quarta-feira, 11 de abril de 2012

Cores em movimento

Mudei ontem as cores de fundo do meu blogue. Já estava cansada do mesmo estilo, que aliás tinha sido gerido pelo meu irmão há tres anos. O blogger mudou e possibilita muito mais criatividade. Ainda não está como quero, mas não convém o choque ser demasiado brusco.

Vivemos no reino dos azuis, a minha cor preferida:))

Bjos a todos os que seguem fielmente este espaço. Estamos a ter uma média de 230 leituras todos os dias, o que é muito bom.

Fica aqui uma foto tirada ontem na Foz.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Goodbye

A minha filha vai já amanhã para Leeds. Passaram tão depressa, 15 dias a correr.
Ela trabalhou grande parte do tempo, só fomos ao cinema uma vez, à Foz duas vezes, passear no Botanico e pouco mais.
A vida é assim....ambas sabemos quando nos apetece estar sós...ambas respeitamos o sossego uma da outra. E ambas temos a paixão da natureza e a loucura pelo mar.

Oiço a sonata Apassionata de Beethoven no Mezzo e sinto um nó na garganta.

Ficam-me as imagens duma tarde linda na praia dos Ingleses, depois de almoçarmos na Varanda do Sol, que estava às moscas, com aquela vista imensa sobre a praia e o mar. Preços acessíveis, comida italiana, mas dois ou três clientes apenas....é a crise.


Cá fora no terraço do Café dos Ingleses estava-se bem, o sol era quente e o vento aguentava-se com os casacos e cachecol. A minha filha molhou os pés, pois é maluca :), como eu era dantes...sozinha no meio da praia deliciou-se com a frescura da espuma a salpicar-lhe as calças de fazenda. Ela gosta de mar e nunca tem frio. Já este ano tomou banho a sério em Matosinhos. Eu via de cá de cima e fotografava....



 Agora é tempo de embalar as trouxas e zarpar. O avião e o comboio levá-la-ão de novo para o seu Yorkshire adorado e o meu coração irá com ela, mrrendo um pouco.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Os passarinhos




Um momento com o concerto dos pássaros cantando em Domingo de Páscoa.

Os passarinhos




Um momento no Jardim Botânico. Não posso evitar os ruidos da VCI, mas mesmo assim vale a pena ouvir a passarada feliz em Domingo de Páscoa.

Boa semana!

domingo, 8 de abril de 2012

Paz e tranquilidade

Quem dera a muita gente poder gozar desta Paz que me invade neste Domingo, após um almoço simples mas tradicional num restaurante daqui da zona com os meus dois filhos, passeio a pé a seguir pelos jardins da faculdade de Ciências - lindíssimos nesta Primavera resplandecente - e pelo Botânico, onde consegui fazer um curto vídeo que vou tentar colocar aqui daqui a dias.
Quase que não se ouviam carros, hoje, as gaivotas piavam e os passarinhos - tantos - chilreavam saudando a ausência quase total de poluição e certamente, o ambiente mais saudável desta estação do ano. As árvores seculares erguiam-se
majestosamente como sempre, transportando milhares de folhinhas novas dum verde indescritível. A natureza canta a plenos pulmões nesta época do ano e só quem não quer, é que não vê este esplendor.
Os portões do jardim estão abertos, não se paga nada, fica-se mais rico, mais calmo, mais feliz, depois duma experiência destas.
Admiro-me ao ver os shoppings cheios em dias como este. Por acaso ontem fui ao cinema com a minha filha e estava quase vazio, apesar de ser sábado.
Ainda bem. As crianças precisam de contacto com a natureza, os meus netos passaram estes dias na terra do Avô materno
e certamente vêm de lá com mais amor à vida. Não há TV, não há PCs, não há tecnologias idiotas a espevitar a imaginação...há a paz dos campos, dos riachos e a grandeza das árvores que se elevam, gloriosas a cantar ALELUIA, mesmo quando o país parece querer rastejar.

Domingo de Páscoa - Halleluja




FELIZ PÁSCOA!

sábado, 7 de abril de 2012

Dia cinzento - Sábado de Aleluia

Gosto de dias cinzentos.
Hoje ameaça chuva, mas ainda não vi gotas de água.
Lembrei-me de ir rever algumas fotos a preto e branco e a cores tiradas em dias
cinzentos e encontrei umas que fiz há meses num dia em que saí de autocarro na Cordoaria - praça de que gosto muito junto aos Clérigos - e chovia bastante.

Apesar disso, andei por ali com a máquina e as fotos ficaram muito românticas, muito Porto...resolvi pô-las aqui hoje, Sábado de Páscoa, dia que nada me diz, dia morto, dia cinzento...
Bach coaduna-se bem com estas fotos. Um Andante lindo do Concerto Brandeburguês nº 2.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sexta- Feira Santa

Um quadro acabado ontem e intitulado : Sexta Feira Santa


Um poema de Manuel António PIna:

A Poesia Vai Acabar

A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
— Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? —


Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde"

e o Agnus Dei da Missa em B-minor de Bach pelo maravilhoso contratenor Andreas Scholl:

quinta-feira, 5 de abril de 2012

5ª Feira Santa

Era uma tarde religiosa. Muito mais importante do que a 6ª ou o sábado. Nela se celebrava a Ultima Ceia e a Paixão de Cristo. Assisti a muitas celebrações na igreja dos Jerónimos, a minha paróquia, cantei no coro lá em cima e cá em baixo, ouvia ler as Escrituras, emocionava-me com as palavras de Jesus e sobretudo com o seu sofrimento. Vibrava com a liturgia como se eu própria vivesse nesse tempo. Fui sempre sensível à doutrina de Jesus e na faculdade segui a cadeira de História do Cristianismo, apaixonante e muito bem dirigida pelo P. Honorato Rosa, uma pessoa que me marcou e que infelizmente, faleceu ainda eu andava na faculdade. Ao ver os Manuscritos do Mar Morto em Jerusalém, lembrei-me do entusiasmo com que ele falava de tudo isso e como nos empolgava a nós também. Fiquei a conhecer muito melhor as raízes do Cristianismo e o background em que tudo se desenrolou.
Paradoxalmente estar em Jerusalem, no Jardim das oliveiras, em Nazaré, na Galileia, onde tomei banho de mar, no Mar Morto, ver o deserto e os Montes Golan não me entusiasmou tanto como esperava.
Gostei mais de Petra na Jordânia, que nada tem a ver com os cristãos.

Hoje choca-me um pouco a indiferença das pessoas pela Semana Santa. Parece que só serve para a diversão, férias, e futilidades como as amêndoas e o desgraçado pão de ló. Não sou praticante, mas a tradição é bela.
Fica aqui parte do Requiem de Mozart, uma das mais tristes árias que ele à beira da morte, ditou ao seu escrivão, segundo conta o filme Amadeus.