Ontem para além de olhar para as árvores nuas erguendo-se para os céus, também me encantou ver os efeitos dos reflexos na água e os troncos cobertos de hera, fungos e outras plantas.O botânico tem fontes, lagos, pântanos onde as plantas encontram a humidade necessária para se desenvolverem num microcosmo quase tropical. Mesmo sem flores - ainda que haja já camélias e algumas rosas ou narcisos - encontro sempre aqui milagres da natureza ou motivos para cada vez mais apreciar os locais abertos, onde o olhar repousa e a alma rejuvenesce.
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domingo, 5 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de junho de 2011
LAGOS - a cidade azul
Tudo é azul e branco em Lagos...o mar dum azul profundo, lindíssimo, o céu doutro azul mais claro, mas imenso e sem uma nuvem. A baía , extensa e luminosa, com barcos e barquinhos, alguns quase só para uma pessoa, outros enormes, tipo batelões e depois a marina cheia de iates dos ainda ricos que existem em Portugal.
Fui levar o meu filho à estação de camionetas e aproveitei para comer um D. Rodrigo - apenas um, que a dieta não perdoa - e depois passear pela cidade. Encontrei um cabeleireiro, entrei e resolvi cuidar de mim. Todas as empregadas eram ucranianas, pareciam falar português, mas não se percebia nada. Foi bom, não foi barato, mas o penteado favoreceu-me, que bem precisada estava depois destes banhos todos.
Lagos continua cheia de vida, o seu D. Sebastião, estátua de Cutileiro,perdido no meio da praça, pessoas em todo o lado, lojas com preços óptimos. Comprei seis T-shirts de algodão para os netos e sobrinhos e ainda um casaquinho para mim tudo por 60 euros...já lá vai o tempo em que aqui era tudo caro.
Vim para casa de camioneta EVA, com os miudos do liceu todos bronzeados e bonitos, a falar à algarvia. Achei graça ao percurso e tirei fotos da camioneta.
É tão bom andar sozinha, cada vez gosto mais de ter o tempo para mim, poder fazer o que me apetece e não dar satisfações a ninguém.
Em casa festejámos o primeiro ano dos meus sobrinhos, fiz caril de frango e comemos bolo de cenoura feito pelo pai das crianças, que é uma joia. Os meninos apagaram a sua primeira vela e gostaram do bolo. Com papas e bolos....hoje dormem melhor.
sábado, 19 de junho de 2010
A saga continua
A calheta na minha imaginação. Acrílico s/ tela
Hoje fiz um dia calmo.
Não me apeteceu ir à praia, levantei-me tarde e estive a ver o futebol na TV. Estava demasiado preguiçosa e só me apetecia não ter que fazer. Acontece.
Estive depois a pintar...longamente...lá fora, apesar do vento que quase levantava a tela e fazia voar os pinceis. Sentei-me no jardim a olhar para o mar que estava dum azul safira. Pintei uma calheta, que não é esta, mas parece. Ontem o céu estava carregado, o que não é costume, por isso resolvi pintar um céu mais dramático do que o que hoje vi. As rochas também são diferentes, não consigo pintar estas, têm demasiadas recordações e estão demasiado vivas:).
Havia algumas pessoas a tomar banho e a água transparente seduziu-me...mas acabei por ficar a contemplar o oceano em vez de me aventurar a descer as rochas cheias de limo verde, daquele que escorrega e é perigoso.
Às seis apanhei um taxi que passou por acaso quando me preparava para apanhar a camioneta que vai para Lagos com a minha filha. Apetecia-me ir comer a qualquer outro sítio e o condutor recomendou-me uma casa de pasto que fica mesmo na marginal em frente à marina, foi lá comigo e perguntou à patroa se tinha ameijoas à Bulhão Pato.Démos um passeio a pé pela cidade que continua airosa e branquinha como sempre a conheci, cheia de turismo e restaurantes, casa sim, casa não.
Eram seis e meia já estávamos abancadas para jantar ( não tinha almoçado e a fome era negra), e o "fino" mais o pão com pasta de sardinha soube-me pela vida.
A minha filha comeu uma sopa de peixe divinal, depois devorámos uma dose pequena de ameijoas - lembrei-me do meu Pai que adorava esta receita - e por fim ainda conseguimos comer uma dose de carne de porco à alentejana ( mais ameijoas!!!).
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