Mostrar mensagens com a etiqueta pintores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pintores. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 2 de maio de 2011

IN MEDIA RES


Fui ver a exposição de JULIO RESENDE na Galeria Baganha, antiga Cor Espontânea ao Bom Sucesso. É um sítio muito agradável e, embora só lá tenha ido duas vezes, a menina reconheceu-me e até acertou no nome do meu blogue. Não sabia que era assim tão conhecido, mas pelos vistos agora há mecanismos de alarme (!), quando a galeria em questão é citada na net. Ingenious, diriam os ingleses! É um modo de os leitores conhecerem as expos e de eles me conhecerem a mim e ao meu blogue...interessante troca de favores, sem custear publicidade.Antes de ir as compras passei pela galeria, andava já há dias com vontade de ver arte e no sábado acabei por não ir às inaugurações na Miguel Bombarda, fui ao cinema com os netos. Mas devo dizer que fiquei um pouco desiludida com as obras do Mestre. São ao seu estilo, mas nada de muito novo. Mesmo assim gostei de alguns quadros, mais pequenos e de um vídeo que mostra o seu atelier com a sua presença, a pintar.




A zona do Bom Sucesso é muito cativante para mim que gosto pouco de centros comerciais gigantes e ainda menos de hipermercados. Já não vou a nenhum há mais de dois anos, creio eu. Faço as compras no Froiz, que me traz tudo a casa, sem pagar nem mais um tostão. É o ideal para quem não tem carro, como eu.
Tirei algumas fotografias com o meu Ipod com autorização da menina que me acompanhou. Também aproveitei para ver todas as outras obras que são do espólio da galeria e que estavam numa sala aparte e às escuras. Há lá um quadro de Miró, Paula Rego, Vieira da Silva, Cargaleiro, Tapies, etc. É sempre bom ver Arte, assim, com sossego.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Mais uns quadrinhos bucólicos


Na sequência dos outros quadrinhos que ando a fazer, ontem dediquei-me a estes. Não são nada de especial, mas despertam em mim o desejo de um dia ir até ao campo por largo tempo, de modo a inspirar-me in loco para a pintura, como faziam os grandes pintores impressionistas....:)

Cliquem neles para os verem de mais perto.

Oiço os nocturnos de Chopn tocados pela Maria JoãoPires....maravilhosas mãos...suavidade e sentimento...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Google Art Project

O Google proporciona agora a todos os seus "adeptos" a visita virtual a dezassete museus de todo o mundo. uma colecção de obras de arte - mais de mil - que podem ser vistas exactamente como se você estivesse em frente delas no museu.
A tecnologia é a mesma de street view, que nos possibilita ver as ruas ao perto.
Uma amostra das obras de arte expostas nos museus também pode ser vista no site em alta resolução. As 17 galerias têm pelo menos uma fotografia que contém cerca de 7 bilhões de pixels. Ou seja, os visitantes do site podem ver detalhes das pinturas muitas vezes impossíveis de ser observados ao olho nu. Mais de mil obras foram fotografadas em alta resolução para o projeto. Seleccionamos a obra que queremos ver em alta resolução, lemos a história anexa e até vídeos do Youtube, quando os houver. Também podemos criar uma galeria nossa, com a colecção de pinturas que mais gostamos e partilharmos estas obras com amigos.
Entre os museus estão o Museum of Modern Art, em Nova York, a National Gallery e o Tate Britain, em Londres, e o Museo Reina Sofia, em Madrid.

Visite o site e divirta-se: http://www.googleartproject.com/
Ou esta notícia do Guardian que é completissima:http://www.guardian.co.uk/technology/2011/feb/01/google-art-project-classic-works

Já experimentei e é fabuloso. Quase se pode apalpar a tela onde o pintor fez deslizar o seu pincel. É necessário inscrever-se ou entrar com o registo do Google.

terça-feira, 13 de julho de 2010

EXPOSIÇÂO : CLAUDE MONET ET l'ABSTRACTION- Paris





Uma exposição diferente sobre Monet, que me faria ir a Paris, se pudesse. Trata-se de 47 telas em que a influência de Monet noutros pintores célebres é notória, mormente na pintura abstracta. Deve ser fabulosa.

Transcrevo a apresentação em francês porque penso ser acessívela muitos leitores deste blogue.


L'exposition présente 47 toiles qui montre l'influence de
Monet sur l'évolution de la peinture abstraite de la seconde moitié du XXe siècle. Toutes
sont révélatrices du rôle capital qu'a exercé le peintre, en particulier sur la jeune
génération de l'abstraction américaine et européenne. Des chefs-d'oeuvre de Pollock,
Rothko, Sam Francis, Richter, de Staël, Kandinsky ou encore Zao Wou-Ki sont exposés.



Musée Marmottan Claude Monet


2, rue Louis-Boilly 75016 Paris


FIGARO 13/07/2010

domingo, 6 de dezembro de 2009

Pôres do sol na pintura


Monet - Montreal sunset

Falámos de pores do sol. São um estado de alma. Há dias em que nem sequer damos por eles, de tal modo ocupados estamos com mil e uma coisas mais pragmáticas. Outras nem sequer conseguimos vê-los, devido ao nevoeiro, muito frequente aqui no Porto, ou aos malditos prédios que nos tiram a vista das janelas. Por vezes nem os queremos ver, tal é o nosso estado de depressão. Não aguentamos pôres do sol.

Eis como alguns pintores dos que mais gosto os pintaram. São mesmo estados de alma diferentes:



Van Gogh - Sunset
A luminosidade deste quadro é um bálsamo para a alma. É o campo a cantar.Neste abaixo, o sol já está tão baixinho que quase nem se dá por ele.

Van Gogh- Lane of poplars at sunset


Turner- Fighting Temeraire
Neste quadro o foco de atenção é o veleiro esfumado na neblina. O sol está lá, mas é secundário.

Monet - Sunset
Nesta pintura, a cidade reflecte-se no rio banhado do pôr do sol vermelho.

Edward Hopper - Railroad sunset
Eis como Hopper, um americano, vê o por do sol junto à via férrea, solitária e depressiva.

E vai aqui um pastel que fiz há meses e que não pretende rivalizar com ninguém :))). Foi inspirado por uma fotografia muito bonita que encontrei no Woophy.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

COR ESPONTÂNEA





Não, o título desta entrada não tem nada a ver com o nome do meu blogue, nem com a minha pintura, mas tem a ver com a Arte e em especial com a minha cidade de adopção.
Abriu há poucas semanas uma nova galeria na zona do Bom Sucesso, que é frequentada por muitas pessoas do centro e da Boavista. O sítio é ideal, a rua sossegada, com árvores dos dois lados e autocarros frequentes.

Descobri-a na revista Bombart, de que vos falei há dias. Reparei que tinham exposições e que uma delas terminava ontem, daí ter decidido ir ve-la , antes que fechasse. Logo que cheguei deram-me um catálogo vermelho, lindíssimo com fotografias de alguns quadros e esculturas e uma lista biográfica dos artistas, que vão de Vieira da Silva, com um único quadro, até duas jovens talentosas, Elsa Lé e Nazaré Alves, passando por outros nomes como Francisco Laranjo,Pedro Calapez, José Rodrigues, Arpad Szenes, Rogério Ribeiro, Mário Cesariny, Helena Abreu e muitos mais. São quatro salas cheias de quadros interessantes e esculturas magníficas.

A galeria apresenta ainda expos permanentes de Júlio Resende, desta feita os seus quadros mais recentes, alguns muito interessantes com temas africanos.

Fiquei surpresa de encontrar assim num local tão acessível - não é um museu, felizmente - obras tão boas e originais. As esculturas também eram fantásticas.


Júlio Resende - The Flight of the Palette


Conversei um pouco com a rapariga que estava à secretária, comprei uma peça - um prato pintado por Júlio Resende, que me pareceu atraente, dei-lhe a minha opinião sobre a galeria e falei-lhe do meu blogue. Ela pareceu interessada e deu-me um cartão para contactos, dizendo que me comvidariam para próximas inaugurações. Não é muito o meu género, mas nunca se sabe, até pode ser que me encorage. Ainda trouxe mais três catálogos para oferecer ( um vai para o meu prof e outro para o atelier)

O site é muito interessante também: www.corespontânea.com. Podem consultá-lo.

Passei lá uma hora agradável. Lembrou-me as inúmeras galerias de Boston na Newbury Street, sempre tão acolhedoras, com pessoal qualificado e simpático e sem sofisticações. Vou voltar em breve.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

William Turner


Turner- portrait

Já que falei de Turner, gostaria de colocar aqui umas notas sobre este grande pintor, um dos meus preferidos da pintura britância, não só porque foi um precursor do impressionismo, como porque tornou a aguarela um material popular, numa altura em que o óleo era muito mais usado pelos grandes pintores.


Approach to Venice

Joseph Mallord William Turner (Londres, 23 de Abril de 1775 - Chelsea, 19 de Dezembro de 1851), foi pintor romântico londrino. É considerado por alguns um dos percursores do Impressionismo, em função dos seus estudos sobre cor e luz.

Antes de completar 10 anos, Turner, filho de um barbeiro de Londres, ganhou o primeiro dinheiro como pintor colorindo uma gravura. Quatro anos mais tarde, entrou para a Real Academia de Londres. Começou como pintor topográfico e pouco a pouco foi se inclinando para as paisagens, principalmente as marinhas. Em 1802 foi admitido como membro da Academia de Londres. Algum tempo depois, fez sua primeira viagem ao continente. Ficou entusiasmado com a pintura dos grandes mestres no Museu do Louvre, então enriquecido com os saques de Napoleão. Lorrain e Poussin eram seus pintores preferidos.

Turner dedicou-se à pintura da paisagem com paixão, energia, força, interpretando seus temas de forma épica. Seus trabalhos transmitiam uma emoção extrema e foi considerado o ponto culminante da paisagem romântica. Turner foi extremamente precoce, brilhante e bem sucedido. Iniciou na arte aos 13 anos com seus desenhos e com 15 anos atingiu sua reputação. Era um homem solitário, sem amigos e quando pintava não permitia a presença de pessoas, mesmo que fossem outros artistas.

Uma de suas preocupações principais foi a aplicação da luz e sua incidência sobre as cores da maneira mais natural possível. Para tanto, dedicou-se intensamente ao estudo dos paisagistas holandeses do século XVIII, muito em voga naquela época na Europa. Em sua obra os motivos eram em geral paisagens, e o mar era uma constante nos quadros do pintor inglês.

O modo como Turner trata a água, o céu e a atmosfera, em geral se afasta de todo o realismo natural e se transforma no reflexo anímico da situação. As pinceladas soltas e difusas dão forma a um torvelinho de nuvens e ondas, a uma desesperança interior que se transmite à natureza, uma das características básicas do romantismo.

A sua última exposição foi em 1850. No ano seguinte veio a falecer doente e solitário como sempre viveu. Após meses desaparecido, foi descoberto muito doente por sua empregada. Morreu em Chelsea em dezembro, de 1851. Suas obras mais importantes estão na National Gallery e na Tate Gallery, ambas em Londres.
Índice


Wikipedia



Yacht approaching coast


Norham Castle



Mortlake Terrace

Para acompanhar esta entrada proponho-vos ouvir a abertura da ópera Dido and Aeneas de Purcell, um dos mais consagrados compositores britânicos.



Espero que gostem.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Domingos Loureiro - o meu novo professor de pintura







Conforme tinha prometido, eis aqui o que consegui saber sobre o meu novo professor através da net. Alguns dos seus trabalhos vão aqui também para revelar aos leitores do meu blogue o seu talento e capacidades. Alguns dos seus trabalhos mais originais são esculpidos em madeira e pintados depois, sendo o efeito final extraordinariamente belo, como já pude constatar no atelier. Para mais pormenores, podem ir ao seu site.

http://www.domingosloureiro.com/


Domingos Loureiro
Nasceu em 1977, em Valongo.

Licenciado em Belas Artes - Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto-1996/2001
Efectuou estudos na Kunst Akademie em Karlsruhe, na Alemanha, ao abrigo do programa Erasmus -2001
Frequenta o mestrado em pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
2008 ‘Get Real’ Galeria Plumba, Porto; 2008 ‘Na Pele’ Fórum da Maia; 2008 ‘Dadas as circunstâncias’ Centro Cultural são Mamede, Guimarães; 2008 ‘Considered my self as part of you’ Volta Show, Nova Iorque; 2007 ‘em contacto’ Transfer_ arte contemporânea, Maia; 2007 ‘Diz-me por onde andas’ Galeria 24B_ Oeiras; 2006 ‘Erased’Galeria Plumba _ Porto; 2005 ‘Retrospective’ Galeria Plumba _ Porto; 2005 ‘Scratching’ Velha-a-Branca, estaleiro cultural _ Braga; 2005 ‘Digging’ Espaço Cultural Casal de S. Domingos _ Sintra; 2004 ‘Arranha Céus’ Forum Cultural de Ermesinde


Prémios: Prémio Sousa Pinto – Artvallis, 1999 e 2001; Prémio de Revelação D. Fernando II, 2003; Prémio de Pintura D. Fernando II, 2004.

Realiza trabalhos de grande dimensão, em Mdf escavado, que funcionam como “grandes matrizes de xilogravura” com “um aspecto próximo de objectos cerâmicos e de design relegando para segundo plano a imagem”, permitindo o contacto táctil do público com a obra de arte.






terça-feira, 22 de setembro de 2009

Utopia


Comecei hoje a mnha nova experiência no mundo das artes. Entrei para o atelier da Escola Utopia, cuja foto podem ver ao lado. É uma escola familiar, extremamente acolhedora e mais frequentada por pessoas maiores de 50 anos, pelo menos àquela hora. Há mais novos a outras horas, provavelmente.
Senti-me bem, como se já conhecesse o local e as pessoas há longo tempo. É curioso como certos locais nos parecem estranhos, mesmo depois de lá irmos muitas vezes outros surgem de repente na nossa vida como se lá tivessem estado sempre.

Já aprendi coisas novas,uma delas um método usado por Turner,o grande pintor inglês, para tingir os seus quadros de uma nebulosidade que atenua as cores naturais e dá-lhes um patine leve e subtil.Usei-a neste quadro que fiz para o meu irmão ( se gostar dele...)

Também aprendi que os meus quadros são um pouco unidimensionais -pelas fotos que levei - falta-lhes profundidade e perspectiva, mas por outro lado, estão repletos de "emoção",:=} segundo o meu novo professor, Domingos Loureiro, que apresentarei noutra entrada. Fiquei contente com a crítica e vou estudar um pouco mais de perspectiva, coisa que nunca fiz a sério.

Falámos bastante de Paula Rego e da dimensão internacional de alguns pintores portugueses, muitissimo conhecidos lá fora e só tardiamente reconhecidos cá dentro.
Lembro-me que há uns dez anos fui a Londres com a minha filha e resolvemos ir à cafeteria almoçar depois de calcorrear kms a ver pintura. Eis o meu espanto quando olhei para o fundo da sala e vejo uma enorme parede circular pintada de alto a baixo com um mural de Paula Rego. Aquelas figuras grotescas entravam-nos pelos olhos e não era possível desfitá-las a não ser de costas....:),perdi um pouco avontade de comer, mas só nessa altura compreendi como ela é famosa em Inglaterra e como adoram os seus contos para crianças - as nursery rhymes - tão espectaculares quanto horrorosas. Ela é única,goste-se ou não.



A minha pintura de hoje não tem nada de grotesco,mas tem algo de atmosférico...não sei se vai chover...ou trovejar,mas o céu não augura nada de bom.

Aqui vai sem nome ainda...