Há tempos fiz um quadro em tons de lilás e azul, que ficou muito especial. Tinha um misto de futurista e de gótico e o efeito com a moldura era lindo. Ofereci-o no Natal a uma pessoa que me é muito querida e ela, segundo me disse, pintou uma parte da parede da sala a combinar com o quadro, tal foi a alegria de o receber.
Hoje encontrei, por acaso, a fotografia do mesmo aqui nos arquivos e tive vontade de usar as mesmas cores num quadro diferente.
Usei impasto para dar a textura que desejava e ainda os tais vidrinhos minúsculos que dão à tela um efeito magnético.
Antes de ir para a fisioterapia, dediquei-me a lançar a tinta muito líquida sobre a tela, em cores muito enigmáticas e frias: branco, azul, violeta, que misturados criaram outros tantos tons maravilhosos.
Quando vim da fisioterapia, olhei para o quadro e gostei, mas precisava de mais branco, estava um pouco escuro demais, apliquei branco diluído e mais violeta. Deixei secar e só agora duas horas mais tarde o fotografei ainda sem verniz que dará o toque final.
Parece Art Nouveau, faz-me lembrar livros que havia em casa da minha Avó cujos inícios de capítulo eram decorados com ilustração muito rebuscada a negro.
Entretanto, pus-me a ouvir um concerto que adoro desde há muito: Concerto para violoncelo de Elgar, que já aqui mencionei a propósito de Jacqueline Du Pré, a violoncelista inglesa que morreu muito nova , mas deixou um legado imortal.
Ficam aqui os dois quadros e o concerto em questão:
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
sábado, 27 de março de 2010
Jacqueline du Pré

Foi uma violoncelista precoce, a quem se preconizava um futuro brilhante, semelhante ao de Anne-Sophie Mutter, que a todos maravilha com a sua virtuosidade. Nascida em Oxford - Inglaterra - notabilizou-se no violoncelo, que começou a tocar aos 4 anos. Ao ouvir na radio o som do instrumento, virou-se para a Mãe, também ela música, e disse: "É isto que eu quero tocar".
Foi aluna dos mais brilhantes violoncelistas do mundo e Rostropovich, ao ouvi-la, concedeu que era a única executante que conhecia capaz de vir a exceder a sua (dele)própria fama e qualidade.
Jacqueline du Pré celebrizou uma peça menos conhecida do grande público - O Concerto para violoncelo de Elgar, que a ela associam todos os que a conheceram. Casada com outro gigante da música contemporânea, o maestro pianista Daniel Barenboim, percorreu o mundo, dando concertos inesquecíveis para quantos os ouviram durante doze anos. Aos 27 foi-lhe detectada esclerose múltipla, doença que a impediu de continuar a carreira; veio a falecer aos 42 anos.
Uma perda enorme para quem a considerava um génio do violoncelo e guarda na memória a sua presença bela, esfusiante e emotiva nos palcos.
Ofereço-vos uma parte do 1º andamento deste concerto, que desde que ouvi pela primeira vez como música de fundo duma série da BBC - Paradise Postponed ( Paraíso adiado) nos anos 80, se tornou uma das minhas peças musicais de culto. Oiçam bem o som do violoncelo e a virtuosidade da intérprete.
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