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terça-feira, 3 de abril de 2012

Semana artística

Esta semana estou mesmo virada para a pintura....e para o meu projecto do secundário, que me anda a entusiasmar cada vez mais. É fantástico sentir que não perdi pedalada e que quanto mais envelheço, mais ideias e menos vontade tenho de seguir os canons habituais. A net com toda a multiplicidade de recursos é um mundo novo, sinto-me como se estivesse numa enorme biblioteca com tudo à mão, sem necessidade de copiar nada , com um clique tipo varinha mágica os textos aparecem, as fotografias acontecem, tudo é feito através do laptop, sem dicionários, sem gramáticas ou livros a consultar. Apagar o que se fez é rápido, transformar os exercícios dum momento para o outro também, juntar secções, acrescentar paraágrafos, usar efeitos, diagramas, tabelas, etc. é tudo tão simples e acessível, quase um jogo. Também constato que o meu inglês está cada vez mais rebuscado e melhor, dado o contacto constante com a língua em Facebooks, blogues, jornais, sites, etc. A vida é bela....não há crise por aqui. As minhas colaboradoras andam muito ocupadas e não acompanham esta veia assim tão bem, mas há que ter calma e não querer que tudo se faça num abrir e fechar de olhos.

Entretanto fiz este quadro em MDF, mas não sei se o vou manter assim. Gosto dele por vezes, mas há outras em que não....

quarta-feira, 21 de março de 2012

De novo em aulas

Hoje comecei a ir a aulas individuais de informática. Estou a aprender Powerpoint, fazer e-books e não só.

Preciso de me reciclar antes de dinamizar umas sessões de formação para professores no próximo ano. Já me comprometi com a editora e não quero fazer má figura. Além de que me dá muito gozo, hoje ri durante hora e meia, feliz por estar a aprender algo novo e excitante. A professora, 20 anos mais nova do que eu ou mais, riu-se quando eu lhe disse: Cada vez gosto mais de coisas novas!
Trabalhar num novo projecto para o secundário é um desafio enorme nos tempos que correm. Já trabalho com a editora há trinta anos e não pensava voltar depois deste interregno de cinco anos. Afinal, sempre me convidaram para trabalhar mais uma vez... o que me entusiasmou imenso.

A net é um mundo imenso e encontra-se aqui tudo o que é preciso. Um dia escreverei sobre a minha experiência nos anos 80, em que não havia nada senão uma máquina de escrever mecânica e fotocópias. Era tudo copiado várias vezes e as fotos a preto e branco. Mas a minha paixão era a mesma.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Voltei à escola




Quando me aposentei há dois anos, em Janeiro de 2008, senti um enorme alívio por não ter de voltar à escola, sair da rotina que me obrigava a levantar as 7 todos os dias, apanhar um autocarro e o metro, para estar as 8.30 na escola.
Sempre gostei de ensinar, não é disso que se trata. O problema residia no ambiente terrível que se vivia nessa altura, a pressão exercida sobre os docentes, como se deles tivesse vindo todo o mal ao mundo, o label de calaceiros que nos colavam, a obrigatoriedade das aulas de substituição - algo que nunca foi pensado em termos de pedagogia, mas tão somente para babysit os alunos indisciplinados e fartos de escola, as aulas de 90m, a invenção mais estapafúrdia que alguma vez saiu da 5 de Outubro, as actividades no Clube de Línguas - todo decorado pelos profs, muito cosy , com revistas, filmes, actividades, etc,- mas que acabava por ser desperdiçado pelos alunos revoltados por não poderem sair, enfim, uma panóplia de contra-sensos e de traumas, que o império da MLR veio trazer a um lugar onde os bons professores cumpriam até mais do que lhes era pedido.
Muitos projectos fiz com os alunos - entrevistas gravadas num Congresso da APPI a vinte profs estrangeiros que nos visitaram, estudo e expo sobre as instituições inglesas do Porto, que nos levaram a visitar e conhecer seis locais e histórias diferentes, passeio ao Gerês com os alunos mais novos, com piquenique na mata ( e uma cabeça partida duma aluna que foi alvejada por outro alunos com uma pedra (!)), jornal em inglês financiado por mim quase inteiramente, culinária na biblioteca ( as célebres bolachinhas inglesas, cujo cheiro chegava ao andar de baixo), tudo isso fez parte dum percurso de que me orgulho e que ainda hoje é recordado com enorme saudade pelas minhas ex-estagiárias de há 20 anos, quando as encontro fortuitamente.

Pensava não voltar a dar aulas....e sentia-me feliz. Os manuais escolares, que fiz durante vinte e cinco anos também estavam em standby devido à lei dos seis anos de vigência, com que discordo plenamente ( já viram o que é ler agora sobre o Bush ou sobre a Margaret Thatcher, os Pink Floyd ou Dire Straits??? Os alunos acham uma seca...e compreende-se, de modo que o professor tem de substituir essas actividades por outras todos os dias, deixando de lado o manual, que custou 20 euros.

A Vivacidade, esse espaço super dinâmico que ainda agora me surpreende convidou-me há um mês para fazer um workshop de Inglês para pessoas já aposentadas ou interessadas em viajar e esquecidas do que eventualmente
aprenderam há mais de quarenta anos.
Na altura pensei NÃO, não sou competente para isso, nunca dei aulas a adultos, já não sei ensinar beginners , já não tenho elan nem dinamismo para motivar as pessoas.
Mas acabei por aceitar o desafio.
O Workshop centra-se em comunicação oral e auditiva, posso usar a Internet, CDs e musica, o que quiser.
Levei horas a preparar a primeira aula, que se realizou na 2ªfeira, pedi à minha filha que fosse a minha co-piloto, devido à sua juventude e conhecimentos da língua e lá fui expectante para a Vivacidade.
Tudo correu maravilhosamente...as alunas são cinco estrelas, a motivação é enorme, o ambiente é relaxante, cada pessoa assume uma personalidade diferente - Jessica, Ashley, Susan, Polly, Sarah, etc. são os nomes escolhidos - eu serei a Ms Simpson e a minha fila Ms Simpson Jr. Começámos por um Jogo do Galo com palavras inglesas e acabámos com o visionamento do trailer de Spanglish, um filme muito interessante sobre a diferença de culturas.


As alunas gostaram, hoje continuamos. E eu cheguei à conclusão de que ADORO ENSINAR...seja o que for...desde que os alunos queiram aprender. Sinto-me FELIZ.