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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Um sonho tornado realidade

Falei-vos há tempos dum livrinho que o meu irmão mais novo queria mandar fazer. Nele incluiria alguns quadros meus e poemas ou textos dele sobre o tema MAR.

O meu irmão é pior que eu quando tem uma ideia. Meu dito, meu feito.

Já cá tenho o livro, mandado fazer na Fotosport, como se dum album de fotos se
tratasse. O aspecto é o de um livro, as páginas são em papel couché, suave ao tacto, a capa azul escura muito bonita, as letras bem escolhidas, os poemas lindíssimos.
As fotos dos quadros foram todas tiradas por mim e talvez merecessem melhor tratamento, algumas estão um pouco ampliadas demais e daí a desfocagem, outras talvez mal combinadas ( na minha opinião e sou muito exigente em matéria de fotografia), mas duma maneira geral é um livro
que me dá orgulho, sobretudo porque é dos dois, com criação mútua e expressando grande amor fraternal.

Ainda tenho de o folhear melhor....e habituar-me à ideia de que as fotos não são pinturas...quanto aos poemas, eles falam por si, transparentes, simples e sentidos como os olhos cor de mar do meu Irmão.

domingo, 10 de abril de 2011

Tarde na Foz


Ontem fui de novo à Foz com a minha filha , que voltara na véspera de Leeds. Foi bom revê-la, sempre sorridente, calma, com saudades do mar, do seu quartinho e de estar comigo. Vou-me habituar a ter companhia outra vez e a sentir que somos uma família, o que me dá um enorme prazer espiritual.

Na Foz estava calor, mas a pouco e pouco as nuvens adensaram-se e o sol desapareceu, a ameaçar chuva. Gosto do mar cinzento, contrastando com a espuma muito branca e a areia bem mais clara. Havia pessoas em bikini, parzinhos a namorar, senhoras com a pele cor de rosbife, cranças a tomar banho numa água gelada. Felizes que não têm artroses e aguentam bem a temperatura inóspita. O café estava meio cheio, sem música, de modo que ali estive a ler uma revista e a ouvir o mar com a sua melopeia repetitiva que acalma e até embala.

Quando cheguei a casa li o depoimento que o meu irmão escreveu sobre a nossa palmeira da Luz e fiquei cheia de nostalgia a pensar nos meus Avós e Pais, nos momentos que passámos juntos naquela praia, nas memórias que deles tenho e das saudades que partilho com os meus irmãos. É mesmo o Círculo da Vida, que aqui deixo numa das mais belas canções do musical Lion King, que vi com os meus netos em NY.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Uma Entrada que pode parecer orgulho

Mas não consigo deixar de anunciar aqui o lançamento de mais um romance do meu irmão Mário, que entretanto, também lançou outro livro mais dedicado às mães ( de filhos que dormem menos bem...:)

Li este romance há meses e acho-o especial, mas não vou fazer nenhuma crítica, nem positiva, nem negativa, dado que o li em privado e talvez nem seja igual à versão final. Gosto muito da ideia, que partiu da sua própria experiência da vida na Praça Pasteur em Lisboa, microcosmos da grande cidade e do Mundo.

Vai aqui a capa com fotografia tirada pelo autor, quanto a mim, muito feliz.
Parabéns!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

UTOPIA - Poema que me dedicou o meu irmão

Ontem disse-lhe que tinha estado a falar com o nosso professor Domingos Loureiro sobre o significado de UTOPIA e como tinha sido bom falar de sonhos que todos temos.

Hoje o meu irmão dedicou-me este poema no seu blogue.

UTOPIA

Utopia
Não-lugar
Da sapiência,
Pilar
Da existência
Sem limites.
Utopia
Lugar
De ousados sonhos,
Lugar
Onde o medonho
É apetite.
Utopia
Lugar
Das harmonias
Onde até
Os deuses
Têm coração.
Utopia
Lugar
Das fantasias
Onde a humana condição
Existe
Livre.


De pé para a mão assim se fez um poema, que diz mais ou menos tudo. E isto é sinal de que sofremos os dois do mesmo mal: somos utópicos!

Vai aqui uma canção que se chama precisamente UTOPIA dos Goldfrapp. É lindíssima e muito alternativa, cantada ao vivo. Dedico-a ao autor do poema.