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sábado, 17 de setembro de 2011

No primeiro dia

Saímos com a lua cheia, que se via bem da  gare do aeroporto. O sol nasceu entretanto e acompanhámo-lo até Inglaterra onde chegámos pelas 9. A minha amiga Igone esperava-nos no café e foi fantástico encontra-la à nossa espera com o seu Alfa-Romeo vermelho. Levou-nos até ao hotel numa viagem atribulada com engarrafamentos e que durou quase duas horas. Almoçámos juntas num restaurante indiano, depois ela seguiu para o emprego e nós fomos dormir uma sesta.

À tarde entrámos pelo parque . Os Kensington Gardens são lindíssimos e no lago, há centenas de aves diferentes. As crianças entretem-se a dar de comer aos pombos, tordos, gralhas, cisnes, patos e gansos que por ali passeiam. Os esquilinhos observam-nos de longe enquano comem avelãs espalhadas pela erva em todo o lado. O Memorial a Diana consta dum parque de diversões para crianças, com muitas alusões a Peter Pan e um navio monumental, onde o Capitão Hook deve estar escondido.

Acabámos o dia passeando pelo centro, no Trafalgar Square e Piccaddily. Quase fomos ver o Fantasma da Ópera, mas não era a Sofia Escobar ( nossa portuguesa) a cantar, de modo que desistimos. Já vimos o musical e os bilhetes são caros.
Em Trafalgar, junto à National Gallery, fizeram um mural todo com plantas para publicitar a arte ecológica e seduzir-nos por essa modalidade.

Em Piccadilly, havia muitos jovens todos alegres, à volta da estátua de Eros ( Cupido). A Regent Street continua a ser uma das mais lindas avenidas que conheço, com os prédios desenhados por John Nash, em redondo e colunas majestosas por cima das portas negras e das lojas faustosas de marcas conhecidas no mundo inteiro. Os preços dizem tudo, mas o arranjo das montras é uma autêntica delícia para os olhos.

O autocarro percorreu a Oxford Street , cheia de lojas iluminadas e a Bayswater Road que ladeia os parques e trouxe-nos até Queensway, um bairro animadíssimo à noite, onde ficava o hotel.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Para os meus netos

Hoje vi um jardim zoológico na praia.

Tinha sido todo esculpido na areia por um senhor inglês que vèem na foto, todo contente a beber uma cerveja.

Fotografei cada uma das esculturas para vocês verem como se pode ser criativo e fazer coisas bonitas com um monte de areia. Cliquem nelas para ver maior.

De qual gostam mais?

Depois de responderem, eu direi qual a minha preferida.

Aqui estão elas:



quarta-feira, 31 de março de 2010

Underwater 2

No fim de semana, voltei ao fundo do mar....na minha imaginação, claro.

Pode ser que um dia o possa ver na realidade, para já fico-me pela ânsia, o looking forward to. Já não é mau, pois daí advém a felicidade.



Um poema de Sophia para acompanhar o sonho.

No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.

Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.


Sophia de Mello Breyner Andresen
Obra Poética I