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quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia Mundial da POESIA

Festejo convosco este dia, partilhando algumas páginas do nosso livro sobre o mar (poesia do meu Irmão Mário e pintura minha) que criámos há alguns meses e que muito me orgulha.




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Memórias do Yorkshire

O Yorkshire é uma região ao norte de Inglaterra, onde a Natureza se torna especialmente magnética, por um conjunto de factores que serão talvez o tempo atmosférico extremamente variável, o carácter agreste ou meigo da paisagem e ainda as memórias imortalizadas nas obras de romancistas, poetas, pintores ou fotógrafos que ali nasceram ou por ali andaram.
Quem leu os clássicos ingleses como as irmãs Brontés ou Jane Austen, quem viu filmes ou séries de época (costume dramas) da BBC ou da ITV, quem leu poetas como Ted Hughes ou admirou as telas de David Hockney reconhece uma região, uma atmosfera, uma simbiose de cores e de céus que apaixonam qualquer amante da Natureza pura e sublime.
As melhores fotografias que tirei do Yorkshire foram ainda em formato analógico e estão num album, não as tenho no computador daí não as pôr aqui.

Hoje fiz mais um quadrinho de memória, enquanto sonhava em ter um carro e poder percorrer todas aquelas vilas e aldeias, montes e vales um dia antes de morrer. Infelizmente, não conduzo, mas pinto.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Um sonho tornado realidade

Falei-vos há tempos dum livrinho que o meu irmão mais novo queria mandar fazer. Nele incluiria alguns quadros meus e poemas ou textos dele sobre o tema MAR.

O meu irmão é pior que eu quando tem uma ideia. Meu dito, meu feito.

Já cá tenho o livro, mandado fazer na Fotosport, como se dum album de fotos se
tratasse. O aspecto é o de um livro, as páginas são em papel couché, suave ao tacto, a capa azul escura muito bonita, as letras bem escolhidas, os poemas lindíssimos.
As fotos dos quadros foram todas tiradas por mim e talvez merecessem melhor tratamento, algumas estão um pouco ampliadas demais e daí a desfocagem, outras talvez mal combinadas ( na minha opinião e sou muito exigente em matéria de fotografia), mas duma maneira geral é um livro
que me dá orgulho, sobretudo porque é dos dois, com criação mútua e expressando grande amor fraternal.

Ainda tenho de o folhear melhor....e habituar-me à ideia de que as fotos não são pinturas...quanto aos poemas, eles falam por si, transparentes, simples e sentidos como os olhos cor de mar do meu Irmão.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

António Cruz - ( 1907-1982)

Ouvi falar deste pintor pela primeira vez quando frequentava a Paleta, o atelier onde aprendi a pintar. A senhora que dirigia o espaço era ela própria pintora de aguarelas, embora sem qualquer espécie de curso, pintava por intuição e sabia manejar o óleo com grande arte, tendo inúmeras obras espalhadas pelo atelier, à venda ou só para serem vistas e decorar as salas. Foi uma pessoa que muito me influenciou e incentivou a pintar. Inclusivé, ofereceu-me uma aguarela de que gosto muito.
Perdia-a de vista quando o marido faleceu e ela resolveu fechar a Paleta para grande desgosto meu. Encontrei-a no outro dia, aqui na rua, por acaso e soube que está a frequentar a Universidade Católica, o que considero um acto de coragem para uma pessoa já de certa idade. O seu talento bem merece qualquer apoio.

Hoje, depois de almoçar com o meu ex-, passei num alfarrabista que estava a saldar livros vários. Apontei para um livro do centenário de António Cruz, um aguarelista fabuloso, desconhecido de muitos connaisseurs de Arte, filho do Porto e um artista excepcional, reconhecido já tarde. A capa era indescritível, uma aguarela em tons de azuis sugerindo o Douro e a cidade.
O livro era caro, mas estava com 50% e o meu ex- ofereceu-mo. Sâo prendas destas, inesperadas que eu adoro!
Tenho estado a ler e a folhear a obra de A. Cruz e pasmo como é que pintores como este passam quase despercebidos em vida. Têm de lutar muito para seguir a sua veia artística e nem sempre lhes reconhecem talento.
São muitas as vozes sonoras que falam dele neste livro, mas não muitos os que verdadeiramente o apoiaram, organizando exposições ou convidando-o para concursos de pintura.Era uma pessoa modesta, singular, introvertida, com uma enorme família ( cinco filhos), que hoje nos surpreende com a sua capacidade para captar e pintar a cidade do Porto, aquilo que se vê e sobretudo, o que nos escapa.
. Estas aguarelas falam por si.

Diz António Cruz:

Adoro o nevoeiro. Das quatro estações do ano, a que me fala,
a que me dá vida interior, um entusiasmo enorme pela vida
é o Inverno!
E agora como se explica isto? Os indivíduos que são de
temperamento nórdico só se querem ver dentro do nevoeiro,
só querem e adoram
a chuva, a chuva miudinha ou a bruma. O Inverno é a minha estação.
É no Inverno que eu sinto a minha felicidade.
A humidade nos rebocos das construções exacerba as cores.
Esse rosa-venise, o ocre dourado e todas as cores, até o branco,
ganham esta patine, está aqui, está a ver esta parede, isto é uma
pintura, é um quadro, nem precisa de moldura...
Sabe que o Porto é uma cidade para pintores.


Manoel de Oliveira dedicou-lhe um pequeno documentário em 1956: O Pintor e a Cidade, que vos deixo aqui:

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Adeus, Mestre Resende



Soube há pouco que faleceu um dos mais conhecidos e amados artistas do Porto. Já há dois anos tinha dedicado uma entrada a esta notável personalidade, quando descobri a galeria Cor Espontânea - depois Baganha - , na Rua do Bom Sucesso, que lhe era quase inteiramente dedicada. Ainda há poucos meses fui lá ver a última exposição. Comprei na altura um prato com o desenho duma árvore, de que gosto muito.

Tenho pena de nunca o ter visto ao vivo, nem ter ido a nenhuma inauguração de exposição, dado que parecia ser uma pessoa extremamente afável e humilde. A sua obra estende-se não só à pintura, mas também à cerâmica, murais, instalações e ensino na FBAUP.







Ficam aqui fotos das exposições que vi recentemente.

OBRIGADA, MESTRE!

domingo, 11 de setembro de 2011

Era uma vez um Espaço

Não escrevi nada estes dias, pois andei atarefada com a mudança do meu filho - já está a viver no seu apartamento, sem grande conforto, mas liberdade, independencia  e o necessário para o seu dia a dia, bem melhor que em Lisboa, onde vivia num T0 muito antigo e pagava 450 euros. Aqui terá de deslocar-se mais para o trabalho, mas como ele diz, a vida é bem mais barata no Porto e as pessoas são prestáveis.
Entretanto, ontem, passei o dia a arranjar
o meu atelier no quarto dele, já que está vazio e não tenciono ter um quarto de hóspedes, para isso uso o da minha filha. Já há muito que ansiava por ter lugar para as minhas coisas, materiais de pintura, papelaria e não só. Tinha um escritório mínimo no que era suposto ser a lavandaria, mas afligia-me a mesa tão cheia de coisas - um PC antigo, impressora, scanner, papeladas. Acabava por pintar na mesa da cozinha, que está toda pintalgada de acrílico. Os materiais estavam todos num armário que era suposto ser para mercearias, consegui metê-los todos numa estante que levei para o meu novo espaço. Ainda não acabei de arrumar as minhas pinturas em pastel, que estão numa prateleira, algumas já amachucadas....mas farei isso hoje, para acabar o serviço.

Numa das paredes vou pôr uma calha para poder pendurar os meus quadros temporariamente e ir mudando, quando me fartar deles. Vai ficar só para expo da minha obra :))). Por enquanto estão encostados à parede ou arrumados na estante. Numa das paredes puz postais e cartazes de expos, assim como fotos colectivas. A janela grande em frente da mesa só mostra verdes, matizados, lindíssimos....tenho muita sorte.


Sinto-me feliz....e com vontade de regressar de Londres e trabalhar em alguma coisa a sério.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

2 anos já !

Faz amanhã dois anos que iniciei este blogue.

Daí ter decidido mudar-lhe o visual...já estava m pouco cansada da mesma pintura e, embora goste dela, também aprecio outras que em tempos fiz.
Esta foi das primeiras que pintei pelo processo da mistura de tintas líquidas. Pintei-a numa noite, sozinha em casa. Está no meu quarto e quando entro vejo-a logo, pois ocupa grande parte da parede. Tem movimento e tem cor, muita cor e luz.

Espero que este blogue também irradie alguma luz e não se torne demasiado subjectivo e intimista. Sei que há quem considere os blogues todos um mero exercício de narcisismo e introspecção que não interessam a ninguém....:).

Continuarei enquanto gostar de escrever e fotografar o que me rodeia. Os leitores julgarão por si se vale a pena ler ou não.

Fica aqui um texto conhecido de Fernando Pessoa sobre o mistério da ARTE.

O Objectivo da Arte não é Ser Compreensível Toda a arte é expressão de qualquer fenómeno psíquico. A arte, portanto, consiste na adequação, tão exacta quanto caiba na competência artística do fautor, da expressão à cousa que quer exprimir. De onde se deduz que todos os estilos são admissíveis, e que não há estilo simples nem complexo, nem estilo estranho nem vulgar.
Há ideias vulgares e ideias elevadas, há sensações simples e sensações complexas; e há criaturas que só têm ideias vulgares, e criaturas que muitas vezes têm ideias elevadas. Conforme a ideia, o estilo, a expressão. Não há para a arte critério exterior. O fim da arte não é ser compreensível, porque a arte não é a propaganda política ou imoral.


Fernando Pessoa, in 'Sobre «Orpheu», Sensacionismo e Paùlismo'

quarta-feira, 27 de julho de 2011

E lá veio o sueste...como eu previa:)



O sueste é a fúria do mar aqui no sul...
O vento vira subitamente de norte para sul ou sueste...ontem já se supeitava pelo cheiro da maresia pouco habitual nestas paragens...e as ondas aparecem do nada com um estrepitar sonoro nas rochas. Há um ambiente diferente no ar, vento quente do norte de áfrica, ondas grandes, furibundas. Dura tres dias e depois vai embora com a chegada triunfal da nortada fresca, que já é benvinda.
Gosto muito dos suestes aqui para variar do mar flat, transparente e límpido como o de ontem. Os banhos são fantásticos, com os fura- ondas deliciados, as pranchas a rolarem até à areia, os gritinhos histéricos dos miudos ou das ladies, as gargalhadas dos "putos", entusiasmados com as aventuras maritimas.Hoje estavam dois parzinhos ingleses em roupa interior, com certeza desceram aqui e resolveram tomar banho sem fatos de banho apropriados....elas estavam mesmo com fio dental e soutien às cavalitas dos mancebos em boxers.:))). Tudo se vê aqui!

De manhã dedicámo-nos à pintura de que resultaram tres quadrinhos em guache - faute de mieux -. Aqui vão eles com a assinatura dos artistas.

domingo, 1 de maio de 2011

DIA DA MÃE

Fiz este abstracto nestes dias. São tons aparentemente antagónicos em conjugação. O efeito é diferente. O material é MDF.

Fica aqui para comemorar o DIA - não são eles todos os dias?? - DA MÃE!






Um bom Domingo DIA DO TRABALHADOR...sem trabalho:)))

quinta-feira, 7 de abril de 2011

EXPOSIÇÃO: DA REALIDADE AO SONHO

Será hoje às 17 horas.

Estou nervosa, embora saiba que o que está exposto é belo e pode aliviar um pouco este clima de tensão em que todos estamos a viver. Em momentos de crise, nada melhor do que a música ou a arte para nos consolar criativamente e subir a moral.

Fico feliz por contribuir para isso.

A minha Amiga Regina fará uma apresentação, os meus filhos e netos irão tocar peça clásicas e menos lássicas. Será servido também um Porto de Honra e ver-se-ão dois vídeos.

Deixo aqui os vídeos que fiz há dias com a evolução de algumas das minhas obras abstractas e figurativas, com música de fundo.
Serão dedicados a quem não pode vir ao Porto ver a expo.



domingo, 9 de janeiro de 2011

Fim do Xacobeo 2010


Em Dezembro realizou-se a última etapa da Exposição itinerante do Xacobeo 2010 em Santiago de Compostela.
Infelizmente, o evento ocorreu no dia em que parti para Leeds e não pude associar-me a esse passeio e vivência. Sei que o Professor Domingos Loureiro organizou um catálogo com fotos dos participantes e obras, e, embora tenha escrito um texto curto para esse fim, ainda não o vi.

Recebi há dias as fotos da "nossa" fotógrafa e colega Becas Laranjo, que como sempre, nos enviou a todos a colecção que ela própria tirou em terras galaicas.

Ficam aqui algumas para celebrar a iniciativa, que começou em Janeiro de 2010 e agora terminou. Oxalá haja mais experiências destas, que enriquecem a nossa cultura e são sempre trocas váliosas entre povos com muitas semelhanças e algumas diferenças.

Obrigada aos dinamizadores, Teresa e Zé Vieira e Professor Domingos Loureiro! e à fotógrafa!!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Molduras convidativas

Há dias - um dos raros dias em qe consegui estar com o meu filho mais velho - fomos a IKEA, onde nunca tinha posto os pés, a fim de comprar umas molduras para os quadros que fiz recentemente em MDF e que não se podem colocar directamente na parede, a não ser com blutac, correndo o risco de cair.
Não estava quase ninguém no grande armazém, mas infelizmente, dado que o meu filho tinha de ir buscar os meninos, só lá ficámos uma meia hora, o que não deu muito tempo para procurar tudo como e quanto eu quereria.
Trouxe, apesar de tudo,quatro molduras grandes e quatro pequenas, que ficaram muito baratas, pois não paguei mais que 100 euros por tudo.

O efeito é lindo...podendo usar-se o vidro ou não, conforme o gosto. Num dos quadros que ofereci ao meu filho e nora, não o coloquei, nestes acho que protege a pinture e valoriza o efeito.

Também gosto imenso do efeito com os quadros pequeninos, mas não os coloco aqui pois são para oferecer no dia 8, quando tivermos a nossa festa da família alargada. Fica aqui a menção ao IKEA, que é realmente tentador.Cliquem nas fotos para apreciar melhor.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Underwater 2

Pintar o fundo do mar é um dos meus temas preferidos e dos primeiros que criei.

Hoje voltei ao tema num quadrinho mais pequeno, com impasto para dar alguma rugosidade e saliências. Adorava merguhar com óculos e barbatanas quando tinha idade para isso, sem nunca me afastar da superfície, mas vendoo azul transparente, os ocres e brancos das rochas, os tons mais escuros das sombras....gostava que as minhas cinzas fossem um dia deitadas ao mar ou ficassem lá perto, junto à palmeira da minha Avó na Luz.

Um poema ao mar, sem o qual a vida seria difícil.

Viver na Beira-Mar

Nunca o mar foi tão ávido
quanto a minha boca. Era eu
quem o bebia. Quando o mar
no horizonte desaparecia e a areia férvida
não tinha fim sob as passadas,
e o caos se harmonizava enfim
com a ordem, eu
havia convulsamente
e tão serena bebido o mar.


Fiama Hasse Pais Brandão, in "Três Rostos - Ecos"

sábado, 30 de outubro de 2010

Blue trees


Quando somos crianças aprendemos a pintar a paisagem das cores mais tradicionais, os campos são verdes, os montes castanhos, o céu azul com nuvens brancas, o sol amarelo, a lua branca ou azulada, o mar azul-verde, a areia amarela, as flores vermelhas, laranjas ou rosas, os caules verde claro, as casas brancas com telhados vermelhos e portas castanhas.

É assim que muitos professores e adultos conduzem os miudos a um mundo policromático, mas limitado e formal.

Quando era professora de inglês divertia-me a usar fotocópias de quadros modernos, em que as cores eram arbitrárias - David Hockney, por exemplo, tem quadros com cores "inventadas" e Matisse usa muitas cores diferentes para pintar pessoas. Os alunos tinham de sugerir as cores dos elementos do quadro e no fim viam o verdadeiro em transparência. O efeito e a motivação, para além do interesse cultural da actividade são óbvios. Falavam em inglês durante a aula toda.

Hoje fiz um quadro que nada tem de tradicional nas cores que escolhi. Mais uma vez escolhi o tema árvores...

Joyce Meyers - Flowers


Joyce Meyers é uma artista que expôe frequentemente no Reino Unido.
Após uma experiência de trabalho como ilustradora de moda em Londres, enveredou pelo restauro de pintura , trabalhando nesse metier na Meyers Gallery e para clientes privados. Os seus locais preferidos para pintura de paisagens são a Toscânia, Maiorca e sul de Espanha.

As sua obras estão à venda na web, mas não são o que se pode apelidar de comerciais. São leves e belas.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O "meu" primeiro Óleo



Estarão a perguntar porque é que a palavra meu está entre aspas. É fácil de adivinhar, não fiz este quadro sozinha, houve aqui uma grande ajuda do professor Domingos, que se sentou a frente do cavalete e pintou o que a tela lhe sugeria...tornou-a algo definido, uma paisagem agreste, que me faz lembrar o livro "O Monte dos Vendavais", as terras do Yorkshire onde viveram as irmãs Bronté.

Este é o primeiro quadro a óleo produzido em parte por mim e estou muito feliz pois acho o material fascinante. A mistura das cores é muito diferente do acrílico e como não seca facilmente, pode-se moldar essas cores como queremos.

Obrigada Professor!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

VIAGEM ATRAVÉS DA MEMÓRIA



Invisível fio vai urdindo, com pontos variados.
Há pontos singelos, há pontos cruzados,
há pontos de areia, sem rios, nem mar,
há memórias soltas para entrelaçar,
Assim é tecida a malha da vida

(Regina Gouveia)

Sem memória, o passado fica morto e enterrado. Muito pior ainda: esquecido. E que será do futuro se perdermos a memória?


Amanhã no Espaço Vivacidade vai-se realizar a inauguração de uma exposição sui generis.
A pintora, Ana Maria Oliveira, minha colega e amiga da Utopia, criou trabalhos únicos que nos fazem go down memory lane, como dizem os ingleses, recordar a nossa adolescência e infância, através de quadros, onde se encaixam pedacinhos de vivências passadas, retratadas com exemplares de crochet encaixados na paisagem, rendas, cores , patines, objectos de outrora, cenas extremamente harmónicas e atraentes.


Vi nascer algumas destas obras no atelier e nunca pensei que um espólio de rendas familares, legado de pessoas da várias gerações, que sempre as apreciaram e produziram ao serão,no inverno, em casa, pudesse transformar-se num trabalho tão original e rico.

Nota biográfica:
Ana Maria Oliveira nasceu no Porto, em 1954.
Frequenta desde 2005 o curso de Desenho e Pintura da Escola de Artes Plásticas Utopia, no Porto.
Frequentou o Workshop de Pintura ‘Pinta Percepções’, Estaleiro Cultural Velha-a-Branca / Escola Superior de Ciência da Universidade do Minho, em Braga, em 2008.
Em Julho de 2010 apresentou uma exposição Malhas da minha Vida, no Clube Literário do Porto.


A Inauguração da Exposição terá lugar no próximo dia 9 de Setembro, pelas 17h, no Vivacidade - Espaço Criativo na rua Alves Redol, 364-B, Porto. O professor de pintura e artista plástico Domingos Loureiro fará a apresentação das obras em exposição.
Esta sessão conta com a animação musical do cantor e músico Carlos Andrade.
A exposição “Viagem através da memória” estará patente de 6 de Setembro a 29 de Outubro.


“Nos céus da saudade, minha mente alada,

qual garça esvoaça em voo planado.

Eis que, em voo picado, veloz sobe e desce

para ir mergulhar num mar de memórias

que vai recriar de formas distintas

com pincéis e telas, com rendas e tintas”


Regina Gouveia

À pintora os desejos de grande sucesso e os meus Parabens.

Esta foto foi introduzida hoje, 10 /9, já depois da inauguração que correspondeu ao que se esperava.