Hoje resolvi fazer um almoço diferente do habitual, convidando os meus dois netos mais velhos e o meu filho mais novo para almoçarem comigo num restaurante de que sou fã incondicional: A Máscara, na Av. Brasil- Foz.
Costumo ir lá jantar, mas desta feita fomos pelas 13, tendo já mesa marcada ontem.
É agradável sair com os pequenitos, ainda que o mais novo seja um pouco impaciente. Pedi fondue, que é o prato tradicional deste restaurante, com salada e batatas fritas. A carne vem toda cortadinha para ser introduzida no óleo a ferver e comida com molhos vários. A princípio o meu neto mais novo disse: é só isto para comer? Mas depois de provar os deliciosos pedacinhos, comer batatas fritas, torradinhas e salada, ficou mesmo feliz.
Findo o repasto fomos descendo até à Praia da Luz, onde havia mesas livres, mesmo em cima da praia, onde eles podem brincar à vontade. Coleccionaram umas vinte conchinhas, todas elas bonitas, búzios pequeninos, cascas de moluscos, etc. Vim com os bolsos do casaco cheios ( e a inevitável areia também!), quando chegámos puzémos todo o arsenal dentro de duas caixinhas de madeira pintada. Colámos três conchas na tampa, o que lhes deu ainda mais graça.
O meu filho foi para casa pois ainda tinha de trabalhar.
São estes momentos que nos fazem gostar de viver. Ver os miudos felizes e sair com eles enquanto posso...esperemos que seja por muito tempo ainda.
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domingo, 12 de fevereiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
Primavera precoce
Temperaturas primaveris, sol radioso e quente, vento calmo, mar com ondas regulares, o ideal para se passarem momentos divinais na Foz.
Saó pelas 12.30, apanhei o autocarro quase logo - este ia vazio - e saí na Rua do Farol, que já me conhece dos fins de semana. Desci até à marginal, onde não se via quase ninguém. Deviam estar a almoçar, pois duas horas depois o café encheu-se. Ocupei uma das deck-chairs junto à rede e perdi-me em contemplação.
Tirei algumas fotos , poucas, desenhei durante um pedaço, olhei as ondas que se desdobravam de encontro à "minha rocha" sem grande violência , mas com muita espuma. Não havia navios à vista, nem surfistas...algumas gaivotas,poucas.Uma paz quase celestial...música do meu Ipod que variou entre Carlos Paredes, sempre vibrante, John Denver, o melhor cantor de música country que conheci e Joe Dassin, cujas canções me fazem chorar...
Não sei porque bambúrrio da sorte me é oferecido um dia assim, sem stress, sem telemóveis ( esqueci-me do dito cujo e foi uma benção), sem música pimba, sem horas...se mereço, não sei. Só sei que o aproveito até à última gota.
Venho embora quando o resto do pessoal está a vir. Passo pela confeitaria a comprar pão e bolo-rei, que vou comer ao chá...e ainda pelo chinês a trazer umas telas quadradas que só lá encontro.
Na paragem não há ninguém. O autocarro chega logo e nele só vão umas três pessoas. Ainda estou naquele modo meio zombie, não quero barulho, nem zangas,nem gritos, nem buzinas...quero continuar a viver o meu sábado como se não houvesse mais nada.
Saó pelas 12.30, apanhei o autocarro quase logo - este ia vazio - e saí na Rua do Farol, que já me conhece dos fins de semana. Desci até à marginal, onde não se via quase ninguém. Deviam estar a almoçar, pois duas horas depois o café encheu-se. Ocupei uma das deck-chairs junto à rede e perdi-me em contemplação.
Tirei algumas fotos , poucas, desenhei durante um pedaço, olhei as ondas que se desdobravam de encontro à "minha rocha" sem grande violência , mas com muita espuma. Não havia navios à vista, nem surfistas...algumas gaivotas,poucas.Uma paz quase celestial...música do meu Ipod que variou entre Carlos Paredes, sempre vibrante, John Denver, o melhor cantor de música country que conheci e Joe Dassin, cujas canções me fazem chorar...
Não sei porque bambúrrio da sorte me é oferecido um dia assim, sem stress, sem telemóveis ( esqueci-me do dito cujo e foi uma benção), sem música pimba, sem horas...se mereço, não sei. Só sei que o aproveito até à última gota.
Venho embora quando o resto do pessoal está a vir. Passo pela confeitaria a comprar pão e bolo-rei, que vou comer ao chá...e ainda pelo chinês a trazer umas telas quadradas que só lá encontro.
Na paragem não há ninguém. O autocarro chega logo e nele só vão umas três pessoas. Ainda estou naquele modo meio zombie, não quero barulho, nem zangas,nem gritos, nem buzinas...quero continuar a viver o meu sábado como se não houvesse mais nada.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010
E a Foz aqui tão perto
Hoje fui comer qualquer coisa ao café, como de costume. O café não é nada de especial, um local bastante feioso, mas com esplanada em frente do Jardim Botânico, o que é, em si mesmo, um privilégio.
Estava ali sentada e pensei: Porque não ir à Foz, nada tenho de compromissos ( que bom estar reformada) está um tempo maravilhoso, sem vento. E calor a sério.
Meu dito, meu feito. Meto-me no autocarro acompanhada do meu IPOD novo ( Touch) e na minha Leica e lá vou eu no autocarro 200 que vai bem cheio de meninos das escolas.
No bar dos Ingleses, não há ninguém dessa nacionalidade, que eu repare, só portugueses. Mas na praia andam alguns turistas a passear e a ...namorar. Tudo muito calmo, uma leve névoa, onde pairam as gaivotas, mar chão com poucas ondas e petroleiros lá muito longe, mais sombras que navios.
É bom ouvir a música de Wim Mertens que o meu professor de pintura me emprestou e que gravei no Ipod e olhar para o mar. Ao sol. Enche-me de prazer quase físico...é uma pausa neste "concerto da crise" mais que desafinado e lamentoso.
Enquanto se puder ir à Foz ver o mar pela módica quantia de 1.60 euros, ainda não estamos mal. Mas se tomarmos um café e comermos um queque já pagamos dois euros, o que não é muito, pois podemos sentar-nos em deck chairs durante horas. Leio o Y do Publico, a única parte que me interessa hoje em dia...há concertos e teatro em todas as cidades, será que há dinheiro para os bilhetes? É impressionante a quantidade de espectáculos anunciados por esse país fora, com destaque para a minha cidade natal, como era de esperar. Já tenho saudades dum concerto da Gulbenkian ou na Aula Magna. Já foi há 35 anos que saí de lá!
domingo, 4 de julho de 2010
A praia dos "pobres"
A Foz é zona de ricos, de gente abastada, que se orgulha de ter nascido no Porto, na zona mais "queque" da cidade, onde o mar e o rio se abraçam e as vistas se alargam até ao horizonte quase até às Américas, tivéramos nós olhos telescópicos. A Foz sempre foi a zona mais cara por metro quadrado, está hoje repleta de condomínios fechados, que se amontoam sem grande beleza de modo a proporcionar aos habitantes mais mar das suas varandas. E continua cara, apesar de haver outras zonas chiques como Matosinhos sul.
Simultaneamente,a Foz continua a ser e será sempre o local de veraneio dos mais pobres,os velhotes da 3ª idade, aqueles que vão no autocarro 200 ou no 204 ( como eu) para ver o mar e apanhar sol aos Domingos.
Gosto de me misturar com esta gente do povo, fico feliz de os ver ter uns momentos de lazer entre dias difíceis de trabalho árduo fora e em casa, saúde precária e falta de dinheiro para o essencial. Falam das suas vidas, dos hospitais, dos medicamentos cada vez mais caros, dos patrões ( que os não ouvem, pois não andam de autocarro), das rendas, enfim, de temas banais do seu dia a dia.
Rui Rio disse ontem que em 2011 todas as praias da Foz teriam bandeiras azuis. E Acrescentou que a Praia dos Ingleses ( a minha :))) tinha poluição zero neste ano.Que isto era bom para que as pessoas mais pobres da cidade pudessem usufruir de férias junto às suas casas. Diria mesmo, quase à soleira da porta.
Fui lá confirmar. A bandeira azul,
O Café do Ingleses pôs uma nova veste para o Mundial,
À vinda vou para a paragem, onde já umas sete pessoas aguardam o autocarro, que já lá está postado, sai pontualmente de vinte em vinte minutos e passa em frente da minha casa. Irmano-me com os mais pobres, sem qualquer preconceito, não tenho carro, também gosto de mar e de sol e não me importo nada de conviver com gente anónima para mais um "evento" estival.Que a sorte e a saúde me permitam ter muitas tardes assim. Gente rica e gente pobre reunidas no local mais democrático que conheço: a praia.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
E a Foz aqui tão perto
É inacreditável. Em que parte do mundo é que se tem o mar assim tão perto duma segunda cidade do país, fazendo parte integrante da cidade, banhando-a de águas bem salgadas e tornando os nosso passeios em fulgorantes contactos com a Natureza?
Hoje resolvi ir fazer o meu passeio "dos tristes" ( não sei porque o apelidaram assim, pois todas as pessoas que vi estavam felizes e em paz).
O dia estava um pouco instável, com vento de sudoeste a prometer viragem, mas o céu tinha longas manchas azuladas,não chovia e a paisagem tornava-se animada, vigorosa e até encapelada.
Estive fora enquanto aguentei a aragem, depois fui para dentro, sentei-me nos belos pouufs do café dos Ingleses - o melhor café da Foz. Lá dentro parece que se está num barco, pois a varanda debruça-se sobre o mar e nem se vê a areia.


Mais tarde fui até à areia que estava limpinha como na época balnear- dizem que o molhe impede as destroços de virem para as praias, ainda bem. Não se via uma garrafa, uns sapatos, peixes mortos, nada se não seixinhos lindos, conchinhas e a espuma enorme, lindissima espraiando-se pelo areal.
Quando dei por ela, estava toda molhada até aos joelhos. Veio uma onda grande com que não contava e lá se foram as minhas novas sapatilhas do Lidl ( 4 euros) , e as calças de malha, meias, etc. Tudo a cheirar a mar....:))
O autocarro leva 10 minutos da minha casa a R. Do Farol, a 2 minutos da praia. Sei o horário e não espero nunca. É o ideal para não ter de arrumar carros, nem pagar um balúrdio por um taxi. Sou uma privilegiada por andar de autocarro, sem o minimo problema. Fazia-o em Lisboa, fi-lo em Londres, na Alemanha, em todo o lado, porque não aqui no Porto?
Por favor, cliquem nas fotos. Vale a pena!
domingo, 4 de outubro de 2009
Domingo de Outono

Um belo Domingo, com sol - embora um pouco envergonhado - temperatura quente quase tropical, Foz cheia de poovo nacional e estrangeiro ( será por causa da Ryanair que há muitos mais alemães no Porto?), o "meu" café dos Ingleses com a mesa do canto junto à praia livre e as deck-chairs vazias para a sesta depois do "prandium" ( almoço). O que é que se pode querer mais?

O mar está bravio, maré cheia, a embater contra aquele rochedo que tem mais histórias para contar que a minha Avó ( teria), ali em frente à varanda, pronto a deixar-se chicotear pelas ondas e a permitir que a rebentação brilhe em repuxo contra-luz. Um espectáculo, a 15m de autocarro da minha porta. Não esperámos - eu e a Luisa - mais do que 2 minutos pelo dito cujo e lá fomos pelas 13horas, juntamente com idosos que aproveitam o domingo para passear de transportes públicos, já que não têm carro nem saúde para andar a pé. Conhecem-se todos, falam uns com os outros ( de doenças, claro), não há discussões, nem pressas...é domingo.

Na praia uma dúzia de malucos alemães tomam banho de mar em cuecas - boxers talvez - radiantes com a proeza e com os mirones que os olham com espanto da varanda do café. O sol escalda por entre as nuvens e a água deve estar gelada, mas os efeitos energéticos devem ser elevados, pois dão direito a grandes canecas de cerveja no rescaldo da festa. Falam alto, gesticulam e pensam: Isto é que é vida e esta gentinha sempre a protestar contra tudo e todos....têm um clima que é uma dádiva de Deus!"
Oiço alguma música no meu Ipod para calar a "salsa" que vem pelos altifalantes: Agnus Dei de Bach, Chaconne da partita para violino de Bach-Buisoni, tocada pelo grande-pequeno Eygen Kissin. Evasão total...e o estrondo das ondas em pano de fundo.

Para terminar um chá de canela e maçã com scones, tudo muito bem feito e barato. O café tem mudado de mãos , mas continua acessível e oferece uma localização privilegiada. Como podem ver pelas fotos, parece que se está na amurada dum navio e a boca fica cheia de sal...
Após mais um passeio de autocarro para casa, ainda passo sozinha pelo Jardim Botânico, que vai fechar dentro de meia hora, para visitar os nenúfares e as rosas, abertas e oferecidas aos poucos que por lá passeiam.


Ofereço estas flores aos leitores deste blogue, que fielmente têm acompanhado a minha vida quotidiana. Bem hajam!
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
3030 entradas

Estou espantada com a afluencia de visitantes a este humilde blogue, mais diário do que outra coisa. Estou a escrever-vos do cybercafé, rodeada de ingleses - bifes- por todos os lados, só se ouve essa língua e a TV em inglês do Eurosport. Mas o café e tipicamente português com queijadinhas, bolos de amendoa, D. Rodrigos maravilhosos feitos por uma senhora aqui da Luz, cores berrantes e gelados Olá. Uma perfeita fusão luso-britanica.
Obrigada pela vossa comparencia. Espero continuar a agradar....e peço-vos comentários...mesmo telegráficos. É bom ter feedback.
Vou voltar para o Porto amanhã...cinco horas no Pendular a percorrer Portugal de lés a lés....sul-norte, das planicies secas ao verdejante Douro litoral. O pais é lindo visto do comboio e dá para ler um bom romance ou ouvir musica clássica no meu Ipod. A vida é bela...
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Blogue=diário

Hoje decidi imprimir as folhas do blogue - em rascunho rápido, para não gastar muita tinta. É bonito, depois de editado em papel, embora haja lacunas, como as músicas que não imprimem e fica só um espaço em branco. As fotos, embora um pouco desbotadas distinguem-se bem e funcionam como um diário de viagem, de recordações, anotações filosoficas, pensamentos, mensagens, etc.
Nunca tive paciência de escrever diários, mas acho que a minha vida tem muita coisa bela e que gostava de registar. Só neste vinte dias, já transmiti uma série de sensações, de desejos, de pequenos prazeres, exemplos de beleza visual no registo de poemas, pinturas, fotos, canções,prosa livre.
Não tive muito feedback, é verdade, e é pena. Mas há bastantes leitores, pelos números que aqui vejo. Gostaria de ter mais respostas, algum diálogo, troca de pareceres ou de informação. O blogue está aberto a todos e não tem moderador. Para já.
Vou continuar, acho que vale a pena. É que já são quase 2000 visitantes.É obra!
As fotos são da Praia da Luz na Foz, local muito "in", onde passo algumas horas de vez em quando.
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