Há tempos fiz um quadro em tons de lilás e azul, que ficou muito especial. Tinha um misto de futurista e de gótico e o efeito com a moldura era lindo. Ofereci-o no Natal a uma pessoa que me é muito querida e ela, segundo me disse, pintou uma parte da parede da sala a combinar com o quadro, tal foi a alegria de o receber.
Hoje encontrei, por acaso, a fotografia do mesmo aqui nos arquivos e tive vontade de usar as mesmas cores num quadro diferente.
Usei impasto para dar a textura que desejava e ainda os tais vidrinhos minúsculos que dão à tela um efeito magnético.
Antes de ir para a fisioterapia, dediquei-me a lançar a tinta muito líquida sobre a tela, em cores muito enigmáticas e frias: branco, azul, violeta, que misturados criaram outros tantos tons maravilhosos.
Quando vim da fisioterapia, olhei para o quadro e gostei, mas precisava de mais branco, estava um pouco escuro demais, apliquei branco diluído e mais violeta. Deixei secar e só agora duas horas mais tarde o fotografei ainda sem verniz que dará o toque final.
Parece Art Nouveau, faz-me lembrar livros que havia em casa da minha Avó cujos inícios de capítulo eram decorados com ilustração muito rebuscada a negro.
Entretanto, pus-me a ouvir um concerto que adoro desde há muito: Concerto para violoncelo de Elgar, que já aqui mencionei a propósito de Jacqueline Du Pré, a violoncelista inglesa que morreu muito nova , mas deixou um legado imortal.
Ficam aqui os dois quadros e o concerto em questão:
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Dreams
Hoje fiz um quadro em MDF. Para quem não sabe o que é, explico.É uma placa de madeira fina, cortada para ser trabalhada. Neste caso para ser pintada.Já tinha usado este material num workshop do atelier, mas nessa altura cobri-a de gesso e depois moldei o gesso, de modo que a tinta não tocou directamente na madeira.
Hoje usei impasto para dar alguma espessura à madeira, mas só o coloquei nalguns locais, havendo partes que não ficaram cobertas. Usei tintas muito líquidas , azul, verde, roxo, castanho e além do pincel, trabalhei com utensílios que nunca usei na vida: esfregão de arame ( faz uns efeitos espantosos na madeira), esponja verde para enxaguar e alisar e uma espátula.
O resultado foi este, ainda sem verniz...é lindo ( na minha modesta opinião). Acho que vou fazer outro amanhã no atelier. Tenho de arranjar mais MDFs... e palha de aço!
se quiserem ver pormenores, cliquem na foto.
Chamei-lhe "dreams" porque tem um não sei quê de onírico.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Há pouco
acabei este quadro. Já o tinha em mãos há dias, mas ainda não estava "esmeoçado" :)))...agora já tomou forma e cor. Gosto muito de misturar azuis, verdes e amarelos - e dão tons tão diversos entre si! Este quadro poderia ser o fundo do mar, o interior duma floresta ou imagem dum livro de contos fantasmagóricos ( que eu gostaria de saber escrever).

Vai aqui acompanhado de música, que já há muito não coloco aqui.
É o tema do filme " The Hours", que a par de " O Piano" foi um dos filmes que mais me impressionou em toda a minha vida. É um filme sobre três mulheres em épocas diferentes, que só têm em comum uma delas, Virginia Woolf, a romancista inglesa, brilhante escritora, que sofria de esquizofrenia, no tempo em que não havia cura nem medicamentos para essa doença. Um filme dramático que nos deixa pregados na cadeira com música sublime de Philip Glass, que podem ouvir aqui em versão s+o para piano.

Vai aqui acompanhado de música, que já há muito não coloco aqui.
É o tema do filme " The Hours", que a par de " O Piano" foi um dos filmes que mais me impressionou em toda a minha vida. É um filme sobre três mulheres em épocas diferentes, que só têm em comum uma delas, Virginia Woolf, a romancista inglesa, brilhante escritora, que sofria de esquizofrenia, no tempo em que não havia cura nem medicamentos para essa doença. Um filme dramático que nos deixa pregados na cadeira com música sublime de Philip Glass, que podem ouvir aqui em versão s+o para piano.
sábado, 31 de outubro de 2009
Bom fim de semana de Outono
Outono 1 - pastel seco sobre papel
Hoje está um verdadeiro sábado de Outono. O céu está cinzento claro, cheira a maresia aqui onde eu moro, não muito longe do mar, como que a prever um agravamento para chuva provável, ou - com sorte - um céu azul que dissipará toda o nevoeiro. On ne sais jamais à Porto!!

red forest - guache sobre papel
Ando com vontade de ver mais cores de Outono, mas as árvores este ano recusam-se a despir o verde, sentem-se bem com o sol
e alguma água só de vez em quando, não nos estão a dar as tonalidades do ano passado, em que a cidade parecia dourada.

Riacho - guache sobre papel
À falta de fotografias deste Outono tardio, decidi colocar aqui algumas das minhas pinturas sobre o tema. Grande parte foi feita no início da minha aprendizagem, de modo que não esperem demasiado delas!!

Autumn reflections - pastel de óleo sobre papel
Têm o mérito de ter sido pintadas em casa - todas - sem ajuda de nenhum professor ( na época do defeso na gíria futebolística), pelo mero prazer de criar algo de que gosto com materiais fáceis de usar em tardes de relaxamento total passados aqui na minha cozinha.
Abstracto outonal - acrílico sobre tela
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Os azuis
Sou louca por azuis, todos os tons de azul, desde o azul marinho, ao azul prussiano, ultramarino, turquesa, bébé, celestial, todos parecem ter uma simbiose de tonalidades para o qual me sinto tentada. Tenho roupa azul que nunca mais acaba,T-shirts azuis e brancas, azuis verdes, azuis e azuis:), calças de ganga azuis, fato de banho azul. Uso-os sobretudo no verão e primavera. No outono opto por tons de castanhos e verdes, beiges e por vezes preto, mas não muito.
Ao fazer os quadros que coloquei aqui ontem, nenhum deles continha azul - ou apenas um pequena porção. Queria fazer um parecido - segundo as mesmas técnicas mas que juntasse os azuis e verdes - o mar - sempre - a convidar-me. Após quatro tentativas , hoje acho que acertei. No meio de arrumações, tira mesa da aqui, pôr mesa acolá, estive a pintar. Salpiquei a parede de azulejo, mas felizmente sai bem com uma esponja verde e água.

Gosto bastante deste....ainda sem nome.
Ao fazer os quadros que coloquei aqui ontem, nenhum deles continha azul - ou apenas um pequena porção. Queria fazer um parecido - segundo as mesmas técnicas mas que juntasse os azuis e verdes - o mar - sempre - a convidar-me. Após quatro tentativas , hoje acho que acertei. No meio de arrumações, tira mesa da aqui, pôr mesa acolá, estive a pintar. Salpiquei a parede de azulejo, mas felizmente sai bem com uma esponja verde e água.

Gosto bastante deste....ainda sem nome.
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