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quinta-feira, 7 de julho de 2011

No reino da fantasia

Hoje ao vir do Cidade do Porto, passei pela loja de artigos de arte e trouxe novas bisnagas, pinceis e uma tela quadrada. sentia-me com vontade de pintar...não sei porquê, queria experimentar outro estilo, tentar outras cores, métodos...
Não sou pessoa para fazer o mesmo quadro muitas vezes, embora já tenha repetido o tema do mar e das árvores muitas vezes. Quanto a abstractos, são todos diferentes, mesmo quando as técnicas usadas são iguais.

Hoje usei os meus dedos em vez dos pinceis, como as criança fazem na escola. Fi-lo eapontaneamente , molhando as pontas e tirando a tinta directamente das bisnagas. Gostei do efeito e fui completando até ter um quadro que me diz alguma coisa.
Enviei uma foto a um amigo meu inglês e ele não acreditou que só tivesse usado os meus dedos. Mas é verdade!

Ainda não lhe pus verniz nenhum, talvez o deixe assim mate.

E porque gosto muito deste poema de Sophia Mello Breyner, transcrevo-o aqui a acompanhar o quadro, que, provavelmente, nada tem a haver com ele.

Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.

Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.

Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.


Chamei-lhe No Reino da Fantasia.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Novo abstracto

Novo abstracto
Ontem depois de uma longa conversa com o meu professor, resolvi ir para casa e compôr um acrílico, material em que não tocava desde Maio. Não sei porquê e apesar de ter bastantes bisnagas que comprei antes das férias, não me dediquei a usá-las como ao pastel e guache. Já me tinha esquecido da força das cores e das possibilidades criativas do acrílico sobre papel. Nem sequer usei tela.





Usei um pincel de que gosto muito, em leque - comprado nos EU - que faz efeitos espantosos conforme a força com que se apoiam os pelos no papel ou a posição em que é usado.
O resultado foi este. Não tem nome. Não me sugeriu nada de especial, mas gosto das cores, sobretudo do roxo e lilás, contracenando com os azuis.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Poplars



Gosto muito da palavra choupos em inglês. É musical. Esta árvore é uma das minhas preferidas, pela leveza das suas folhas, os seus troncos quase argênteos, a verticalidade com que se espalham na paisagem. Monet pintou-os magistralmente.
Fazem parte do meu imaginário de criança e adolescente, porque na nossa casa havia uns tantos que se faziam ouvir ao fim da tarde quando o vento era mais forte.
Já pintei outros quadros com choupos, ontem resolvi experimentar uma técnica mixta, ou seja, guache e pastel. Primeiro usei o guache para dar os tons verdes e acastanhados das folhas e o azul do lago. No fim , o pastel para sublinhar os troncos, salpicar as folhas de um cinzento esverdeado e desenhar os reflexos na água. Com o esfuminho, o pastel ficou entranhado no guache. Por fim ainda usei guache de novo e um pincel em leque para melhorar os reflexos.
É simples, gosto dele.