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quinta-feira, 7 de julho de 2011

No reino da fantasia

Hoje ao vir do Cidade do Porto, passei pela loja de artigos de arte e trouxe novas bisnagas, pinceis e uma tela quadrada. sentia-me com vontade de pintar...não sei porquê, queria experimentar outro estilo, tentar outras cores, métodos...
Não sou pessoa para fazer o mesmo quadro muitas vezes, embora já tenha repetido o tema do mar e das árvores muitas vezes. Quanto a abstractos, são todos diferentes, mesmo quando as técnicas usadas são iguais.

Hoje usei os meus dedos em vez dos pinceis, como as criança fazem na escola. Fi-lo eapontaneamente , molhando as pontas e tirando a tinta directamente das bisnagas. Gostei do efeito e fui completando até ter um quadro que me diz alguma coisa.
Enviei uma foto a um amigo meu inglês e ele não acreditou que só tivesse usado os meus dedos. Mas é verdade!

Ainda não lhe pus verniz nenhum, talvez o deixe assim mate.

E porque gosto muito deste poema de Sophia Mello Breyner, transcrevo-o aqui a acompanhar o quadro, que, provavelmente, nada tem a haver com ele.

Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.

Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.

Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.


Chamei-lhe No Reino da Fantasia.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

M. Sousa Ribeiro



Não é o nome de nenhum escritor, nem, que eu saiba de nenhum pintor...mas se há alguém que tenha contribuído para o desenvolvimento das artes no Porto, seguramente terá sido este "criador comercial" de materiais para as Belas Artes.
A M. Sousa Ribeiro é uma sociedade familiar, composta por dez irmãos, mas apenas três estão na direcção. Nasceu em 1956, exactamente na Rua Sá de Bandeira, pela mão de Manuel Sousa Ribeiro, pai dos actuais sócios. Na altura, era uma papelaria e chamava-se, apenas, Sousa Ribeiro. Mais tarde, o dono decidiu especializar-se num ramo do negócio para escapar às dificuldades económicas. Surge, assim, a M. Sousa Ribeiro, especializada em artigos artísticos, que se transferiu para Sampaio Bruno durante 17 anos, mas que voltou, finalmente, ao local mais "nobre" da Baixa portuense.

A loja agora mais visível do que a anterior, situada em frente da Brasileira, é uma verdadeira tentação para quem gosta de pintar, de bricolage, trabalhos manuais e artes visuais de todo o género, sem falar do seu aspecto cosy, cheio de luz, extremamente arrumado e cuidado, um regalo para a vista e um perigo para a carteira.





Uma pessoa perde-se....e encontra-se uma hora mais tarde na caixa com os inúmeros itens que resolveu aduirir, não porque precise deles com urgência, mas porque não se resiste ao apelo de tanta "cor em movimento".
Hoje estive lá, antes de ir comprar os bilhetes para levar os meus netos ao "Feiticeiro de Oz" no Rivoli. Vim com 4 pasteis de óleo para juntar à minha caixa de 50 que veio de Paris ( trés chique), um esfuminho, três telas em MDF, fininhas e apetitosas, um pendente feito em Itália pintado à mão, dois pinceis, uma bisnaga de acrílico azul prussiano, um bloco, cola, enfim....tudo objectos de uso diário e de extrema necessidade :))

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Novo abstracto

Novo abstracto
Ontem depois de uma longa conversa com o meu professor, resolvi ir para casa e compôr um acrílico, material em que não tocava desde Maio. Não sei porquê e apesar de ter bastantes bisnagas que comprei antes das férias, não me dediquei a usá-las como ao pastel e guache. Já me tinha esquecido da força das cores e das possibilidades criativas do acrílico sobre papel. Nem sequer usei tela.





Usei um pincel de que gosto muito, em leque - comprado nos EU - que faz efeitos espantosos conforme a força com que se apoiam os pelos no papel ou a posição em que é usado.
O resultado foi este. Não tem nome. Não me sugeriu nada de especial, mas gosto das cores, sobretudo do roxo e lilás, contracenando com os azuis.