segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Inspiração outonal

Eis o meu primeiro quadro produzido no meu atelier...

Lembro-me do poema de Cat Stevens :

Morning has broken, like the first morning
Blackbird has spoken, like the first bird
Praise for the singing, praise for the morning
Praise for the springing fresh from the word


Aparentemente nada tem a ver com a pintura... mas
para mim este quadro representa um renascer para a
Arte, agora
num espaço meu que está mesmo inspirador. Foi feito com acrílico sobre placa de MDF

domingo, 18 de setembro de 2011

No 4º dia

Não tínhamos planos.
Já sabia o que a minha filha ia escolher...apaixonada que é pelo ar livre e pelos parques. Fomos para o Hyde Park de autocarro. Saímos no Marble Arch, que fica no coração do West End e entrámos no enorme espaço de lberdade, que é ainda, o pulmão da cidade. Estava uma manhã quente e solarenga, poucas pessoas, uma paz fantastica. Andámos bastante, a minha filha tirou os sapatos e correu de pés nús na relva que devia estar húmida, até que colocou um pé num ouriço de castanha!! Havia-as por todo o lado, assim como avelãs e esquilos a comerem que nem senhores.
Ao pé do lago estava-se bem, com aves de toda a espécie a nadar ou a voar livremente.  Muitos barcos azuis a serem pedalados no lago. Ali estivémos algum tempo.
Fomos depois almoçar ao M&S, que tem uma cafeteria, tipo self-service, onde se arranja lugar. A Oxford Street estava apinhada de gente. Andámos a ver roupas, mas acabámos na Waterstones - livraria - onde comprei dois livros - How to make the most of your digital camera - e On Photography da Susan Sontag, um livro pequenino com reflexões sobre a importancia da fotografia nos anos 60. Mal ela sabia o que a revolução digital traria. Li parte do livro no aeroporto, antes de embarcar.


À tarde quis dar um salto à loja Hemleys,  na Regent Street, onde se vendem os jogos mais fantásticos para crianças. Fui à secção dos Legos, mas era tudo muito caro e acabei por não comprar nada.



Em seguida, fomos ao concerto Brilliant Baroque na Igreja já citada. O ambiente era místico, com velas acesas e os grandes chandeliers a meio gás. Um ensemble de oito pessoas tocaram como se de uma orquestra se tratasse: peças de Bach, Vivaldi, Mozart, Tartini, etc. Bach é divinal, quando tocado assim em ambiente religioso.
Saímos pelas 10 e ainda havia imensa gente em Trafalgar. Fomos jantar ao Bella Italia, cadeia de restaurantes, onde se pode repsrtir os pratose fica tudo em conta. São muito cosy e animados. Apanhámos um taxi para casa, mas poderiamos ter usado o autocarro, dado que é caro enão compensa.
Fizémos as malas já com um sabor amargo de despedida.

No terceiro dia


Resolvemos dedicar-nos à Arte.


Há quarenta anos , quando estive em Londres a estudar para a minha tese de licenciatura e a passar o Natal com a minha irmã que trabalhava na cidade, visitei uma pequena galeria, em Russell Square, com a maior colecção de impressionistas que tinha visto até então. Hoje é uma Galeria importante, situada numa ala da Somerset House, um edifício majestoso nas margens do Tamisa. Apanhámos o metro e num instante chegámos lá. Foi giro vermos os comboios debaixo do chão, o célebre TUBE, mas não é "my cup of tea"...prefiro andar de autocarro double decker vermelho e ver tudo de cima. A Courtauld apresenta dois andares de pintura, desde o Renascimento atè ao sec XX. Vi alguns quadros célebres, como o Dejeuner sur l'Herbe de Manet, El nino e la paloma de Picasso ou Les Joueurs de Cézanne. Este tem uma sala especial. Vimos ainda uma exposição especialmente dedicada a Toulouse-Lautrec e a sua musa Jane Avril.

A galeria vê-se bem e não cansa, pois não é grande. Saímos pela Strand, uma avenida enorme que vai dar ao Trafalgar Square e andámos a pé a gozar o bom tempo que se fazia sentir. Aproveitámos paa comprar os bilhetes para o concerto de St. Martin-in-the Fields, uma das igrejas mais conhecidas de Londres, onde todos os dias há concertos ao fim da tarde com música clássica, barroca e jazz à noite. Na cripta, fizeram um café muito engraçado e uma loja, onde se vendem discos e recordações.


Almoçámos um pequeno almoço à inglesa, que é saboroso quando se tem fome!



À tardinha, resolvemos ir à aventura procurar um pub onde houvesse transmissão da Champions League para ver o Manchester e o Benfica num ambiente emocionante. Mesmo ao pé do hotel havia o Prince Edward, um pub com dois televisores, num deles transmitiam o Man United-Benfica , no outro o Man City- Nápoles. Os dois Manchesters odeiam-se, um pouco como o Benfica e o Sporting, de modo que havia aplausos e apupos dos dois lados. Muito divertido. Quando o Benfica marcou um golo, não me contive e bati palmas. Um senhor virou-se para trás e disse : Quem é que bateu palmas??? Portem-se bem, se não vão para o canto." Rimo-nos imenso e passámos ali duas horas deliciosas. A cerveja era excelente e os pratos tipicamente ingleses. Estávamos optimamente instaladas em fauteils. Vibrámos pelo Benfica, que afinal nem é o meu clube....mas é português.

sábado, 17 de setembro de 2011

No segundo dia

Fomos ver a parte histórica da cidade, que a minha filha conhecia mal. Estava uma manhã gloriosa e tudo parecia limpido. Fomos de autocarro até Westminter, mas não entrámos na Abadia, pois os bilhetes eram caríssimos e eu já conheço bem. Em tempos assisti a uma cerimónia das Vésperas na Páscoa, que me encheu as medidas com cânticos fabulosos. Descemos até à ponte de Westminster, donde se avista o Parlamento em todo o seu esplendor e agora também a grande roda - London's Eye - que faz um contraste interessante com os prédios à volta. O rio continua barrento e feioso, comparado com o nosso Douro, parece água de lavar a loiça;-).
Ao pé da ponte há uma fonte lindíssima, que adorei fotografar. Havia gente por todo o lado, alunos de escolas, até a TV e turistas japoneses.



Decidimos depois ir até à Oxford Street para ver o tal Museum of Everything nos armazens Selfridges. Foi uma desilusão. No andar mais baixo, entra-se para a exposição, dividida em cubiculos, onde se podem admirar desenhos, fotos, colagens, pinturas, etc....mas nada me pareceu muito original e a disposição era má, com pouca luz e visibilidade. Enfim, pelo menos não fiquei com pena de não a ter visto.

À noite fomos ao musical Billy Eliott. É um espanto, comovente e lírico até dizer basta, com intérpretes extraordinários, canções que nos fazem lacrimejar, uma história verídica. O programa explica a génese do musical e entrevista várias pessoas ligadas a performance, entre os quais o escritor das letras e o compositor, Elton John.  Para o papel de Billy há quatro adolescentes, todos eles a actuarem pela primeira vez num musical.
As personagens falam com a pronúncia do Yorkshire, que a minha filha tão bem conhece. A peça tem imenso sentido de humor e rimo-nos bastante. Já conhecia muitas das canções, o que é bom. Já vi bastantes musicais, este é um dos melhores, sobretudo porque é mesmo britânico e cobre os anos 80 que foram trágicos para os mineiros do norte e suas famílias. Foi mais uma noite mágica.

Fica aqui mais um excerto do musical. " Merry Christmas, Maggie Thatcher", que é de rir às lágrimas.

No primeiro dia

Saímos com a lua cheia, que se via bem da  gare do aeroporto. O sol nasceu entretanto e acompanhámo-lo até Inglaterra onde chegámos pelas 9. A minha amiga Igone esperava-nos no café e foi fantástico encontra-la à nossa espera com o seu Alfa-Romeo vermelho. Levou-nos até ao hotel numa viagem atribulada com engarrafamentos e que durou quase duas horas. Almoçámos juntas num restaurante indiano, depois ela seguiu para o emprego e nós fomos dormir uma sesta.

À tarde entrámos pelo parque . Os Kensington Gardens são lindíssimos e no lago, há centenas de aves diferentes. As crianças entretem-se a dar de comer aos pombos, tordos, gralhas, cisnes, patos e gansos que por ali passeiam. Os esquilinhos observam-nos de longe enquano comem avelãs espalhadas pela erva em todo o lado. O Memorial a Diana consta dum parque de diversões para crianças, com muitas alusões a Peter Pan e um navio monumental, onde o Capitão Hook deve estar escondido.

Acabámos o dia passeando pelo centro, no Trafalgar Square e Piccaddily. Quase fomos ver o Fantasma da Ópera, mas não era a Sofia Escobar ( nossa portuguesa) a cantar, de modo que desistimos. Já vimos o musical e os bilhetes são caros.
Em Trafalgar, junto à National Gallery, fizeram um mural todo com plantas para publicitar a arte ecológica e seduzir-nos por essa modalidade.

Em Piccadilly, havia muitos jovens todos alegres, à volta da estátua de Eros ( Cupido). A Regent Street continua a ser uma das mais lindas avenidas que conheço, com os prédios desenhados por John Nash, em redondo e colunas majestosas por cima das portas negras e das lojas faustosas de marcas conhecidas no mundo inteiro. Os preços dizem tudo, mas o arranjo das montras é uma autêntica delícia para os olhos.

O autocarro percorreu a Oxford Street , cheia de lojas iluminadas e a Bayswater Road que ladeia os parques e trouxe-nos até Queensway, um bairro animadíssimo à noite, onde ficava o hotel.

Just arrived!

Já tinha escrito um post grande sobre Londres e infelizmente não gravou; pior, desapareceu.
Escrevo às 6 da manha, depois de ter dormido umas duas horas. Não consigo pregar olho, sinto dores no corpo todo, fruto de ontem ter carregado com a minha mala e carteira durante horas no aeroporto.

Cheguei a Londres, como se lá tivesse estado na véspera, é espantoso como me sinto em casa naquela cidade onde estive umas dez vezes, uma delas durante quase dois meses. A cidade não mudou, está muito mais limpa, tem novos ícones como a roda gigante - London Eye - mas de resto são os mesmos locais, os mesmos autocarros, o metro, os restaurantes, os teatros, os parques maravilhosos, as pessoas, a grande amálgama, a mistura de línguas, cores, raças, o ritmo e movimento das ruas, a alegria, música, etc.

A minha filha adorou os parques, onde estivémos umas horas no primeiro e último dia, observando os animais que por ali andam, desde os esquilos pequeninos até aos belos cisnes que se pavoneiam e até posam para a fotografia.

Gostei de tudo, nada comprei, a não ser tres livros, um sobre David Hockney, um dos meus pintores favoritos, outro sobre fotografia digital e um pequeno da Susan Sontag sobre a sua experiência de fotografia e do seu significado nos anos 70. Muito interessante. Quase tudo é mais caro que em Portugal e a libra está um pouco acima do Euro, de modo que não compensa.

Amanhã escrevo um pouco mais sobre a estadia....tenho tanto que dizer....e recordar...

A minha filha chegou a Leeds pelas 6 e viu um grande arco-iris, que segundo ela, é presságio de boa sorte. Oxalá....

Londres- uma metropole imensa

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Amanha ja estou de volta....que pena!

Esta-se bem aqui em Londres, cidade extraordinaria, com multiplas gentes, cntenas de linguas diferentes, restuarantes para todos os gostos, oferta cultural diversificada, gente agradavel, ambiente estupendo para sair da nossa mesquinha vidinha... Fizemos de tudo, andamos kms a pe, passeamos nos parques, vimos um musical e um concerto barocco misico, admiramos as fachadas destes predios magnificos, as estautuas, os icons, e ate os pubs!!
A minha filha e eu somos uma parelha imbativel nest terra, entendemo-nos a maravilha.....
Amanha regresso ja com saudade e cheia de fotos lindas....partir e morrer um pouco....
Durmam bem!

domingo, 11 de setembro de 2011

Era uma vez um Espaço

Não escrevi nada estes dias, pois andei atarefada com a mudança do meu filho - já está a viver no seu apartamento, sem grande conforto, mas liberdade, independencia  e o necessário para o seu dia a dia, bem melhor que em Lisboa, onde vivia num T0 muito antigo e pagava 450 euros. Aqui terá de deslocar-se mais para o trabalho, mas como ele diz, a vida é bem mais barata no Porto e as pessoas são prestáveis.
Entretanto, ontem, passei o dia a arranjar
o meu atelier no quarto dele, já que está vazio e não tenciono ter um quarto de hóspedes, para isso uso o da minha filha. Já há muito que ansiava por ter lugar para as minhas coisas, materiais de pintura, papelaria e não só. Tinha um escritório mínimo no que era suposto ser a lavandaria, mas afligia-me a mesa tão cheia de coisas - um PC antigo, impressora, scanner, papeladas. Acabava por pintar na mesa da cozinha, que está toda pintalgada de acrílico. Os materiais estavam todos num armário que era suposto ser para mercearias, consegui metê-los todos numa estante que levei para o meu novo espaço. Ainda não acabei de arrumar as minhas pinturas em pastel, que estão numa prateleira, algumas já amachucadas....mas farei isso hoje, para acabar o serviço.

Numa das paredes vou pôr uma calha para poder pendurar os meus quadros temporariamente e ir mudando, quando me fartar deles. Vai ficar só para expo da minha obra :))). Por enquanto estão encostados à parede ou arrumados na estante. Numa das paredes puz postais e cartazes de expos, assim como fotos colectivas. A janela grande em frente da mesa só mostra verdes, matizados, lindíssimos....tenho muita sorte.


Sinto-me feliz....e com vontade de regressar de Londres e trabalhar em alguma coisa a sério.