Hoje faz 31 anos o meu filho mais novo.
Foi um dia muito difícil na minha vida, um do momentos em que a felicidade parece nunca mais chegar...
Tinha dois filhos, um com 4 anos, outra com 14 meses e vivia na minha nova casa há precisamente um mês, depois dum ano terrível passado em casa alheia. Não tinha ninguém no Porto se não o meu marido, a minha sogra tinha partido para a Madeira num congresso, a minha Mãe estava retida em Lisboa com o meu Pai muito doente depois dum AVC que acabou por levá-lo aos 68 anos três semanas mais tarde.
Lembro-me que a médica tinha previsto o nascimento para o dia 13 e eu dissera: Não,espero que não, detesto dias 13s. Mas foi mesmo. Antes de partir para a maternidade, ainda tive de dar de jantar aos dois pequenos e telefonar a uma amiga da minha sogra, pedindo-lhe que viesse a minha casa para ficar com eles, enquanto o meu marido me levava. Foi complicado, a senhora estava com gripe e obriguei-a a sair da cama, o que me custou muitíssimo.
O bébé nasceu as 10.30 da noite. A parteira estava de mau humor, pois fazia anos nesse dia e tinha interrompido o jantar para vir ajudar ao parto (coincidências!).
Fiquei sozinha durante a noite porque o meu marido estava preocupado com os outros meninos, mas percebi que não precisava de ninguém, afinal, a felicidade que eu procurava estava no rosto daquele pequeno ser ao meu lado, de olhos fechados
, angélico, o meu terceiro filho, que viria a ser tão importante na minha vida.
Fica aqui uma das suas músicas preferidas e que ele próprio toca na guitarra:
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domingo, 13 de novembro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
Ontem houve luar
na minha imaginação, já que o céu estava completamente toldado e não havia lua de espécie nenhuma....encontrei-a nas minhas recordações de verão....e porque era a Noite dos Investigadores e fui seguindo as actividades na sic N, a par do jogo entre o FCP e o Benfica, para o fim da noite acabei sentada no meu atelier a pintar....
O meu filho veio cá jantar e ver o jogo, mas ambos ficámos desconsolados com o desfecho, pois segundo nós, o FCP merecia ter ganho e aquele golo ao cair do pano encheu-nos de raiva! Desejámos uma reviravolta, mas o nosso FCP , ontem desfalcado duma das suas estrelas, parecia adormecido no fim do jogo.
A Noite dos Investigadores decorreu com êxito em Lisboa - so vi repercussões do Pavilhão do Conhecimento, mas sei que no Porto havia muitas outras actividades interessantes. Temos bons cientistas, muita gente nova, músicos e artistas amadores, que contribuíram para que a Noite fosse realmente uma descoberta.
Aqui fica o quadro que lhes dedico.
O meu filho veio cá jantar e ver o jogo, mas ambos ficámos desconsolados com o desfecho, pois segundo nós, o FCP merecia ter ganho e aquele golo ao cair do pano encheu-nos de raiva! Desejámos uma reviravolta, mas o nosso FCP , ontem desfalcado duma das suas estrelas, parecia adormecido no fim do jogo.
A Noite dos Investigadores decorreu com êxito em Lisboa - so vi repercussões do Pavilhão do Conhecimento, mas sei que no Porto havia muitas outras actividades interessantes. Temos bons cientistas, muita gente nova, músicos e artistas amadores, que contribuíram para que a Noite fosse realmente uma descoberta.
Aqui fica o quadro que lhes dedico.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Fim de férias
Os meus filhos e netos já estão mesmo no fim das férias....a queimar os últimos cartuchos, como se diz em gíria popular. Sinto um misto de ansiedade e enorme desejo de que estes dias acabem, há sempre dor na separação, mesmo que os filhos já tenham 30 anos.....Já me estava a habituar ao som da guitarra às 4 da manhã, às saídas para a praia da minha filha, que se quer despedir do sol e do mar que não verá tão depressa, aos jantares aqui em frente à TV ( não é pedagógico, pois não???), aos jogos de futebol, aos empréstimos do laptop a toda a hora, às confusões do facebook e dos nomes e entradas, aos silêncios e até à desarrumação da roupa, da casa de banho e cozinha...já estava habituada a ter juventude aqui em casa...
Na 6ª feira, quando voltar de Londres, encontrarei a casa vazia de filhos, os quartos sem alma, o silêncio será doloroso e as saudades grandes.
Nunca se está bem...mas temos de nos habituar a olhar para dentro de nós próprios sem remorsos, tentar viver o nosso mundo, criar a nossa Arte, procurar os nossos amigos reais e do ciberespaço, ver os nossos programas de TV, ouvir a nossa música... sem feedback de espécie nenhuma, sem interrupções, sem vozes nem sorrisos...

O nó na garganta teima em aparecer...e nem a lufa-lufa da mudança depois de amanhã o impede de se manter. Hoje não estou capaz de mais.
Tirei estas fotos anteontem com o meu Ipod. Havia uma poça no chão e o céu espelhava-se nela, assim como o candeeiro e uma árvore. O efeito era lindo...resolvi fotografá-la.
Na minha vida vai chover em breve...mas espero bem que depois apareçam o céu azul, a luz e o resto que me animam e fazem viver.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Um dia dferente
Não há como ir às compras para alegrar os ânimos. E com companhia simpática, ainda melhor.
O meu filho mais velho tem desta coisas. Está longe porque viaja muito, tem trabalho até dizer basta, mas quando arranja uma tarde ou uma manhã que me pode dedicar, faz tudo para me apoiar ou compensar, quer seja indo ao cinema, a concertos, quer às compras, à Foz ou almoçar comigo num intervalo. Fico feliz, é claro. É o meu filho mais responsável.E o mais ocupado.
Hoje fomos ao IKea à hora de ponta. Já há muito que não via tanto povo , como dizia a minha sogra, só lá tinha ido duas vezes e uma delas sozinha de manha. Gostei da experiência , embora tenha ficado cansada. Comprei um tapete para a minha sala, que há muito ambicionava. Tenho um tapete de Arraiolos na parte da sala de jantar, comprado no Alentejo, há uns dez anos, com desenhos geométricos bastante modernos e só podia pôr um liso junto ao sofá, numa cor que jogasse bem com os tons do outro.
Consegui encontrar um que me pareceu bonito e no tom que eu queria. O meu filho ajudou-me a po-lo na caixa e no carro.
Ainda comprei molduras para alguns quadrinhos meus e um caixa para meter os livros do meu filho. Foi uma tarde bem passada num local colorido!!
Depois fomos jantar ao BB Gourmet com a minha filha e esteve-se bem...o restaurante é fino e com ambiente muito agradável...
Já coloquei o tapete no sítio - o pior são as dores nas costas - e fica lindo...dá um ar muito cosy a sala e joga bem com o quadro da minha amiga Teresa por cima do sofá.
Quem vai gostar dele a sério é o meu neto André que adora rebolar-se no tapete em casa dele, embrulhado no seu edredon de estimaçao....
Tirei umas fotos, mas a cor está um pouco mais viva do que é na realidade, o tom é bem mais suave e muito quente. Viva o consumismo!:)
O meu filho mais velho tem desta coisas. Está longe porque viaja muito, tem trabalho até dizer basta, mas quando arranja uma tarde ou uma manhã que me pode dedicar, faz tudo para me apoiar ou compensar, quer seja indo ao cinema, a concertos, quer às compras, à Foz ou almoçar comigo num intervalo. Fico feliz, é claro. É o meu filho mais responsável.E o mais ocupado.
Consegui encontrar um que me pareceu bonito e no tom que eu queria. O meu filho ajudou-me a po-lo na caixa e no carro.
Ainda comprei molduras para alguns quadrinhos meus e um caixa para meter os livros do meu filho. Foi uma tarde bem passada num local colorido!!Depois fomos jantar ao BB Gourmet com a minha filha e esteve-se bem...o restaurante é fino e com ambiente muito agradável...
Já coloquei o tapete no sítio - o pior são as dores nas costas - e fica lindo...dá um ar muito cosy a sala e joga bem com o quadro da minha amiga Teresa por cima do sofá.
Quem vai gostar dele a sério é o meu neto André que adora rebolar-se no tapete em casa dele, embrulhado no seu edredon de estimaçao....Tirei umas fotos, mas a cor está um pouco mais viva do que é na realidade, o tom é bem mais suave e muito quente. Viva o consumismo!:)
sábado, 6 de agosto de 2011
Tempo de família
Os ingleses têm a expressão family quality time para definr aquelas horas, minutos ou dias dedicados à família, em que estamos presentes, ouvimos as crianças, não lemos jornais ou mails no laptop, brincamos com elas, damos-lhes atenção e carinho. Infelizmente os pais cada vez têm menos paciência para estar com os filhos e muitas vezes - não é o meu caso graças a Deus - empurram-nos para os Avós, tios ou amigos, de modo a poderem dedicar-se ao trabalho, mesmo em tempo de descanso.
Hoje fui com o meu flho , filha e netos à Foz, apenas por duas horas. Estava-se maravilhosamente na Praia da Luz, onde não costumo ir, por ser mais concorrida e demasiado perto da areia, vê-se o mar muito longe para meu gosto. A Praia dos Ingleses é mais interessante, pois me parece estar num barco,com as cordas mesmo junto ao mar, sobretudo quando a maré está cheia.
A escolha foi perfeita, pois enquanto nos sentávamos à mesa, os miudos saltaram para a areia e foram-se entretendo connosco a vigiar: apanharam pedrinhas, conchinhas,jogaram beach ball, fizeram um castelo de pedregulhos, enfeitaram-no com algas grandes, correram, comeram meia tosta mista cada um e estiveram ali felizes durante aquele tempo.
Às tantas, saltei para a areia também e ali estive na brincadeira com o meu neto mais novo, que tem sido mais descurado por mim, por ter apenas dois anose estar muito apegado à Mãe. Fala imenso, ri-se com tudo e é um miudo encantador.
Assim se passou uma tarde simples e agradável, sem demasiado tempo a andar de automóvel,
que é uma coisa que não aprecio...os meninos vieram para casa mais bem dispostos e o pequenino quis que eu lhe desse a mão até à porta de sua casa. Fiquei feliz.
Hoje fui com o meu flho , filha e netos à Foz, apenas por duas horas. Estava-se maravilhosamente na Praia da Luz, onde não costumo ir, por ser mais concorrida e demasiado perto da areia, vê-se o mar muito longe para meu gosto. A Praia dos Ingleses é mais interessante, pois me parece estar num barco,com as cordas mesmo junto ao mar, sobretudo quando a maré está cheia.
A escolha foi perfeita, pois enquanto nos sentávamos à mesa, os miudos saltaram para a areia e foram-se entretendo connosco a vigiar: apanharam pedrinhas, conchinhas,jogaram beach ball, fizeram um castelo de pedregulhos, enfeitaram-no com algas grandes, correram, comeram meia tosta mista cada um e estiveram ali felizes durante aquele tempo.
Às tantas, saltei para a areia também e ali estive na brincadeira com o meu neto mais novo, que tem sido mais descurado por mim, por ter apenas dois anose estar muito apegado à Mãe. Fala imenso, ri-se com tudo e é um miudo encantador.
Assim se passou uma tarde simples e agradável, sem demasiado tempo a andar de automóvel,
que é uma coisa que não aprecio...os meninos vieram para casa mais bem dispostos e o pequenino quis que eu lhe desse a mão até à porta de sua casa. Fiquei feliz.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Another day...in Paradise
É o nome duma canção de Phil Collins, que nada tem a ver com a bela vida que aqui disfruto. O título é irónico...e refere-se à pobreza na América.
Hoje devem chegar os meus 4 homens, dois filhos e dois netos, à tarde. Vai ser a revolução total, pois cada um deles tem uma personalidade distinta e nem sempre se entendem, mas espero que tudo corra bem. Vai ser engraçado ter cá os meus netos sem a Mãe, pela primeira vez. Quando ela está presente, respeito todas as suas decisões e não quero de modo nenhum impor-me ou quebrar os bons hábitos, mas estando sozinha com eles, posso propor-lhes algumas passeatas e banhos de mar ao meu gosto. Não os quero é a ver TV, embora aqui tb haja cabo e Panda....mas eles não sabem e eu não lhe vou dizer.
Quero que aproveitem esta maravilha com os olhos limpos de imagens e que façam coisas que não fariam no Porto...é para isso que servem as férias...e daí ficam as recordações que nunca mais se esquecem. Já sei que vão ter outros meninos aqui ao lado para brincar, o que tb será bom.
Quanto aos filhos, já sei o que a casa gasta. O mais velho vem com o laptop e vai trabalhar, mais do que tomar banhos ( é friorento, q.b.), e o mais novo dormirá a manhã toda e lá pra tarde vai comprar o jornal, beber o café e apanhar sol no jardim. Deita-se ao raiar do sol:)))
É giro estar com a família...sobretudo com os meus tres filhos e netos.
A minha nora ficou no Porto a acabar a tese de doutoramente, que é urgente. Espero que tudo lhe esteja a correr bem, é uma grande mulher e uma mãe desvelada....que tenha todo o sossego e inspiração nestes dias para poder terminar o seu trabalho, que já dura há cinco anos.
domingo, 3 de julho de 2011
No reino cor de rosa
Hoje vivi um dia feliz.....daqueles que só de vez em quando nos são dados, como se fosse proibido sermos demasiado mimados.
Passei-o com os dois filhos "pródigos", que fizeram a sua vida normal mas estavam cá at home.
No final da tarde, uma vozinha pelo tm perguntava com ansiedade se os dois (netos) podiam vir cá até ao jantar. Claro que sim, os meus dois rapazinhos são sempre benvindos, cada vez gosto mais de estar com eles assim, sem ter de fazer grande esforço, sair de casa, apanhar calor, etc.
Por fim, fui jantar à Máscara, restaurante que serve fondue e que fica na Foz. É um ambiente quente, frente ao mar, vê-se o pôr do sol nos meses de verão. E come-se bem....
Durante a tarde, vi sozinha um filme italiano muito belo em DVD: O Quarto do Filho. Apreciei ainda mais o estar em família, gozar os meus filhos e netos enquanto posso, não perder pitada das benesses que me são dadas.
Acabei um quadro que tinha feito ontem, mas não estava a meu gosto. Acho que tem tudo a ver com esta felicidade momentânea. La vita é bella!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Mais uma princezinha
nasceu na minha família. É já da 4ª geração. Impressionante.
Dos meus Pais nasceram oito filhos, desses geraram-se 21 netos, que por sua vez já tiveram 27 filhos, sendo este bébé o 28º. Já lhes perdi a conta aos nomes e então datas de nascimento, só indo ao blogue da família verificar.
Já há coincidências várias nas datas de aniversários. No dia dos meus anos fazem anos mais dois sobrinhos, um em Lisboa, outra em Coimbra e eu no Porto. Não dá para festejar em conjunto:)
Há os loiros, tipo nórdico, há os morenos tipo indiano, há de olhos azuis enormes, os mais expressivos e menos expressivos. Têm um ar feliz, quando os vemos nas poucas festas de família.
Uma coisa é certa, são sinal de VIDA e de certeza. Os meus pais, lá onde estão, devem apreciar esta prole com desvanecimento. Eles merecem ser recordados, mais do que ninguém. Viveram dum modo ímpar. E criaram uma grande Família. Que irá prolongar-se para o Futuro.
Dos meus Pais nasceram oito filhos, desses geraram-se 21 netos, que por sua vez já tiveram 27 filhos, sendo este bébé o 28º. Já lhes perdi a conta aos nomes e então datas de nascimento, só indo ao blogue da família verificar.
Já há coincidências várias nas datas de aniversários. No dia dos meus anos fazem anos mais dois sobrinhos, um em Lisboa, outra em Coimbra e eu no Porto. Não dá para festejar em conjunto:)

Há os loiros, tipo nórdico, há os morenos tipo indiano, há de olhos azuis enormes, os mais expressivos e menos expressivos. Têm um ar feliz, quando os vemos nas poucas festas de família.
Uma coisa é certa, são sinal de VIDA e de certeza. Os meus pais, lá onde estão, devem apreciar esta prole com desvanecimento. Eles merecem ser recordados, mais do que ninguém. Viveram dum modo ímpar. E criaram uma grande Família. Que irá prolongar-se para o Futuro.
sábado, 4 de junho de 2011
Sábado in-between
Hoje é um dia no meio... no meio de eventos, em que se sente um certo vazio depois de tanto frenesim mediático.
Mas para mim é um dia especial, que quero partilhar convosco hoje... os meus netos foram para umas bodas de prata e o meu filho mais velho para Osaka,onde vai receber o Prémio Internacional de Jovem Cientista do Ano no Congresso Anual de Telecomunicações e apresentar o seu primeiro livro,
Physical-Layer Security - From Information Theory to Security Engineering publicado pela Cambridge University Press. Estou muito orgulhosa, mas infelizmente não posso estar presente a não ser através do skype.Nem sequer consegui por aqui a foto da capa do livro pois não consigo gravá-la do site.
Todos os dias são diferentes. Hoje também tenho cá o meu filho mais novo, que dorme depois de duas noites de estudo em Lisboa. Em geral, pouco estamos juntos, mas é grato ouvi-lo dizer: Que bom que é estar aqui no Porto!
E ainda há a net.
Aqui encontra-se um manancial de motivos para nos distrairmos e alegrarmos e até podemos dialogar com a família e os amigos.
No Facebook, abriram agora uma página exclusiva para os fotógrafos amadores do Woophy e ponho lá fotos todos os dias, recebendo mensagens ou "likes" de outros amadores como eu.
É uma troca de momentos únicos, alguns belos, outros neo-realistas, originais, artísticos quase todos
peculiares e criativos. Descobri que duma foto se podem fazer muitas outras, cortando pedacinhos mais interessantes em si mesmos do que a foto inteira.E tenho feito isso com prazer. Este exemplo de alfazema é um deles.
Amanhã teremos outros motivos para estar presos aos media. Oxalá este país descubra um way out, como dizem os ingleses. De tanto nos compararem com a Grécia, já estou com verdadeiro horror aos gregos que não me fizeram mal nenhum....:)
Mas para mim é um dia especial, que quero partilhar convosco hoje... os meus netos foram para umas bodas de prata e o meu filho mais velho para Osaka,onde vai receber o Prémio Internacional de Jovem Cientista do Ano no Congresso Anual de Telecomunicações e apresentar o seu primeiro livro,
Physical-Layer Security - From Information Theory to Security Engineering publicado pela Cambridge University Press. Estou muito orgulhosa, mas infelizmente não posso estar presente a não ser através do skype.Nem sequer consegui por aqui a foto da capa do livro pois não consigo gravá-la do site.Todos os dias são diferentes. Hoje também tenho cá o meu filho mais novo, que dorme depois de duas noites de estudo em Lisboa. Em geral, pouco estamos juntos, mas é grato ouvi-lo dizer: Que bom que é estar aqui no Porto!
E ainda há a net.
Aqui encontra-se um manancial de motivos para nos distrairmos e alegrarmos e até podemos dialogar com a família e os amigos.
No Facebook, abriram agora uma página exclusiva para os fotógrafos amadores do Woophy e ponho lá fotos todos os dias, recebendo mensagens ou "likes" de outros amadores como eu.
É uma troca de momentos únicos, alguns belos, outros neo-realistas, originais, artísticos quase todos
Amanhã teremos outros motivos para estar presos aos media. Oxalá este país descubra um way out, como dizem os ingleses. De tanto nos compararem com a Grécia, já estou com verdadeiro horror aos gregos que não me fizeram mal nenhum....:)
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Inquietude
Tenho andado um pouco depressiva....acho que é a ausência dos meus filhos - um nos EU, outra na Inglaterra, o mais novo em Lisboa....sinto-lhes a falta sempre, mas há alturas em que me parece que nada tem cor, o mundo fica a preto e branco, baço, sem sentido. Os netos são amigos, mas são pequenos seres independentes de mim e, ou vêm todos a minha casa...ou não vem nenhum, acabo por não criar uma relação profunda com eles, como desejaria. Tém uma VIda, exigente demais na minha opinião e de que não faço parte por moto próprio. Gosto muito deles, mas nunca quis substituir-me aos Pais, acho que já sacrifiquei muito pelos filhos e não tenho coragem de me sacrificar do mesmo modo pelos netos, mesmo que pague esse preço com uma relativa solidão. Levo tempo a recuperar quando o meu filho mais novo vem ao fim de semana e parte ao domingo à tarde. Ele só vem de tres em tres semanas e o tempo que estamos juntos é escasso.
Hoje fui ao Solinca health club, onde me inscrevi há duas semanas. Aproveitei tudo, ginásio, piscina, jacuzzi, sauna, etc. Saí de lá como se tivesse levado uma tareia, com dores no joelho de bicicletar e até me custou a andar até casa. Estou com sono, mas renitente em dormir a esta hora, vou aguentar-me até à noite. Dói-me o corpo todo, não sei se abusei, se esttive muitos dias sem fazer os exercícios e o corpo agora ressente-se. Não estou confortável comigo própria.
Acabei ontem de ler um livro: Histórias do Fim da Rua de Mário Zambujal .
Não escreve mal, observa bem, cria personagens patuscas, revela algum sentido de humor...mas tudo espremido é uma croniqueta sem grande conteúdo, pintando uma sociedade mais que medíocre, onde não me revejo. É deprimente q.b. Como muitos livros de autores portugueses.Ontem revi o filme O Leitor,
, cujo livro já tinha lido. Que diferença"! Personagens com profundidade, com densidade psicológica, com dramas interiores, apaixonantes. Foi um filme que me deixou marcas e que ainda hoje me impressiona por se debruçar sobre o problema da culpa e da responsabilidade em tempos de guerra, aqui durante o nazismo. A actriz , Kate Winslet é colossal, confrangedora na sua sinceridade quase pueril. Ralph Fiennes, sempre o mesmo perfil, belo e generoso. Em 2008 gostei muito do filme. Li o livro e adorei a história, ficção ou não, tem muito de verídico.Está uma tarde lindíssima, céu azul...algum vento, o barulho dos carros na minha rua...a empregada saiu há pouco e deixou tudo limpinho, é só uma vez por semana, mas sabe bem. Tenho tudo para ser feliz....
sábado, 30 de abril de 2011
solidão
O meu filho já foi há dias para Lisboa.
A minha filha partiu também para Leeds. Estou de novo sozinha e sinto-me só. Acabou o diálogo simples, os sorrisos de manhã, o cheiro a café, o barulho das chaves a abrir a porta, os silêncios cúmplices, os risos em frente ao PC ( que muitas vezes não descortino porquê), a música, a troca de olhares adultos, a guitarra as 4 da manhã, as idas ao shopping, os filmes romanticos a duas, os cozinhados a meias. Gosto dos meus filhos. Nunca me passaria pela cabeça dizer-lhes que estão a mais aqui, que preciso de privacidade ou que me dão trabalho. Eles fazem parte da minha vida, ainda que cada vez mais autónomos e livres de pensamento.
Ontem fui jantar à Foz.
Estava um dia cinzento, mas quando chegámos lá, deparámos com um cenário insólito. O sol tinha irrompido no meio das nuvens, vermelho, e a luz reflectia-se no mar, mais calmo que o habitual, e as rochas na maré vazia, adquiriam um tom escuro , quase negro. Subitamente acenderam-se as luzes e ficou aquele ambiente do entardecer que é lindo no Verão porque se prolonga durante muito tempo.
Hoje vou ver as exposições da Miguel Bombarda. Preciso de estar só, mas também de me distrair. Continuo com uma gripe mal curada, mas já não me incomoda a ponto de não poder passear um pouco.
Ficam aqui fotos da Foz, a nossa joia mais preciosa. O Porto sem ela não seria a mesma cidade.
A minha filha partiu também para Leeds. Estou de novo sozinha e sinto-me só. Acabou o diálogo simples, os sorrisos de manhã, o cheiro a café, o barulho das chaves a abrir a porta, os silêncios cúmplices, os risos em frente ao PC ( que muitas vezes não descortino porquê), a música, a troca de olhares adultos, a guitarra as 4 da manhã, as idas ao shopping, os filmes romanticos a duas, os cozinhados a meias. Gosto dos meus filhos. Nunca me passaria pela cabeça dizer-lhes que estão a mais aqui, que preciso de privacidade ou que me dão trabalho. Eles fazem parte da minha vida, ainda que cada vez mais autónomos e livres de pensamento.Ontem fui jantar à Foz.
Estava um dia cinzento, mas quando chegámos lá, deparámos com um cenário insólito. O sol tinha irrompido no meio das nuvens, vermelho, e a luz reflectia-se no mar, mais calmo que o habitual, e as rochas na maré vazia, adquiriam um tom escuro , quase negro. Subitamente acenderam-se as luzes e ficou aquele ambiente do entardecer que é lindo no Verão porque se prolonga durante muito tempo.
Hoje vou ver as exposições da Miguel Bombarda. Preciso de estar só, mas também de me distrair. Continuo com uma gripe mal curada, mas já não me incomoda a ponto de não poder passear um pouco.
Ficam aqui fotos da Foz, a nossa joia mais preciosa. O Porto sem ela não seria a mesma cidade.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Domingo à lareira
Sei que já estamos em Fevereiro e que não faz grande frio, mas hoje deu-me uma enorme vontade de acender a lareira. 
Lá fora está uma tarde cinzenta e chuvosa, o meu filho dorme uma sesta a recompor-se de uma semana de "directas", com exames e trabalhos para apresentar todos os dias no CEJ. Veio ao Porto ao fim dum mês. Com ele vem a música country, as novas bandas, tão melodiosas e repousantes que me agradam plenamente, esquecida que estou do tempo em que ele ouvia rock no quarto e o meu ex- se preocupava imenso com a fase gótica, que atravessou.
Tudo passa, cheguei à conclusão de que não vale a pena dar grande importância aos adolescentes quando eles parecem não ter o mínimo interesse pela família e querem é que os deixem em paz. Este meu filho foi mais rebelde e , no entanto, é aquele que mais ligado está a mim, por ser o mais novo, por ter estado comigo sempre e eu com ele, mesmo quando foi para Braga estudar Filosofia, de que se arrependeu mais tarde, mudando para Direito.
Vem na sexta à noite, almoçamos junts no ´sabado, vai jantar com amigos, no domingo almoçar com o Pai, ouvimos música, brincamos sobre o facebook, lavo e passo-lhe as camisas, vemos futebol na TV quando o há , deitamo-nos as 2 da manhã e ... assim passa o tempo, um tempo que nos recompensa de muitas e muitas semanas de distância. Deus permita que seja sempre assim, que nada nos separe em termos afectivos, já que a vida vai necessariamente levá-lo para longe durante temporadas grandes. A vida de Juiz é dura e exclusiva, sei-o por experiência própria.
Ficam aqui duas bandas de que ele e eu gostamos muito: Alasdair Roberts, um cantor escocês que ainda agora tocou aqui na Casa da Música e Woven Hand, que já esteve em Lisboa:

Lá fora está uma tarde cinzenta e chuvosa, o meu filho dorme uma sesta a recompor-se de uma semana de "directas", com exames e trabalhos para apresentar todos os dias no CEJ. Veio ao Porto ao fim dum mês. Com ele vem a música country, as novas bandas, tão melodiosas e repousantes que me agradam plenamente, esquecida que estou do tempo em que ele ouvia rock no quarto e o meu ex- se preocupava imenso com a fase gótica, que atravessou.
Tudo passa, cheguei à conclusão de que não vale a pena dar grande importância aos adolescentes quando eles parecem não ter o mínimo interesse pela família e querem é que os deixem em paz. Este meu filho foi mais rebelde e , no entanto, é aquele que mais ligado está a mim, por ser o mais novo, por ter estado comigo sempre e eu com ele, mesmo quando foi para Braga estudar Filosofia, de que se arrependeu mais tarde, mudando para Direito.
Vem na sexta à noite, almoçamos junts no ´sabado, vai jantar com amigos, no domingo almoçar com o Pai, ouvimos música, brincamos sobre o facebook, lavo e passo-lhe as camisas, vemos futebol na TV quando o há , deitamo-nos as 2 da manhã e ... assim passa o tempo, um tempo que nos recompensa de muitas e muitas semanas de distância. Deus permita que seja sempre assim, que nada nos separe em termos afectivos, já que a vida vai necessariamente levá-lo para longe durante temporadas grandes. A vida de Juiz é dura e exclusiva, sei-o por experiência própria.
Ficam aqui duas bandas de que ele e eu gostamos muito: Alasdair Roberts, um cantor escocês que ainda agora tocou aqui na Casa da Música e Woven Hand, que já esteve em Lisboa:
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Molduras convidativas
Há dias - um dos raros dias em qe consegui estar com o meu filho mais velho - fomos a IKEA, onde nunca tinha posto os pés, a fim de comprar umas molduras para os quadros que fiz recentemente em MDF e que não se podem colocar directamente na parede, a não ser com blutac, correndo o risco de cair.
Não estava quase ninguém no grande armazém, mas infelizmente, dado que o meu filho tinha de ir buscar os meninos, só lá ficámos uma meia hora, o que não deu muito tempo para procurar tudo como e quanto eu quereria.
Trouxe, apesar de tudo,quatro molduras grandes e quatro pequenas, que ficaram muito baratas, pois não paguei mais que 100 euros por tudo.
O efeito é lindo...podendo usar-se o vidro ou não, conforme o gosto. Num dos quadros que ofereci ao meu filho e nora, não o coloquei, nestes acho que protege a pinture e valoriza o efeito.
Também gosto imenso do efeito com os quadros pequeninos, mas não os coloco aqui pois são para oferecer no dia 8, quando tivermos a nossa festa da família alargada. Fica aqui a menção ao IKEA, que é realmente tentador.Cliquem nas fotos para apreciar melhor.
Não estava quase ninguém no grande armazém, mas infelizmente, dado que o meu filho tinha de ir buscar os meninos, só lá ficámos uma meia hora, o que não deu muito tempo para procurar tudo como e quanto eu quereria.
Trouxe, apesar de tudo,quatro molduras grandes e quatro pequenas, que ficaram muito baratas, pois não paguei mais que 100 euros por tudo.
O efeito é lindo...podendo usar-se o vidro ou não, conforme o gosto. Num dos quadros que ofereci ao meu filho e nora, não o coloquei, nestes acho que protege a pinture e valoriza o efeito.
Também gosto imenso do efeito com os quadros pequeninos, mas não os coloco aqui pois são para oferecer no dia 8, quando tivermos a nossa festa da família alargada. Fica aqui a menção ao IKEA, que é realmente tentador.Cliquem nas fotos para apreciar melhor.
sábado, 13 de novembro de 2010
Hoje
Faz o meu filho mais novo 30 anos.
É só mais um dia do calendário, mas para mim significa muito mais do que isso. É um envelhecer maior, é o fim duma etapa, é o realizar duma tarefa iniciada quando tive o meu primeiro rebento. Ter filhos é a missão mais difícil que se pode exercer por vontade própria, por que se quer muito, porque nos enche, porque a vida parece não ter significado sem esse desafio. Educar é uma tarefa inacabada e nunca totalmente conseguida.
É claro que se pode viver sem filhos e realizar muitas tarefas nobres, não estou aqui a desmerecer as mulheres que decidem não os ter ou não os podem ter. Estão no seu direito.
Mas ter filhos é uma enorme responsabilidade. Ao olhar para os meus, custa-me a acreditar que já se passaram tantos anos e que tanto da minha vida teve a ver com eles e com a busca da sua felicidade. Ainda não acabou, não acabará nunca, mas completar trinta anos pressupôe a entrada numa fase ainda mais adulta, em que as mães já não são tão necessárias e devem mesmo afastar-se.
O que tenho em mente é viver a minha vida, cada vez mais independente de cada um dos meus filhos, para que eles possam respirar, voar, ser livres.
Não é, afinal, para isso que os educamos?
Fica aqui uma das canções preferidas do meu filho:
É só mais um dia do calendário, mas para mim significa muito mais do que isso. É um envelhecer maior, é o fim duma etapa, é o realizar duma tarefa iniciada quando tive o meu primeiro rebento. Ter filhos é a missão mais difícil que se pode exercer por vontade própria, por que se quer muito, porque nos enche, porque a vida parece não ter significado sem esse desafio. Educar é uma tarefa inacabada e nunca totalmente conseguida.
É claro que se pode viver sem filhos e realizar muitas tarefas nobres, não estou aqui a desmerecer as mulheres que decidem não os ter ou não os podem ter. Estão no seu direito.
Mas ter filhos é uma enorme responsabilidade. Ao olhar para os meus, custa-me a acreditar que já se passaram tantos anos e que tanto da minha vida teve a ver com eles e com a busca da sua felicidade. Ainda não acabou, não acabará nunca, mas completar trinta anos pressupôe a entrada numa fase ainda mais adulta, em que as mães já não são tão necessárias e devem mesmo afastar-se.
O que tenho em mente é viver a minha vida, cada vez mais independente de cada um dos meus filhos, para que eles possam respirar, voar, ser livres.
Não é, afinal, para isso que os educamos?
Fica aqui uma das canções preferidas do meu filho:
domingo, 24 de outubro de 2010
PARENTHOOD- relações familiares
Comecei a ver esta série da FOX LIFE há duas semanas e gostei bastante do primeiro episódio. Gostei tanto que resolvi fazer o download da primeira temporada toda, que consta de 13 episódios.
Já vou no 6º e continuo a gostar, embora possa parecer um pouco cliché por vezes e retrate o típico american way of life, cheio de problemas que se solucionam ao fim de dois episódios e que pode cansar depois de algum tempo. Alguns actores são excelentes e conhecidos de outras séries como Peter Krause - o Nate de Six Feet Under ( Sete palmos de Terra), uma das melhores séries sobre a família que vi na minha vida, Monika Potter, a mãe de Mãe e Filha, que faz um papel totalmente diferente e bastante real.

O conflito de gerações, a solidariedade entre irmãos, os problemas pessoais, os namoros, a deficiência ( autismo) duma criança, a paternidade vs maternidade, a escola, o basebol. são temas actuais e quanto a mim, tratados com delicadeza, ainda que sempre adocicados à americana. Vale a pena ver.


Segundo o meu filho mais velho que começou a ver a série e não gostou, ela tem um defeito: é demasiado real e por isso inquieta quem tem filhos !
Um aparte: ontem resolvi ver parte do último episódio da telenovela Meu Amor na TVI só por curiosidade e fiquei embasbacada com a pobreza geral da série. São os actores que exageram até mais não, ultradramáticos e sem qualquer naturalidade, a história que é uma pepineira a imitar as telenovelas brasileiras, sem pinga de humor, diálogos chatos, lentos, rastejantes, mesmo. Pensar que grande parte da população vê três destas novelas todas as noites é mau de mais! Não admira que o grau de exigência seja cada vez mais baixo e as crianças fiquem estupidificadas desde que começam a ver os Morangos Com Açucar, um atestado à inteligência dos nossos adolescentes.
sábado, 23 de outubro de 2010
Tempo de geleias...e castanhas

Já fiz a minha geleia de marmelo da saison, em duas sessões, uma com marmelos oferecidos pela mãe da minha nora, muito saborosos, mas com alguns problemas ( bichinhos) à mistura, ficou linda, mas escassa. Outra com marmelos comprados no Froiz, excelentes marmelos,
grandes , sãos, mas menos saborosos do que os da aldeia.Os boiões estão cheios a reluzir ao sol, com aquela cor da geleia , que não é vermelha , nem laranja, uma cor indefinível que sabe e encanta mais do que parece.
Na minha casa comiam-se castanhas assadas ou cozidas com geleia nesta altura do ano. A minha Mãe fazia geleia muito bem e orgulhava-se disso. Já a marmelada era um pouco desprezada, não gostávamos muito dela e o meu Pai preferia a goiabada que lhe mandavam da Índia.
Os meus filhos adoram geleia com castanhas,
mesmo no meio do ano ( castanhas congeladas, que basta meter no forno ou na panela). Não faço marmelada, leva muito açúcar e fica para aí sem que ninguém a coma...
Estas fotos não são minhas, mas retratam bem o que este manjar representa para mim ( nós).
Também gosto de castanhas com carne de porco assada e hoje estou a faze-la para o meu filho que veio de Lisboa. É um prazer passar camisas a ferro, cozinhar e vê-lo feliz. É para isto que uma Mãe cria um filho :))
domingo, 26 de setembro de 2010
Waves
Hoje não fui à Foz.
O meu filho veio passar o fim de semana bem curtinho a casa e soam de novo os acordes da guitarra; o ambiente é leve e quente, o que significa termos um filho ao pé de nós. A ausência aumenta a necessidade destes momentos silenciosos em que nos entendemos....sem palavras, que não as da música e dos olhares.
Pintei e estava inspirada. Não gostava do ultimo quadro de modo que destruí-o e pintei outro por cima. São ondas ou velas...peixes...ou simplesmente a minha imaginação. mas gosto dos tons e sobretudo, gostei de o criar no sossego da minha cozinha, depois dum sabado em que arrumei o quarto da minha filha de alto abaixo, tendo que pôr de parte 80% da tralha que se acumulou durante estes 4 anos e que não lhe serve , nem servirá nunca. Ficou um brinquinho, mas deu-me cabo das costas....
Agora depois dum jantar rápido no BB Gourmet, ele voltará para Lisboa, ciente de que aqui a casa estará sempre aberta.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Good bye- see you soon

De novo em viagem, desta feita para Inglaterra, sweet old England.

Vou levar a minha filha que vai lá ficar dois anos a tirar uma MA TESOL. Já lá esteve três anos de 2002 a 2005, volta de novo à sua cidade adoptiva.
O meu filho vai hoje para Lisboa para frequentar o curso do CEJ, no qual entrou with flying colours. Vai para a metrópole, a capital, que é a minha cidade natal. Já sinto um nó na garganta....depois de anos em que eles estiveram aqui presentes, embora vivendo as suas vidas.

Vou enfrentar a solidão a um, desta vez. Olhar para mim mesma e interrogar-me sobre o que quero fazer por e de mim, já que por eles faço tudo e até demais. A minha vida vai dar uma volta de 180º mais uma vez. Tenho de a gerir com bom senso e beleza. Para que os anos que me restam sejam ricos humana e culturalmente.É uma nova etapa que começa no dia 21 com o equinócio.

E last but not least: há os netos, que estão a crescer de dia para dia e que se vão afastando um pouco de nós, dada a vida tão cheia de actividades da escola, musicais, tempos livres, etc. que os ocupam todos os dias. Há que dedicar-lhes momentos belos. Momentos únicos, como os que passei muitas vezes com os meus avós em Lisboa, em Sintra, no Estoril.
Vou voltar a pintar....e continuar a fotografar...a meditar....e a VIVER.
sábado, 1 de maio de 2010
Tempo de pausa
Os últimos dias foram bastante activos e ainda estou a sofrer a ressaca - boa - dos acontecimentos. O dia está lindo, mas não me deu para sair, talvez porque o meu filho mais novo teve um exame importante e estou nervosa, sem saber como lhe correu. Sofro mais com os exames - ou problemas - dos filhos do que com os meus, a ansiedade vai-se avolumando em crescendo até atingir um ponto de desespero, quase. Não sou nada calma quando se trata deste tipo de esperas....

Pus-me a pintar. Tinha uma telazinha daquelas em mdf ( penso que é isso) quadrada, com 30X30 e resolvi cobri-la de impasto há tempos; a ideia era fazer outra coisa. Mas hoje deu-me mais para isto. Usei tintas várias, verde, azul prussiano, azul mais claro, amarelo e branco, são as cores que mais uso em quadros ultimamente. Primeiro pintei simplesmente por zonas, depois usei tinta líquida para fazer pingos, mais escuros e mais claros. O resultado foi este e gosto dele.
Vai aqui com um música ao meu gosto: o soundtrack dum dos filmes que mais gostei na vida e que se adapta bem ao meu estado de espera: As Horas.
É um filme maravilhoso centrado na escritora Virginia Woolf, considerada uma pioneira na introdução da corrente de pensamento no romance.
Pus-me a pintar. Tinha uma telazinha daquelas em mdf ( penso que é isso) quadrada, com 30X30 e resolvi cobri-la de impasto há tempos; a ideia era fazer outra coisa. Mas hoje deu-me mais para isto. Usei tintas várias, verde, azul prussiano, azul mais claro, amarelo e branco, são as cores que mais uso em quadros ultimamente. Primeiro pintei simplesmente por zonas, depois usei tinta líquida para fazer pingos, mais escuros e mais claros. O resultado foi este e gosto dele.
Vai aqui com um música ao meu gosto: o soundtrack dum dos filmes que mais gostei na vida e que se adapta bem ao meu estado de espera: As Horas.
É um filme maravilhoso centrado na escritora Virginia Woolf, considerada uma pioneira na introdução da corrente de pensamento no romance.
sexta-feira, 19 de março de 2010
DIA DO PAI - 19 de Março

"Não me cabe conceber nenhuma necessidade tão importante durante a infância de uma pessoa que a necessidade de sentir-se protegido por um pai." (Sigmund Freud).
Não sei se Freud tinha razão, se não, mas cada vez mais, sinto que a presença e intervenção do Pai na vida dos filhos é vital para o seu equilíbrio e bem estar. Tenho um caso na família em que o Pai faleceu em África quando as filhas tinham 2 anos e 8 meses, respectivamente, e foram educadas apenas pela Mãe, e bem, mas são casos excepcionais e muito difíceis de lidar sem ajuda dos familiares e amigos.
Esta ideia moderna de que os casais se devem separar para libertar os filhos de discussões traumatizantes ou de possíveis ambientes adversos é um pau de dois gumes, se os pais não compreenderem que em primeiro lugar está a felicidade, o bem estar e o equilíbrio dos filhos. O jogo de ping-pong entre casais é terrível para os adolescentes, sobretudo, que bem conheço da Escola.
Separei-me já os meus filhos eram bem adultos e , embora, talvez o devesse ter feito mais cedo, fui eu a lesada, não eles, creio eu.
Os pais modernos são muito mais carinhosos e presentes dos que os antigos. Sobretudo estão mais próximos e substituem as mães muitas vezes, quando elas trabalham.....adoro ver pais a passear com os meninos, nos parques, na praia, a andar de bicicleta na Foz, etc., onde tirei estas fotos.
UM FELIZ DIA DO PAI!
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