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terça-feira, 26 de julho de 2011

Férias IV


Ter um neto connosco, sozinho, sem os irmãos nem os Pais, mesmo , mesmo só para nós, é uma benção.
A ternura, a paciência, o enternecimento e a minha curiosidade perante as suas perguntas, sugestões ou conselhos vêm à tona, quando já os julgávamos perdidos...
Ontem e hoje tenho andado quase sempre com ele, quer seja na praia, em casa, nos passeios a noite, nas idas ao supermercado, às refeições...e descubro nesta criança uma inteligência, alegria e inocência comoventes, a par do sentido de responsabilidade de neto mais velho, preocupado com o bem estar da sua Vóvó ( como ele me trata), sincero, sem ser demasiado paternalista.
Ainda bem que ele ficou cá comigo, há muito que queria testar a sua capacidade de estar longe dos Pais e irmãos por uns dias e também a minha convivência com ele, os seus interesses, as suas conversas, etc.
Hoje fomos comprar guaches e logo vamos fazer umas pinturas. Para já, ele foi para a praia coma tia, pois está um dia radioso e eu tenho de fazer uma sopa, lavar o terraço, varre-lo e pôr a casa OK.
Também me faz mal estar demasiado tempo ao sol e esta prainha não tem sombras, é mesmo uma baía com rochas por todos os lados, mas sem qualquer espaço à sombra. Há quem leve chapéus de sol...o que não seria difícil...mas sou preguiçosa, prefiro só levar o indispensável: creme, tm, pente e lenços.Até comecei a usar havaianas para serem mais leves e fáceis de manusear.
Ainda me surpreendo com o encanto desta casa...a sua localização, a paz que aqui se respira...vejo pessoas conhecidas, fazemos sorrisos, conversamos esporadicamente à beira-mar ou na fila dos gelados(!), mas é mesmo conversa de verão, sem profundidade.
É uma vida feliz....como diz Esteves Cardoso, quando os nossos problemas maiores são entre escolher uma t-shirt azul ou verde mar para vestir....

terça-feira, 29 de junho de 2010

Férias...só cá dentro


Foto do "Figaro" de 29.06

Transcrevo um artigo do PUBLICO ONLINE de hoje.
Impressionou-me pelo facto de Portugal ficar na cauda dos países europeus em relação a idas ao estrangeiro nas férias. Não sou daquelas pessoas que acham "obrigatório" sair do país em lazer e fazê-lo de qualquer maneira - ou mesmo sair dentro do país - mas que aliam as viagens a relaxamento e liberdade, conhecimento do mundo, alteração de comportamentos atávicos e alargamento de horizontes, necessários nos tempos de hoje. Portugal é um grão de areia numa praia imensa.


O documento elaborado pela consultora de mercado GfK, feito em parceria com o Wall Street Journal, indica que 66 por cento dos portugueses não vão sair de casa nas férias, tal como os húngaros, búlgaros, polacos e romenos. Pelo contrário, suecos, holandeses e belgas pretendem gastar mais nas férias e apenas 25 por cento ficam em casa.

Portugal é um dos países onde menos se gasta em período de lazer, já que dois terços dos portugueses não pretendem fazer despesas, 17 por cento vão gastar até 500 euros e apenas sete por cento mais de mil euros.

Porto Santo, 2005

Dos portugueses menos afectados pela crise e que planeiam passar férias fora de casa, 49 por cento apenas o vai fazer por um período máximo de uma semana e 23 por cento por 15 dias, segundo o estudo, a que a agência Lusa teve acesso. Um valor
consideravelmente inferior ao da média dos europeus, já que 31 por cento pretendem gozar 15 dias de férias fora de casa.

PUBLICO - 29 de Junho


Madeira. 2005


Depois de ter passado dez dias maravilhosos de férias, sinto-me privilegiada e agradecida por ter a sorte de poder sair de casa, mesmo cá dentro....e não só.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Passagem para a LUZ



Depois de amanhã vou de férias....o que não quer dizer que o blogue faça férias, pelo contrário. Já estou munida de um canguru ( passe a publicidade) e do meu Apple e , se Deus quiser, continuarei a escrever e até a colocar aqui as pinturas que o local me inspirar.
Se o tempo estiver bom, é possível que passe bastante tempo na água ou ao sol...a ler ou a ouvir música. Sou doida pela água límpida da Calheta ( nome da baíazinha em frente da nossa casa de família, que se vê nesta foto tirada da Fortaleza)
Nunca tive net em casa na Luz; no ano passado, ia a um café muito castiço , onde os ingleses se reuniam e onde se comiam uns belos D. Rodrigos a par dos passeios pelo ciberespaço. Mas este ano achei que não dispensava a net, faz-me falta fisicamente (!), de modo que vou com a certeza de que não deixarei de comunicar com os amigos.

Em 2004, tirei algumas das mais belas fotos da Praia da Luz que possuo. Aqui vão algumas...não para fazer inveja, há locais tão ou mais belos que este por esse Portugal afora, mas para verem como Luz é bonita, apesar de toda a desgraça que por lá aconteceu em 2007.
Entretanto, vou ouvindo as vuvuzelas , vendo uns jogos mal amanhados e sem grande emoção pela TV do nosso descontentamento. Hoje consegui que os meus netos não vissem TV durante uma hora e meia que aqui estiveram. É obra. Em contrapartida, tive o prazer de ver o meu filho no Jornal 2 , falando com o seu entusiasmo habitual sobre os projectos de investigação e de parceria com a Carnegie Mellon. É bom ver alguém optimista, sobretudo quando esse alguém é meu filho.



Esta palmeira que fica no jardim da nossa casa foi comprada pela minha Avó para o casamento da minha Mãe em 1940. Transplantada para a Luz em 1966, cresceu e tornou-se um símbolo de estabilidade da nossa família. É lá que eu quero que as minhas cinzas sejam espalhadas, um dia, daqui a muitos, muitos anos...