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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Guaches

Hoje esteve cá uma irmã minha que vive em Lisboa. Tinha visto os meus quadros na expo do ESCA - onde ela tem o seu consultório de pediatria - e não se tinha mostrado muito interessada, aparentemente, pelos quadros. Explicou-me que os achava demasiado grandes e, penso eu, um pouco escuros.
Hoje mostrei-lhe uma panóplia de pinturas que tenho feito desde o início da actividade. Estão guardados numa pasta e são mais de 40.
Ela simpatizou muito com os guaches e escolheu dois. Também gosto deles. São mais suaves do que os acrílicos, embora não tenham brilho. Fiz alguns em dada altura e depois deixei de fazer, mas vou retomar.

Eis os guaches que ela escolheu:




É sempre encorajante ver o interesse que as nossas obras despertam nos outros. Além do mais, é o que mais gosto: oferecer aquilo que fiz com entusiasmo e emoção.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

E a inspiração voltou




Estava um pouco deprimida quando voltei das férias e não me apetecia pintar. Passei três dias quase só a ler jornais, a ver TV e a ouvir música, para além das tarefas domésticas, que essas têm sempre de ser feitas. Hoje ao escrever a entrada abaixo, parece que senti um impulso para criar alguma coisa mais bela. E aconteceu...

Vão aqui os dois quadros abstractos que compus em três horas. O guache é um material muito fácil de usar e as cores - só tenho sete cores ao todo - são suaves, em geral.
Não sei se gostarão ou se sentirão alguma coisa ao olhar para eles. Eu sinto.






terça-feira, 25 de agosto de 2009

Poplars



Gosto muito da palavra choupos em inglês. É musical. Esta árvore é uma das minhas preferidas, pela leveza das suas folhas, os seus troncos quase argênteos, a verticalidade com que se espalham na paisagem. Monet pintou-os magistralmente.
Fazem parte do meu imaginário de criança e adolescente, porque na nossa casa havia uns tantos que se faziam ouvir ao fim da tarde quando o vento era mais forte.
Já pintei outros quadros com choupos, ontem resolvi experimentar uma técnica mixta, ou seja, guache e pastel. Primeiro usei o guache para dar os tons verdes e acastanhados das folhas e o azul do lago. No fim , o pastel para sublinhar os troncos, salpicar as folhas de um cinzento esverdeado e desenhar os reflexos na água. Com o esfuminho, o pastel ficou entranhado no guache. Por fim ainda usei guache de novo e um pincel em leque para melhorar os reflexos.
É simples, gosto dele.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Hoje comecei bem o dia


 Pintei um guache na mesa da cozinha. Tem luz, é espaçosa e nem sempre está a ser usada. Além disso, vêem-se árvores por todo o lado. O Jardim Botânico fica mesmo em frente. É como se estivesse a pintar ao ar livre.

Fiz esta obra. Diferente. O guache permite uma leveza inesperada, efeitos tardios e um resultado que , nem sempre, é o que se pretendia. O papel nem sequer é próprio, é para acrílico, mas gosto dele.

Hoje saiu mais bonito do que esperava. Dedico-o a todos os que têm tido a paciência de visitar o meu blogue e que silenciosamente (?) o vão acompanhando. Obrigada.

Vai aqui um poema a propósito:

Espelho

E eis que do tronco
rompem-se os brotos:
um verde mais novo da relva
que o coração acalma:
o tronco parecia já morto,
vergado no barranco.

E tudo me sabe a milagre;
e eu sou aquela água de nuvens
que hoje reflecte nas poças
mais azul seu pedaço de céu,
aquele verde que se racha da casca
e que tampouco ontem à noite existia.

   
                        
Salvatore Quasimodo


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Pinturas a guache




Quando andava na escola fazia muitas pinturas a guache e vocês devem lembrar-se também do horror que era pintar em carteiras minúsculas, que deixavam cair tudo, sem sitio para pôr a água, pinceis, caixa de guaches, etc. Ficava tudo uma "borrada", desculpem a expressão. Nunca tive grandes notas, o máximo foi 13 no exame! :))). Fiquei a embirrar com os guaches para toda a vida!

Há semanas resolvi reiniciar-me no guache no atelier onde pintava, gostei, mas não é dos meus materiais favoritos. É acessível, mais forte que a aguarela, mas não tão maleável como o pastel ou o acrilico.

Vão aqui três experiências todas elas sem título.