada. Chove mais? Dizem que sim, mas esta chuva é benfaseja, os verdes não são castanhos, os rios são caudalosos, há cascatas no Gerês, há cambiantes de luz no céu, o azul não é todo uniforme como as vezes em Lisboa, a ferir os olhos.
Segundo o meu amigo Pedro Freire, a cidade é iluminada pelo reflexo do sol nas pedras graníticas das construções antigas e possui um encanto diferente mais romantico e menos banal.


Em Portugal o Outono começa no calendário antes de se notar na natureza. As árvores da minha rua estão bem verdes ainda e só lá para fins de Novembro, estaremos envolvidos em sinfonias de castanhos, vermelhos e amarelos dourado.
O Jardim Botanico esta semi fechado, andam a preparar uma exposição e a restaurar a casa Andersen, já não era sem tempo. Não tenho ido lá, a ideia de ver máquinas e gruas não é bem aquela que mais aprecio...:)

Hoje vou continuar com a minha experiência de óleo. Só tive uma aula, mas achei interessante pintar com um material que não seca, tem cheiro e cores brilhantes. Vamos a ver se consigo fazer alguma coisa com tantas cores.

Um poema outonal feito numa escola e pinturas, que já ofereci aos meus familiares.

Que o Outono seja belo este ano para todos vós! Calmo e relaxante, sem grande sobressaltos. Para mim vai ser diferente...


AGUARELA DE OUTONO


Âmbar, dourado

E fulvo também!

Matiz de castanho

Lá vem o Outono

Que encanto tamanho...



Na brisa do ar

As folhas ao vento

Quais estrelas cadentes

Aguarela e desejo

São carícias de beijo

No rosto do chão

São húmus, são seiva

Da Mãe Natureza

Em renovação!...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Uma fotografia inspiradora



Foto de Mário Cordeiro


Há tempos o meu irmão tirou uma série de fotografias à Fonte Luminosa da Alameda em Lisboa, que, infelizmente, só funciona aos domingos e feriados. As fotografias ficaram muito belas e esta, em especial, penso ter um je ne sais quoi de luz, cor e formas que apela aos nossos instintos estéticos.

Vai aqui também um poema lindo de Rabindranah Tagore que parece ter sido escrito para este tema:

A Mulher Inspiradora

Mulher, não és só obra de Deus;
os homens vão-te criando eternamente
com a formosura dos seus corações,
e os seus anseios
vestiram de glória a tua juventude.

Por ti o poeta vai tecendo
a sua imaginária tela de oiro:
o pintor dá às tuas formas,
dia após dia,
nova imortalidade.

Para te adornar, para te vestir,
para tornar-te mais preciosa,
o mar traz as suas pérolas,
a terra o seu oiro,
sua flor os jardins do Verão.

Mulher, és meio mulher,
meio sonho.


Rabindranath Tagore, in "O Coração da Primavera"
Tradução de Manuel Simões

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Escrito na pedra



Não tencionava escrever mais nada no blogue hoje.

Ao fim da tarde dei uma volta a pé pelas rochas aqui em frente de casa e a luz estava belíssima,tão diferente do habitual, que tirei umas vinte fotos.
Acabei por descobrir inúmeras inscrições e desenhos, assim como dezenas de fósseis, que são muito interessantes e falam de histórias e aventuras de animais ou de pessoas que por aqui passaram há muitoa anos.


Um amigo meu, que costuma comentar aqui, diz que escreveu o seu nome nestas rochas nos seus tempos de juventude, mas não encontrei nenhum vestígio dele...:)



Aqui vão algumas fotos desta bela tarde e uma homenagem a estas rochas que já viu quatro gerações...

Uma destas rochas, a que podem ver em baixo era apelidada de rocha da Tia Bicas, nome por que sou conhecida na família, pois era a minha preferida para mergulhos de cabeça na maré cheia. Custa a acreditar....mas é verdade.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Experiências fotográficas



Hoje resolvi fazer uns testes fotográficos, tendo como objecto foco um candeeiro tipo belle époque que a minha filha comprou há tempos numa dessas lojas de artigos para casa. O candeeiro é lindo, dá pouca luz para leitura, mas muita luz ambiente.

Vão aqui as várias experiências desde o mais abstracto até ao mais concreto.

Transformados em pintura podem criar algo de mágico.

Usei software Picasa 3 e photofilter. Ainda poderia transformar as fotos, mas acho que já dá uma ideia do que se pode fazer com um simples candeeiro!