quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Amanha ja estou de volta....que pena!

Esta-se bem aqui em Londres, cidade extraordinaria, com multiplas gentes, cntenas de linguas diferentes, restuarantes para todos os gostos, oferta cultural diversificada, gente agradavel, ambiente estupendo para sair da nossa mesquinha vidinha... Fizemos de tudo, andamos kms a pe, passeamos nos parques, vimos um musical e um concerto barocco misico, admiramos as fachadas destes predios magnificos, as estautuas, os icons, e ate os pubs!!
A minha filha e eu somos uma parelha imbativel nest terra, entendemo-nos a maravilha.....
Amanha regresso ja com saudade e cheia de fotos lindas....partir e morrer um pouco....
Durmam bem!

domingo, 11 de setembro de 2011

Era uma vez um Espaço

Não escrevi nada estes dias, pois andei atarefada com a mudança do meu filho - já está a viver no seu apartamento, sem grande conforto, mas liberdade, independencia  e o necessário para o seu dia a dia, bem melhor que em Lisboa, onde vivia num T0 muito antigo e pagava 450 euros. Aqui terá de deslocar-se mais para o trabalho, mas como ele diz, a vida é bem mais barata no Porto e as pessoas são prestáveis.
Entretanto, ontem, passei o dia a arranjar
o meu atelier no quarto dele, já que está vazio e não tenciono ter um quarto de hóspedes, para isso uso o da minha filha. Já há muito que ansiava por ter lugar para as minhas coisas, materiais de pintura, papelaria e não só. Tinha um escritório mínimo no que era suposto ser a lavandaria, mas afligia-me a mesa tão cheia de coisas - um PC antigo, impressora, scanner, papeladas. Acabava por pintar na mesa da cozinha, que está toda pintalgada de acrílico. Os materiais estavam todos num armário que era suposto ser para mercearias, consegui metê-los todos numa estante que levei para o meu novo espaço. Ainda não acabei de arrumar as minhas pinturas em pastel, que estão numa prateleira, algumas já amachucadas....mas farei isso hoje, para acabar o serviço.

Numa das paredes vou pôr uma calha para poder pendurar os meus quadros temporariamente e ir mudando, quando me fartar deles. Vai ficar só para expo da minha obra :))). Por enquanto estão encostados à parede ou arrumados na estante. Numa das paredes puz postais e cartazes de expos, assim como fotos colectivas. A janela grande em frente da mesa só mostra verdes, matizados, lindíssimos....tenho muita sorte.


Sinto-me feliz....e com vontade de regressar de Londres e trabalhar em alguma coisa a sério.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Desculpem

Tive de apagar a entrada sobre a origem da palavra NOITE, não porque não achasse graça à descoberta, mas porque o copy paste, me ensarilhou a formatação do blogue e não se percebia nada...

Obrigada ao Paulo pelo esforço em me demonstrar que estava errada ( não fui eu que descobri isto!) e à Graciete pelo seu comentário.

Fica aqui a ária da ópera Flauta Mágica e as duas fotos da NOITE tiradas na Luz no ano passado.


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Fim de férias

Os meus filhos e netos já estão mesmo no fim das férias....a queimar os últimos cartuchos, como se diz em gíria popular. Sinto um misto de ansiedade e enorme desejo de que estes dias acabem, há sempre dor na separação, mesmo que os filhos já tenham 30 anos.....

Já me estava a habituar ao som da guitarra às 4 da manhã, às saídas para a praia da minha filha, que se quer despedir do sol e do mar que não verá tão depressa, aos jantares aqui em frente à TV ( não é pedagógico, pois não???), aos jogos de futebol, aos empréstimos do laptop a toda a hora, às confusões do facebook e dos nomes e entradas, aos silêncios e até à desarrumação da roupa, da casa de banho e cozinha...já estava habituada a ter juventude aqui em casa...


Na 6ª feira, quando voltar de Londres, encontrarei a casa vazia de filhos, os quartos sem alma, o silêncio será doloroso e as saudades grandes.

Nunca se está bem...mas temos de nos habituar a olhar  para dentro de nós próprios sem remorsos, tentar viver o nosso mundo, criar a nossa Arte,  procurar os nossos amigos reais e do ciberespaço, ver os nossos programas de TV, ouvir a nossa música... sem feedback de espécie nenhuma, sem interrupções, sem vozes nem sorrisos...

O nó na garganta teima em aparecer...e nem a lufa-lufa da mudança depois de amanhã o impede de se manter. Hoje não estou capaz de mais.

Tirei estas fotos anteontem com o meu Ipod. Havia uma poça no chão e o céu espelhava-se nela, assim como o candeeiro e uma árvore. O efeito era lindo...resolvi fotografá-la.

Na minha vida vai chover em breve...mas espero bem que depois apareçam o céu azul, a luz e o resto que me animam e fazem viver.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

The Museum of Everything - O Museu de tudo



Descobri que se inaugurou esta semana em Londres, mais um evento que me vai seduzir - e já há tantos que precisava de uma semana para os ver a todos!

Chama-se : The Museum of Everything e está patente ao público no Selfridges, um dos armazéns mais bonitos da Oxford Street, onde passei largas horas no ano de 1971, quando fui preparar a minha tese de licenciatura nessa cidade. Era um espanto e podiamos lá passar umas horas ( no quentinho) a visitar todos os andares, desde a entrada, cheia de acessórios, como agora se chamam aos artigos de beleza, joias,etc. até ao andar de cima com  artigos de casa,  toalhas de linho irlandês lindíssimas e objectos que nunca víamos em Portugal,  descendo depois às secções de roupas com  camisolas de malha lambswool, quentinhas e macias. Foi lá que comprei o meu primeiro kilt ( saia escocesa) em 1969, com 23 anos, quando fui num passeio de fim de curso a Londres.
Desde 2009 que o espaço é também usado como um Museu muito especial. Neste museu todos podem expor a sua criação, mesmo que não sejam conhecidos do público.
Num site brasileiro, encontrei esta informação: 

A loja de departamentos de luxo Selfridges, em Londres, vai inaugurar no dia 2 de setembro o Museum of Everything (algo como “Museu de Tudo”), que terá pinturas, esculturas e ainda uma coleção da marca Clements Ribeiro. O criador do Museu, James Brett, convidou a dupla de estilistas Suzanne Clements e Inácio Ribeiro para criar uma linha usando pinturas de artistas convidados. O resultado foi o Project 6, com imagens surreais, como bocas, mulheres nuas e textos escritos à mão em seda, calças de pijamas e sapatos plataforma.

“O Museum of Everything apresenta uma ótima oportunidade de merchandising por sua riqueza de imagens e padrões que vêm da arte”, explicou Linda Hewson, diretora criativa da loja. A exposição fica aberta até o dia 25 de outubro.






 Estou cheia de vontade de ir ver uma iniciativa deste género,. Já sei que não se pode fotografar, é expressamente proibido, de modo que esta fotos serão as únicas que porei aqui a propósito. Mas com certeza falarei desta experiência que me vai marcar assim como a peça Billy Elliot, para a qual já comprei bilhetes.

Fica aqui um vídeo com música deste musical, da autoria de Elton John.







segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Os hábitos mudam

Dantes andávamos todos de transportes públicos. O automóvel, quando existia,  era para levar as crianças à escola ou para os pais que trabalhavam muito se deslocarem para o local de trabalho.
Os estudantes andavam todos de autocarro em Lisboa.
A minha vida de estudante foi, aparentemente, um desperdício - ou talvez não - pois chegava a passar duas horas nos transportes públicos, muitas vezes à chuva, sem poder ler, pois enjoava, contemplando as ruas mais feias de Lisboa, por onde passava o autocarro 12. Depois ainda tinha de apanhar o 38, de dois andares,  que já seguia por ruas mais chiques. Chegava a casa extenuada à tardinha e só me apetecia dormir.
Quando comecei a dar aulas no Liceu Pedro Nunes, beneficiei de algumas boleias com um amigo do meu irmão, que também andava lá a estudar. Foi uma benesse, pois o liceu era muito fora de mão e tinha de sair as 7.45.
Quando casei, passei a ter de apanhar três transportes para chegar ao Liceu MªAmália - autocarro, metro e autocarro....chegava ao liceu as 8.15 e tinha cinco aulas em perspectiva...mas primeiro tomava um café no Pisca-Pisca, que já não existe, e comia uma madalena, que me sabia pela vida.
Tirei carta, mas nunca cheguei a guiar, tive dois acidentes, era distraída até dizer basta, não tinha jeito nenhum para conduzir e tornava-se perigoso fazê.lo. Foi uma grande lacuna na minha vida, em que experimentei quase tudo.
Parece que agora as pessoas se deram conta de que ter um automóvel sai caríssimo e descobriram que há metro, autocarro e até eléctricos no Porto. Estão em pânico, como se passar do carro para o omnibus fosse uma degradação humilhante. Deviam ir a Londres ou a Munique, onde se vêem executivos vestidos a preceito no metro ou nos Strassenbahnen, eléctricos que percorrem a cidade toda. Ninguém sente vergonha, nem medo. Todos são inteligentes e amigos do ambiente.




domingo, 4 de setembro de 2011

Fim de tarde

Depois das arrumações, resolvi ir ao Botânico tomar um chá e ler ao sol. Estava uma tarde linda e como ontem choveu toda a noite, as plantas riam-se ao sol, verdinhas e frescas. Estive uma hora sentada no novo café a comer um brownie e a beber o meu chá de limão. Li várias páginas de Um Dia, o romance de que vos falei ontem. Estava-se bem, até que chegou um bando de miudos barulhentos - penso que seria uma festa de anos - e quebrou-se o sossego. Fui então passear e consegui tirar mais umas fotos diferentes dos nenufares - agora compreendo o fascínio que Monet sentiu por eles - e do resto do parque, onde as flores agora são diminutas. As escadas do DNA, que restaram da expo Darwin estavam atiradas na relva todas desfeitas, não compreendo porque não deixam ali a escultura montada, já que se gastou dinheiro com ela. 

Senti paz e serenidade neste fim de tarde. Também senti que uma etapa mais já está a findar, daqui a pouco estamos em Londres, a minha filha e eu, ela partirá rumo à sua terra adoptada e eu ficarei mais só. É a vida.
 Já em casa, consegui comprar bilhetes para ver um musical fantástico que é o sucesso maior em Londres neste momento: Billy Elliot, cuja história já foi feita em filme.
É a história duma criança , filho dum mineiro nos anos 80, que sonha ser bailarino e não tem nem dinheiro, nem o apoio do Pai viuvo para concretizar o seu sonho. A música é de Elton John e promete, pelo que já ouvi da banda sonora. Comprei os bilhetes online, são caros, mas valem a pena. Todos os musicais que vi lá ou na Broadway eram excepcionais e nunca mais os esqueci.

Arrumações - going down memory lane

Não há nada pior....que passar um domingo cheio de sol a abrir gavetas, onde se guardaram coisas há anos e que contém segredos para lá do imaginável, recordações que estavam abrigadas mesmo no fundo, fotografias amareladas e sem qualquer espécie de interesse actual, cartas,  souvenirs, etc. Há quem deite tudo fora....há quem guarde tudo.  Sou um meio-termo. Nas arrumações,  encontramos algo interessante.
Em tempos, no ano de 1997, escrevi muitos mails a um amigo meu e ele a mim. Imprimi-os, pois eram quase diários dentro duma pasta com elásticos e trouxe-as para aqui em dada altura, pois eram privados
e não queria que ninguém os lesse.
Hoje, passados 14 anos,  descobri que o que ali está sou eu há quase 15 anos, numa encruzilhada de vida, sufocando a minha infelicidade no dia-a-dia com os filhos, vivendo como profissional a 100% e, tentando encontrar consolação numa Amizade gratuita, grande, imensa e que nunca terminará.
Como no filme que vi há dias, os anos passam e só vemos bem a realidade e a importância das relações pessoais anos depois, com perspectivas diferentes e olho critico. Reli muito do que escrevi...está lá tudo, a minha ansiedade, os meus sonhos, o meu amor aos filhos, o gosto pelo ensino, pela música....o meu desejo de evasão, a minha restlessness, incapacidade de parar, de ficar, de estagnar.

Se ele ler isto vai-se rir...mas a espuma do tempo já levou quase tudo....