Fui ao cinema hoje à tarde. Maravilha. Bilhete a 3 euros porque sou senior, sala com dez ou doze pessoas, shopping pouco cheio mas com vida, ambiente de neve a lembrar que estamos no inverno, sentia-me bem.
Os meus filhos e netos não estão cá hoje, de modo que é aproveitar a liberdade (?) e vencer qualquer resquício de depressão.
Fui ver " O Deus da Carnificina", tradução à letra do título da peça de Yasmina Reza, Le Dieu du Carnage, peça de que já falei aqui,creio eu, quando esteve em cartaz no Teatro Carlos Alberto no Porto, uma experiência que valeu a pena, pois os actores eram incontestavelmente bons, o ritmo excelente, interpretação a nível superior, quanto a mim equivalente a muitas peças de Teatro Francês que vi em tempos em Lisboa. Até Paulo Pires estava óptimo no papel dum advogado corrupto.. A história é simples, mas o desenrolar da situação duma densidade estrondosa.
O filme não me empolgou, embora tenha gostado, sobretudo do diálogo - Yasmina Reza é admirável na maneira como pôe os sentimentos a nú e passa dum registo banal para o sarcasmo ou ironia e destes para a violência verbal.
Já tinha ficado extasiada com Art, que vi em Inglaterracom os célebres Tom Courtenay e Albert Finney, tendo lido a peça depois duas vezes. Reza é teatro e daí o filme me ter passado um pouco à margem e demasiado rapidamente.
Os actores são óptimos, mas paradoxalmente, achei a nossa Joana Seixas muito melhor do que Jodie Foster, que produz overacting desnecessário naquela personagem. Melhor está Kate Winslet e os dois actores masculinos.A densidade da situação no filme é menos palpável do que no palco.
Talvez o filme pareça melhor para quem não viu a peça ou a leu. Como conhecia o desenvolvimento do enredo, perdi um pouco do suspense.
Fica aqui o trailer para quem quiser o aperitivo:
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sábado, 14 de janeiro de 2012
sábado, 19 de novembro de 2011
Os áceres
É a árvore mais linda que conheço, sobretudo nesta época do ano.
Estou rodeada deles aqui no Campo Alegre, mesmo junto à minha varanda, vejo uns quatro perfilando-se altaneiros em qualquer estação do ano. Já os fotografei várias vezes e à sua folhagem dourada ou avermelhada, filigrana relutante em cair e resistente às ventanias que nos assolam durante a noite. No chão um manto atapetado multicolor, uma paleta infindável de cambiantes artísticos.Um passeio breve pelo Botânico deixa-nos boquiabertos perante a beleza dessses ramos em contraluz, estrelas de fogo, tremeluzentes na brisa.
Esta espécie botânica devia ser glorificada aqui como é na América do Norte ou no Japãp.
Dela ( maple) se extrai o célebre maple syrup, que acompanha as pancakes ao pequeno almoço ou as tartes de maçã ao lanche.
Encontrei um poema lindíssimo, que se poderia aplicar aos centenários áceres do Botânico, que viram a família Andresen nascer, crescer e morrer...e, agora, vêem dezenas de crianças a correr nestes jardins, colhendo ou pisando as folhas rendilhadas...
é o eterno retorno...
a Vida que não pára...
benditas árvores que nos trazem a certeza de um mundo mais belo.
THE MAPLE TREE
I don’t know why God placed me here
But I think He picked the perfect spot .
Here now for a century , not just anywhere
But here ! This is my chosen lot .
I’ve shaded this quiet country home .
Watched this family passing by .
Watched children grow and leave to roam .
Felt my leaves blow off and die.
Heard children’s laughter fill the air
Swinging on a swing in my branches there.
Watched her brush her auburn hair
Underneath my branches there .
Sunday picnic beneath my summer shade .
Watched a loving family have fun and play
Watched her auburn hair begin to fade
As time gently coaxes her hair to gray .
Seasons come and seasons go .
Horse and wagons pass to and fro.
God continues to let me grow
In this favorite spot I know .
Years pass by , the road is paved .
Cars and truck go swishing by.
Times are changing , nothings saved .
Every one rushing, on the fly.
I think I know why God placed me here
A loving shelter from life’s storms
Help protect a wonderful family from all fear
With shade and cover from devil’s swarms .
by Luke
Peço desculpa de não apresentar um poema em português, mas não encontrei nenhum que se assemelhasse.
Estou rodeada deles aqui no Campo Alegre, mesmo junto à minha varanda, vejo uns quatro perfilando-se altaneiros em qualquer estação do ano. Já os fotografei várias vezes e à sua folhagem dourada ou avermelhada, filigrana relutante em cair e resistente às ventanias que nos assolam durante a noite. No chão um manto atapetado multicolor, uma paleta infindável de cambiantes artísticos.Um passeio breve pelo Botânico deixa-nos boquiabertos perante a beleza dessses ramos em contraluz, estrelas de fogo, tremeluzentes na brisa.
Esta espécie botânica devia ser glorificada aqui como é na América do Norte ou no Japãp.
Dela ( maple) se extrai o célebre maple syrup, que acompanha as pancakes ao pequeno almoço ou as tartes de maçã ao lanche.
Encontrei um poema lindíssimo, que se poderia aplicar aos centenários áceres do Botânico, que viram a família Andresen nascer, crescer e morrer...e, agora, vêem dezenas de crianças a correr nestes jardins, colhendo ou pisando as folhas rendilhadas...
é o eterno retorno...
a Vida que não pára...
benditas árvores que nos trazem a certeza de um mundo mais belo.
THE MAPLE TREE
I don’t know why God placed me here
But I think He picked the perfect spot .
Here now for a century , not just anywhere
But here ! This is my chosen lot .
I’ve shaded this quiet country home .
Watched this family passing by .
Watched children grow and leave to roam .
Felt my leaves blow off and die.
Heard children’s laughter fill the air
Swinging on a swing in my branches there.
Watched her brush her auburn hair
Underneath my branches there .
Sunday picnic beneath my summer shade .
Watched a loving family have fun and play
Watched her auburn hair begin to fade
As time gently coaxes her hair to gray .
Seasons come and seasons go .
Horse and wagons pass to and fro.
God continues to let me grow
In this favorite spot I know .
Years pass by , the road is paved .
Cars and truck go swishing by.
Times are changing , nothings saved .
Every one rushing, on the fly.
I think I know why God placed me here
A loving shelter from life’s storms
Help protect a wonderful family from all fear
With shade and cover from devil’s swarms .
by Luke
Peço desculpa de não apresentar um poema em português, mas não encontrei nenhum que se assemelhasse.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
S. João - O concerto
Hoje fiz o que quis....levantei-me tarde.
Vi no cartaz do lazer o que havia para gozar no S. João e a minha escolha recaíu no Concerto duma Banda no Palácio de Cristal.
Quando chegámos ao Palácio era um arraial de gente, " muito povo" como diria uma tia do meu marido que era tipicamente portuense. Lembrou-me os parques ingleses onde todos se sentam ou deitam no chão, como se estivessem na praia.Só que aqui, muitos prefrem cadeirinhas de armar. Perdem a oportunidade de olhar o céu enquanto escutam música, o que é uma experiência fantástica, como expliquei ao meu neto mais velho.
É claro que não resisti as fotografias, algumas da família, que estão lindas , mas não ponho aqui propositadamente,
A banda continuava a tocar, mas o reportório era demasiado erudito na minha opinião, seria mais interessante ouvir peças conhecidas do grande público, como os musicais, as marchas ou música portuguesa popular.
Viémos embora quando os miudos se cansaram e passámos pelo Fluvial onde vendiam farturas, iguaria que não dispenso no S. João.
Trouxe seis para casa...e lá se vai a dieta por uma vez. Hoje nem pão tenho em casa, bem preciso de algo de doce, como a madama dos ferrero rocher. O Ambrósio dispenso.:)
sábado, 14 de maio de 2011
DIA MUNDIAL DOS MUSEUS

Festa dos Museus 2011 – Museu e Memória
O Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) associa-se mais uma vez às comemorações da Noite dos Museus – sábado 14 de Maio – e Dia Internacional dos Museus – 18 de Maio. O tema das comemorações em 2011 é MUSEU E MEMÓRIA. Os objectos contam a vossa história. Os museus e palácios do IMC estarão abertos gratuitamente nestas ocasiões e proporcionarão a todos os visitantes um conjunto de iniciativas muito diversificadas. O IMC convida todos os espaços museológicos portugueses, nomeadamente os integrados na Rede Portuguesa de Museus (RPM), a participarem activamente na Festa dos Museus 2011.

No sábado, 14 de Maio, decorre em todo o país a 7ª edição da Noite dos Museus
Inauguração de exposições, visitas guiadas, ateliês, espectáculos de teatro, dança, música, projecções de vídeo e outras performances, são algumas das ofertas culturais que os visitantes dos Museus e Palácios do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) e de muitos espaços museológicos da Rede Portuguesa de Museus (RPM) podem encontrar.
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