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sábado, 31 de março de 2012
Um quadro impressionista
Pelo menos é o que me parece quando olho para ele....vejo uma floresta, um regato meio alvoroçado, árvores e água num jogo de cores e luz. Mudei a foto que estava muito escura.
Fi-lo há dias, só hoje acabei. Acrílico sobre MDF, com gel para a textura. Tinta muito diluida,
Fi-lo há dias, só hoje acabei. Acrílico sobre MDF, com gel para a textura. Tinta muito diluida,
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
O canto da floresta
Há muito que não vou a uma floresta, nem sequer a um local isolado daqueles em que o ar é puro e só cheira a eucalipto e a pinhas. Tenho saudades de passear num monte donde se disfrute uma vista magnífica sobre o mar, saudades de vegetação, de árvores fechadas sobre si, mal se descortinando os raios de sol.
Tenho saudades da quinta dos meus Pais em Albarraque, no sopé de Sintra, onde passávamos as nossas férias em criança. Havia lá um local onde os choupos(?) eram tão altos e tão próximos que não se sentia pinga de vento. O meu Avô apelidou esta álea de "alameda do pouco vento". Ficava junto dum caramanchão ( palavra que já não usava há séculos), onde havia videiras verdejantes na Primavera e vermelhas no Outono.
Na minha memória já se confunde tudo, pois o meu Pai vendeu a quinta quando eu tinha dez anos. Só me lembro de andar de burro, no Tupi, que era montado por todos nós, dos figos apanhados da érvore e comidos ali quentinhos, de tirar os pinhões e de os abrir com uma pedra, que os esmigalhava quase...e lembro-me também das redes que serviam para dormirmos as sestas no meio da mata, mal eu sabia como era privilegiada...
Não sei porque me lembrei disto agora, talvez porque hoje me deu para a nostalgia. Pintei um quadro impressionista - so to speak - com as cores quentes da floresta...
Tenho saudades da quinta dos meus Pais em Albarraque, no sopé de Sintra, onde passávamos as nossas férias em criança. Havia lá um local onde os choupos(?) eram tão altos e tão próximos que não se sentia pinga de vento. O meu Avô apelidou esta álea de "alameda do pouco vento". Ficava junto dum caramanchão ( palavra que já não usava há séculos), onde havia videiras verdejantes na Primavera e vermelhas no Outono.
Na minha memória já se confunde tudo, pois o meu Pai vendeu a quinta quando eu tinha dez anos. Só me lembro de andar de burro, no Tupi, que era montado por todos nós, dos figos apanhados da érvore e comidos ali quentinhos, de tirar os pinhões e de os abrir com uma pedra, que os esmigalhava quase...e lembro-me também das redes que serviam para dormirmos as sestas no meio da mata, mal eu sabia como era privilegiada...
Não sei porque me lembrei disto agora, talvez porque hoje me deu para a nostalgia. Pintei um quadro impressionista - so to speak - com as cores quentes da floresta...
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Floresta impressionista
Ontem resolvi destruir uma pintura que tinha feito há semanas sem grande sucesso. A textura é espectacular, mas o quadro ficou monótono e desinteressante.
Peguei num pincel e tapei tudo com acrilico branco não muito espesso, só o suficiente para atenuar a cor do fundo.A partir daí, escolhi um dos meus motivos favoritos, bem real, árvores, folhas, floresta, tudo com acrílico aguarelado, em cores pastel, muito líquido, de modo a que as cores se misturaressem entre si. Gosto do resultado. Nunca tinha feito nada assim. A textura é diferente.
É mesmo impressionista...pelo menos aos meus olhos.
Peguei num pincel e tapei tudo com acrilico branco não muito espesso, só o suficiente para atenuar a cor do fundo.A partir daí, escolhi um dos meus motivos favoritos, bem real, árvores, folhas, floresta, tudo com acrílico aguarelado, em cores pastel, muito líquido, de modo a que as cores se misturaressem entre si. Gosto do resultado. Nunca tinha feito nada assim. A textura é diferente.
É mesmo impressionista...pelo menos aos meus olhos.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Floresta ao luar
Nestes dias fiz este quadro. Ao vivo é mais apelativo, aqui perdem-se um pouco as saliências, fica tudo no mesmo plano. O melhor será clicar na foto e ver em grande.
Chamei-lhe floresta ao luar, pois dentro do abstracto há contornos de árvores, de um lago, da luz a entrar pelo lado esquerdo.
Foi feito em MDF e mede 35x40 cm.
Fica aqui um poema de Sophia de Mello Breyner a propósito:
Bebido o luar
Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.
Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.
Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.
E já agora acrescento mais dois poemas enviados pelo meu irmão ( obrigada!) há minutos que parecem feitos para este quadro ou vice-versa...
Formas alvas dançam na escuridão em meus sonhos.
Por entre os galhos que rangem tristonhos
vem a luz da Lua visitar o chão
para ouvir as Árvores em sua noturna canção.
Que a noite, neste momento as reúna,
Que seus espíritos voem juntos no vento
e que seja infinito o tempo
enquanto não vem o dia,
que haja apenas a magia.
No cheiro das flores nesses ares,
Nos feixes de luz nua
Se sente o amor da Lua pelas Árvores,
Se sente o amor das Árvores pela Lua.
Filipe Torresi Rissetto
Entre o luar e o arvoredo,
Entre o desejo e não pensar
Meu ser secreto vai a medo
Entre o arvoredo e o luar.
Tudo é longínquo, tudo é enredo.
Tudo é não ter nem encontrar.
Entre o que a brisa traz e a hora,
Entre o que foi e o que a alma faz,
Meu ser oculto já não chora
Entre a hora e o que a brisa traz.
Tudo não foi, tudo se ignora.
Tudo em silêncio se desfaz.
Fernando Pessoa
Foi feito em MDF e mede 35x40 cm.
Fica aqui um poema de Sophia de Mello Breyner a propósito:
Bebido o luar
Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.
Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.
Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.
E já agora acrescento mais dois poemas enviados pelo meu irmão ( obrigada!) há minutos que parecem feitos para este quadro ou vice-versa...
Formas alvas dançam na escuridão em meus sonhos.
Por entre os galhos que rangem tristonhos
vem a luz da Lua visitar o chão
para ouvir as Árvores em sua noturna canção.
Que a noite, neste momento as reúna,
Que seus espíritos voem juntos no vento
e que seja infinito o tempo
enquanto não vem o dia,
que haja apenas a magia.
No cheiro das flores nesses ares,
Nos feixes de luz nua
Se sente o amor da Lua pelas Árvores,
Se sente o amor das Árvores pela Lua.
Filipe Torresi Rissetto
Entre o luar e o arvoredo,
Entre o desejo e não pensar
Meu ser secreto vai a medo
Entre o arvoredo e o luar.
Tudo é longínquo, tudo é enredo.
Tudo é não ter nem encontrar.
Entre o que a brisa traz e a hora,
Entre o que foi e o que a alma faz,
Meu ser oculto já não chora
Entre a hora e o que a brisa traz.
Tudo não foi, tudo se ignora.
Tudo em silêncio se desfaz.
Fernando Pessoa
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Paleta de cores
Hoje acabei um quadro que estava em stand-by há uns dias. Tem um não sei quê de abstracto, embora seja mais figurativo...neste momento as florestas têm todas as cores possíveis e foi isso que tentei transmitir.
EM NOVEMBRO
Nostálgico este dia,
Neste mês tão peculiar como é Novembro.
Tudo se clarifica e refina;
As árvores despem-se de vez numa ousadia que desengana as cores-frias-de-amarelo-fogo que revestem o Outono.
Em Novembro,
A estação atinge a sua plenitude.
A chuva perde a sua timidez;
O frio engalanado lidera manhãs, tarde e noites;
E o amigo vento alia-se de bom grado, para juntos trazerem o mau tempo em pessoa.
Novembro,
É o mês que proporciona a autenticidade do que na Natureza é per si genuíno.
As noites de Novembro tornam especiais os primeiros serões à lareira e exultam o estado de reflexão.
É altura de nos rendermos e procurarmos "aquele" cachecol tão quentinho que relembra o sabor único das castanhas assadas...
Em Novembro,
O nevoeiro matinal envolve de mistério a aurora, e o Sol seu prisioneiro, tenta em vão brilhar.
Em Novembro,
A nostalgia preenche os dias e abraça as noites de uma forma única e especial...
Fly - in Luso-poemas
sábado, 6 de novembro de 2010
Pintura aguarelada
sábado, 4 de setembro de 2010
Fin d'été
Hoje fiz esta pintura, sem grandes objectivos, só porque tinha saudades de pegar no pincel ao fim deste tempo todo. Comecei por tentar uma tela figurativa , uma ponte lindíssima cheia de musgo sobre um riacho que vi no Yorkshire Sculpture Park. Adoro a fotografia , tudo parece dourado e verde, a ponte reflecte-se no riacho e o efeito é surpreendentemente belo.
Não consegui...é demasiado pormenorizado e o efeito com a tinta perde-se. Nem sempre uma boa foto dá um bom quadro. Ou por outras palavras: é preciso muita arte para transformar uma foto numa linda pintura. E eu não sou muito artista em quadros figurativos a acrílico. Talvez em pastel me safasse melhor!
Acabei por usar as tintas que tinha na paleta e juntei-lhes massa de gel,aplicando tudo com a espátula fina.Foi este o resultado.
Faz-me lembrar o fim do verão, não sei porquê.
Não consegui...é demasiado pormenorizado e o efeito com a tinta perde-se. Nem sempre uma boa foto dá um bom quadro. Ou por outras palavras: é preciso muita arte para transformar uma foto numa linda pintura. E eu não sou muito artista em quadros figurativos a acrílico. Talvez em pastel me safasse melhor!
Acabei por usar as tintas que tinha na paleta e juntei-lhes massa de gel,aplicando tudo com a espátula fina.Foi este o resultado.

Faz-me lembrar o fim do verão, não sei porquê.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Chegou a Primavera

Acrílico s/ tela- 2009
Não sei se deram por isso, mas já se sente no ar um cheiro diferente, que ainda não é inebriante, mas que já se torna mais doce e agradável do que o odor acre das folhas húmidas. Pelas minhas ruas, há árvores e árvores cheias de flores, muito frágeis e vulneráveis ao vento. As petalas espalham-se pelos passeios, atapetando-os de rosa e branco. O sol brilha ainda a medo e no horizonte surgem, porventura, algumas nuvens de chumbo. Os dias, esses dão-se ao luxo de se estender umas horas mais, oferecendo ás crianças a alegria de poder ainda brincar lá fora depois do colégio, escola e infantário.... uau! já se pode patinar, correr, andar de bicicleta, skate ou simplesmente passear nos jardins. É bom ver o sol a despedir-se cada vez mais tarde para lá do mar...see you tomorrow!

Acrílico sobre tela 2008
Vai aqui a música cliché de Vivaldi, que nos surpreende sempre pela vivacidade dos seus violinos...
terça-feira, 9 de março de 2010
Colagens- dedicado ao meu amigo Stewart

Flores para as Mulheres ( Dia Internacional das Mulheres)
Sempre gostei de colagens, mesmo quando estava na escola . era professora ainda e fazia projectos com os alunos - ao elaborar os meus manuais escolares, usava este tipo de expressão gráfica para fazer separadores de temas. As colagens eram feitas por nós, à mão, com recortes de jornais e revistas , de modo a compôr posters que seriam depois fotografados na editora.
Há grandes artistas como David Hockney que apresentaram colagens inesquecíveis de Paris, por exº.
Hoje já há muitas maneiras de fazer colagens digitais e algumas resultam em fotos espectaculares, efeitos especiais notáveis e visões diferentes dum mesmo cenário. Mas cada fotógrafo tem a sua sensibilidade e há colagens e colagens!!:))
Tenho um amigo que faz maravilhas neste capítulo. Nunca vi colagens tão emocionantes - thrilling - e visualmente conseguidas. Esse meu amigo é inglês, embora se declare cidadão do mundo e vive em VFXira, onde segundo ele aparentemente nada acontece...mas as fotografias dele são sempre marcantes, tiradas em locais típicos da vila.
Cansado do site Woophy, por razões compreensíveis - resolveu despedir-se em beleza, usando várias colagens de fotos que tirou em Lisboa anos atrás e não só. Não acredito que ele se vá de vez, Mas pedi-lhe que me deixasse colocar as fotos aqui. Desta vez fico-me pelas colagens, mas em breve virão outras e outras....
Generosamente, deu-me licença de partilhar convosco esta apoteose digital.
Thanks, Stew! Cor em movimento will for the moment turn into Dazzle in motion!!

Estação do Oriente - Lisboa

Ponte 25 de Abril e o Tejo

Fogo de artifício em Lisboa
Por favor cliquem nas fotos para verem o seu esplendor!
No dia dos meus anos há um ano atrás ofereceu-me uma colagem dum pavão com fogo de artifício nas plumas engalanadas. Chamou-lhe o Pavão de S. João. Infelizmente, não o tenho aqui senão em papel.
Á bientôt, S.
Love
Gi
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
The Trees

Há uns anos quando estava a compilar canções para o manual do 11º ano - o tema era environment e havia inúmeras canções lindissimas de cantores anglo-saxónicos muito conhecidos. Encontrei um mais rebelde, chamado Trees, duma banda Rush, que não conhecia. Do que gostei foi da letra da canção, que era genial e que vou tentar traduzir dum modo informal. Ainda hoje estive no botanico, e o sol espreitava do alto das árvores sem folhas, silhuetas negras no meio dum jardim de camélias.
A ideia da letra da canção é esta:
Há sarilhos na floresta, há problemas com as árvores : os áceres querem mais luz do sol e os carvalhos ignoram o seu pedido. O problema dos áceres - e eles estão convencidos de que têm razão -é que os carvalhos são muito farfalhudos e roubam a luz toda ; mas os carvalhos, que não conseguem conter os seus sentimentos e o modo como foram criados, perguntam-se porque é que os áceres não se contentam e não são felizes com a sua sombra.
Há sarilhos na floresta e os animais fugiram todos, os áceres gritam Opressão e os carvalhos só sacodem a cabeça.
Os áceres formaram um sindicato e exigiram direitos iguais: os carvalhos são demasiado ambiciosos e nós vamos obrigá-los a dar-nos luz.
Acabou-se a opressão, pois redigiram-se nobres leis. Doravante as árvores vão ser todas iguais, quer seja a machado, a cutelo ou a serrote.
Na canção tudo rima, o que a torna hilariante.Preparem-se para o rock!
TREES
There is unrest in the forest,
There is trouble with the trees,
For the maples want more sunlight
And the oaks ignore their pleas.
The trouble with the maples,
(And they're quite convinced they're right)
They say the oaks are just too lofty
And they grab up all the light.
But the oaks can't help their feelings
If they like the way they're made.
And they wonder why the maples
Can't be happy in their shade.
There is trouble in the forest,
And the creatures all have fled,
As the maples scream "Oppression!"
And the oaks just shake their heads
So the maples formed a union
And demanded equal rights.
"The oaks are just too greedy;
We will make them give us light."
Now there's no more oak oppression,
For they passed a noble law,
And the trees are all kept equal
By hatchet, axe, and saw.
Li mais tarde que o carvalho é o símbolo da Inglaterra e o ácer o símbolo do Canadá, aquela folha que se vê nas bandeiras. Daí a opressão e o desejo de independência dos segundos em relação aos primeiros. Interessante!!
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Colagens fotográficas -2
Há muitos tipos de manipulação e por meio de colagens conseguem-se resultados muito estranhos e belos. A colagem em mosaico permite ver todas as fotografias distintamente, assim como o tipo "poster" de fotos juxtapostas.
Mais misteriosas e belas são as colagens em que as fotos se misturam e sobrepôem. Vão aqui exemplos, algumas de sobreposição de flores, pessoas, monumentos:



Mais misteriosas e belas são as colagens em que as fotos se misturam e sobrepôem. Vão aqui exemplos, algumas de sobreposição de flores, pessoas, monumentos:



segunda-feira, 3 de agosto de 2009
EXPO: Seasons come, seasons go




Aqui podem ver alguns dos quadros que constam da colecção:
Também podem ver aqui aqui um dos poemas dos vários associados aos quadros em questão.
Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.
O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nosso membros lassos
A leve rapidez dos animais.
Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.
Sophia de Mello Breyner
Se lá forem não se esqueça de assinar o livro de presenças!
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