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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Domingo à lareira

Sei que já estamos em Fevereiro e que não faz grande frio, mas hoje deu-me uma enorme vontade de acender a lareira.
Lá fora está uma tarde cinzenta e chuvosa, o meu filho dorme uma sesta a recompor-se de uma semana de "directas", com exames e trabalhos para apresentar todos os dias no CEJ. Veio ao Porto ao fim dum mês. Com ele vem a música country, as novas bandas, tão melodiosas e repousantes que me agradam plenamente, esquecida que estou do tempo em que ele ouvia rock no quarto e o meu ex- se preocupava imenso com a fase gótica, que atravessou.

Tudo passa, cheguei à conclusão de que não vale a pena dar grande importância aos adolescentes quando eles parecem não ter o mínimo interesse pela família e querem é que os deixem em paz. Este meu filho foi mais rebelde e , no entanto, é aquele que mais ligado está a mim, por ser o mais novo, por ter estado comigo sempre e eu com ele, mesmo quando foi para Braga estudar Filosofia, de que se arrependeu mais tarde, mudando para Direito.
Vem na sexta à noite, almoçamos junts no ´sabado, vai jantar com amigos, no domingo almoçar com o Pai, ouvimos música, brincamos sobre o facebook, lavo e passo-lhe as camisas, vemos futebol na TV quando o há , deitamo-nos as 2 da manhã e ... assim passa o tempo, um tempo que nos recompensa de muitas e muitas semanas de distância. Deus permita que seja sempre assim, que nada nos separe em termos afectivos, já que a vida vai necessariamente levá-lo para longe durante temporadas grandes. A vida de Juiz é dura e exclusiva, sei-o por experiência própria.

Ficam aqui duas bandas de que ele e eu gostamos muito: Alasdair Roberts, um cantor escocês que ainda agora tocou aqui na Casa da Música e Woven Hand, que já esteve em Lisboa:



segunda-feira, 16 de agosto de 2010

From Madeira with love



É impossível não gostar desta ilha...chegámos há tres horas e já estou de novo apaixonada por tudo...pelas vistas, pelo mar azul, tão azul que até parece irreal, pelas casas antigas - das quais o hotel que escolhi é um exemplo imperdível - pelas flores que nascem nos locais mais reconditos a nossos pés, pela comida bem cozinhada e servida, as piscinas que nunca faltam em redor...enfim, privilégios de quem se pode dar a estes luxos uma vez por ano.

Há 37 anos passei aqui a minha lua-de-mel e fui feliz.
Quis voltar com os meus dois filhos para lhes mostrar o sítio, tão diferente dos hoteis típicos do Funchal. Eis aqui umas fotos que tirei, levam muito tempo a descarregar, e a que dei um jeito mais romântico. Há 37 anos não havia fotos digitais, as minhas da lua de mel são a preto e branco e estão num album a lembrar os dias felizes.

Mas hoje estou feliz...apesar de tudo há muita coisa que o tempo não apaga...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sonho ou realidade?


Há 37 anos casei-me. Era Novembro e o meu marido estava na tropa, não podendo deslocar-se ao estrangeiro em lua de mel. Também não tínhamos dinheiro para ir muito longe. O casamento foi modesto, só família chegada, porque resolvi não casar pela Igreja para grande desgosto do meu Pai, que não compreendeu a minha decisão, influenciada pelo meu futuro esposo. Depois de uma fase de censura, o meu Pai disse-me que me ofereceria a lua de mel e foi assim que fomos parar a um dos locais mais românticos e bonitos da ilha da Madeira: a Quinta da Penha de França. Nunca mais esquecerei o cheiro a cera dos soalhos, os sofás forrados de cretone rosa velho e verde à inglesa, o quarto amplo a dar para o jardim. E as rosas e o champagne na mesa do quarto à nossa chegada. E não só...


Faz agora dez anos, o meu filho resolveu casar, antes de voltar para a Alemanha para continuar os seus trabalhos de doutoramento e aconselhou-se com uma amiga alemã sobre locais onde poderia ir passar a lua de mel. A pessoa em questão disse-lhe que tinha estado num hotel de charme maravilhoso e ele apressou-se a reservar quarto. Quando falou ao Pai no hotel que tinha escolhido, o meu marido disse-lhe espantado: Foi aí que nós passámos a nossa lua de mel. É muito especial. Muito bom, mesmo. Coincidência extraordinária, pois nós nunca lhe tínhamos falado nisso.

Ontem deu-me uma curta depressão depois de passar o serão com os meus netos; puz-me a pensar que vou ficar um mês com o oceano Atlântico a separar-nos...não conseguia dormir e resolvi fazer uma pesquisa sobre hoteis na Madeira. Pelo menos estarei no meio do Oceano e mais perto. Sem querer, fui dar ao site da Quinta, onde nunca mais voltara.
Nem hesitei. Vi qual a disponibilidade de quartos em Agosto, que era mesmo exígua, dado que não havia nada em muitos dias desse mês; depois duma hora a pesquisar e a comparar preços, consegui reservar cinco dias seguidos eram umas sete da manhã. Seguiu-se a tarefa de marcar os vôos. TAP - Take Another Plane , na gíria britanica -, sempre ela, a única com monopólio quase exclusivo dos voos para as ilhas , a par da SATA, que é ainda mais cara. Os vôos ficam mais caros que a estadia neste hotel de quatro estrelas....incrível! Lá se vai o subsídio de férias:))

Mas o sonho tornar-se-á realidade...dentro de tres semanas estarei com os meus filhos de novo neste local paradisíaco....vão ser umas férias curtinhas, mas passadas num sítio muito especial. Viva a família!